O socialismo pode ser inevitável, mas não é para todos


O militante que deixou de ser funcionário aguarda há anos e anos que lhe seja atribuída uma organização em que militar. Como o fulano em questão saiu com fama de ser pouco “firme”, tal comunicação nunca chega. Por fim, alguém telefona. Só que a ideia do partido não é encontrar utilidade para o apaniguado ocioso. Não; trata-se sim de perguntar se ele quer mesmo continuar como militante. Assim à laia de quem inquire: “tens mesmo a certeza de que vale a pena?” Da comemoração que se aproxima, envolvendo a instituição em que o nosso homem trabalhou anos a fio, nem palavra. E assim se vê a força (minguante ) do PC.

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55 Responses to O socialismo pode ser inevitável, mas não é para todos

  1. Dali já não soam marteladas. Emperrou…

  2. Nuno Ramos de Almeida says:

    Cheira-me a conversa em família

  3. Helder says:

    E não lhe arranjam um lugarzito no BE ?
    É que se não se despacham ainda o psd o arrebanha na reabertura do mercado e depois vão ter que pagar mais por ele.

  4. Carlos Vidal says:

    Não percebo lá muito bem o post.
    Não se pode discretamente dispensar um funcionário/militante/ou lá o que seja e admitir/receber uns vinte ou trinta (que até podem “aportar” em crescendo, sabe-se lá!)
    Numa organização – seja ela qual for – não podem sair membros com pouca convicção e entrar elementos com muita ou um pouco mais de convicção/certeza/vontade…………?

  5. Antónimo says:

    Acho é estranho que esses militantes que durante anos participam em grupos de trabalho comecem a não ser convidados.

    Quem passa os atestados de escassa convicção? Se teimam em ser militantes e em querer participar não vejo que virtude haja na segregação convocadora que os ignora.

    Já parecem é o BE a discutir as presidenciais.

  6. Luis Rainha says:

    Não, Carlos. Nesta história, ninguém foi “dispensado”. O que se passa é que quem tem “fama” de menos acéfalo tende a ser colocado num canto, sem hipótese de praticar a militância desejada – e a que a sua condição de membro do partido obriga. Sangue novo, por aquelas bandas, é cada vez mais o dos filhos dos funcionários de confiança; mesmo os miúdos que andam na órbita do partido são ostracizados se descendem de malta “duvidosa”.
    E, se, só por exemplo, visitaste a bienal da última Festa do “Avante!”, verias que continua a fazer falta mais gente, nem que seja para pintar as paredes a tempo (já nem falo na escolha das obras expostas, que isso seria bater em moribundos).
    Em duas palavras, estupidez e sectarismo.

  7. Luis Rainha says:

    Helder,
    Por acaso, a pessoa em questão não se imagina fora do PCP (por estranho que isso possa parecer). Eles é que nem a imaginam lá dentro.

    Antónimo,
    Precisamente. Porquê a segregação?

  8. Carlos Vidal says:

    Luis, confundes a paisagem social global com a do partido.
    A desertificação, o abandono é coisa mais vasta. A princípio é o que parece.
    A do pensamento crítico, por exemplo: como crítico, cheguei em jornais a publicar textos de 15.000 caracteres e em revistas textos de 20 páginas (mais ou menos). Agora, 3.000 caracteres ou 1 página é o máximo que tens para desenrolares um assunto. Por outro lado, houve uma migração para a blogosfera (o Augusto M. Seabra, por exemplo, amigo que muito admiro) e publicam-se mais livros.
    Nada se perde como referes. Temos é de estar atentos.
    Com o partido citado é um pouco a mesmo coisa.
    Já está morto desde 1976, pelo menos (não é o que se diz?).

  9. Antónimo says:

    Luís Rainha, o meu desenlace talvez despistasse, mas eu concordo consigo.

  10. Helder says:

    E o Luis Rainha quer lutar pelo direito do dito entrar á força no partido que o rejeita?
    É nobre , mas o que me chocava era se o estivessem a obrigar a estar num partido que ele não deseja .

