Alegre é Zé, Alegre é António, Alegre é gente!

O Saboteur, um dos postadores do Spectrum mais ligado à esquerda possível do que à esquerda necessária a que este blog nos tem habituado, escreveu este post a polemizar com o que tinha escrito sobre o Sócrates Alegre. Com convite tão descarado não podia deixar passar a oportunidade de fazer algumas considerações.

Antes de mais é preciso dizer que o post do Saboteur faz um paralelo entre a minha posição e a do António Vitorino, o que como é óbvio só prestigia o segundo. Se o António descobre que o puseram em contraste comigo há-de colar o post na parede do quarto ao pé do poster dos Black Eyed Peas e telefonar a todos os amigos a dizer do quão orgulhoso se sente. Mas enfim… eu prestigiaria outras figuras na praça, mas o mau gosto fica com quem o pratica.

Na substância, o Saboteur diz que eu e o António Vitorino não podemos estar os dois correctos. Uma evidência, uma vez que eu e ele dissemos coisas opostas. Ora, por exclusão de partes, ou um ou o outro tem razão ou, como um comentador disse no seu post, nenhum dos dois a tem. Brilhante, clarividente e oportuno. Diria mesmo perspicaz.

Apesar disso o António Vitorino e eu temos algo em comum embora Saboteur não o perceba. Nenhum dos dois gosta de ver a esquerda, ainda que a possível, colada à esquerda que passou para a direita. Ambos desprezamos essa mútua contaminação. Já o Saboteur, nas entrelinhas, deixa perceber que é essa contaminação que o excita. O António desdenha Alegre embora deseje que Alegre dê a vitória a Sócrates e ao PS nas presidenciais. Eu desdenho Alegre embora deseje que ele consiga deixar claro o que move a esquerda parlamentar.

Por fim, o inevitável agradecimento pelo adjectivo atribuído: afoito. Gosto. É que para além da cara do Alegre ser o focinho de Sócrates há ainda outras tantas trombas mais. Vejam em anexo. O leitor e o Saboteur poderão constatar das imagens o quão parecidos todos são. Por certo não encontrará a fotografia do Saboteur (que parece que só sabota jardins públicos), e terá seguramente melhores companhias que as visadas.

Ainda assim um conselho: com tanta prosápia deveria ao menos ser capaz de nos deixar perceber a sua opinião. Não sobre mim e o António. Sobre o Alegre. Ficamos à espera.

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33 Responses to Alegre é Zé, Alegre é António, Alegre é gente!

  1. Luis Rainha diz:

    Longe de mim armar-me em Pacheco Pereira; mas discutir coisas sérias com um tipo que assina “Saboteur”?

  2. Renato Teixeira diz:

    O nome oculta uma personagem respeitável. Mas teve piada a interjeição…

  3. paulo diz:

    mas a resposta dele ao seu post renato tem estilo….
    e parece ser mais tolerante com os outros

  4. Sónia Pereira diz:

    ATENÇÃO À RAPAZIADA QUE A PROPÓSITO DO HAITI APOUCOU O RENATO TEIXEIRA:

    O PRESIDENTE DO FMI ACABA DE PROPOR UM PLANO MARSHALL PARA O HAITI. OU O RENATO VÊ MAIS QUE TODOS JUNTOS, OU VOCÊS SÃO UNS ANJINHOS.

  5. xatoo diz:

    ref. coment. 17:44
    eu também ficaria um bocado à rasca para discutir coisas sérias com um tipo que se chamasse “rainha” (lol)

  6. Anónimo diz:

    Olha o Costa, o candidato do Rick Dangerous!

  7. Saboteur diz:

    Se bem percebo o teu penúltimo parágrafo, Alegre, António Costa, Sá Fernandes, Helena Roseta e Carlos do Carmo (para me restringir às fotos) são todos farinha do mesmo saco. Como Alegre é também farinha do saco do sócrates, é tudo igual… possivelmente, eu também… Ou eu ao menos me safo?

