A excitação do tédio
28 de Janeiro de 2010 por Nuno Ramos de AlmeidaStalin and Marilyn, de Leonid Sokov
Não acredito nas virtudes da deriva. Debord dizia que ‘a fórmula para mudar o mundo não a encontrámos nos livros , mas vagueando’. Acho simpática a ideia que a revolta deve ser prazenteira, mas profundamente errada. Só a dor erradica o tédio. Os murros têm a vantagem de nos fazerem acreditar que estamos vivos. Não há redenção sem sofrimento: É a única coisa com que concordo com o catolicismo, para além da bonita imagem de João Paulo II a chibatar-se. E, claro, da certeza que as carmelitas descalças ficam melhor de bigode.
‘Libertar o mundo da História’, lê-se no Fight Club. Não sei o que é, mas parece-me um excelente projecto. Aceitam recibos verdes?


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