
O filme não é propriamente novo. Não é sequer um daqueles filmes de culto que só as vanguardas cinéfilas conhecem. Essa gente nem terá grande apreço pela história simples que Juno e Bleeker interpretam. Porque é uma história simples e porque emana nas entrelinhas uma moral que lamentavelmente não é valorizada pela generalidade dos críticos da praça.
Juno é uma jovem suburbana dos EUA da geração de 90. O argumento, a pretexto da sua gravidez precoce, constrói um personagem maduro, mais maduro do que muitas trintonas e quarentonas das gerações de 70 e 80. Culta, crítica, perspicaz, capaz de aliar todos esses atributos a uma serenidade estonteante mesmo quando a vida de repente se vira do avesso. É o anti-herói de uma geração minada e mimada pelo simplismo das coisas fáceis e pelo consumismo desenfreado das coisas pré-digeridas. É tudo aquilo que não vislumbramos aqui, e discutimos aqui e aqui, e nunca teremos nesta sociedade e com a escola e as famílias do eduquês.
Na história, Juno não se sente capaz de ser mãe. Dá o filho para adopção e encontra respaldo num casal típico da classe média americana. Nunca cede mesmo sabendo que a mãe do seu filho vai ser tudo o que ela nunca será. Mesmo que dê ao seu filho o modelo de vida que mais despreza. Mesmo que empurre o filho do seu corpo (que é diferente de ser seu filho de facto) para o ambiente ideológico que mais abomina. Ela sabe que não é tempo de ser mãe e nenhuma circunstância a demoverá.
O casal adoptante é o verdadeiro alvo do argumento do filme. Ele, um sonhador pragmático que faz anúncios de televisão para que nas horas vagas viva da nostalgia do que sempre sonhou ser mas nunca foi. A vida que queria ficou perdida nos compromissos feitos com a sua esposa, com o seu emprego e com o seu modo de vida. Para isso remeteu a raiva que emerge do seu punk e o amor que sobra ao seu rock, para um sótão de uma casa de sonhos e para as horas vagas, cada vez mais vagas a cada ano que passa. Ocupado por um casamento fútil, com uma mulher fútil, preenchida por sonhos e desejos fúteis e sem nenhum projecto de vida para além do projecto de querer ser a mãe que o seu corpo não permite que seja. Juno mais não é do que o pretexto usado pelo realizador para satirizar o vazio que preenche cada vez mais a classe dominante no centro do império (brilhantemente representado na escolha da cor que irá pintar o quarto do vindouro, amarelo pastel ou pastel amarelo que se apresenta como um dilema insuperável).
Juno provavelmente não existe e paralelamente à crítica ao casal adoptante, o filme transporta este lamento. Não pode existir porque a sua existência não é permitida, é antes de mais combatida pela sociedade que nos infantiliza em todas as idades, no circo fácil das rotinas balofas oferecidas pelo shopping, pela televisão e pelas quatro paredes das casas que mais não são do que museus ou odes ao branco e ao vazio a que o mercado remete mesmo os seus maiores adeptos.
Juno é mais crescida do que todos os crescidos juntos mas sem perder o melhor de ser criança. Juno lê melhor o mundo, decide com mais clareza, pondera como nenhum dos outros e isso sem perder quer o brilho nos olhos quer a fantasia com que encara o futuro. A adversidade em Juno é um desafio e o melhor dos pretextos para encontrar forças para seguir em frente. Juno é tudo aquilo em que não nos estamos a transformar, e por isso mesmo apaixona qualquer um que a veja como eu a vi. Tem dezasseis anos de idade, provavelmente não existe, mas é para aqui de devíamos ser capazes de caminhar. À falta de capacidade de ser Juno que se construa a possibilidade para que os vindouros o venham a ser. A banda sonora não podia pois ser outra senão a que divulguei aqui.