    O meu post era precisamente sobre isto, que é um tema que eu gosto de abordar: Sectarismo, tendencia para o isolamento, etc… Enquanto há alguma esquerda que vê Alegre como a cara da reacção (e costa e roseta e sá fernandes), há dirigentes do Partido Socialista, como Vitalino Canas, josé Lello, Vital Moreira, Correia de Campos e Vitorino, que veêm Alegre como o candidato do Bloco, um perigoso esquerdista incapaz de representar a “esquerda reformista” como lhe chamou ontem Vitalino Canas.

    Eu disse que não podiam ter os dois razão. Depois hove um comentador que disse: “pois não. A questão é que os dois estão errados”. Pois é. É isso mesmo!

    É tão desfazado da realidade dizer que Alegre é o candidato do Bloco, que vai pôr os capitalistas a fugir para espanha e a comunicação social privada a fazer campanhas contra o Presidente, como é dizer que ele é o candidato do Sócrates e que vai dizer dizer amen a todas as políticas de direita do Governo.

    Como alguém disse, Alegre é o melhor dos candidatos assim-assim. Mas, sobretudo, é o mais bem colocado, de longe, para derrotar a direita. Melhor ainda: Se ele ganhar teremos provavelmente o PR mais à esquerda que Portugal já teve, que irá derrotar um candidato da direita pura e dura e, pela primeira vez, derrotar um PR que se candidatou a um 2º mandato. Eu creio que isso não é pouco importante para deitar fora…

    E deitar fora porquê? Em troca de uma satisfação pessoal de pôr a cruzinha num candidato verdadeiramente anti-capitalista? Para revolucionário parece-me que dás demasiada importancia ao “acto sagrado” de votar de 5 em 5 anos.

  8. Renato Teixeira diz:

    Paulo, não se trata de tolerância ou falta dela. Saboteur intervém dizendo que não quer intervir, ainda por cima mascarado na facilidade de um nick. Para provocação, provocação e meia. É a única maneira de se lidar com alguém que quis participar num “debate o tabagismo” sem querer dizer se fuma ou não, e em que circunstâncias. Ainda assim, há que reconhecer o estofo democrático do outro lado da polémica. Não pela primeira reacção, piegas, mas pelo comentário que acabei de ler, bastante mais espirituoso.

    Xatoo, não tenho crise em discutir com nome A, B ou C, com Rainhas ou com Saboteurs. Apesar da abertura de espírito aprecio quem arrisca falar na primeira pessoa ao invés de falar num qualquer heterónimo de turno. Isso, sem deixar de perceber quem o faça por razões laborais. É que há cada patrão mais Nazi que vale a pena o alter-ego de forma a evitar o abismo do silêncio.

  9. Renato Teixeira diz:

    Saboteur, finalmente com os “olhos” nos olhos. Sem indirectas nem provocações. Gosto que tenha largado a tentação da pieguice, patente no seu segundo post, e o jogo de palavras, do primeiro.
    Antes de abordar as questões que coloca, que procurarei responder com a mesma clareza com que as elabora, apenas dois pontos prévios. Primeiro dizer que não compreendo que se esconda atrás de um heterónimo. Sei do seu oficio e sem cair na tentação pidesca (para mim não são todos iguais e nunca o trataria como sempre me apetece tratar os Ferreiras Fernandes da praça), devo dizer-lhe que não me parece que ponha em causa o seu posto de trabalho por defender o que acha da vida e do resto na primeira pessoa. Em segundo lugar dizer também que respeito a disciplina partidária até ao ponto em que a razoabilidade não se perde e a inteligência não se ataca. Pelo que diz e pelo que sei (espero não estar a cometer inconfidência alguma até porque o deu a entender) é militante do Bloco de Esquerda. Nesse sentido das duas, uma: ou quer atirar areia para os olhos, ao dizer que vai discutir uma linha que internamente diz que ainda não foi discutida mas todos já puderam ler e ouvir nas notícias, salvaguardando a imagem cada vez mais frágil do BE, ou é um perfeito inocente. Como não acredito na segunda, aconselho-o a assumir a degeneração do BE como assumiu a do PCP.

