Alegre é Zé, Alegre é António, Alegre é gente!

O Saboteur, um dos postadores do Spectrum mais ligado à esquerda possível do que à esquerda necessária a que este blog nos tem habituado, escreveu este post a polemizar com o que tinha escrito sobre o Sócrates Alegre. Com convite tão descarado não podia deixar passar a oportunidade de fazer algumas considerações.

Antes de mais é preciso dizer que o post do Saboteur faz um paralelo entre a minha posição e a do António Vitorino, o que como é óbvio só prestigia o segundo. Se o António descobre que o puseram em contraste comigo há-de colar o post na parede do quarto ao pé do poster dos Black Eyed Peas e telefonar a todos os amigos a dizer do quão orgulhoso se sente. Mas enfim… eu prestigiaria outras figuras na praça, mas o mau gosto fica com quem o pratica.

Na substância, o Saboteur diz que eu e o António Vitorino não podemos estar os dois correctos. Uma evidência, uma vez que eu e ele dissemos coisas opostas. Ora, por exclusão de partes, ou um ou o outro tem razão ou, como um comentador disse no seu post, nenhum dos dois a tem. Brilhante, clarividente e oportuno. Diria mesmo perspicaz.

Apesar disso o António Vitorino e eu temos algo em comum embora Saboteur não o perceba. Nenhum dos dois gosta de ver a esquerda, ainda que a possível, colada à esquerda que passou para a direita. Ambos desprezamos essa mútua contaminação. Já o Saboteur, nas entrelinhas, deixa perceber que é essa contaminação que o excita. O António desdenha Alegre embora deseje que Alegre dê a vitória a Sócrates e ao PS nas presidenciais. Eu desdenho Alegre embora deseje que ele consiga deixar claro o que move a esquerda parlamentar.

Por fim, o inevitável agradecimento pelo adjectivo atribuído: afoito. Gosto. É que para além da cara do Alegre ser o focinho de Sócrates há ainda outras tantas trombas mais. Vejam em anexo. O leitor e o Saboteur poderão constatar das imagens o quão parecidos todos são. Por certo não encontrará a fotografia do Saboteur (que parece que só sabota jardins públicos), e terá seguramente melhores companhias que as visadas.

Ainda assim um conselho: com tanta prosápia deveria ao menos ser capaz de nos deixar perceber a sua opinião. Não sobre mim e o António. Sobre o Alegre. Ficamos à espera.

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