O “arrastão” na lama da lama

Ao ter, numa foto de um post, mostrado Mário Crespo ao lado de Kaúlza de Arriaga, Crespo fardado, parece-me (e quantos militares de esquerda e direita não têm fotos com Kaúlza, Spínola, etc.??) e ambos respondendo a um jornalista, não se sabe em que contexto ou circunstância, exibe o “arrastão” o seu nível arrastado, sobretudo o nível da personagem infantil-Vieira, e, ao mesmo tempo, mostra o que vai ser nos próximos dias a estratégia do PS quanto a este tema.

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14 Responses to O “arrastão” na lama da lama

  1. La boue plaît aux cœurs nobles parce que constamment méprisée.
    Notre esprit la honnit1, nos pieds et nos roues l’écrasent. Elle rend la marche difficile et elle salit : voilà ce qu’on ne lui pardonne pas.
    C’est de la boue ! dit-on des gens qu’on abomine, ou d’injures basses et intéressées. Sans souci de la honte qu’on lui inflige, du tort à jamais qu’on lui fait. Cette constante humiliation, qui la mériterait ? Cette atroce persévérance !
    Boue si méprisée, je t’aime. Je t’aime à raison du mépris où l’on te tient.
    De mon écrit, boue au sens propre, jaillis à la face de tes détracteurs !
    Tu es si belle, après l’orage qui te fonde, avec tes ailes bleues !
    Quand, plus que les lointains, le prochain devient sombre et qu’après un long temps de songerie funèbre, la pluie battant soudain jusqu’à meurtrir le sol fonde bientôt la boue, un regard pur l’adore : c’est celui de l’azur ragenouillé déjà sur ce corps limoneux2 trop roué de charrettes hostiles, – dans les longs intervalles desquelles, pourtant, d’une sarcelle3 à son gué opiniâtre la constance et la liberté guident nos pas.
    Ainsi devient un lieu sauvage le carrefour le plus amène, la sente4 la mieux poudrée.
    La plus fine fleur du sol fait la boue la meilleure, celle qui se défend le mieux des atteintes du pied ; comme aussi de toute intention plasticienne. La plus alerte enfin à gicler au visage de ses contempteurs5.
    Elle interdit elle-même l’approche de son centre, oblige à de longs détours, voire à des échasses.
    Ce n’est peut-être pas qu’elle soit inhospitalière ou jalouse ; car, privée d’affection, si vous lui faites la moindre avance, elle s’attache à vous.
    Chienne de boue, qui agrippe mes chausses et qui me saute aux yeux d’un élan importun !
    Plus elle vieillit, plus elle devient collante et tenace. Si vous empiétez son domaine, elle ne vous lâche plus. Il y a en elle comme des lutteurs cachés, couchés par terre, qui agrippent vos jambes ; comme des pièges élastiques ; comme des lassos.
    Ah comme elle tient à vous ! Plus que vous ne le désirez, dites-vous. Non pas moi. Son attachement me touche, je le lui pardonne volontiers.

  2. maldição, já fui filado pelo deus patrulhador da revolução na minha ascensão a candidato a subsecretário de estado

  3. Rui F diz:

    Carlos

    o Pedro Vieira tem razão!
    Você é controleiro até dizer chega.

    Não admira haver tanto dissidente…

  4. Carlos Vidal diz:

    Rui F, você já viu quantas fotos pode encontrar para (julga o infantil-vieira) “comprometer” alguém?
    Sei lá eu o que esse indivíduo está agora a vasculhar?
    Sabe esse tipo onde há fotos de familiares meus??
    Minhas??
    Etc.

  5. Niet diz:

    Oh. Prof. Carlos Vidal: E eu, seu hagiógrafo heterodoxo, continuo à espera da sua crítica aos ” Contos Proibidos do PS “, de Rui Mateus, de que faz uma alavanca tão misteriosa como ameaçadora contra o ” soarismo, a doença senil do PS “…Niet

  6. nascimento diz:

    O poste do Sr Vieira é no mínimo nojento.Quanto àquele que considera ter o dito razão, só revela a mentezinha de quem o escreve.

  7. 1- Se não sabe as circunstância, informe-se
    2- Ainda estou à espera que corrija o que disse noutro post sobre os meus supostos silêncios sobre este tema
    3- não espero que linke os argumentos dados no Arrastão em relação ao caso (até agora todos contra a censura), porque isso seria esperar que o senhor tivesse algum tipo de seriedade intelectual, coisa que lhe é absolutamente estranha.

