Pidescos destes não os defendo

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32 respostas a Pidescos destes não os defendo

  1. Nuno Ramos de Almeida diz:

    A questão não é defender o atacar o Mário Crespo, é se achas normal ou anormal a situação. Explicando, eu posso não concordar com as opiniões do Marcelo Rebelo de Sousa e considerar indigno o seu saneamento na TVI e agora na RTP. São dois níveis de análise diferentes.

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Para além de tudo, acho que chamas muito facilmente Pide às pessoas. O que acaba de ter como efeito branquear a Pide. Esse qualificativo deve ser usado com moderação. A sua vulgarização, chamando esse nome insultuoso a cada pessoa que não gostamos, é injusto para os visados e tem o efeito de normalizar a Pide.

  3. PortelaMenos1 diz:

    alguns rapazes do 5dias fazem-me lembrar o MRPP no PREC…ai e tal são social-fascistas, então é melhor juntarmo-nos ao CDS e ao Eanes !

  4. Renato Teixeira diz:

    Nuno, estou farto de Rebelos de Sousa e de Mários Crespos por todo o lado. São sempre saneados sendo promovidos. Se não cantam no Parque Mayer cantam no São Luís. Não merecem a minha solidariedade porque em abono da verdade não são saneados de lado nenhum. Percebo as duas dimensões da análise, e não corro a defender quem o pôs a andar… agora não me arrancam uma palavra para defender os eternos arautos a opinião publica. Uma espécie de papas do pensamento único. No caso do Mário Crespo, muito muito longe de fazer jornalismo. Pelos vídeos acima está próximo de ser um agente policial, não um jornalista. Um agente policial do antigo regime e por isso um Pide. Poucos desse tempo fariam este guião de entrevista feito ao Gualter Baptista e ao Francisco Louçã.
    Uso o termo com frequência pois acho que meio século de fascismo deixou semeado um pide em muita gente insuspeita neste país. Não branqueia, recorda.

  5. Além do mais, uma questão de lógica, se pides destes não defendes logo haverá alguns que…

  6. Carlos Vidal diz:

    Caríssimo, os vídeos acima mostrados mostram que o homem deu-se ao trabalho de convidar pessoas para lhes fazer algumas perguntas pidescas. Pidescas algumas, mesquinhas outras. Nada mais.
    Politicamente, Crespo é de um conservadorismo atroz. Aqui no blogue ninguém o defendeu por esse lado.
    Em pleno fascismo, em Portugal, havia monárquicos oposicionistas. Eu não optaria por desvalorizá-los só porque abomino a monarquia.
    Mas a situação aqui é mais simples, muito simples: não sei nem me interessa qual vai ser o próximo emprego de Crespo, que trabalha na SIC. A questão aqui é esta: há um indivíduo que escreve e publica opinião anti-governamental; perante ela o governo considera o tipo “um problema”. E não é preciso complicar mais a situação.

  7. Renato Teixeira diz:

    Portelamenos1, esteja descansado… não me verá com tais companhias nem a engolir tamanhos sapos.

    Miguel Dias, não vejo onde leu a defesa dos outros. Se disse que gosto muito deste bife, quer dizer que não gosto dos outros? A lógica é como as batatas, cozinham-se a gosto.

  8. Renato Teixeira diz:

    Carlos Vidal, a questão é de facto simples: não faço unidade com deus para derrotar o diabo. Os Mários Crespos e os Marcelos Rebelos de Sousa são um problema tão grande para o regime em geral e para o governo de turno em particular, como eram os monárquicos oposicionistas para o fascismo. O exemplo é óptimo. Estas figuras têm um papel determinante no regime. Publicar o que entenderem e definirem os limites da razoabilidade. São a aparência democrática do regime, principalmente quando o criticam. Porque na verdade nenhuma das suas críticas coloca nenhum dos fundamentos do sistema em causa.
    De resto, não vejo onde a censura do artigo (que obviamente não defendo) tenha protegido o governo. O alegado veto só lhe deu mais publicidade.

