
(Blake. The Marriage of Heaven and Hell)
Nunca pelo valor da liberdade de expressão.
Não tenho apreço pelo valor “liberdade de expressão” (deixo essas merdas de “valores” para o “arrastão”). Creio que a liberdade de expressão é também a liberdade de exploração do mundo do trabalho e dos trabalhadores (Lénine, Que Fazer?).
Defendo Mário Crespo por uma razão mais simples: porque, sobre J Sócrates, escreveu vários textos que eu gostaria de ter escrito.
Não é suficiente?




Sem dúvida, mais que suficiente.
Caríssimo Vidal,
Acaso deveriamos deixar o mundo do trabalho e dos trabalhadores por explorar!!?? Que mundos podemos deixar por explorar, caro Vidal!?
Carlos, esse é um princípio perigoso, o de que o inimigo do meu inimigo meu amigo é. Tanto mais que a oposição entre Crespo e Sócrates é, do ponto de vista da política, uma oposição falsa. Em nome de quê, de que ideias, de que política, é que Crespo escreve contra Sócrates? É em nome disso que não gostas do Sócrates? Se não gostas do que a malta da esquerda libertária escreve sobre o muro de Berlim e sobre a URSS (e eu também não gosto), o que dirás então do anti-comunismo primário e boçal do Crespo? A mim parece-me que o anti-socratismo dele está próximo do do Pacheco Pereira e da Manuela Ferreira Leite. E olha, feitas as contas, antes o liberalismo envergonhado do Sócrates do que o liberalismo desavergonhado dos Pachecos, Ferreiras Leites e Antónios Borges.
um abraço,
bruno
à primeira vista parece.
mas depois de uma análise menos nervosa verifica-se insuficiente. A esquerda acaba por cair na mesma esparrela armada pelo paradigma que traz dento de si a sua própria contradição. (é uma mistificação, como sabemos pelo pseudo antagonismo ps/psd de sempre) E dentro de um mesmo corpo, a pseudo contestação é o maior aval à legitimação daquilo que se propõe combater. O Crespo acaba por ter êxito na divisão dos opositores em duas partes (Vidal/Oliveira). A clientela que não concorda com uma parte acaba a concordar implicitamente com a outra parte, sem que disso muitas vezes sequer se aperceba. E assim se alternam e se “digladiam” as claques. Missão cumprida, a do Crespo, no antiquissimo tema dividir para reinar. O ideal mesmo era não trazer tipos destes para as primeiras páginas por demasiado tempo. Bater uma única vez para que não passe em claro; e fugir rapidamente para assuntos sérios
‘Não tenho apreço pelo valor “liberdade de expressão” (deixo essas merdas de “valores” para o “arrastão”).’
Define-te.
Seja a quem for que deixes ‘essas merdas de “valores”’
Só me chateia ver o William Blake metido ao pé do Sócrates….
Coitado do Blake.
Dá-me pena Carlos, dá-me pena.
foda-se. gostei !
“Não tenho apreço pelo valor “liberdade de expressão” ”
Claro que não tem. Se você e os seus amigos mandassem esta merda virava a Venezuela em 2 tempos.
Tu e o teu amigo Lenine querem é mamar sei bem onde !!!
Ok. O MC escreveu uns textos a malhar no Sócrates e no PS. So what? São muitos os que o fazem e com mais estilo do que ele. O Carlos Vidal, por exemplo. Defender o MC, com tudo o o que ele tem feito no lugar de pivô na SICN, em especial em certas entrevistas (como a do Gualter Baptista, a propósito do milho transgénico), e tendo em conta a sua linha argumentativa, herdeira da tradição de direita mais horrível, parece-me uma parvoíce.
Justiniano,
pergunta, que mundos podemos deixar por explorar?
Assim, à partida, o da arte (por exemplo). É um mundo que não faz sentido nenhum no mundo. Nada lá pode ser lido, interpretado ou compreendido.
Podia ser deixado em paz para deleite de poucos (3 ou 4 pessoas por exposição estaria muito bem, não acha, caro amigo? Eu sei que acha).
Pascoal diz e diz ou interpela muito bem:
“define-te”.
Cá vai: não prezo valores, sejam eles quais forem.
Liberdade e igualdade não são valores. E eu prezo-os porque são, acima de tudo, conquistas. Com violência se necessário.
Eu só não defendo acesamente o Mário Crespo por uma razão: os métodos por ele utilizados são semelhantes ao da Pide. Como já ouvi alguém dizer, para além de escolher lugar de fumadores num restaurante vou ter de começar a pedir um lugar sem amigos do Crespo.
Bruno, amigo e camarada,
Concordo com o comentário (tal como acho pertinente o post do Renato Teixeira). Mas penso que em todas as lutas pode e deve haver uma pausa, um momento breve de pausa, chama-lhe táctico ou outra coisa. Precisamente, uma pausa na ética da luta, uma pausa na ética. Repara, não uma “pausa ética” (pois deves desprezar este conceito “moderno” tanto quanto eu), mas uma pausa NA ética.
De resto, concordo com o xatoo.
Neste caso concreto, deve-se bater uma vez, e passar rapidamente para assuntos sérios: isto, de facto, é debate típico de “arrastão”. Não devo aqui voltar, a este caso.
(Só há um pequeno ponto em que talvez não concorde contigo, Bruno: não sei se prefiro o “liberalismo envergonhado” ao “liberalismo despudorado”, não sei, acho que tendo a preferir o despudor – é, para nós, mais cómodo; vou pensar nisso; e tu pensa na forma de não tornar a ética uma coisa omnipresente – julgo que sabes porquê.)