Não vi o filme. Mas o que o Renato descreve como sendo o tipo de pessoa para onde “devíamos ser capazes de caminhar” parece-me contradizer a sua aversão ao “eduquês”. A frase que mais habitualmente é utilizada para caracterizar o “eduquês” é “aprender a aprender”, em contraponto ao “aprender por imitação” (o professor diz e faz, o aluno repete obedientemente até saber reproduzir o que o professor fez). Como é fácil de constatar, enquanto que o “eduquês” preconiza o desenvolvimento do pensamento crítico, da independência perante a autoridade, e da capacidade de apreender a realidade para além da superfície, o ensino “anti-eduquês” preconiza o oposto: a aceitação acrítica e obediente do que é dito pelo professor e mandado fazer ao aluno, pois só assim é possível manter a autoridade docente. O que obviamente induz ao acefalismo e à aceitação acrítica das visões superficiais da realidade, que o Renato acertadamente critica.
Viana, o problema da sua análise é achar que tudo o que não é a defesa militante do eduquês é invariavelmente a defesa do ensino do cacete. Ñão vejo o eduquês a educar “para o desenvolvimento do pensamento crítico”. Se não há oposição e o aluno é que decide o caminho da sua aprendizagem ele não aprende que na vida há contraditório. Não fica preparado para quando as contradições entram pela vida a dentro sem ter um tutor que as medeie. Não vejo que o eduquês ensine a “independência perante a autoridade”. Se o aluno não se enfrenta à autoridade, uma vez que a autoridade do eduquês é mitigada, ele não fica sequer informado que a vida é uma luta permanente contra algo que ele nunca conheceu. And so on… and so on. Veja o filme. Verá que vai gostar e não vai encontrar ali nem eduquês nem a lógica do cacete. É outra coisa mais linda mas tal como acusei o Zé Neves também eu não sou brilhante a explicar. Abç.
Tão culta e tão perspicaz, tão de esquerda e tão nihilista e, mesmo assim, lá engravidou. As voltas da vida dos ídolos da comuna.
Renato, o “aprender a aprender” não equivale ao “senta-te aí e aprende sozinho”. Por detrás do “aprender a aprender” está em primeiro lugar o desenvolvimento da capacidade de fazer perguntas, em particular daquelas que não têm resposta simples. O professor tem aqui o papel de motivador e incentivador desse questionamento. Em segundo lugar, é necessário desenvolver a capacidade para responder a essas perguntas, e o professor tem agora o papel de guia e facilitador da aquisição dessa capacidade. O ensino tradicional apenas valoriza a parte final de todo este processo: quando o aluno decora a resposta dada pelo professor. Não se deve confundir a estratégia de ensino dos métodos utilizados na sua implementação. A estratégia de ensino acima descrita, e defendida pelo “eduquês”, exige muito mais dos professores do que a estratégia tradicional. E daí por vezes resultar mal, por incapacidade pedagógica dos professores e inadequação dos métodos utilizados para a sua implementação.
Note que mesmo na estratégia acima preconizada, no “eduquês”, existe autoridade. Todo o aluno admite à partida que o professor sabe mais da “matéria” que o próprio, e isso é fonte de autoridade. No entanto, é dever do próprio professor incentivar o aluno a questionar esta sua autoridade, a testar os seus conhecimentos, até ao ponto em que o professor admite: “não te sei responder, mas vamos tentar descobrir juntos”. Porque a sala de aula deve servir não só para aprender a questionar, mas também a cooperar, inclusivé com o professor, com o professor como modelo. Que outra autoridade acha o Renato que deveria haver?… Não percebo bem onde o Renato quer chegar ao dizer “Se o aluno não se enfrenta à autoridade (…) ele não fica sequer informado que a vida é uma luta permanente contra algo que ele nunca conheceu.”. Parece afirmar que a sala de aula deve ser um campo de batalha, pois a “vida real” é assim. Eu diria que quem quer formar soldados para ganhar guerras, nunca acaba com as guerras.
Manel z, ao menos viu o filme? A Juno era de esquerda? Assim sem mais? Niilista? As de direita não engravidam?
Os comentários que a reacção escreve não dão mesmo para grande conversa a não ser para deixar claro ao leitor o eco que emana das suas cabecinhas.
“Tem dezasseis anos de idade, provavelmente não existe, mas é para aqui de devíamos ser capazes de caminhar”.