    Agora a substância. Pergunta se acho Alegre, Costa, Fernandes, Roseta e Carmo farinha do mesmo saco. Com toda a frontalidade (que de resto acho que estava claro em todo o post do Sócrates Alegre), devo dizer que sim. Isso quer dizer que são figuras estanques, cristalizadas, plasmadas umas das outras? Evidentemente não. Quando digo que são farinha do mesmo saco digo que elas cumprem a mesma função relativamente ao partido do Governo. Seja na sua dimensão autárquica, seja na sua dimensão ao nível do governo central. Desse ponto de vista são farinha do mesmo saco e todos defendem os governos nacionais e locais e, evidentemente, as políticas que aplicam. Se aceitar falar sobre a justeza dessas políticas o debate ganha interesse, que quer falar sobre a posição relativa de cada apoiante ou interprete, para mim o debate não tem interesse. Não me interessam as intenções mas as funções. Resumidamente. Sobre si falaremos se disser quem é e ao que vem. Até que espera pela posição do seu partido para saber a sua estamos condenados a falar no geral. Opção sua. Não a deve lamentar.

    A si preocupa-o o sectarismo da esquerda necessária e contrapõe o pragmatismo e o etapismo reformista como alternativas. A mim preocupa-me o oportunismo da esquerda possível e contraponho com idealismo (critica hipoteticamente justa), e a lógica da via revolucionária. Das duas, sabe-se bem aquela que mais agruras deu a quem quer ver o poder disseminado e o fim da exploração organizada ao longo de muitos séculos de história. No caso particular eu não vejo vitória nenhuma em Alegre. Vejo uma ilusão. Você não vê nada para além da esquerda responsável com assento parlamentar. Onde eu vejo uma oportunidade, criar pontes entre a esquerda necessária para reforçar a luta social, você vê um perigo. Onde você vê uma oportunidade, criar pontes com a social-democracia para tentar influenciar o poder, eu vejo um perigo. É o velho, velhíssimo, antagonismo entre a via reformista e a via revolucionária.

    Uma vez mais, não vejo que diferença faça um Sá Fernandes como Vereador do António Costa, como não vejo o que se ganha com a candidatura do Alegre. Fala-me em estatísticas: “É o mais à esquerda de todos os outros” (coisa difícil heim!); “é o primeiro a quebrar dois mandatos consecutivos de um presidente de direita”; e por ai fora. A questão, é que o candidato que chama de “o melhor entre os candidatos assim-assim” não tem nada para oferecer de concreto para lá de estatísticas. Ao ter dado apoio à campanha pela maioria absoluta de Sócrates, em troca de apoio presidencial, Alegre coloca-se no terreno do oportunismo, não no terreno da revolução (nunca esteve nessa) e nem sequer no terreno das reformas. O que propõe para além da defesa da pátria? O que poderá travar em Sócrates se foi Sócrates quem lhe deu a presidência? Que políticas está em condições de vetar? Nada, rigorosamente nada do que o Sócrates não queira. Igual com Roseta, igual com Costa, igual com Sá Fernandes e igual com toda a farinha que se coloque no mesmo saco.

    Mas este é só o primeiro dos problemas políticos. O que faz com as pessoas que desmobiliza porque concluem que vêm todos ao mesmo? O que faz com aqueles que embora não se desmobilizem não vão ver nenhuma das suas expectativas realizadas? O que faz se convence que o Zé faz falta e depois não tem nada para mostrar onde este tenha sido providencial a não ser para o poder de Costa? E com Alegre? Como interpreta o pouco ou nenhum entusiasmo com a sua candidatura mesmo em sectores que estão disposto a engolir o sapo? E para os sectores em que nem sequer Alegre é sapo? Eu só encontro uma resposta: todos vêm PS e Governo nas costas do poeta e onde há PS e Governo não há estatísticas, há demasiados anos de políticas de merda.

    Para mim votar não é um acto sagrado. Longe disso. É como alguém disse: participar num acto que reflecte a realidade de forma distorcida. Interessa-me votar para evitar Reichts ou legalizar a prática do Aborto. Interessa-me votar em programas que defendem o transporte da política dos corredores bafientos dos ministérios e dos parlamentos para os locais onde a vida acontece no concreto. Nas escolas, nos locais de trabalho, no campo e nas restantes esferas da vida.

