Para combater a bandalheira, não podemos tornar-nos bandalhos
2 de Fevereiro de 2010 por Luis Rainha
Sim; sabemos o que aconteceu ao professor que insultou, em privado, o primeiro-ministro. Sim; sabemos qual é a estratégia deste senhor para resolver os problemas com a imprensa. Sim; aquela malta já assumiu uma postura de total descaro e impunidade.
Mas usar as mesmas armas da quadrilha não me parece grande ideia. Fazer de uma conversa ouvida num restaurante um caso de Estado é contraproducente. Dá-lhes espaço para se vitimizarem e corresponde a uma aprovação tácita dos seus métodos de pidezinhos de província. A bem da verdade, conversas similares sobre as supostas qualidades jornalísticas de Mário Crespo também eu já as tive; o que não prova que o quero ver amordaçado – apenas que o considero uma quase-nulidade.
Claro que os lulus do costume – para quem a licenciatura de Sócrates foi normal e nunca deu origem a pressões sobre os media, para quem todo o pântano em redor do Freeport é salutar e transparente – já andam por aí a tentar convencer-nos de que nada se passou. A esses nem vale a pena responder; cobrem-se de ridículo sozinhos.

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