  8. Carlos Vidal diz:

    Não entendo nenhum dos pontos que enumera. Ou por outra, entendo, mas desvalorizo-os na totalidade. Circunstâncias? O que pretende? O que faz a foto do Kaúlza no texto do seu colaborador do “arrastão”?
    Não conhece outros militares que têm fotos idênticas?
    Outras pessoas (civis)? O que pretende o autor do golpe baixo?
    Precisamente, um golpe baixo?
    O que o sr. disse no seu blogue sobre Crespo foi nada. Pruridos deontológicos e éticos. Ressalvas e mais ressalvas. Tudo calculado. Nada livremente pensado. Portanto, Zero argumentos. Portanto, Zero textos.
    Linkar o “arrastão”? Não, só às vezes. Quando há conteúdos mínimos. O que é raro. E agora manifestamente não se justificava.

  9. Luis Rainha diz:

    Falar de “seriedade intelectual” a propósito daquele post manhoso só mesmo para rir. Mais vale admitir o passo em falso, pois todos os damos.

  10. A foto até foi mal metida, mas criticar o vieira ?

    Você seu ranhoso ? Com esse pó lenino e estalino ?

    Ó homem ganhe juízo. Antes preferia cagar um pé todo.

  11. Carlos Vidal diz:

    Respondo ao Niet, e ao seu mais do que oportuno desafio em torno do livro do Rui Mateus, “Crónicas de um PS Desconhecido”.
    Repare, disse-lhe que gostaria de dar todo o destaque a essa obra, e que talvez o fizesse numa altura em que a minha disponibilidade fosse total ou quase total. Mas, meu caro, o que será melhor?
    Destacar, publicar (e já está há muito online) de uma vez esse imprescindível trabalho?
    Ou, como venho fazendo, falar do livro um pouco e quase todos os dias?
    Dê notícias, meu caro.

  12. Rodrigo diz:

    que rico par de bandarilhas, é o que se diz na minha terra…

  13. Niet diz:

    Estamos quase com a chave da Revolução na mão- Há um imperativo, uma apelação a passar à acção, ao concreto, muito direccionado e voluntarista da parte do Carlos Vidal. Ora, Carlos Vidal sabe que isso é um desafio à História e à Luta de Classes!!!Por isso é vago, impreciso e hesita na formulação e no modelo: com ou sem partido constituído, recopiando os textos mais ” livres ” do Lénine e apelando a neo-marxistas como Badiou e Negri. Tudo isso são questões essenciais. Muito dificéis e ingratas. ” Apanhei “, é mesmo o termo, um texto do Castoriadis, que escalpeliza essa movediça problemática, que mexe com a actividade revolucionária das massas. Talvez o Lukacs tenha também coisas interessantes sobre isso. Assim como o Gramsci. Mas projectemos a tese do Castoriadis, que faz uma vénia, helàs, a Marx: ” Mas como é que -e porquê?- um povo começa a mudar e a alterar as suas instituições ? E por que é que ele não passa o tempo a fazer isso continuamente? A história humana é criação/acção.É possível elucidar essa criação/acção em algumas das suas características gerais ou nos seus conteúdos concretos, desde que já tenha ocorrido. MAS NÓS Não A PODEMOS ” EXPLICAR” NEM “PREVÊ-LA”; PORQUE Não É DETERMINADA; PELO CONTRÁRIO, ELA É DETERMINANTE. Igualmente, o seu tempo e o seu ritmo fazem parte da criação/acção “.(…)Foi Marx que elucidou o problema da Revolução da forma mais explícita…De qualquer das formas, Marx não consegue segurar a IRREDUTIBILIDADE DA PRÁXIS; PARA DIZER AS COISAS MAIS FRONTALMENTE; MOSTRA-SE INCAPAZ DE ENTENDER O CARACTER CRIATIVO. PROCURANDO, PELO CONTRÀRIO, AS CAUSAS SÓLIDAS; ISTO É, GARANTIAS DE E PARA A REVOLUCAO “. C.Castoriadis, ” Figures du Pensable “, págs.155 a 173.Editions Du Seuil. Grande passo em frente, espero, na sua obsessão com o Projecto e a Acção Revolucionárias…
    Sobre o livro do Rui Mateus: Espero a sua análise. Ele era ” empregado “- como Cavaco Silva dizia dos seus ministros na época de ouro-do dr. Mário Soares. Os suecos tinham-no ” empurrado ” para o colo dos americanos. Ele tinha que viver e sobreviver: lidava com os dinheiros e o controlo era muito pouco, mas com Carlucci e os serviços secretos alemães ainda empregou a maioria do capital para conseguir manter Portugal no lado do capitalismo energúmeno…Diga-me o que pensa. Eu não dou muito pela ” estória ” do Rui Mateus, já que o dr. Soares continua a mexer e a fazer das dele…20 anos depois, como sabemos! Niet

  14. Fulano DE Beltrano diz:

    Contra esta quequaria estalinista, tias de Cascais tendes a minha kalashnikov!
    Punha-vos todos a produzir alimentos durante um ano a ver se vos baixava a crista! Logo viam o quera criação/acção!

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