    Por fim, votar e participar desta ou daquela campanha só me interessa quando há projectos que cumprem com a transformação de versos bonitos nas prosas que valem a pena. E isso sim parece-me hoje verdadeiramente revolucionário. A cruz do boletim de voto não é uma bênção. O que interessa é o que antes e depois se pode fazer com as dinâmicas que algumas circunstâncias eleitorais podem proporcionar, sem nenhuma forma de fé neste ou naquele personagem de turno, mas confiando na dinamica colectiva dos processos.

  10. anónimo diz:

    O Saboteur não é aquele assessor político da vereação António Costa que se infiltra nas reuniões da concelhia do bloco de esquerda para… ouvir?

    Se estou enganado, por favor sr. Saboteur, corrija.

  11. Carlos Vidal diz:

    Ó Saboteur, responda lá, vamos:
    é assessor do sr. Costa, logo não iria dizer mal do seu patrão.
    Trabalha, digamos resumindo, para o regime. É seu assalariado. É a sua única profissão? Assessor do partido??
    Não tem outra ou outras habilidades?
    Circo, nada?
    Além disso, também “frequenta” as reuniões do BE. Já agora, do PS, do PCP, do PCTP, da FN, do MIRN, vai a todas é?

  12. Saboteur diz:

    Renato: defendes os anónimos que vêm aqui fazer as acusações indecorosas como as que podemos ler às 6:42, chamando-me várias vezes “piegas” por eu me queixar deles. És um grande valentão, estou a ver. Daquele tipo que dá meia volta, quando vê alguém na rua a ser assaltado.

    Quanto ao meu nick, está claro de ver, não me dá nenhuma facilidade ou vantagem no debate. Não só porque é um segredo de polichinelo, mas sobretudo porque debato ideias e escrevo frases que não mudam de significado conforme o nome que eu assine. …Se eu utilizasse o nick ou o anonimato para agredir, ameaçar ou fazer falsas acusações como alguns energúmenos de pouca coragem política, até podias ter alguma razão de queixa…

  13. Saboteur diz:

    Caro Sr. Anónimo: vejo que está inscrito no mesmo partido que eu. Se acha que eu só vou às reuniões para espiar (espiar o quê?), escreva uma cartinha à direcção a pedir a minha expulsão. Mas olha que eu não sou dos que ouve, mas sim dos que habitualmente fala.

    Carlos Vidal: Sei que és artista e tal (e não escreves com um nickname, hem!), mas, desculpa lá, preferia que interagíssemos o menos possível.

  14. Renato Teixeira diz:

    Caro Saboteur, quando o acusei de pieguice estava-me a referir à formulação que escreve no seu segundo post: “entretanto, como sou um democrata – daqueles que não saca logo da soqueira quando ouve alguma opinião com que não concorda”. Não percebo que daí retire conclusões do meu apoio a anónimos. Se o nick lhe causa agruras, tem uma solução bastante simples, use o seu nome. Assim como assim, basta ler o que escreve aqui para toda a gente saber quem é e ao que vem.
    Espero que regresse ao debate político e abdique novamente da via do queixume.

  15. Saboteur diz:

    Achas que é nick que me causa agruras ou são os hooligans de serviço? E depois de tudo o que tens lido nestes ultimos 2 dias, de mim e dos outros comentadores, esperas que eu regresse ao debate político??? É realmente preciso ter cá uma lata…

  16. Renato Teixeira diz:

    Saboteur, não vejo onde vê tamanho melindre. Não quer continuar por esta tasca, continuaremos na sua.

  17. anónimo diz:

    Saboteur:

    O que dizes não é verdade! ainda na última reunião, aquando do balanço autárquico, estiveste caladinho que nem um rato. Nem piaste! queres cartinha de expulsão? Nahh! No Bloco não há mártires.

    Toma tu o passo, o passo que não tomaste quando o partido te pediu que renunciasses ao teu lugarzinho de assessor e ficaste coladinho ao Zé – áquele que te fazia falta.

