Permita-se-me um pouco de pedagogia (Daniel Oliveira, serei breve)
2 de Fevereiro de 2010 por Carlos Vidal
(Siegrieg forjando Notung, a espada)
Respondendo a um post matinal por mim aqui publicado, respondeu Daniel Oliveira:
Sensibiliza-me esta inquebrantável ética (democrática) e a explicitada bravura contra todo e qualquer tipo de barbárie (política, social, digamos em concreto). Mas o que Daniel Oliveira não compreende nem compreenderá é que a defesa ou conquista da liberdade é uma coisa, a defesa do “valor” liberdade é outra, completamente diferente. A vida é uma coisa, o “valor vida” é outra. Nada a ver. Porque o valor, enquanto “valor”, subtrai-nos ao pensamento, ele pensa por nós. O “valor” pensa o nosso pensamento. E assim ficamos acriticamente à disposição daquilo que até podemos não entender minimamente. Mas que nos tranquiliza, apazigua, dispensa-nos de ser o que que quer que seja: vai-se, esfuma-se no corpus do “valor”, a nossa singularidade. Não há maneira de explicar isto a Daniel Oliveira. Ou melhor, não há maneira do bloguer isto conseguir perceber. (Coisas do Caravaggio, como diria um meu colega de blogue.)

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