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Confesso que errei

1 de Fevereiro de 2010 por Tiago Mota Saraiva


Na sequência do que tenho escrito sobre a Parque Escolar tenho recebido vários relatos sobre a vergonha instalada, que a comunicação social teima em não revelar.
Entretanto, o Luís Afonso alertou-me para o facto da empresa Carlos Prata, Gabinete de Arquitectura e Serviços, Lda ter bastante mais adjudicações directas do que as que aqui refiro. Perante a minha incredulidade o Luís teve a paciência de ir recolher online cada uma das adjudicações directas realizadas a esta empresa pela Parque Escolar (curiosamente espalhadas por diversos sítios) que no montante global de 2.065.524,00 €.
Mais uma vez reafirmo que não está em causa a qualidade da referida empresa e dos seus projectistas. O problema central não está em quem recebe mas na entidade pública que adjudica. O que não invalida que, tendo em conta o anúncio de dezenas de milhares de postos de trabalho, nos questionemos sobre quantas centenas de arquitectos empregará esta empresa?

Para ver os ajustes directos continue a ler:

Porto
1 – Artística de Soares dos Reis

2 – Aurélia de Sousa

3 – Filipa de Vilhena

4 – Hotelaria e Turismo + interiores e decoração

5 – Clara de Resende

Vila Nova da Gaia
6 – António Sérgio

Matosinhos
7 – João Gonçalves Zarco

Braga
8 – Carlos Amarante

Maia
9 – Maia

Gondomar
10 – Gondomar

Bragança
11 – Emídio Garcia

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Comentários

Comentário de Fernando
Data: 1 de Fevereiro de 2010, 13:23

“O problema central não está em quem recebe mas na entidade pública que adjudica”
Permita-me que discorde, mas quem recebe está no mesmo patamar de quem adjudica, ou seja, a transparência deve ser possível nas duas direcções. Não me parece que se deva evitar apontar esse “efeito” de visão nas duas direcções.
Deixe que o cumprimente pelo excelente trabalho que tem feito a propósito deste assunto.

Comentário de Tiago Mota Saraiva
Data: 1 de Fevereiro de 2010, 13:32

Fernando, obrigado pelos cumprimentos.
Parece-me natural, sobretudo nos tempos que correm, que uma empresa aceite todos os trabalhos. Se há uma entidade pública que lhe quer dar centenas de projecto, não me parece que seja à empresa que compita dizer que deve haver concursos públicos.
Agora se a empresa, com tanto apoio do Estado, cumpre as suas responsabilidades sociais, essa parece-me ser uma segunda questão igualmente relevante.

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