Eu acredito que exista.
Juno é um grande filme, absolutamente subvalorizado. A jovem é uma anarquista com regras. O casal adoptante a burguesia sem rumo, ele, o conservadorismo, ela. O jovem pai, é o romântico que corre continuamente à procura da felicidade para hoje.
Este filme, não sei porquê, talvez, a juventude dos protagonistas à procura do ideal, faz-me lembrar outro filme que ninguém valoriza, o “Leitor”.
Viana, não sei se um dia acabamos com as guerras, mas sem soldados a luta está perdida à partida.
Chateia-o, provavelmente com razão, a estériotipização do “eduquês” como o senta-te aí e aprende sozinho. Pois então não deve enfiar todos quantos não o defendem como adeptos do ensino fascizante como o senta-te, o cala-te ou o levas.
Deixe-mos então de lado os preconceitos.
Acho que a autoridade vem do saber e da capacidade de o transmitir. É quem melhor faz esta dança quem melhor ensina a dançar. Tive professores muito sapientes mas absolutamente incapazes de transmitir o que quer que fosse e outros medianos que conseguiram transmitir alguma coisa. Os que mais me ensinaram tinham as duas qualidades.
Sempre fui péssimo a marrar, a decorar e por isso mesmo tenho alguma fobia quer à repetição (que não tem que ser imitação) quer ao decoro (que não tem que ser decorativo). Se tivesse ido para direito ou medicina levaria vinte anos a conseguir o canudo. Só saí da mediania a história e a português ou quando deixei o liceu e fui para a faculdade. Não porque mudaram substancialmente os métodos, mas porque passei a estudar coisas mais próximas dos meus interesses.
A variedade de professores bons e maus, austeros e melosos, violentos e meigos, é, à falta de outras ideias, uma variedade progressiva que prepara os alunos para a diversidade do que vai encontrar fora da escola. Seria preferível que fossem todos bons mas só serão todos bons que dotarem os alunos não só como bons questionadores mas também como bons executantes.
Resumidamente no dia em que tenha que escolher uma escola para o meu filho, devo dizer-lhe que prefiro arriscar nas contradições de uma escola pública de subúrbio do que arriscar a pedagogia asséptica dos colégios privados. Saberá menos dos Lusíadas? Seguramente. Saberá formular pior as perguntas e estará menos apto a cooperar com professores? Provavelmente. Mas estará seguramente mais apto a perceber a diferença, a encontrar as respostas, a lutar contra a autoridade que nos é imposta a cada esquina. Saberá que um não é um não e saberá também como se contorna um não, seja recorrendo à manha da mentira seja através do enfrentamento. Agora se não tiver ouvido um não, assim redondo, nem sequer vai saber o que ele é, e no dia que o ouvir caminhará sem sequer ter noção disso, rumo à obediência. Porque no “aprender a aprender” sempre lhe foi dito nim e em quase todas as esferas da vida os nins são a melhor via rápida para a submissão.
Cada um interpreta a arte à sua maneira, e ainda bem. Mas ver no Juno um manifesto anti-Americano e pró-Nova Mulher Soviética é obra!
Anyway (ui, lá estou eu a ser sujeito do Império) não vou reclamar com alguém que está a criticar o eduquês e tem bom gosto em filmes. Como dizia o outro na Contra Informação: Força Renato! Estou contigo, vamos embora!
Vicente de Lisboa, diz bem: “Cada um interpreta a arte à sua maneira, e ainda bem”. Ver neste post a defesa da “Mulher Soviética é obra”.