  18. Saboteur diz:

    Renato: Ou eu não me estou a fazer explicar bem ou estás a dar-me baile.

    Não se trata de eu não querer debater aqui. (Aviso que hoje tenho uma espécie de folga e por isso até posso, mas ando muito limitado de tempo).

    Trata-se de eu ir dizendo – lateralmente – que os termos com que alguns comentadores do 5 dias e do Spectrum (um deles assina “esquerda necessária” no Spectrum) utilizam e têm vindo a utilizar desde há muito tempo (e não só sobre o Alegre) são puros actos de hooliganismo, e tu dizeres-me que eu sou é “piegas” e só faço “queixume” e que devia “regressar ao debate político” como se alguma vez eu tivesse saído desse campo para conjecturar ou insinuar sobre as motivações escondidas de quem vai a uma reunião do partido ou sobre os empregos que alguém já teve ou tem neste preciso momento em que falamos.

    Dar cobertura a tais práticas é uma coisa. Agora transformares o agredido em agressor é que já é ir longe demais.

  19. anónimo diz:

    Banana Aranda:

    Eu sinto-me agredido pelo teu oportunismo político. E agora?

  20. Saboteur diz:

    Anónimo das 19:01: és uma triste figura de militante….

    Essa não foi a última reunião plenária (a ultima foi ontem) e nem foi a primeira que se debateu as autárquicas.

    Como disse sou dos que habitualmente falo nas reuniões. Não falo necessariamente em todas, como minguem o faz. Sobre as autárquicas, obviamente, sempre falei e escrevi muito e em devido tempo. Se interviesse nesse plenário era para repetir, no essencial, muitas das coisas que já tinha dito em outras tantas (má condução da ruptura com JSF, erro em não procurar uma convergência de esquerda, erros na avaliação do mandato anterior, dificuldades organizativas evidentes), mas, desta feita, depois derrota. Para quê? Deixai falar os dirigentes e candidatos.

    Sobre o partido me ter “pedido o meu lugarzinho de assessor”. Esse boato é novo para mim. Já sabia até que tinha ficado para ser Presidente de uma empresa municipal. Mas essa de que o Partido me tinha pedido para sair… ahaha!!!. Olha: E por curiosidade, como te contaram? Saía assim para o desemprego ou convidavam-me para ser assessor noutro sítio? E aos outros 2 militantes do BE pediram também alguma coisa ou foi só a mim?

    Emprenha menos pelos ouvidos e não venhas dar má imagem do Bloco para a blogosfera. As pessoas podem pensar que o teu comportamento miserável é a regra no Bloco, quando é sobretudo a excepção.

  21. Carlos Vidal diz:

    Engana-se e engana os leitores, por completo, o sr. Saboteur.
    Eu nunca interagi com essa personagem, mas foi ele o primeiro a fazê-lo: no seu blogue foi dizendo: o tipo (suponho, EU) “é tão mau, tão mau, que chaga a ser bom”.
    E – PASME-SE!!! – isto numa caixa de comentários onde um seu colega de blogue, que eu também não conheço, criou, EM MEU NOME, uma página fake no Facebook, que eu gostaria de ver – claro – apagada.
    Quanto ao Saboteur, estamos conversados.

