
Mao, Maria… Há tempos foi o FF com o trabalho, agora há quem se insurja contra o descanso de alguns camaradas. O Luís Rainha já tentou mandar este insurgente para o Brasil, mas a tolice não vai de férias. Enfim, alguém que lhe explique que a revolução pode não ser um piquenique, mas os revolucionários, como as outras pessoas, também jantam (shocking, I agree).




Jantam e por vezes copiosamente (faltava uma pessoa à mesa).
Isto é que é um blog à maneira. As férias para o pessoal começam logo em Janeiro.
Join the party, Aristes!
Olha, Morgada, e mandá-los para aquele sítio?
E não têm que andar descalços. ( sem sapatos )
Eu não tenho absolutamente nada contra as férias dos senhores, as jantaradas e os sapatos de verniz. Só acho um pouco inconsistente que não apliquem aos seus rendimentos o mesmo princípio de redistribuição que gostariam de ver aplicados aos rendimentos dos outros.
Carlos G. Pinto, Passa cá por casa para me entregares a carta de rescisão lá no teu emprego, põe-te no mercado e deixa de ser hipócrita
Olhe, Carlos, V. é um ressabiado, e ainda para mais do género que julga os sapatinhos de verniz um totem de classe. Afinal acusa-nos de quê, de fuga aos impostos ou de termos férias melhores que V.? Jantarinhos foleiros ou férias parolas, parecem-lhe mais “consistentes”?
Take that, Carlos.
Cara Morgada, as minhas desculpas se a deixei nervosa. Parece-me que você e os seus colegas de blog ignoram uma das grandes virtudes do sistema redistributivo do comunismo, que é o de poder ser aplicado pelos seus defensores em qualquer sistema. Por exemplo, os seus colegas poderiam ter aplicado os fundos de férias no apoio aos desempregados ou aos beneficiários do rendimento mínimo. Mas não, preferiram ir de férias. Não os condeno por isso, eu faria o mesmo. No entanto tal não é muito coerente com aquilo que defendem no resto do ano.
E eu que pensava que tu tinhas ido, como eu, a esses sítios em trabalho. A que propósito que o fundo do meu twitter está como teu postal? Apropriação colectiva?
Chiuuu, camarada jefe, olha que confundes o Carlos, ele já mistura marxismo-leninismo com madre-teresismo e confunde falta de pachorra com nervosismo. Não sabia que tinhas isto no twitter, expropriei-o do google (apropriação colectiva dos meios de decoração, glad you liked it).
Pingback: cinco dias » A vertigem colectivista de alguma direita
Alguém diga ao Carlitos que os referidos senhores também pagam impostos como ele mas não devem espumar da boca quando o fazem. É esse dinheiro que pode ser distribuido, nem mais nem menos.
Morgada,
Sigo a sua sugestão, vou já em Março.
PS
Espero que os pintos não venham também piar cá para o meu lado.
As férias foram uma conquista da esquerda, porra! É para serem gozadas!
Sérgio, eu não pago impostos (apenas IVA de vez em quando). Já agora Sérgio, não me parece que os autores deste blog defendem que apenas o dinheiro que actualmente é pago em impostos seja redistribuído. Eles desejam um “pouco” mais que isso. Claro que podem sempre começar pelos seus próprios rendimento, mas não me parece que estejam muito interessados nisso.
Como o Carlos há-de ter frequentado pelo menos o ensino básico (pago pelos impostos de todos nós), tente distinguir entre políticas sociais e caridade – esteja à vontade, leve o tempo que precisar. Felizmente para si e para nós, não vivemos de acordo com os seus princípios, mas talvez não lhe fizesse mal levar um piparote da mão invisível nesse rabo (a slap in the face is reserved for grown-ups).
Atenciosamente,
m.
Aristes, os pintos piam de papo cheio, aproveite as férias.