  11. Luis Rainha says:

    Carlos,
    Infelizmente, já não confundo nada naquele partido de hoje. Vejo-o com meridiana clareza. E topo bem a turba que tomou conta daquilo.

  12. Luis Rainha says:

    Helder,
    A coisa não é comigo, que nunca militei em nada a não ser no exército português. E quem não conheça os comunistas não consegue entender bem o que significa uma rejeição destas.

  13. joao says:

    Sou militante activo do PCP e pura e simplesmente não compreendo o que se está a passar nesta caixa de comentários. Alguém pode explicar essa conversa cheia de subentendidos?

    Não costumo ser tomado por burro, nem gosto de me considerar como tal e nunca senti quaisquer dos problemas que referem nas discussões críticas do partido.

  14. Luis Rainha says:

    Não compreende? Nada de similar ocorre consigo? Ainda bem – e não se preocupe, que esses dois fenómenos provavelmente não têm relação entre si.

  15. Helder says:

    Caro Luis , vamos lá a abusar desta caixa,
    ilumina-nos, explica lá (sff) esse drama de um comunista que tanto o enternece e já agora como funciona a mente desses seres .

    ps. não me lixes, que não aprendeste nada disso na tropa

  16. Luis Rainha says:

    Helder,
    O banal e insignificante “drama” é afinal a vontade de uma criatura que cresceu e viveu sempre à sombra do “seu” partido e agora é repudiada apenas porque aquele foi tomado de assalto por malta que só confia nos “seus”. A mim, romântico incurável, aborrece-me que a generosidade ingénua de alguns seja sobrepujada pela mediocridade e pela vontade de (ínfimo) poder de outros. Só isso.

  17. Helder says:

    Ele teria lugar eterno , seria necessário assinatura reconhecida ou bastaria um pacto de sangue?

    Já agora, quando é que algum partido , colectividade , grupo de amigos da bujeca , o que seja , perdeu o direito de escolher os seus membros?

  18. “tens mesmo a certeza de que vale a pena?”

    É uma questão que se coloca também no Bloco de Esquerda.

    – Tenho.

  19. Algarviu says:

    É assim:
    enquanto funcionário nunca houve problemas (digo eu…). Um funcionário é um militante profissional, que faz parte do aparelho, logo de confiança. O dito cujo passa a militante e é ostracizado!
    Alguma coisa aqui não bate certo, caríssimo Luis.

  20. aaa says:

    caro Helder
    diz bem, podem escolher, então façam-no com coragem, mandem embora. mas, é mais fácil e cobarde ficar à espera que se desista.
    a mim têm que me mandar embora e dizer porquê claro.

    caro João
    até posso acreditar que você não passa fome, mas ainda assim estou em condições de garantir que muitos passam.

  21. manuelmgaio says:

    O Luís Rainha, como afirma, nunca foi militante e nunca assistiu a nenhuma reunião do PCP e, portanto, não pode (não deve) fazer as afirmações que faz, chamando acéfalos a todos os militantes que participam activamente na vida do partido. No PCP só não tem tarefas quem não quer e só não participa num organismo quem não quer. Aliás, se estiver interessado, pode estudar variadíssimos exemplos de como a partir da existência de 1 único militante se foi alargando a influência do partido, até à constituição da célula da empresa, ou de organismos de bairro, de freguesia etc.
    Há certamente militantes menos activos por diversas razões mas não é por por falta de oportunidades para ajudar o partido nas tarefas necessárias das mais simples às de maior responsabilidade. O seu exemplo da Festa do Avante é ridículo por sugerir que possa alguém recusar ajuda para a realização da Festa.
    Organização de robôs acéfalos nunca foi o PCP, como se comprova pela longa e bela história de militantes que dedicaram toda a sua vida à causa dos trabalhadores.
    Normalmente, o preconceito anti-comunista, produto da desinformação permanente, é que é prova de acefalia.

  22. Luis Rainha says:

    só chamo acéfalo a quem desiste de pensar e se resume a desconversar. o exemplo que aqui trouxe é vero e está a acontecer agora, no seu partido. o resto é treta.

