Caso Mário Crespo

A notícia não é surpreendente e já sabemos como será processada. A partir de amanhã, a máquina de poder socialista (nos blogues, jornais e televisões), transformará esta questão num problema pessoal e alguns lançar-se-ão no ataque de carácter ao jornalista à espera que o fiel líder os premeie.

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23 Responses to Caso Mário Crespo

  1. Independentemente da minha posição, que podes ler no Arrastão, contra a não publicação deste texto, a chantagem sobre quem venha a discordar de ti, tratando de imediatamente lhe colares um carimbo ainda antes de escreverem seja o que for, também não fica bem para quem está a defender a liberdade de expressão e opinião.

  2. Ana Costa diz:

    Tiago não tenho nenhuma ligação ao fiel lider,o Tiago é que resolveu pensar que o referido jornalista lá porque criticava o governo tinha sido despachado,e daí fazer dele um injustiçado.Se ler as últimas crónicas que ele publicou no JN verá que ele criticava tudo e todos incluindo o governo e o PR.A forma como o fazia era mais insultuosa do que critica.

  3. Por isso o 5Dias e outros blogues já republicaram na íntegra a crónica censurada de Mário Crespo. Vou fazer o mesmo. Que tal o 5Dias, que sei ter enorme audiência, promover esta ideia?

  4. Xuntanuclear diz:

    Olhem,dêem uma olhada desta entrevista do mario crespo na tv e,como o homem nada tem a ver com isto.É só fumaça.
    http://xatoo.blogspot.com/

  5. Isabel diz:

    Assim que soube o caso, fui logo espreitar o Jugular, com a certeza de encontrar uma segunda versão do “Façamos de conta que Mário Crespo é um jornalista e, já agora, dos bons”. Não me enganei. Só a autoria é que mudou, o que não foi mal pensado, assim parece mais legítimo.

  6. ruim ventura diz:

    «A partir de amanhã…blá….blá…blá….»
    Ó saraiva enganas-te, é já a partir de hoje.
    Aí vai:ser parvo todos os dias custa não custa???

  7. Tiago Mota Saraiva diz:

    Daniel, este texto não trata a questão deontológica, aliás essa no actual contexto, parece-me uma questão menor. Também não escrevo sobre os que amanhã discordarão de Crespo.
    Escrevo sobre os que já escreveram isto:

    “1. Crespo não existe. Crespo apoderou-se de um espaço horário de uma estação de televisão por cabo, de ínfima audiência. A influência do Crespo é inferior à estatura moral de um delator de supostas conversas alheias conhecidas através de alegados terceiros (!). O povo sabe lá quem é o Crespo.

    2. Crespo deve ser preservado. Em toda a sua integridade. Os noticiários do Crespo dão vontade de rir e o riso dá saúde e faz crescer.

    3. Crespo tem um passado que fala por si. Crespo tem, na realidade, vários passados que falam por si.

    4. Crespo é um motivo de orgulho para o Instituto Francisco Sá Carneiro. Isso dá vontade de rir, como os noticiários de Crespo, e deve ser preservado, como o Crespo.”

    Não foi preciso esperar por amanhã.

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    Ana Costa, o que escrevi sobre este assunto foi este parco parágrafo. Leia-o.

  9. Tiago Mota Saraiva diz:

    Octávio Lima não percebi o que quer dizer.

  10. rafael diz:

    Espero ver nos próximos dias Sócrates a processar Mário Crespo. É a unica forma que tem de contradizer as acusaçoes…

  11. Donatien diz:

    Pois, creio que a ideia de “Ondas” é amplificar o artigo…
    Já muitos blogs o replicaram.

  12. A questão deontológica nunca é uma questão menor, Tiago. Pelo menos quando falamos de decisões editoriais. E só ela nos permite ter uma opinião sobre este assunto para lá das nossas simpatias ou antipatias políticas.

  13. Manuel Moringa diz:

    Me espanta esta democracia!!!. Me espanta alguns comentários e me espanta o desrespeito geral. Todos acham que podem mudar o mundo desde que estejam no poder. Como todos são sábios. O mundo funcionaria tão bem se não fossem os “Crespos” e os outros animais da quinta. A quinta funciona muito bem apenas e só com os porcos. Que chatice temos ideias tão brilhantes teorias confirmadíssimas e veêm para aqui uns conspurcadores estragar isto tudo. Como somos belos, sábios e perfeitos…

  14. Carlos Vidal diz:

    Quem nunca pensou ontologicamente, nem sabe o que tal possa ser (um ansiolítico?), pensa sempre e só “deontologicamente”.