  22. Renato Teixeira diz:

    Saboteur, até tenho muita lata mas nenhum dos comentários me pareceu hooliganesco. De resto, quanto à sua privacidade, foi você e bem que a decidiu quebrar no Spectrum: “deixa-me só dizer-te (sobre o tema dos empregos, que não esgotam a questão do porquê dos nicknames) que quando começamos o blog trabalhava numa empresa onde escrever num blog era um acto muito mais grave do que foi enquanto trabalhei na CML e onde tinha muito mais responsabilidades do que as que tive na CML. Bem entendido também que já não trabalho na CML. Fui contratado por um dirigente do Bloco de Esquerda para ser assessor-economista de um vereador independente eleito nas listas do Bloco de Esquerda durante os 3 anos e pouco que faltavam para o fim do mandato. Demiti-me do meu antigo emprego e lá tive até ao fim desse mandato (aliás como outros militantes do BE).”
    Não estou por isso nem a dar baile nem a reivindicar clareza da sua parte. Ainda que tenha sido nebuloso nos dois posts que dedica ao assunto, nos comentários deixa clara a sua posição. Absolutamente claro. Conheço-a demasiado bem. Foi o argumentário que começou a destruir o BE, que ajudei a dar os primeiros e os segundos passos. A partir de agora as pernas são outras, dos Guilhermes aos Oliveiras a si próprio. É a esquerdazinha responsável; do menos mau; do assim-assim; do nem carne nem peixe; do rumo ao PS e à vitória “sem condições”; do parlamentarismo; das reformas; do mau mas devagarinho; do etapismo; e por ai fora. São parte de uma geração de dirigentes que contaminou o BE do pior do que o PCP tinha sem trazer nada do bom. Se na política é o que se vê na metodologia não melhora; práticas controleiras; caciques; mais borrados de medo do esquerdismo do que da direita conservadora e dos neoliberais; estalinistas e anti-democráticos. É bom de ver que de lá para cá o PCP só melhorou e o BE só piorou.
    Não devem ter deixado saudades na Soeiro Pereira Gomes, embora tenham dado imenso jeito aos que no BE sempre tentaram a sua social-democratização e domestificação.

    Quanto ao Alegre e para terminar só um acrescento: o Alegre não apoiou apenas Sócrates. Apoiou a defesa da sua estratégia eleitoral e, consequentemente a defesa da maioria absoluta que felizmente não conseguiram. Só lamento que não tenha sido o BE a ter os votos do CDS de modo a vos obrigar a serem bem mais honesto com os vossos eleitores.

  23. anónimo diz:

    Tu dizes tudo, Saboteur:

    Tratas a política como um “emprego”: é “emprego” para aqui e “emprego” para acolá. Espírito de missão? Nada! Aquilo era um “emprego”. E depois queixas-te daqueles que ao invés de escreverem “emprego” empregam a palavra “tacho”…

    E sim. Ao contrário de ti que ficaste no “empregozinho” até ao fim, houve militantes do Bloco que deixaram de ser assessores do Sá Fernandes, quando este rompeu com o Bloco. Nem todos, claro. Tu és a prova disso.

  24. k diz:

    “Never argue with an idiot. They will bring you down to their level and beat you with experience.”

  25. Ricardo Noronha diz:

    Então Renato, adormeceste sobre o teclado ou tens andado a viajar? “É bom de ver que de lá para cá o PCP só melhorou e o BE só piorou.”
    Melhorou? Em quê?

  26. Renato Teixeira diz:

    Ricardo não adormeci mas vou adormecer e felizmente não será no colo do teclado. Melhorou na táctica política. Deixou o BE correr sozinho em direcção ao PS. Não se atirou para o colo do Alegre.
    Mas não te preocupes, reconhecer um ou dois méritos tácticos não é fazer uma revisão constitucional aos princípios. Queria antes de ir de férias fazer um post sobre dois comunistas que merecem toda a propaganda negativa na blogosfera: o presidente do CRUP, Seabra Santos, e o inefável Mário Nogueira. Fica para Fevereiro. Verás que não capitulei ao estalinismo. Espero que desse lado não adormeças à sombra de fascínios social-democratas. Fica bem.

  27. Saboteur diz:

    Fico um tempo sem visitar este post e quando volto, mais agressões e provocações (o comentário que está por cima do meu anterior não o tinha ainda visto. Deve ter sido colocado ao mesmo tempo). Isto está bonito, está…

    Creio que a razão pela qual sou tão popular nestes blogs não tem a ver com a minha importância, mas pelo facto de eu ter este defeito de responder a todas as provocações. Vai já a seguir, mas primeiro, deixo o aviso que fecharei a loja por aqui, uma vez que o que é demais também enjoa.