  23. Luis Rainha says:

    ps. já agora, a crápula tentativa de saneamento foi feita a propósito de uma imaginária operação de actualização de ficheiros.
    é isto, caro algarviu, que não bate certo: a tal superioridade moral já morreu há muito. o partido está entregue aos bichos.

  24. Carlos Fonseca says:

    Nas mãos de Jerónimo, auxiliadas pelo séquito respectivo, o PC recuperou em força a prática sectária de há 35 anos.
    Depois da primeira década de democracia, já Carlos Aboim Inglês, para combate do sectarismo interno, recomendava publicamente aos orgãos superiores do partido que promovessem acções de auto-crítica para corrigir erros idênticos aos que dirigentes actuais vêm cometendo.
    O que se passa com o ex-funcionário não é distinto do que tem ocorrido com muitos outros. E continuará até que chegue o radioso PCP – Partido Cozinhado em Pirescoxe.

  25. manuelmgaio says:

    Caro Luís Rainha, não sabia que tinha o dom de adivinhar quem pensa ou não pensa entre as pessoas que não conhece.

  26. o marreta says:

    Folhas secas: até as árvores mais frondosas as têm! Se o Partido está tão moribundo para quê dedicar-lhe tantos obituários? Colocar a pergunta é responder-lhe!

  27. Luis Rainha says:

    Manuel,
    Não é adivinhação; chama-se “saber ler”.

    Marreta,
    Felizmente, o partido não é aquela malta. Eles é que serão, quando muito, as tais folhas que hão-de cair, deixando a pobre árvore em paz para arranjar folhagem menos escabrosa.

  28. Aristes says:

    Carlos,
    Gosto de te ler quando falas de arte, e coiso, mas destas cenas não pescas nada.

    Luís,
    Ainda há quem não “veja” nada, mas quando chegar a vez deles logo se queixam.

  29. anon says:

    cheio de lugares vitalicios está o BE cheio

  30. Grumbler says:

    Carissimo Luis Rainha, embora reconheça muitos problemas no partido onde milito, e até acredite que tenham existido situações de afastamento discutiveis (embora o mesmo também se possa falar de todos os outros partidos actualmente existentes), não posso concordar com a sua afirmação de só quem é acefalo é que participa.

    Digo-o por experiencia próprio visto que voltei a intervir no partido depois de vários anos de afastamento e para contestar os processos de afastamento mais recentes, e a verdade é que acabei por ter mais tarefas que as que tenho tempo para gerir. Aliás, se a minha experiencia me diz algo é exactamente o contrário do que o Luis Rainha indica, ou seja, quem apesar de criticar está disposto a trabalhar acaba é por ter mais trabalho do que o que pode dar vazão.

  31. Pi-Erre says:

    Estão a falar de algum fantasma, sem nome nem rosto?

  32. xatoo says:

    que giro
    a direita coliga-se toda em força contra o zé povinho – e a grande questão que se põe para a esquerda ociosa é que o PCP não admita submarinos que guiem a direcção do partido. Se os admitissem já o barco estaria afundado. Se calhar é mesmo esse o desejo íntimo de quem vem colocar “tão premente problemática”

  33. Luis Rainha says:

    Por estranho que tal te possa parecer, eu não represento esquerda alguma, muito menos essa “ociosa”. Nem coloco “problemáticas”; aqui, limitei-me a contar uma pequena história verídica. Quanto a isso dos “submarinos”, vou arquivar ao lado dos ficheiros da Terra oca.

  34. Luis Rainha says:

    Grumbler,
    Escrevi que quem tem “fama” de menos acéfalo (o gajo que faz perguntas a mais, que tem amigos esquisitos, que não acredita a 100% nos camaradas “lá de cima”) é que se vê em assados. E claro que aceito que haja por ali organismos menos sectários do que aquele de onde provém esta historieta.

  35. Grumbler says:

    Luis Rainha, não posso falar sobre a fama dos outros.. apenas relatei aquilo que sei. E admitindo que possa existir histórias no sentido que referiu, também existem histórias em sentido contrário.