Abraços aos interlocutores.
Caníbal, o Blake…
tem razão, não devia estar aqui junto a estas personagens.
Mas, não há problema:
J Sócrates não sabe o que é. Estar aqui ou não é igual. (Para nós é que é importante: sempre o olhamos enquanto falamos de míseras mentes.)
Valente António Cunha,
Ainda bem que está por aqui. Já sentia a falta do Chico da Tasca. É a mesma pessoa?
“É a mesma pessoa?”
Isso agora….. voce nunca saberá.
25 de Novembro sempre, comunismo nunca mais.
Aprendendo com Blake.
Listen to the fool’s reproach! it is a kingly title!
Tradução livre:
Ouve a reproção do(s) tolo(s). É um título de rei (que coroa um rei).
“Podia ser deixado em paz para deleite de poucos…” assim como o exílio alpino(especialmente na primavera, no verão, ou na melancolia de outono), tudo na grande paz, santa paz, de preferencia sem mais (é claro que sempre com alguma pouca coisa, para pequeno mas suficiente comprazimento).
Correctíssimo Vidal, como sempre.
Eu não acho que a escolha dos aliados seja uma coisa de somenos. E confesso não apreciar nada este conceito de que O inimigo do inimigo, amigo é.
o argumento do Vidal é reversível: “não defendo esta pessoa porque ela escreveu vários textos que me desagradam profundamente”
e isto não tem nada a ver com ética ou o diabo. É simplesmente um argumento gazua.
Antónimo,
Não lemos as coisas exactamente da mesma maneira.
Leia, acima, por exemplo, aquilo que escrevi para o meu camarada Bruno.
Depois, um outro ponto: às vezes o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Às vezes. Por vezes, podemos recorrer ao impensável. De resto, suspeito de valores éticos. Acho que sobre este caso, post e caixa de comentários presente são elucidativos.
De qualquer modo, a sua observação é importante.
Nuno Castro disse:
«o argumento do Vidal é reversível: “não defendo esta pessoa porque ela escreveu vários textos que me desagradam profundamente” ».
Está bem visto (mal visto, quero eu dizer).
A frase,
“não defendo esta pessoa porque ela escreveu vários textos que me desagradam profundamente”, não é assim algo que eu não possa vir a pronunciar.
Onde quer chegar?
Pingback: Arrastão: Vantagem dos tolos, segunda parte
altas justificações, sim senhor.
Não vais cair na esparrela dos seminários cismáticos, pois não? Volta Carlucci e vai para a a av. de berna.
e tambem, volta Carlucci vai para a av. de paris, na esquina com a praça de londres.
e todos assentes em factos e não em diz que disse.
Pingback: cinco dias » Permita-se-me um pouco de pedagogia (Daniel Oliveira, serei breve)
Ficou-se a saber porquê defender Crespo? Mas do quê é uma dúvida que me aflige.
não esquecer tambem as conquistas dentro de sis nas suas contradições: Tal & Qual, o Independente, a Grande Reportagem, o Jornal de 6ª, e o Semanário moribundo como o jornalismo de investigação.
Joaquim Vieira, Joaquim Letria, Inês Serra Lopes, José Manuel Fernandes, José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes, Felícia Cabrita, Marcelo Rebelo de Sousa, Mário Crespo e Medina Carreira ( tratamento em curso), avistando-se solução.
http://corporacoes.blogspot.com/2010/02/crespologia-muita-mudanca.html
«Mário Crespo andou um tempão a servir a agenda do governo no seu programa Jornal das 9. A cadeira dos convidados parecia a cadeira do poder, de tanto que nela se sentaram os ministros Silva Pereira e Santos Silva. No auge desta opção editorial, o jornalista afirmou em entrevista ao Semanário Económico (15.01.09) que nas próximas eleições “provavelmente” votará (ou votaria) Sócrates; e noutra entrevista, ao CM (12.01.09), disse que “provavelmente” irá (ou iria) em breve para Washington por grandes temporadas (por coincidência, foi anunciado esta semana pelo Diário da República que o próximo conselheiro de imprensa em Washington será Carneiro Jacinto, ligado ao PS). Entretanto, a linha editorial de Crespo mudou, e de que maneira, quer no seu programa, quer nos seus artigos de opinião no Jornal de Notícias. Passou a criticar abertamente o poder PS; os ministros políticos do governo já não aquecem a cadeira do Jornal das 9. Crespo não explicou a sua radical mudança editorial entre Janeiro e Março, explicação que seria não só normal como desejável. Mudar de opinião não é crime, nem para um lado nem para o outro, mas 180 graus é muita mudança.»
180 graus não é muita mudança.
Nem 360 graus pode tal ser considerado.
ó mário crespo por favor não seja um mártir que a gente não quer cá disso
Mário crespo questiona-se sobre martirios; coitado deve estar sentindo arrepios na espinha de cada vez que imagina ouvir aquilo que os tais amigos disseram ter ouvido mas que ao que parece talvez não tenham ouvido e que ninguém parece estar capaz de assumir que ouviu.
http://apombalivre.blogspot.com/2010/02/o-mario-crespo-por-favor-nao-seja-um.html
Quando os aristocratas (esta gentalha muito bem, muito culta e estalineira) se convertem ao amor pela humanidade é altura de esquecermos os valores éticos em nome de algo maior e encosta-los ao paredão!
Pelo fim da da exploração do mundo do trabalho, pela liberdade de expressão e pelos valores éticos.
P.S. não têm fotos de gajas nuas? E de gajos pode?