Entre 245 propostas de 45 países, João Prates Ruivo e Raquel Maria Oliveira, venceram o “International Architecture Competition Upto35 – Student Housing”. De acordo com a notícia da Ordem dos Arquitectos João Prates Ruivo vive (e, suponho, que trabalhe) em Atenas e Raquel Maria Oliveira em Madrid. Ter-se-ão conhecido em Roterdão.
Este é apenas mais um resultado do trabalho competente de uma geração de arquitectos que se vê forçada a emigrar à procura de países onde a corrupção, a precariedade e as Parques Escolares actuam com um pouco mais de decoro.




Mas a verdade é essa. Se alguém quiser ser uma voz ligada à arquitectura neste País, terá que evoluir no estrangeiro, porque dentro de portas é muito difícil. Mais. E mesmo que o reconhecimento venha, nada garante que a “elite da arquitectura portuguesa” não tente vetar a aparição de notícias e demais publicidades sobre os trabalhos que os nossos colegas desenvolvem no estrangeiro. É pena, que sejamos muito “pequeninos” quando falamos de arquitectura e do “ser” arquitecto.
Pergunto o que andou o arquitecto Mota Saraiva a fazer pelos arquitectos e pelos concursos nos 6 anos em que esteve na direcção da Ordem dos Arquitectos.
Pergunto o que fez quando o Parque Escolar foi criado, durante o seu mandato.
Pergunto como procedeu, quando um dos seus colegas de direcção foi convidado para um projecto do Parque Escolar.
Pergunto se propôs um concurso, quando o seu atelier foi convidado pela Câmara de Lisboa, por ajuste directo, para um estudo urbanístico para o Bairro da Liberdade.
Cá se fazem, cá se pagam
Carlos Sá, cada um tem o pidezinho que merece e eu cumprimento-o sem respeito.
Aqui o Mota Saraiva acha que, no tempo em que esteve na OA, até havia uns quantos concursos públicos e, por acaso, até organizou, na medida das suas possibilidades, alguns em que não ganharam os de sempre.
Está enganado no que diz respeito à Parque Escolar. À OA não compete manifestar-se sobre a constituição de empresas públicas e, quando o problema das adjudicações directas se colocou, já se estava num bonito e edificante processo eleitoral do qual guardo uma excelente memória (não sei qual é o colega de direcção de que fala, mas também não tinha por hábito pedir informações sobre as suas actividades comerciais).
No que diz respeito à CML, como saberá, este ajuste directo decorre do desenvolvimento de um trabalho académico/tese não do Mota Saraiva, mas de uma sócia da empresa de que faço parte.
Como vê, tem de escarafunchar um pouco mais na minha vida para conseguir encontrar telhados de vidro. De qualquer forma terá de ser em blogue próprio que me permita, se assim o entender, identificar-lhe a “personagem jurídica”, pois não aprovarei mais comentários de pidezinhos do sistema. Passe bem.
o que não livra o projecto vencedor de ter um alçado sinistro (parece um cemitério na vertical)
am, espero que não tenhas nada contra cemitérios.
só contra os cemitérios na vertical