Adjudica, adjudica, adjudica


No momento em que parece que a Parque Escolar se prepara para anunciar umas migalhas em “concursos para jovens”, continua a adjudicar com celeridade. Há dois dias, no portal dos contratos públicos, foi publicado o ajuste de um projecto de arquitectura e coordenação de todas as especialidades à empresa GIMA – Gestão de Imagem Empresarial, LDA.. No seu site, a empresa GIMA diz que faz o seguinte:

Com o reestruturamento da empresa, estamos mais focados em desenvolver produtos que satisfaçam a exigência de grandes campanhas de marketing e publicidade, seja em formato físico ou multimédia, mas também temos serviços mais específicos como a criação de páginas web e estacionários para pequenos clientes. Oferecemos quase tudo na nossa área, você pensa tem de escolher o que pretende de nós!

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8 Responses to Adjudica, adjudica, adjudica

  1. Guilherme says:

    Este é de longe o ajuste directo do ano: 189.504,00 € a uma agência de comunicação e marketing que dá erros ortográficos e gramaticais no seu próprio site para elaborar um projecto de arquitectura e coordenar todas as especialidades.

  2. francisco santos says:

    Seria interessante – se não desse muito trabalho; se não fosse muito incómodo; se pudesse ser… – que algum jornalista se lembrasse de investigar quem são os sócios e gerentes destas pequenas sociedades tão convenientemente constituídas nos últimos anos e que depois vêm a ser contempladas com estes estimáveis ajustes.

  3. luís afonso says:

    e não é este o único ajuste; existem mais 2:
    . Prestação de Serviços de Elaboração do projecto de Alterações
    na Escola EB 2/3 Pintor Almada Negreiros, Lisboa – 12.782,00€
    . Elaboração Projecto de Arquitectura para a Modernização
    da Escola Básica 2/3 Pedro de Santarém – 164.600,00€
    ABJECTO !!!

  4. xatoo says:

    Não é só na arquitectura. Acontece o mesmo em todas as áreas. Todos os nichos estão ocupados pelos compadres e gestores públicos que fazem “empresas” que desaparecem logo após sacarem a massa dos contratos ajustados por favores directos (ou eventualmente se prolongam, se não houver bronca)
    Só há uma saída, desandar daqui para fora, procurar trabalho “internacionalizando-se” nos novos mercados (escolas para o Afeganistão, bordéis de luxo no Brasil, Pré-fabricados autónomos para vítimas de catástrofes, por exemplo). Quem não o fizer, desaparece. Isto ficou bem implicito na “crise” deliberadamente provocada pelo desenvestimento no sector público a partir do governo Barroso, já lá vão 8 anos. E na mudança de paradigma que se lhe tem seguido após a “operação liberdade duradoura”. É aqui que estão os projectos e o emprego. Nada mais que isto

  5. anah says:

    http://www.educar.wordpress.com/2010/01/28/nao-comento/

    Na Escola de que esta Armandina Soares foi presidente do conselho executivo durante décadas (condecorada pelo Sampaio com uma comenda qualquer, imagine-se!…) -
    integrada no Agrupamento de Escolas de Vialonga (V. Franca de Xira) – parece que são só “rementos” o que resta duma escola acabada de construir ou requalificar.
    Pela informação constante da notícia do post, imaginem a “pata brava” que foi agora, com a nova ministra da Educação, promovida a conselheira do Conselho Nacional de Educação (!)

  6. am says:

    o boneco da posta ilustra bem o bordel de luxo que o xatoo sugere com a única diferença que o bordel é já aqui
    e quanto a isto a ordem diz (já disse…) alguma coisa?
    tenho vontade de deixar de pagar as quotas, abrir uma empresa (ou pelo menos um site) multimerdia, e esperar pela adjudicação (zinha)

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