manif dos enfermeiros


[ vídeo do João Pedro (canal akrapzap no Youtube) ]

Não queria deixar de partilhar convosco este vídeo sobre a manifestação dos Enfermeiros que ocorreu ontem, 29 de Janeiro, em Lisboa.

bom fim de semana!

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6 respostas a manif dos enfermeiros

  1. Carlos Fonseca diz:

    Os enfermeiros juntamente com os médicos são duas corporações dominantes na saúde em Portugal – capturaram o sistema, como se diz entre os estudiosos sector. O facto de serem licenciados não deveria servir de fundamento a qualquer reinvidicação salarial. A selectiva definição de funções, as remunerações e horários de que já hoje beneficiam, a somar ao pluriemprego no binómio público-privado, proporcionam a muitos enfermeiros rendimentos que, de longe, excedem o rendimento médio dos jovens licenciados portugueses.
    Sou um defensor do SNS e combato políticas do governo actual, mas as necessidades da população, emanadas do direito constitucional ao acesso aos cuidados de saúde tendencialmente gratuitos, não são aceitáveis como contrapartidas para oportunismos deste género. Enfermeiros, médicos e afins (AAM) valem-se, pois, da dependência da população desses cuidados para chantagear com o recurso a mobilizações corporativistas deploráveis. Se for tida em conta a vulgar a falta de profissionalismo de muitos enfermeiros do sector público de saúde, Cardiologia do Hospital de Santa Maria por exemplo e muitos outros serviços, verificar-se-á que o desempenho, e não a licenciatura, não merece ser premiado.
    Ainda assim, concentremo-nos na variável licenciatura; então, que obrigações competiriam ao Estado, e à comunidade como suporte deste, relativamente a elevadas taxas desemprego de licenciados de outras áreas? Às baixíssimas remunerações pagas, a recibo verde, a muitos? Ou mesmo ao não pagamento de qualquer remuneração a ínumeros jovens estagiários licenciados em diversas áreas?
    Para finalizar, permito-me dizer: o meu Pai, falecido há anos, foi dos primeiros enfermeiros portugueses formados na área de cuidados psiquiátricos. Foi aluno do Prof’s. Barahona Fernandes, Ilharco de Sousa e de outros de reconhecida competência. Ele, e muitos dos seus colegas, tratou em casa de gente muito pobre, sem cobrar um centavo – a moeda era o escudo. O presente não tem que ser inexoravelmente o inverso pleno do passado, sob pena de se perder o sentido de solidariedade.

  2. anah diz:

    Sobre o comentário anterior …

    “Os enfermeiros juntamente com os médicos são duas corporações dominantes na saúde em Portugal”, mas não são os médicos e os enfermeiros os únicos trabalhadores da Saúde!? A sua frase parece crer que existem outros trabalhadores da Saúde, quem? …
    “A selectiva definição de funções, as remunerações e horários de que já hoje beneficiam, a somar ao pluriemprego no binómio público-privado, proporcionam a muitos enfermeiros rendimentos que, de longe, excedem o rendimento médio dos jovens licenciados portugueses.” Tenho-me dado ao trabalho de falar com enfermeiros portugueses, estou informada. De que enfermeiros está a falar?! … De outro país?
    “contrapartidas para oportunismos deste género.” Considera oportunismo a defesa justa de salários e de condições mínimas de dignidade na profissão?! …
    “Ainda assim, concentremo-nos na variável licenciatura”. Quem determinou a habilitação mínima de licenciatura para o desempenho profissional?! Não me diga que foram os enfermeiros …!
    “Às baixíssimas remunerações pagas, a recibo verde, a muitos? Ou mesmo ao não pagamento de qualquer remuneração a ínumeros jovens estagiários licenciados em diversas áreas?” Inveja? Quer nivelar por baixo? Escravatura?
    Nivele-se por cima. Para melhorar. Nunca como pretexto para piorar.
    “Para finalizar, permito-me dizer: o meu Pai, falecido há anos, foi dos primeiros enfermeiros portugueses …”
    A caridadezinha faz parte dum passado tenebroso de nome “ditadura”. A democracia está implantada em Portugal desde 74, embora se constate constantemente que muitas mentes portguesas ainda não integraram essa realidade “comezinha”.

  3. JMJ diz:

    Presumo que para o Sr. Carlos Fonseca, apenas os hipercompetentes “gestores”, com a sua reconhecida capacidade de trabalho que os leva a “trabalhar 24 horas por dia, e às vezes à noite”, são capazes de conceber um futuro risonho e brilhante para saúde neste país.

    Perguntar a quem trabalha, o que acha melhor para o seu local de trabalho? Isso são tolices que para nada servem, não é?

  4. Carlos Fonseca diz:

    Sou licenciado, mestrado em Engenharia da Saúde e tenho uma pós-graduação em Gestão de Unidades de Saúde. Exerci funções de gestor hospitalar, no sector privado. Teria muito que dizer acerca de enfermeiros, até pela patologia cardíaca que já me levou a internamentos em hospitais públicos portugueses e num hospital público de Veneza. A diferença de comportamento e profissionalismo é abismal, em favor, claro, dos italianos. Com os médicos, por outro lado, posturas e desempenhos são idênticos. Não tenho razões de queixa.

    As questões da comentadora ‘anah’ não passam de dislates, reveladores, aliás, de alguma ignorância. Só vou servir-me de uma
    delas: Quem são os outros trabalhadores de saúde ? Desde logo as chamadas Auxiliares de Acção Médica, muitas vezes utilizadas para cobrir a inactividade de enfermeiros; depois os chamados paramédicos afectos a serviços de imagiologia, fisioterapia e outros; a seguir os profissionais de análises clínicas e os farmacêuticos hospitalares. Como vê, e não citei todos, são múltiplos os profissionais do sector da saúde, para além de médicos e enfermeiros. Os HUC, Coimbra, têm cerca de 4.500 trabalhadores, o HSM, LIsboa, tem 6.000 – neste último, como sabe, através dos tristes casos de cegueira, o engano foi alegadamente cometido por farmacêuticos.
    Sou de esquerda, não votei PS, mas não faz parte do meu ideário apoiar o ‘carreirismo profissional’ a qualquer preço, à custa dos fundos públicos, e consequentemente dos contribuintes.
    Quanto ao outro comentador, e como diria o Eça, ignoro saídas próprias de alimárias, encobertas que sejam pela capa JMJ ou sob outra forma de anonimato.
    Para mim o assunto está encerrado. Não perderei mais tempo.

  5. Pedro Soares diz:

    Carlos Fonseca, está a brincar com quem? Tem mestrado em Engenharia da Saúde e pós-graduação em Gestão de Unidades de Saúde e mesmo assim não sabe que os “auxiliares” já não existem? Denominam-se Assistentes Operacionais.

    Claro que, se trabalhasse directamente com os serviços hospitalares, por exemplo, saberia isso, como eu sei porque estou prestes a acabar o Curso de Licenciatura em Enfermagem. Mas tal discurso, até pela parte “os médicos são iguais mas os enfermeiros piores”, só mostra que é veneno a destilar por alguma má experiência pessoal generalizada.

    Apanhado pela ignorância e pelo desdém. O paizinho devia ter-lhe dado umas palmadas pela falta de respeito.

  6. anah diz:

    Francamente, não entendo o significado de «Engenharia» da Saúde.
    As áreas profissionais dos engenheiros designavam -se (por ex) de civis, mecânicos, electrotécnicos, químicos e de sistemas.

    Da Saúde? Engenheiros da Saúde????!

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