  36. Grumbler says:

    Já agora, um exercicio interessante. Quando se dizia que Pina Moura, Zita Seabra, José Magalhães, Vital Moreira, Mário Lino e outros queriam social-democratizar o partido, seria tal verdade ou a social-democratização destes foi apenas resultado das acusações que lhes colocaram?

  37. Luis Rainha says:

    Boa questão. Mas o certo é que andaram lá um ror de anos sem social-democratizar coisa alguma. E a Zita, por exemplo, até era a tal que criticava a falta de “empenho revolucionário” dos camaradas que faltavam a uma reunião ou outra por terem empregos. “Firmeza” não lhe faltava, nesses dias.

  38. Fernando Reis says:

    Não conheço o Luís Rainha nem as questões que o envolvem, mas estranho que nenhum dos seus camaradas funcionários, ainda no PCP, saia em sua defesa. Ora, medo é coisa de que nunca vi ou ouvi falar no PCP, tal como de quem queira trabalhar para o partido e seja impedido. Então, se aceitar a humilde tarefa de distribuir a informação do partido o mais provável é que se tenha de desdobrar…
    Acontece que, da “operação de actualização de ficheiros” não só ouvi falar como participei activamente e garanto que nada teve ou tem de “imaginária”. Muito pelo contrário, exigiu o contacto pessoal com todo e cada um que tendo alguma vez estado ligado ao PCP em cada concelhia, por qualquer razão, deixou de participar nas actividades do partido. Daí a pertinência de, para além de se procurar conhecer as razões do afastamento (por vezes, múltiplas…), se lhe perguntar se ainda se indentifica com o PCP e com o seu projecto político.
    Sabe, Luís Rainha, eu sei que aos funcionários do PCP se lhes pede muito mas também sei que, apesar da importância de que o seu trabalho se reveste, os mesmos não possuem sobre o partido direitos que outros militantes não detenham, embora até compreenda que alguns possam conceber o contrário, daí que, por vezes, se possam sentir mal amados… Acredite, no entanto, nenhuma “turba” tomou conta do partido! Já agora, convido-o a comparecer no Centro de Trabalho da sua área de residência, tendo a certeza de que se a sua vontade é trabalhar, aceitando as orientações tomadas pela maioria do plenário de militantes, tarefas não lhe faltarão. Haja ânimo para as mesmas!

  39. zé paço de arcos says:

    Luìs
    Então o fulano não se mexe??!!
    Está sentado há anos à espera de quê?
    Quanto a firmezas, que se deixe de molezas…..e apareça, há tanto para discutir e ….fazer!

  40. Grumbler says:

    @Luis: foi uma firmeza que se viu. É verdade que as pessoas têem direito a mudar de ideias, mas faz-me alguma confusão que se saia de um PCP para ir para um PS ou pior, para um PSD. Para o BE ainda percebo (embora acho que não seja solução mas isso é outra conversa) agora para o PSD??? Enfim..

  41. amilcar ferreira says:

    -Todo o militante do PCP, sabe que é seu dever como militante se integrar numa organização do partido . Ora este senhor ou não é militante do PCP ou se é; deve ser daqueles que estão à espera que aconteça…
    -Espera pá mas sentado.

  42. António says:

    “A vontade de uma criatura que cresceu e viveu sempre à sombra do “seu” partido e agora é repudiada apenas porque aquele foi tomado de assalto por malta que só confia nos “seus”- escreveu o LR na resposta a umdos comentários.
    Ora, com toda a estima intelectual que tenho pelo LR, parece-me que esta frase- e a ideia que encerra- é, em si mesmo, contraditória.
    Aderindo à sua visão do PC (pelo menos àquela que transparece deste post), como é que «uma criatura que cresceu e viveu sempre à sombra do “seu” partido» pode não ser um dos “deles”?
    Por isso, parece-me que ou os factos não são exactamente como os que relata ou o estado de alma desse seu amigo tem outra origem (ou talvez o LR não o tenha sabido ler devidamente).

