O mercado dos anjinhos

Para o João Miranda, o mercado é um espaço ideal, onde a informação flui de forma equitativa e livre por todos os operadores. E, para o nosso economista auto-didacta preferido, a única alternativa à liberdade total das agências de notação financeira seria o centralismo burocrático.
Fora do alcance da visão mirandense fica a possibilidade de as agências de rating definirem e manipularem essa informação, por interesse próprio ou a favor dos seus clientes, o que vai dar ao mesmo. E não se trata de engulho menor: da credibilidade dos ratings depende, em grande parte, o funcionamento transparente e fiável do mercado, pois eles contribuem para diminuir as assimetrias de informação.
E não esqueçamos a espantosa confissão do executivo da Moody’s, há pouco mais de um ano: «Ratings quality has surprisingly few friends». Falou e disse.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

5 respostas a O mercado dos anjinhos

  1. xatoo diz:

    Francamente. Um tipo acaba de almoçar, chega aqui e aparece-lhe uma joão mirandice. Ainda por cima à sexta-feira. Isto não de faz. Ou ter-me-ei enganado e isto aqui é o Arrastão a desancar “nos seus fidagais inimigos”?

  2. Num mercado dos diabos “ratings tended to be pro-cyclical, rising in expansions and declining in contractions” e os anjinhos vão atrás…
    O historiador Niall Ferguson conta-nos uma história interessante de como o mercado de títulos, há dois séculos, encorajava os governos a tornarem-se responsáveis e representativos. In the end a “constitutional monarchy was seen in London as a better credit-risk than a neo-absolutist regime.”

  3. francisco santos diz:

    O João Miranda decide reduzir tudo ao absurdo – se não for com as agência de rating, então cairemos nas mão de um qualquer burcocrata! Ou é assim ou então é o assado e o assado é o caos! Ora, as coisas não são assim tão…absurdas. Nem têm de ser. Basta saber que quer nos Estados Unidos, quer no Canadá, vem sendo discutida a possibilidade de esta tarefa ser assumida por unidades especiais no seio das independentes entidades reguladoras. Aliás, o próprio mercado (the grace be upon him) já está a responder com alternativas, justamente pela avaliação negativa que faz da credibilidade de várias notações de risco das ditas agências: por ex., a GoldmanSachs já estabeleceu um sistema de categorias de risco de crédito independente das informações de rating das ditas agências.

  4. Carlos Fonseca diz:

    Seria fastidioso desmontar teórica e pragmaticamente a pretensiosa tese do “convencido” João Mercado Miranda.
    Recomendo-lhe a leitura da obra de Joseph Stiglitz sobre mercado e informação que lhe valeu o Nobel da Economia.

  5. Xuntanuclear diz:

    ‘ O Liberdade de Expressão foi um Blog de inspiração Liberal defensor do direito à vida, à Liberdade e à propriedade honestamente adquirida, herdada, desenvolvida ou produzida’,donde se deduz que este joãO MIRANDA,FILHO DO CONSTÂNCIO é contra o estado de Israel?Ná é joãozinho?PALHAÇO FASCISTA!

Os comentários estão fechados.