Segundo o livro “Perché è santo”, João Paulo II flagelava-se frequentemente com um cinto, chegando ao ponto de se dedicar a tão bizarro hobby mesmo em viagem. Segundo o autor da obra, tratava-se de «um instrumento de perfeição cristã». Bem; pelo menos agora só se lembram de aplicar tais instrumentos a si mesmos.





A prática da auto-flagelação [pode]fazer parte do estado místico na religiosidade católica. Normalmente realiza-se através de uma espécie de chicote a que chamam “cilício”. Sendo um descrente compreensivo não vou ao ponto de associar tal prática a interpretações psicanalíticas do tipo sado-masoquismo. Partindo da imagem que JP II deixou não vejo que se lhe associe a conclusão «pelo menos agora só se lembram de aplicar tais instrumentos a si mesmos».
segundo este comentador, o autor do livro fuma umas ganzas.
Tenho ouvido falar de alguns casais que mantêm os velhos hábitos.
eu próprio só me excito com umas boas chicotadas
granda maluco… será que também punha molas nos mamilos .. eu por acaso sou dos que acha que umas palmadas já tá bom. mas temos de respeitar o prazer dos outros.
cada um lá sabe como mais gosta.
mal posso esperar pela autobiografia do Policarpo
luis?
presumo que como eu não sejas crente.
opor isso nãoe ntendo este post
estou-me positivamente a borrifar para o que o papa faz ou fez
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Deixem lá o falecido Papa em paz. Eu, sou ateu. Mas não posso deixar de gostar do homem, independentemente de alguns problemas íntimos que possa ter tido. Acho, que, para todos os efeitos, é um grande homem e continua a ser um exemplo de coragem e convicção para todos os homens. ainda que, repito, as suas convicções, nem sempre tenham coincidido com as minhas. Desempenhou o seu papel na história, sempre com uma grande grandeza e dignidade.
E, eu não sou cristão, mas não gopsto de ver achincalhar os cristãos, porque acho que isso tb é intolerância religiosa… – e uma recusa em aceitar uma sériie de transformações que a nossa sociedade sofreu, e, com ela, os cristãos. A igreja também é um organismo vivo, permeável…
Isto não foi “achincalhar os cristãos”. Nunca Cristo recomendou esta prática. O que esta malta depois faz é coisas como achar que as crianças de Fátima faziam muito bem em não comer e andarem sempre em perpétua penitência, com cintos apertados, urtigas nas mãos e sei lá mais o quê. Mortifiquem-se, mas em segredo, para que ninguém possa tomar tais loucuras por bons exemplos. Estas doenças mentais são contagiosas.
Bom, lá no “Admirável mundo novo”, o selvagem, mortificava-se. E lia Sheakspeare. Sou um acérrimo defensor das liberdades individuais, incluindo, inclusivamente, o direito de cada um se mortificar como melhor lhe aprazer. Lá se outras pessoas copiam isso, bom, isso é lá com elas…
(-:
Eu também respeitava este papa, gostava mesmo dele, e acho até que não lhe agrada(ria) o uso que a igreja está a fazer das suas prácticas privadas para promover o “santo sacrifício, sofrimento e penitência”.
É uma falta de respeito para com o homem, o papa ou o santo -a não ser que ele secretamente desejasse que isto viesse à tona, o que lhe tiraria todo o mérito porque implicaria em vaidade.
E numa altura em que é assustador o número de jovens que se dedicam à “auto-flagelação”, cortando o próprio corpo ou infligindo-se “penitências” como na anorexia e nos dirtúrbios alimentares… não me parece nada adequado andar a vender estas prácticas como modelos de “perfeição cristã”.
Mais uma vez uma igreja altiva, egoísta e distanciada da realidade.
Raul,
Há um problema no facto de crianças também copiarem tais disparates. MAs, de qualquer forma, relacionar chibatadas com proximidade com deus… parece-me um pouco demais.
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