Renato, todos os educadores, sejam professores ou não, dizem não. As teorias pedagógicas que sustentam o “eduquês” não defendem a abolição do “não”. Defendem sim, que o “não” seja contextualizado, de modo a que o educando perceba o porquê do “não”. O laxismo na definição e implementação de regras de conduta não tem nada a ver com o “eduquês”. Se tal tem vindo a acontecer, o que não se restringe de modo nenhum à escola, tem essencialmente a ver com as mudanças societais que têm vindo a acontecer, em particular uma muito maior valorização da infância e adolescência pelos professores (porque se constatou que o que se passa nesses períodos tem consequências fundamentais na personalidade adulta) e filhos pelos pais (que passaram de mão-de-obra para ajudar na velhice a “bem” mais precioso). Há mais receio em “estragar” os miúdos, que é, na minha opinião, salutar, mas que pode conduzir à paralisia na ausência de (novos) modelos de acção educativa. Mas pelo que percebo o Renato não pretende apenas acabar com o “laxismo”, pois parece não lhe agradar também a situação em que não existe laxismo mas também não existe autoridade “bruta” (é não, é não, e não precisas de perceber porquê). Se é esta a posição do Renato, então em nada se distingue, na prática, dos métodos “pedagógicos” defendidos pelos apologistas do ensino fascizante: estes querem que os alunos aprendam a obedecer, enquanto o Renato quer que os alunos aprendam a desobedecer (à autoridade bruta). Como provocação
, diria que não percebo porque é que o Renato não defende também o retorno do castigo corporal à escola. Era da maneira que conseguia alunos bem revoltados… Esta atitude, muito judaico-cristã, de que as pessoas têm de sofrer para melhor apreenderem a realidade, e que se encontra amiúde na Esquerda, demonstra que há muita gente à Esquerda que ainda não compreendeu que a revolução não consiste apenas em mudar os donos das coisas, mas vai muito para além disso. A revolução não estará completa, nem será permanente, enquanto não levar à mudança radical do paradigma dominante, judaico-cristão, baseado na autoridade (do Pai) e no sofrimento como redenção, que permeia de modo insidioso toda a cultura e psicologia ocidental.
Viana… hoje estou simplista, e assim vou continuar.
Caso prático: O meu filho não quer sair de casa. Eu tenho que o levar pois com dois anos ainda não pode ficar sozinho. Calha que não tenho, nessa circunstância específica, onde o deixar. Como sou dialogante explico-lhe porque tem que vir. Não o convenço e ele faz uma birra e agarra-se a cavalinho com que quer continuar a brincar. O que faz o Viana se não pode recorrer ao colo forçado, ao tom de voz elevado e a um Não menos dialéctico?
Outro caso prático: Estou a dar aulas. Há três pirralhos que no fundo da sala não param de fazer merda. Na primeira aula explico que não o devem fazer por respeito aos outros colegas. Na segunda aula explico que não o devem fazer por respeito a mim. Na terceira aula explico que não o devem fazer por eles próprios. Na quarta, na quinta e na sexta aula, e assim sucessivamente, eles insistem em não perceber nenhum dos argumentos. O que faz sem recorrer à expulsão, ao castigo ou à má nota?
PS: Como viu em nenhum dos casos há a hipótese de recorrer ao chicote.
Um manifesto anti-aborto: tornar “cool” levar em frente a gravidez adolescente – no caso da Juno a gravidez até lhe resolve imensos problemas.
Um dos 3 filmes desse ano (2007) a bater na mesma tecla: é fixe ficar grávida e ter uma criança aos 15 anos (os outros, a saber, são Waitress-”Amor aos Pedaços” e Knocked Up-”Ligeiramente Grávidos”), é foleiro interromper a gravidez porque “o bébé já tem unhas”, e no fim até se vai estar a fazer uma grande bondade a uma mãe adoptiva extremosa e rica mas infértil.
A extrema-direita religiosa rejubila : quem pagou por estes 3 filmes sobre meninas adolescentes brancas de classe média-alta, onde o mesmo assunto é tratado da mesma forma?
Os indies pretenciosos são mais betinhos do que os betinhos.
Filipe, ver em Juno um manifesto anti-aborto é quase tão delirante como Vicente de Lisboa ver neste post a defesa da mulher soviética.
A propaganda das unhas da extrema-direita funciona. Obviamente que sim. Particularmente em jovens de 16 anos, ainda que dotados da maturidade de Juno. O filme não o podia escamotear.
Quando ao aborto deixe-me que lhe diga. Para mim está ao nível do preservativo e da pílula. É um contraceptivo sempre pronto a usar e a usar sempre que seja necessário. À vontade do freguês e até ao último dia de cada dia dos nove meses de gestação.