  43. miguel dias says:

    Há qualquer coisa que não certo neste post. Não é que eu tenha nada a ver com isso, mas o fulano está à espera de um telefonema para militar? é preciso que alguém lhe telefone?
    Muitos e variados defeitos terá o pêcê, mas ó amigo Luís a partir deste exemplo não estou a ver qual.
    Mas confesso que tenho uma profunda admiração pelo PC que, como dizia o outro Marx, é o único partido que aceitaria militar, precisamente por ser o único que nunca me aceitaria como militante.

  44. Olaio says:

    Luis Rainha, acéfalo você não deve ser, mas lá que é preconceituoso é… e ignorante.
    Pode desconfiar de tão estranha actualização de ficheiros, mas se você perdesse um pouco do seu tempo a tentar perceber o que acontece no PCP, já teria reparado em muitos e vários “Avantes”, ou em comunicados saidos de várias reuniões do CC, referencias à actualização dos ficheiros de militantes.
    Mas pronto é mais simples usar do preconceito e dizer disparates

  45. renegade says:

    eu já deixei há uns aninhos de ter o preconceito da bondade orgânica desse partido (e dos outros). Quando se percebe que a filha da putice existe em todo o lado, e não menos no PCP que noutros lados, deixa de se sofrer tanto. É o meu conselho (se me é permitido dar algum) a esse camarada.

  46. xatoo says:

    normalmente a alergia ao PCP verifica-se por ressabiamento; No caso dos “dissidentes” por o aparelho não lhes permitir a subida rápida numa carreira mediática de sucesso; tem de ser por mérito e qualidades reconhecidas pelos seus pares, e isso é uma coisa tramada para a ganância do ego viciado em aburguesamentos pouco trabalhosos. É raro alguém que já pertenceu ao Partido apresentar-se como dissidente invocando ser contra o reformismo vigente no programa do PCP (de conciliação com os inimigos de classe da maioria dos militantes). Como adepto da revolução, ora aqui estou eu que nunca me filiei como militante no PCP. Mas, na presente conjuntura, também não faço do partido o alvo de quaisquer ódios intencionais. Trazer o anti-comunismo à baila traz audiências e dá curriculo, ou não fosse o Luis Rainha (como o Daniel Oliveira e outros) grandessissimos experts na matéria

  47. Luis Rainha says:

    Fernando,
    Essa operação, tanto quanto agora me dizem, não está neste momento a decorrer. E a militância, para quem ganhou experiência, conhecimentos e gosto por um dado sector não é coisa que se tranplante com facilidade de um lado para outro.

    Amilcar e Miguel,
    Este meu amigo faz, teoricamente, parte da organização onde sempre militou. Só que foi totalmente cortado de qualquer iniciativa ou discussão, desde que deixou de ser funcionário. Por diversas vezes reafirmou a sua disponibilidade… sem resposta efectiva.

    António,
    Não há contradição. Em 20 anos de militância, muita pessoa mudou por ali, muito carreirista chegou aos poleiros sonhados.

    renegade,
    O conselho é bom, mas não me parece que diminua a mágoa.

    xatoo,
    Não sei porquê, nada me espanta ver-te armado numa espécie de israelita: eles, sempre que alguém aponta o dedo acusatório ao seu Estado, também saltam aos berros. Só que aí a queixa é de anti-semitismo. No teu caso, denunciar alguns crápulas agora com poder no PCP é sinónimo de anti-comunismo. Acho que nem vale a pena apontar a miséria de tal “raciocínio”.

  48. amilcar ferreira says:

    Caro sr. Luís Rainha
    A sua resposta ou tentativa de a dar tem uma certa piada!..Nela se pode ver que a pessoa ou pessoas em causa desconhecem por completo o PCP e o seu modo organizativo.

    -Como diz o ditado popular
    -É mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo.

  49. Luis Rainha says:

    Já que se apraz em chamar ao meu amigo mentiroso, posso tomar a liberdade de lhe responder chamando-o atrasado mental.

  50. Luis Rainha says:

    Olaio,
    Eu explico-lhe melhor o “disparate”: no sector em questão, o meu amigo sabe ter sido o único alvo de semelhante telefonema. Chega-lhe para indiciar uma fulanização esquisita desse processo ou não?

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