  9. Mário Machaqueiro diz:

    O disparate e a infantilidade que anda por aqui, desde o título do post até comentários como o do Renato Teixeira! Subscrevo inteiramente o comentário do Nuno Ramos de Almeida. E ao Renato Teixeira direi apenas isto: é verdade que há por aí muita gentinha com alma de PIDE – e, já agora, também é verdade que os PIDES despontam onde menos se espera, às vezes até na «boa consciência» de muito moralista de «esquerda»; mas equiparar estas entrevistas do Mário Crespo, por criticáveis que sejam nos seus métodos, ao «guião» das «entrevistas» da PIDE só pode relevar da falta de memória e da ignorância. E ainda bem (para ele) que o Renato Teixeira é, neste particular, um ignorante. Significa que nunca teve de passar pelo tipo de «entrevistas» que a PIDE conduzia. Tivesse ele sofrido essa experiência, seria certamente mais comedido e ponderado nas suas comparações.

  10. referia-me concretamente ao pidezinho das batatas transgénicas.

  11. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Renato, o que é interessante é que num momento de censura, a tua preocupação é atacar o censurado. Chama-se a isso sentido das prioridades políticas ou a prova que o esquerdismo é a doença infantil do comunismo. 🙂

  12. Carlos Vidal diz:

    Duas coisas: o Crespo escreveu artigos excepcionais sobre Sócrates e sobre o regime socratista. Não sei como, mas fê-lo. Felicito-o.
    ———————————————————————

    Noutro plano, a milhas deste: o Wagner escreveu a música que escreveu e era racista. E eu estou-me nas tintas para o seu racismo quando o ouço; outro exemplo a milhas de tudo isto também: Heidegger foi nazi, e eu uso-o em estudos anti-capitalistas (acertou em matérias decisivas, e até podia ser um indivíduo abjecto: por exemplo, retirou a dedicatória de uma das edições de “Ser e Tempo” ao seu mestre, por este ser judeu – atenção, se fores por aqui, pelo puritanismo metódico, vai-te escapar muita coisa; tu lá sabes).

    Não há santos.
    Um bom argumento tende sempre a impor-se como bom argumento se for um bom argumento.

  13. Renato Teixeira diz:

    Mário Machaqueiro, o termo é obviamente um exagero polémico. O Mário Crespo não está num calabouço nem tão pouco de fusca em punho. Como é a terceira sugestão nesse sentido, reformulo. De Pide a pidesco. Tal qual afirma: “é verdade que há por aí muita gentinha com alma de PIDE”. Quem é suposto conduzir uma entrevista deve procurar clarificar os pontos de vista dos entrevistados não conduzir um interrogatório, repito, pidesco. Se encontrar outra palavra melhor, não deixe de sugerir.
    Não conheci os interrogatórios da Pide, é uma verdade. Mas levei com perto de quatro horas de um interrogatório da Mossad para conseguir entrar na faixa de Gaza… O tom não era muito diferente do Mário Crespo.

    Miguel Dias, não poder escolher as batatas que como é que não me parece muito democrático e sobre isso não quis o Mário Crespo falar…

  14. Renato Teixeira diz:

    Nuno, serei sempre um doente infantil do comunismo. Os que vejo a crescer deixam todos de ser comunistas ainda que nem todos deixem de estar doentes. 🙂 Num momento de censura não defendi o governo, mas confesso que me irritou que todos estivessem a esquecer que merda de jornalista é o Mário Crespo. Os bons, são censurados todos os dias e não quando o rei faz anos. Uma censura que dá publicidade (Crespo) e outras que dão promoções (Rebelo de Sousa) não me cheira a censura, cheira-me a outra coisa.

  15. Eu quero que o Mário Crespo s’a foda. Mas não quero que fodam o Mário Crespo por não lamber as botas a este governo.
    Experimenta o infantilismo de estar sempre contra o governo que também dá resultado.

  16. Renato Teixeira diz:

    Carlos Vidal, de facto Mário Crespo escreveu bons textos contra este governo. O do palhaço gostei particularmente. Podia até nem ter gostado, mas gostei. Passe o exagero a extrema-direita americana escreve artigos (todos bem merdosos) a bater no Obama. Devo passar a defender Obama por isso? Acho por isso o seu primeiro argumento frágil.

