Santa maluqueira

Segundo o livro “Perché è santo”, João Paulo II flagelava-se frequentemente com um cinto, chegando ao ponto de se dedicar a tão bizarro hobby mesmo em viagem. Segundo o autor da obra, tratava-se de «um instrumento de perfeição cristã». Bem; pelo menos agora só se lembram de aplicar tais instrumentos a si mesmos.

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

13 Responses to Santa maluqueira

  1. aix says:

    A prática da auto-flagelação [pode]fazer parte do estado místico na religiosidade católica. Normalmente realiza-se através de uma espécie de chicote a que chamam “cilício”. Sendo um descrente compreensivo não vou ao ponto de associar tal prática a interpretações psicanalíticas do tipo sado-masoquismo. Partindo da imagem que JP II deixou não vejo que se lhe associe a conclusão «pelo menos agora só se lembram de aplicar tais instrumentos a si mesmos».

  2. segundo este comentador, o autor do livro fuma umas ganzas.

  3. Diogo says:

    Tenho ouvido falar de alguns casais que mantêm os velhos hábitos.

  4. j says:

    eu próprio só me excito com umas boas chicotadas

  5. fernando rosa says:

    granda maluco… será que também punha molas nos mamilos .. eu por acaso sou dos que acha que umas palmadas já tá bom. mas temos de respeitar o prazer dos outros. :) cada um lá sabe como mais gosta.

    mal posso esperar pela autobiografia do Policarpo

  6. paulo says:

    luis?
    presumo que como eu não sejas crente.
    opor isso nãoe ntendo este post
    estou-me positivamente a borrifar para o que o papa faz ou fez

  7. Pingback: cinco dias » A excitação do tédio

  8. Raul says:

    Deixem lá o falecido Papa em paz. Eu, sou ateu. Mas não posso deixar de gostar do homem, independentemente de alguns problemas íntimos que possa ter tido. Acho, que, para todos os efeitos, é um grande homem e continua a ser um exemplo de coragem e convicção para todos os homens. ainda que, repito, as suas convicções, nem sempre tenham coincidido com as minhas. Desempenhou o seu papel na história, sempre com uma grande grandeza e dignidade.

    E, eu não sou cristão, mas não gopsto de ver achincalhar os cristãos, porque acho que isso tb é intolerância religiosa… – e uma recusa em aceitar uma sériie de transformações que a nossa sociedade sofreu, e, com ela, os cristãos. A igreja também é um organismo vivo, permeável…

  9. Luis Rainha says:

    Isto não foi “achincalhar os cristãos”. Nunca Cristo recomendou esta prática. O que esta malta depois faz é coisas como achar que as crianças de Fátima faziam muito bem em não comer e andarem sempre em perpétua penitência, com cintos apertados, urtigas nas mãos e sei lá mais o quê. Mortifiquem-se, mas em segredo, para que ninguém possa tomar tais loucuras por bons exemplos. Estas doenças mentais são contagiosas.

  10. Raul says:

    Bom, lá no “Admirável mundo novo”, o selvagem, mortificava-se. E lia Sheakspeare. Sou um acérrimo defensor das liberdades individuais, incluindo, inclusivamente, o direito de cada um se mortificar como melhor lhe aprazer. Lá se outras pessoas copiam isso, bom, isso é lá com elas…

    (-:

  11. BrancaINPura says:

    Eu também respeitava este papa, gostava mesmo dele, e acho até que não lhe agrada(ria) o uso que a igreja está a fazer das suas prácticas privadas para promover o “santo sacrifício, sofrimento e penitência”.
    É uma falta de respeito para com o homem, o papa ou o santo -a não ser que ele secretamente desejasse que isto viesse à tona, o que lhe tiraria todo o mérito porque implicaria em vaidade.
    E numa altura em que é assustador o número de jovens que se dedicam à “auto-flagelação”, cortando o próprio corpo ou infligindo-se “penitências” como na anorexia e nos dirtúrbios alimentares… não me parece nada adequado andar a vender estas prácticas como modelos de “perfeição cristã”.
    Mais uma vez uma igreja altiva, egoísta e distanciada da realidade.

  12. Luis Rainha says:

    Raul,
    Há um problema no facto de crianças também copiarem tais disparates. MAs, de qualquer forma, relacionar chibatadas com proximidade com deus… parece-me um pouco demais.

  13. Pingback: cinco dias » Cilícios & flagelos

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>