    Comecemos por Vidal. Basicamente ele diz que me pode agredir, porque eu comecei. Terei escrito “É tão mau que é bom”. Ora isto é obviamente um elogio que eu fiz no passado, algo presionado pelo facto de o meu companheiro de blog Party Program ter feito um post favorável ao Carlos Vidal. O elogio está naturalmente retirado. Mas não me venha o Vidal dizer que não o entendeu como tal, visto que na altura até agradeceu.

    Quanto á página no facebook, idem. É uma página de fãs que Party Program fez e que nada tem de ofensivo (a não ser ter muito poucos fãs) e não é uma página em nome de Carlos Vidal. E não venha Vidal dizer que também não percebeu, porque não se dá bem com estas coisas da net, uma vez que se mostrou satisfeito, teceu depois uns elogios a Party Program, pediu par actualizarem, o que aliás foi feito, com uma biografia detalhada que alguém não identificado enviou para o Spectrum.

    Outro Anónimo diz: “sinto-me agredido pelo teu oportunismo político”, pelo que acha que tem o direito de me agredir. Eu gostava que esta gente sustentasse em algum exemplo o meu oportunismo, de forma vermos todos em que baseiam essas análises. É que tanto quanto eu sei, dizem-me que vou para o PS desde o ano 2000 e todas as previsões têm falhado. Aliás, com alguns dos editores do 5 dias sabem, passados 10 anos, alguns dos que me chamavam oportunista, já aproveitaram a oportunidade para irem para lá. Estão no seu direito. Mas o que digo é que chamar nomes por chamar não é maneira de debater nada… Mas, para além disso, o pior, é que acho inaceitável o raciocínio “Eu sinto-me agredido pelas tuas opiniões políticas e portanto posso-te agredir à vontade”.

    Por último, o comentário mais grave. Grave porque é de um militante do meu partido que me acusa de ir para as reuniões espiar e que, há uns tempos me desafiou a ir ao pelenário do Bloco “explicar ao Francisco Louça a importância das ciclovias”. Mais grave ainda, porque este militante não é do Ruptura, pelo que não dou “o desconto” habitual (pois o “andar a espiar” e “explicar ao Louça” não são termos que sejam usados por esses lados). Para além do “andar a espiar”, o miserável, imbuído no espírito de missão de andar com provocações anónimas contra os militantes do seu próprio partido, acusa-me também de achar que o trabalho de assessoria ao Sá Fernandes ter sido para mim um “emprego”. Se fosse só “um emprego” porque teria eu saído de uma empresa onde estava efectivo e ganhava bem para ir para a Câmara numa situação mais instável? E porque não terei eu continuado, neste novo mandato? Mas mais: Exactamente por não ser “um emprego” é que eu, quando foi da ruptura entre o BE e o Sá Fernandes (ruptura que fui contra com toda frontalidade e clareza – tenho direito a ter opiniões próprias diferentes da Direcção, ou não), exactamente porque ser assessor não é “um emprego”, é que eu decidi continuar até ao fim do mandato. Seja como for, mesmo que não compreendas isto, devias ao menos perceber que o teu comportamento público, enquanto militante do Bloco, é uma vergonha para o próprio BE.

    Findas as respostas aos provocadores de serviço, face ao comentário do Renato, pouco mais tenho a dizer, porque está visto que não há debate possível. Ora vê:

    Em resposta a um post meu fazes tu um post e depois um comentário em que aproveitas, de uma forma que me pareceu algo forçada, para meter o teu argumentário anti-alegre, a tese do candidato anti-capitalista, que poderia criar pontes entre a esquerda necessária, etc., trazendo as eleições de Lisboa à mistura e o meu “ofício” como lhe chamaste.

    Eu, no meio das agressões de uma matilha de comentadores (desculpa lá ser “piegas”) procurei explicar a minha posição o melhor que posso: Disse-te que não tinha ilusões nem simpatia por aí além em relação a Alegre, mas que ainda assim não o podias comparar a Sócrates ou a Cavaco. Dei-te exemplos porquê. Disse-te que era melhor para o nosso Povo e para o Movimento, ter um Presidente como o Alegre em vez de ter o Cavaco e, finalmente, disse-te que em termos tácticos ou estratégicos, só podia interessar estar com a candidatura de esquerda que vai aglutinar todo o povo de esquerda contra a direita e não nos isolarmos de todos numa candidatura “anti-capitalista” que nem sequer existe.