    Já no que diz aqui concordo em absoluto: “Noutro plano, a milhas deste: o Wagner escreveu a música que escreveu e era racista. E eu estou-me nas tintas para o seu racismo quando o ouço; outro exemplo a milhas de tudo isto também: Heidegger foi nazi, e eu uso-o em estudos anti-capitalistas (acertou em matérias decisivas, e até podia ser um indivíduo abjecto: por exemplo, retirou a dedicatória de uma das edições de “Ser e Tempo” ao seu mestre, por este ser judeu – atenção, se fores por aqui, pelo puritanismo metódico, vai-te escapar muita coisa; tu lá sabes).
    Não há santos. Um bom argumento tende sempre a impor-se como bom argumento se for um bom argumento.”

    Na obra artística vejo a obra (o que consigo ver), não o artista.

    João J Cardoso, a direita conservadora ataca este governo com argumentos homofóbicos, deverei apoiar esse ataque ao governo só porque é um ataque ao governo?

  17. Carlos Vidal diz:

    Vamos lá ler de novo:
    “Carlos Vidal, de facto Mário Crespo escreveu bons textos contra este governo. O do palhaço gostei particularmente. Podia até nem ter gostado, mas gostei.”
    Ora, é isso mesmo: eu sou aliado desses textos (DOS TEXTOS, note-se). E quero mais.
    Abraço. CV

  18. Renato Teixeira diz:

    Carlos Vidal, para os bons e para os maus textos continuaremos a ler o Mário Crespo na praça pública num qualquer meio de comunicação de massas. Continuaremos a ler os seus bons textos contra o governo, as suas entrevistas pidescas, e tudo o mais que lhe passe na cabeça. Uma vez mais, os que interessa ter caladinhos (para o governo claro) são censurados todos os dias. Abraço

  19. Nos ataques panascas ao governo estou com o governo, há mínimos, até porque são anónimos, ou insidiosamente cobardes.
    Não é o caso do Mário Crespo. Nem é por o homem ter uma bela carreira de mau jornalismo de más causas que deixo de o defender no que toca à liberdade de expressão, é é isso que está em causa. É outro mínimo.

  20. Renato Teixeira diz:

    João J Cardoso, em que é que ficamos? Aqui: “experimenta o infantilismo de estar sempre contra o governo que também dá resultado” ou aqui: “Nos ataques panascas ao governo estou com o governo, há mínimos, até porque são anónimos, ou insidiosamente cobardes”?

  21. portela menos 1 diz:

    os comentários de Lelo, do ps, a este caso, são uma boa companhia para RT.

  22. Finalmente, um homem lúcido!

    (refiro-me ao Renato Teixeira, obviamente)

  23. Renato Teixeira diz:

    portela menos 1, não tiro a medida do meu comentário e do meu pensamento pelo dos outros. Devia fazer o mesmo. Vai ver que se sentirá muito melhor.

    Nuno Castro… não sei se entenda o seu comentário como um elogio ou como um insulto. É que para a lucidez que aí anda bem que apetece andar embriagado.

  24. A comunalha não defende o crespo porque é pidesco. Os mesmo que defendem criminosos como Estalino e Lenino
    Que gentalha mais ranhosa.

  25. Renato, uma não exclui outra: são os valores mais altos que se levantam. A calúnia e a censura pertencem a esse sector. Mesmo sendo a liberdade de expressão um valor político muito relativo ao poder económico, prefiro essa burguesice à sua ausência.
    De resto o infantilismo usei-o com ironia. A minha costela anarquista pende para aí, mas acho que fazes muito bem a racionalizar o assunto.

  26. Renato Teixeira diz:

    João José, tinha percebido a ironia. Tudo de acordo então. Há que racionalizar o que na aparência pode parecer óbvio e na verdade não é assim tão claro. Abraço.

    António Cunha, já faz tempo que ignoro as suas diatribes. Desta vez respondo-lhe para lhe dizer que se continua a fugir ao debate político e a remeter-se apenas ao insulto, deixarei de aprovar os seus comentários. Até então tenho-o feito para que fique claro, aos olhos dos menos atentos, o quão primária é a direita que professa.

