Para combater a bandalheira, não podemos tornar-nos bandalhos


Sim; sabemos o que aconteceu ao professor que insultou, em privado, o primeiro-ministro. Sim; sabemos qual é a estratégia deste senhor para resolver os problemas com a imprensa. Sim; aquela malta já assumiu uma postura de total descaro e impunidade.
Mas usar as mesmas armas da quadrilha não me parece grande ideia. Fazer de uma conversa ouvida num restaurante um caso de Estado é contraproducente. Dá-lhes espaço para se vitimizarem e corresponde a uma aprovação tácita dos seus métodos de pidezinhos de província. A bem da verdade, conversas similares sobre as supostas qualidades jornalísticas de Mário Crespo também eu já as tive; o que não prova que o quero ver amordaçado – apenas que o considero uma quase-nulidade.
Claro que os lulus do costume – para quem a licenciatura de Sócrates foi normal e nunca deu origem a pressões sobre os media, para quem todo o pântano em redor do Freeport é salutar e transparente – já andam por aí a tentar convencer-nos de que nada se passou. A esses nem vale a pena responder; cobrem-se de ridículo sozinhos.

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6 Responses to Para combater a bandalheira, não podemos tornar-nos bandalhos

  1. nuno castro says:

    em que é que ficamos? Critica-se ou não se critica?

    outra coisa: a notícia do 24horas que revela que era Nuno Santos que estava sentado à mesa com os representantes da nação, leva a pensar que a conversa não foi nada ouvida, mas antes bufada pelo Nuno Santos que a teve obviamente com os tais dignitários e foi a correr contar ao Crespo.

    Por pudor – o Santos é patrão do Crespo (haja pudor!!!) – o Crespo lá inventou essa de ouvirem na outra mesa (pois, pois). Por isso, caro Vidal, é que eu não acho de somenos saber quem era o senhor executivo da televisão que o Crespo protege.

  2. ezequiel says:

    Muito bem dito, Luís.

    Sim senhor.

  3. Caníbal says:

    Nuno Castro, você é bruxo???
    http://aeiou.expresso.pt/socrates-queixou-se-de-crespo-a-director-da-sic=f561406

    Isto é um espectáculo maravilhoso.
    Há muito que o ambiente está irrespirável nesta latrina.

  4. Luis Rainha says:

    Nuno,
    Trata-se apenas de um episódio menoríssimo que apenas confirma o que já sabemos da troupe. Quanto ao resto, bastou-me ver hoje as peças da SIC Notícias, em que não havia menção ao tal “executivo de TV”, para me palpitar que seria alguém da SIC.

  5. nuno castro says:

    Caníbal

    Por vezes acho que sim. Acontece-me adivinhar o fim dos filmes, cinco minutos após estes começarem.

    é que o filme é sempre o mesmo, mas com actores e espaços diferentes. Quando não consigo adivinhar o fim, geralmente estou em presença de uma obra de arte.

    e mais não digo.

  6. Carlos Fonseca says:

    Assumo o papel de brejeiro, para dizer que tudo isto parece uma “conversa de putas”, daquelas em que se teciam sarilhos com amantes, chulos e linguareiros. Provavelmente, acertei no alvo: estamos entregues a chulos e linguareiros. E como não existem chulos sem amantes, a tela da vida portuguesa é um painel de todas as tonalidades obscuras. Mesmo com um belo Sol de Inverno.

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