<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários em: A excitação do tédio</title>
	<atom:link href="http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Feb 2012 02:02:02 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: Mario</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116666</link>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 17:19:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116666</guid>
		<description>&quot;Ou acha que a arquitectura da cidade não é política?&quot;
Acho sim senhor. No entanto, a Internacional Situacionista (IS) começou como um movimento que, ainda que procurando politizar a arte, era essencialmente artístico no formato das suas propostas. Por isso, no seu início, contava nas suas fileiras com pintores como Asger Jorn, Pinot-Gallizio e Constant, ou escritores como Ivan Chtechtglov ou Guy Debord. 
A dérive aparece nesta altura como conceito estruturante da ideia de &quot;urbanismo unitário&quot; (acho que em 1955 ou 56),  um ideal de urbanismo onde todas as artes contribuem para criar uma  Gesamtkunstwerk à escala da cidade (como exemplo, dê uma procurada no google sobre &quot;New Babylon&quot; do Constant). Quando se fala de dérive, está-se a falar do modo de usufruto &quot;estético&quot; (enquanto estímulo sensorial) e lúdico desse novo urbanismo. Portanto, parece-me claro que quando Debord diz que ‘a fórmula para mudar o mundo não a encontrámos nos livros , mas vagueando’, essa frase estará certamente incluída numa lógica de mudança do mundo físico, do espaço construído. Se essa mudança era também política? 
Implicitamente, sim. Basta atentar na dicotomia presente nos primeiros textos da IS entre o &quot;Homo Faber&quot; (&quot;de Marx&quot;) e o &quot;Homo Ludens&quot;, ou na crítica aos mecanismos capitalistas e estaduais de controlo do espaço, mediático e construído, que está presente desde o &quot;Potlatch.&quot; No fundo, &quot;une autre ville pour une autre vie&quot; 

Mas, no entanto, não estamos a falar exactamente do mesmo Debord que escreveu a &quot;Sociedade do Espectáculo&quot; e andava a discursar em conselhos de trabalhadores nos arredores de Paris nos dias quentes de 68. 
Quando escreveu sobre deriva e cidade, Guy Debord raramente falava de revolta. E vice-versa. Isto porque, embora o nome &quot;IS&quot; se tenha mantido o mesmo, o movimento artístico de tendência &quot;marxista&quot; de Debord, Asger Jorn e Constant(1957) é muito diferente do movimento de pensamento e acção política de Debord e Vaneigem (1967). Fases diferentes, demasiado. É só isso que queria apontar com o comentário.

Excelente livro o do Lówy, que adverte precisamente nesse capítulo para leituras simplistas do percurso do Debord e da IS, e que resultam ou na supressão de uma ou outra fase, ou na mistura indiscriminada das duas. 

Não percebi as parte das &quot;mesas de pé de galo&quot;. Mas acho que não preciso de blindar os meus argumentos atrás de nomes de &quot;autores bíblicos&quot;, aquilo que eu digo é demasiado claro se se der ao trabalho de comparar o &quot;Potlatch&quot; com os últimos números da &quot;Internacional Situacionista&quot; ou com a &quot;Société du Spectacle&quot;. Aliás, num desses números (já não me lembro exactamente qual) Debord aborda a saída\purga do grosso dos artistas da IS precisamente com a necessidade de mudar a abordagem do movimento, da acção artística para a acção política...