    Repara que foi até a única parte que destaquei a bold: «interessa é o que antes e depois se pode fazer com as dinâmicas que algumas circunstâncias eleitorais podem proporcionar»

    O que me respondes tu? Que sou “a esquerdazinha responsável; do menos mau; do assim-assim; do nem carne nem peixe; do rumo ao PS e à vitória “sem condições” ????

    Cheira-me que de tanto pregar para os fiéis perdeste capacidade de ouvir os outros por aquilo que eles dizem e não por aquilo que tu pensas que eles pensam. Não vale a pena.

  28. Carlos Vidal diz:

    A brincadeira do PProgram não teve grande seguimento, porque muita gente percebeu (mais tarde) que eu nada tinha a ver com aquilo.
    Ao princípio achei piada, achei. Depois, perguntavam-me o que era aquilo, uma página minha no facebook? E eu dizia sempre que não era minha, era de “fãs”, coisa criada por alguém, um fã certamente. Confusão sem piada. De resto, nada diz ser página de “fãs” (que espero de facto não ter nenhum, e não tenho). Aquilo diz C. V. (por extenso) no facebook apenas. Já me sugeriram “denunciá-la”, mas não tenho tempo para me ocupar do assunto.

    Quanto ao assunto em questão: neste momento, agora-agora, vir com conversas alegristas merece reparo severo: agora é tarde, e Alegre, Sócrates, Cavaco não podem ser distinguidos.

    Como com a minha página fake no facebook: achei piada ao princípio, agora nem tanto.
    Ao princípio (escrevi aqui um post em Nov 2008), Alegre teve espaço para agir e clarificar-se no PS. Não agiu aí, depois comiciou há pouco por Sócrates e Costa. Acabou o tempo.
    Passar à frente, sff.

  29. Party Program diz:

    Caro Carlos Vidal,

    criei a página como brincadeira, como imagina tenho pouco tempo para me ocupar dela, e mesmo que o tivesse seria muito mais bem gasto em inúmeras outras actividades. só agora o saboteur me chamou a atenção para que esta lhe provocava algum desagrado, tinha ficado com a ideia que lhe tinha achado piada. Já a apaguei. De resto se lhe dava tanta espécie sabe onde me encontrar.

  30. Carlos Vidal diz:

    Muito bem, Party Program, por mim assunto encerrado quanto à página. (Passemos a outras coisas, se quiser, e se tal se proporcionar.)
    Achei muita piada, é verdade, e depois fiquei sem grande resposta a perguntas que me faziam.
    Apenas acrescento que misturei aqui o tema da página com questões ligadas ao Saboteur, porque foi através do seu post, da ideia da página e dos comentários ao post do spectrum, que tomei conhecimento da existência do mesmo Saboteur.
    Entretanto, fui meio “acusado” de ter divulgado a real identidade/profissão do Saboteur (coisa que ele fez – antes do que eu sobre ele escrevi).
    Como poderia ser diferente?, se eu não o conheço de nenhum lugar? E pareceu-me que o Saboteur melhor me conhecia.
    Assunto irrelevante, no fundo.
    Cumps.
    CV

  31. anónimo diz:

    Saboteur:

    Quando tu e os teus amigos fazem merda é só a “reinar”, quando os outros te atiram a verdade à cara é hooliganismo. Nada mau, mesmo vindo de alguém como tu.

    A razão porque não continuaste como assessor do Zé foi porque este te deu uma patada, não foi por “considerações éticas”.

    Correu contigo e com os outros que quiseram ficar em cima do muro, mas correu também contigo porque não passas dum incompetente. Queres a prova? Olha à tua volta: estás agora no Barreiro a trabalhar para o papá!

  32. Ricardo Noronha diz:

    Este anónimo sabe demais, mas nós sabemos o IP que utiliza. Qual das informações será mais valiosa e esclarecedora num debate destes?

  33. mais um pra confusão diz:

    Ricardo Noronha: PIDE de IPs?

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