Eu sou aquele tipo que os conservadores acusam de querer uma abortadeira em cada esquina com o contacto em cada caixa de multibanco e cabine telefónica.
Renato e outros interessados na questão do eduquês e do que havia antes de haver o eduquês: aconselho vivamente o filme “Laço Branco, uma história de crianças” do Haneke. Está nos cinemas.
Renato, nenhuma teoria pedagógica perconiza como solução para qualquer problema, em particular de desobediência, a desistência ou capitulação. E o “eduquês” não defende que o “não” deva ser “mole”, “laxista” ou “não-categórico”. Deve ser isso tudo. E, nos casos mencionados pelo Renato, os educandos não devem ter “segundas-chances” para se portarem inedequadamente perante uma situação particular. A diferença é que o “eduquês” defende duas coisas: o “não” deve ser acompanhado duma contextualização (este “não” é categórico, e é por estas razões); a autoridade do professor ou pai, que é o que torna o professor ou pai passível de ser obedecido, deve assentar não no medo do aluno ou educando perante um castigo, mas sim no respeito que tem pelo professor ou pai. Este é um dos pontos fundamentais que muitas pessoas esquecem no meio deste debate: a autoridade pode obter-se através não apenas do medo, mas também através do respeito. Autoridade e respeito não são a mesma coisa. O problema é que é muito mais difícil conseguir respeito do que incutir medo. Para alguém respeitar um educador, precisa de reconher nele um modelo, qualidades positivas, a que aspira obter. Hoje em dia, muitos professores não querem, e fazem bem, que a sua autoridade assente no medo que conseguem incutir nos alunos, mas também não sabem ou conseguem servir de modelo para os seus alunos, através do seu saber demonstrado e dos seus actos efectivos, conseguindo assim o seu respeito.
A Direita quer que a autoridade assente na capacidade de incutir medo, e é fundamentalmente por isso que ataca o “eduquês”. Para eles o respeito é secundário. A Direita não se preocupa com o que efectivamente as pessoas pensam. Apenas lhe interessa que haja efectiva obediência à autoridade, consagrada através de rituais “públicos” de submissão (por exemplo na sala de aula, ou no seio da família). Basta ver o que acontece no paradigma deste pensamento: a Igreja Católica. Todos fecham os olhos ao que acontece em privado, ao que alguém diz e faz em privado, por mais distante que esteja da “doutrina católica”, desde que esse alguém exerça o ritual público (a ida à missa) de submissão à autoridade eclesiástica.
Uma última nota só para dizer que a minha contribuição para a discussão à volta deste post provavelmente termina aqui, pois vou deixar de ter acesso à web por algum tempo.
Hehe, essa do Juno anti-aborto também é boa. Especialmente porque supõe grupos conservadores a apoiar (financiar?) um filme que inclui underage sex – sem casamento! – uns pais que reagem bem à gravidez, um casal que se divorcia sem isso ser o fim do Mundo e acaba com… uma mãe solteira a adoptar!
Mas hey, vivam as nossas interpretações de filmes e postas.
Vicente de Lisboa… bem melhor este seu contributo. Bem melhor. Vivam pois as interpretações.
Viana eu próprio depois deste post estarei duas semanas sem internet. Para um blogger com tesão de mijo veremos como serão os primeiros dias de ressaca. Concordo com muito do que diz mas não será exactamente o eduquês. Ouvi-o falar em respeito, na autoridade (reconhecida) do educador, de nãos categóricos. Estamos de acordo com tudo isso.
Deve reconhecer que as pessoas de esquerda que atacam o eduquês não o fazem pela direita. “Ele há tantas maneira de compor uma estante” como diria Cesariny. Saindo das escolas da escola, dos eduquezes e do resto, posso apenas dizer que eu não quero um ensino que dê conhecimento só aos filhos das classes dominantes, que transforme a escola num deposito de crianças e numa pilha de jogos pedagógicos que têm mais de ridículo do que de eficiência, quero que o meu filho e os meus alunos aprendam para além do conhecimento a lutar pelo sim e pelo não que mais os convençam.
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