  27. Joe o Berardo diz:

    E façamos de conta que o Sr. (dr.?) Mário Crespo não era um apoiante indefectível e entusiasta do regime do Apartheid sul-africano (recordam-se das reportagens que então nos enviava de lá, via RTP, e do tom das mesmas?).
    Haja memória!
    Façamos então de conta que o Sr, (dr.?) Mário Crespo não é um conservador, um homem da direita, disfarçado de humanista através daquele tom seráfico que adoptou nos noticiários que protagoniza como pivot.
    Façamos também de conta que o sr. (dr.?) Mário Crespo na qualidade de pivot de telejornal, não extravasa completamente esse papel, emitindo frequentemente opinões pessoais, que ninguém lhe pede e que muito poucos desejam ouvir.
    Façamos ainda de conta que não adopta sistematica e abusivamente a mesma prática durante os debates que modera no pequeno ecran.
    Façamos de conta que o Sr. (dr.?) Mário Crespo não procura sistematicamente condicionar, com grande parcialidade, esses debates, normalmente em desfavor das esquerdas e muito particularmente do PS e do Governo, seja através da formulação muito, mas muito, orientada das questões, ignorando recorrentemente as respostas (e as suas implicações) que não confirmam as teses e os objectivos implícitos na orientação que procura imprimir às entrevistas e aos debates e de uma muito habilidosa (há que reconhecer) gestão das interrupções, suas ou dos restantes interlocutores, e dos tempos de intervenção.
    A entrevista ao mentor do moviemnto Verde Eufémia é um nojo e um nojento serviço público com Mário Crespo a salivar pelos cantos da boca enquanto diz “vejam, vejam. um pontapé”.
    Façamos de conta que a personalidade real do Sr. (dr.?) Mário Crespo é a que corresponde àquele “boneco” aparentemente muito cordial, muito tolerante e muito democrata, com que nos brinda diariamente nas sua actuações televisivas e que, na recente entrevista com o Ministro Pedro Silva Pereira, a propósito do Freeport, quando confrontado e criticado, na ocasião, aliás com toda a razão, com total frontalidade e lealdade pelo Ministro, não reagiu de forma intempestiva, emocional e totalmente agressiva e despropositada, revelando, talvez, então a sua real índole e intolerância perante a crítica e o debate democráticos.

    Façamos de conta que o artigo de opinião do Sr. (dr.?) Mário Crespo, em causa, não se inscreve objectivamente na campanha negra que vem sendo conduzida contra Sócrates e contra o PS, independentemente das intenções do autor, que, claro está, estou certo terem sido as melhores.
    Façamos de conta que, nesse artigo, a maioria das alusões a que recorre para suportar as acusações a Sócrates, assentam em alegados factos, em insinuações vagas e imprecisas, não demonstradas ou confirmadas inequivocamente, até hoje, por qualquer entidade, sobretudo por aquelas que têm o dever e a competencia para, numa democracia madura, investigar, acusar e condenar (as autoridades judiciais) e que essa orientação e essa prática são deontologicamente aceitáveis, no plano do jornalismo profissional e de uma ética de cidadania responsável e democrática.

    Façamos, por último, de conta que o Sr. (dr.?) Mário Crespo é um excelente jornalista!

  28. Renato Teixeira diz:

    Joe o Berardo, concordo com praticamente toda a análise que faz do Mário Crespo mas já discordo, evidentemente, da sua defesa da censura. Mais ainda da sua caracterização de que o PS é um partido de esquerda. Quer parecer ser, sempre o quis, mas nunca o foi desde o 25 de Abril. Foi um partido da social democracia, primeiro, e agora é um partido liberal. É só ver o que tem andado a fazer e a sua agenda. É uma pena? É. Mas é assim.

  29. Renato Teixeira diz:

    Estarei sem internet na próxima semana pelo que retomarei este e os demais debate na próxima semana. Não interpretem mal, por essa razão, se os próximos comentários ficarem uns dias sem resposta. Saudações diárias.

  30. Joe o Berardo

    Façamos de conta que você é inteligente

    O que é que o passado da pessoa tem a ver com a liberdade de informação ?

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