Cumprimentos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Ou acha que a arquitectura da cidade não é política?&#8221;<br />
Acho sim senhor. No entanto, a Internacional Situacionista (IS) começou como um movimento que, ainda que procurando politizar a arte, era essencialmente artístico no formato das suas propostas. Por isso, no seu início, contava nas suas fileiras com pintores como Asger Jorn, Pinot-Gallizio e Constant, ou escritores como Ivan Chtechtglov ou Guy Debord.<br />
A dérive aparece nesta altura como conceito estruturante da ideia de &#8220;urbanismo unitário&#8221; (acho que em 1955 ou 56),  um ideal de urbanismo onde todas as artes contribuem para criar uma  Gesamtkunstwerk à escala da cidade (como exemplo, dê uma procurada no google sobre &#8220;New Babylon&#8221; do Constant). Quando se fala de dérive, está-se a falar do modo de usufruto &#8220;estético&#8221; (enquanto estímulo sensorial) e lúdico desse novo urbanismo. Portanto, parece-me claro que quando Debord diz que ‘a fórmula para mudar o mundo não a encontrámos nos livros , mas vagueando’, essa frase estará certamente incluída numa lógica de mudança do mundo físico, do espaço construído. Se essa mudança era também política?<br />
Implicitamente, sim. Basta atentar na dicotomia presente nos primeiros textos da IS entre o &#8220;Homo Faber&#8221; (&#8220;de Marx&#8221;) e o &#8220;Homo Ludens&#8221;, ou na crítica aos mecanismos capitalistas e estaduais de controlo do espaço, mediático e construído, que está presente desde o &#8220;Potlatch.&#8221; No fundo, &#8220;une autre ville pour une autre vie&#8221; </p>
<p>Mas, no entanto, não estamos a falar exactamente do mesmo Debord que escreveu a &#8220;Sociedade do Espectáculo&#8221; e andava a discursar em conselhos de trabalhadores nos arredores de Paris nos dias quentes de 68.<br />
Quando escreveu sobre deriva e cidade, Guy Debord raramente falava de revolta. E vice-versa. Isto porque, embora o nome &#8220;IS&#8221; se tenha mantido o mesmo, o movimento artístico de tendência &#8220;marxista&#8221; de Debord, Asger Jorn e Constant(1957) é muito diferente do movimento de pensamento e acção política de Debord e Vaneigem (1967). Fases diferentes, demasiado. É só isso que queria apontar com o comentário.</p>
<p>Excelente livro o do Lówy, que adverte precisamente nesse capítulo para leituras simplistas do percurso do Debord e da IS, e que resultam ou na supressão de uma ou outra fase, ou na mistura indiscriminada das duas. </p>
<p>Não percebi as parte das &#8220;mesas de pé de galo&#8221;. Mas acho que não preciso de blindar os meus argumentos atrás de nomes de &#8220;autores bíblicos&#8221;, aquilo que eu digo é demasiado claro se se der ao trabalho de comparar o &#8220;Potlatch&#8221; com os últimos números da &#8220;Internacional Situacionista&#8221; ou com a &#8220;Société du Spectacle&#8221;. Aliás, num desses números (já não me lembro exactamente qual) Debord aborda a saída\purga do grosso dos artistas da IS precisamente com a necessidade de mudar a abordagem do movimento, da acção artística para a acção política&#8230;</p>
<p>Cumprimentos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116621</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 11:13:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116621</guid>
		<description>Interessante, muitos autores consideram-na politicamente relevante. Ou acha que a arquitectura da cidade não é política? Isso sim, seria uma afirmação que Debord nunca faria.
Aconselho-lhe a leitura da Estrela da Manhã de Lowy e a História da Internacional Situacionista de Jean-François Martos. Neste, a citação começa o livro, como uma espécie de moral da história. Certamente são autores descabidos. Espero com curiosidade, uma lista de autores autorizados a interpretar o verdadeiro sentido bíblico das afirmações de Debord. Mesas de pé de galo não valem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante, muitos autores consideram-na politicamente relevante. Ou acha que a arquitectura da cidade não é política? Isso sim, seria uma afirmação que Debord nunca faria.<br />
Aconselho-lhe a leitura da Estrela da Manhã de Lowy e a História da Internacional Situacionista de Jean-François Martos. Neste, a citação começa o livro, como uma espécie de moral da história. Certamente são autores descabidos. Espero com curiosidade, uma lista de autores autorizados a interpretar o verdadeiro sentido bíblico das afirmações de Debord. Mesas de pé de galo não valem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Mario</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116606</link>
		<dc:creator>Mario</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 02:13:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116606</guid>
		<description>Considerar uma afirmação do Debord, no caso sobre a arquitectura das cidades, do ponto de vista político, principalmente quando esta foi dita uns bons anos antes de ele fazer da luta política um ponto essencial da sua acção, é no mínimo descabido...
Cumprimentos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Considerar uma afirmação do Debord, no caso sobre a arquitectura das cidades, do ponto de vista político, principalmente quando esta foi dita uns bons anos antes de ele fazer da luta política um ponto essencial da sua acção, é no mínimo descabido&#8230;<br />
Cumprimentos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116470</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 19:07:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116470</guid>
		<description>Antes o bigode que tal sorte</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Antes o bigode que tal sorte</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116397</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 22:49:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116397</guid>
		<description>e já que a questão é se hamlet depila ou não depila, ainda temos a 3ª via:
http://vida-maravilha.blogspot.com/2007/09/diogo-infante-vive-hamlet-partir-de.html</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>e já que a questão é se hamlet depila ou não depila, ainda temos a 3ª via:<br />
<a href="http://vida-maravilha.blogspot.com/2007/09/diogo-infante-vive-hamlet-partir-de.html" rel="nofollow">http://vida-maravilha.blogspot.com/2007/09/diogo-infante-vive-hamlet-partir-de.html</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Morgada de V.</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116396</link>
		<dc:creator>Morgada de V.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 22:03:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116396</guid>
		<description>Depilados o caraças, este tem barba de três dias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Depilados o caraças, este tem barba de três dias.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116393</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 21:42:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116393</guid>
		<description>Estás-me a chatear com os teus Hamlets depilados, também têm tatuagens e ausência suspeita de pelos?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estás-me a chatear com os teus Hamlets depilados, também têm tatuagens e ausência suspeita de pelos?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Morgada de V.</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116390</link>
		<dc:creator>Morgada de V.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 21:24:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116390</guid>
		<description>Referia-me a este Hamlet:
http://www.abc.net.au/reslib/200811/r318041_1412354.jpg</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Referia-me a este Hamlet:<br />
<a href="http://www.abc.net.au/reslib/200811/r318041_1412354.jpg" rel="nofollow">http://www.abc.net.au/reslib/200811/r318041_1412354.jpg</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Ramos de Almeida</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116387</link>
		<dc:creator>Nuno Ramos de Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 21:12:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116387</guid>
		<description>O Hamlet não tinha bigode?
http://clotildetavares.files.wordpress.com/2009/04/hamlet-yorik.gif</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O Hamlet não tinha bigode?<br />
<a href="http://clotildetavares.files.wordpress.com/2009/04/hamlet-yorik.gif" rel="nofollow">http://clotildetavares.files.wordpress.com/2009/04/hamlet-yorik.gif</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Morgada de V.</title>
		<link>http://5dias.net/2010/01/28/a-excitacao-do-tedio/comment-page-1/#comment-116385</link>
		<dc:creator>Morgada de V.</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 21:05:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=30563#comment-116385</guid>
		<description>&quot;Exposing what is mortal and unsure to all that fortune, death and danger dare, even for an eggshell.&quot; Hamlet (sem bigode), citado com muita propriedade pelo Selvagem do BNW (grau de pilosidade facial desconhecido).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Exposing what is mortal and unsure to all that fortune, death and danger dare, even for an eggshell.&#8221; Hamlet (sem bigode), citado com muita propriedade pelo Selvagem do BNW (grau de pilosidade facial desconhecido).</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>