    (Maquiavel, o sábio, tinha toda a razão: há gente que apenas nasceu para ser governada. Obedecer e cumprir a lei “ética” de quem teve o poder para a fazer.)

  15. Tiago Mota Saraiva diz:

    Daniel, o Mário Crespo não me é politicamente simpático nem antipático. A conversa privada que revela dizia-lhe respeito. O cidadão Mário Crespo tem todo o direito em querer denunciá-la, tal como Sócrates tem todo o direito de processá-lo por difamação.
    Agora não é sobre isso que o post trata. O post é sobre a imediata campanha de ataque de carácter.

  16. Carlos Fonseca diz:

    Esqueço o Crespo e permaneço na comunicação social.
    Destaco o gravíssimo erro do título de 1.ª página do DN de hoje. Com efeito, diz-se nesse título que “Na saúde os privados lucraram 700 milhões”. No sítio da internet, via ‘sapo’, a mesma fonte, DN, informa que os privados facturaram 700 milhões. Do facturar para o lucrar vai uma diferença abismal.
    Cometer este erro de informação, sem o corrigir devidamente no jornal de amanhã, é lesivo dos legítimos direitos à verdade e do SNS – e não se trata de secundárias questões da subjectividade das batalhas pessoais do Sócrates, do Pereira e do Lacão com o Crespo. Ou, se calhar, integra-se tudo na mesma guerra surda aos interesses públicos. Já nem sei.

  17. eh pá, doutores, me desculpem, mas isto levanta alguma dúvida?

    “O jornalista Mário Crespo foi até ontem colaborador de opinião do Jornal de Notícias. Essa colaboração cessou por sua vontade. Acontece que, no domingo à noite, o director do JN o contactou dando-lhe conta das dúvidas que lhe causava o texto que Mário Crespo enviara para publicação no dia seguinte. Basicamente, no entender do director do JN o texto de Mário Crespo não era um simples texto de Opinião mas fazia referências a factos que suscitavam duas ordens de problemas: por um lado necessitavam de confirmação, de que fosse exercido o direito ao contraditório relativamente às pessoas ali citadas; por outro lado, a informação chegara a Mário Crespo por um processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é: o texto era construído a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante.
    Da conversa entre o director e o colaborador do jornal resultou que este decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal, o que a Direcção do JN respeita.”

    mas um gajo agora publica um artigo, de um diz que disse, a implicar o primeiro-ministro num caso de manipulação de informação? E provas para afirmar o que diz?

    Olha, eu ouvi dizer que o Crespo gostava de comer criancinhas…amanhã já vou escrever uma crónica sobre isso…

  18. Pingback: cinco dias » Da arte do ataque de carácter

  19. Raul diz:

    Tanto quanto eu sei, o que chegou aos ouvidos de M. Crespo era uma conversa privada. Mal de mim, se, em privado, não pudesse dizer o qued me apetece acerca do Mário Crespo, do Primeiro ministro ou seja de quem for. É caso para dizer – tanto barulho para nada…

    “ele” há problemas bem mais sérios…

  20. Raul diz:

    Não que eu tenha por hábito dizer mal dos outros nas suas costas.

    Nestas coisas, os ditos ficam com quem os diz…

  21. A História de perseguição a jornalistas não é só de hoje! O PM sócrates sabe safar-se à sombra de coisas improvéveis! Em Portugal vive-se bem da sombra e do sonho! Boa noite Portugal!

    Portugal precisa cada vez mais de Mário Crespo e de pessoas desencostadas ao sistema, sejam elas da esquerda ou da direita! Quem vive, como eu na Alemanha e já viveu na França, e compara a atitude dos políticos perante o povo e o Estado, custa-lhe a acreditar e ver o que se passa em Portugal com toda a naturalidade! Às vezes há vontede de se envergonhar por um Portugal desenvergonhado! Um povo sujeito à subserviente às falácias do poder não pode sair das amarras que vai arrastando no decorrer da história, apesar dos seus grandes feitos!
    De resto nada de novo sob o sol português. O senhor Sócrates quer ser sol e reduzir o resto seu luar! Um país, fechado em si, em que a prepotência política e a vaidade duma elite balofa à margem do povo e da nação, se permite o que quer sem consequências, cada vez perde mais a sua honra de país, para viver da vanglória de alguns dançarinos do poder que no estrangeiro não são notados. Para governar portugal bastam alguns espertos com os seus Homens-Amem.
    Não percebo que o socialismo democrático português (será que tem expressão?) permita que um homem como Sócrates desonre tanto o socialismo humano e honesto, que também o há!
    Para governar não chega viver bem à sombra de coisas improváveis!…
    António da Cunha Duarte Justo,

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