Candidato

[Notícia no Expresso]

Como referia o Presidente da Federação de Lisboa do PS (FAUL), Presidente da Câmara da Amadora e arguido em caso de corrupção Joaquim Raposo “está a fazer o seu percurso natural”. Lido no site do MIC, onde já se comemora a candidatura.

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14 Responses to Candidato

  1. Alegre condiciona Sócrates e o PS. Excelente táctica, obedecendo a uma estratégia que já vem de longe. Dificilmente há espaço para outra candidatura vencedora à esquerda. O PCP terá um candidato para a 1ª volta.

  2. Desejo que seja possível que seja negociado sem que as negociações sejam orientadas de fora na tentativa de o orientar para certo sentido, Alegre,referindo-se ao orçamento;outros pontos fortes: modelo de desenvolvimento para o país, política de emprego que combata a precariedade, primado da cidadania sobre a lógica dos interesses,democracia participativa, Manuel Teixeira Gomes,direito ao pão e ao trabalho,escola pública,serviço nacional de saúde,modelo de economia solidária.

  3. Aí temos com toda a pujança o poeta Manuel Alegre em convivial camaradagem com esse homem de «esquerda» que é o Sr.Engº.

    Sócrates prepara-se para «queimar» a candidatura do Manuel Alegre pois bastará o seu apoio para que a esquerda fique eclipsada e gozada…

    Se estiver em frente destes dois candidatos: Cavaco ou Manuel Alegre com o apoio oficial do PS socrático, com o apoio dos Srs Sócrates, Vital Moreira,etc., obviamente que optarei por Cavaco, pois embora seja do quadrante da «direita», ele é um homem honesto e não se traveste ao fim-de-semana em homem de esquerda e nos dias úteis da semana num perigoso reaccionário e inimigo dos trabalhadores como tem sido o caso do nosso Primeiro Ministro.
    Parafraseando o treinador Mourinho: não à prostituição intelectual!

  4. Renato Teixeira diz:

    Pela foto e pela natureza da candidatura diria mesmo: Candidato(s). Fica a sugestão.

  5. Renato,já tinha ouvido essa,mas eu aposto no mais forte…

  6. Antónimo diz:

    Começa mal, a pôr-se a jeito para se enroscar com o PS.

  7. Tiago Mota Saraiva diz:

    Renato, por acaso acho que não. Um candidato que procura o apoio da esquerda, com um primeiro ministro de direita.

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    José Manuel Faria, engana-se.
    “Alegre condiciona Sócrates e o PS”, pelo que me recordo, Manuel Alegre ficou célebre pela sua intervenção na discussão do OE2008, em que pedia ar-condicionado a Jaime Gama.

  9. rafael diz:

    Reproduzo um post escrito há uns dias acerca desta matéria. Desculpem lá o abuso:

    Eu sou um daqueles tipos a quem lhe surge uma lágrima no canto do olho quando ouve a Internacional. E também sonho acordado horas a fio com a unidade das Esquerdas. Confesso. Até tenho alguma simpatia pela espontaneidade aventureira de um Maio de 68 perdido no tempo, de umas convulsoes operárias galegas anarco-sindicalistas, dos “Basta já” gritados em vários cantos do mundo, sem estratégia, sem direcçao, sem norte…

    E também eu me emocionei ao ouvir a intervençao de Miguel Vale de Almeida na Assembleia da Republica a propósito da aprovaçao do casamento entre pessoas do mesmo sexo, apesar de entender que a sua defesa do “melhor possivel para o maior numero de pessoas possivel no mais curto espaço de tempo” (cito de cor) é demasiada a defesa do que podemos ter, do que nos é permitido ter e nao da projecçao do que podemos vir a ter. Mas bem, a politica e as lutas têm destas coisas: emocionamo-nos com conquistas insuficientes mas importantes…

    Mas esta emoçao, esta comoçao, este “sonhar” acordado com os “amanhas que cantam” nao me retiram a capacidade critica, a leitura radical dos custos que podem advir de uma inebriaçao pelo “possivel”. E, ultimamente, tem-se falado muito do “possivel” no que toca às Presidenciais. No cinco dias, minoria relativa e arrastao vários argumentos se têm cruzado, Francisco Louça já veio dar o seu apoio expresso a Alegre caso este se candidate (ainda nao percebi se é o apoio pessoal ou o do Bloco, mas a isso já voltarei mais adiante).

    Em todo o argumentário utilizado, distingo, de forma mais ou menos simplista, duas correntes: uma a de uma Esquerda que está farta de nao ter poder, que quer poder gritar uma vitória, que quer dizer “Ganhámos!” e outra de uma Esquerda, ora mais prudente ora mais radical (na sua acepçao linguistica) que rejeita por ora ou de forma definitiva o pendor sebastiânico de Alegre para a Esquerda portuguesa. Eu situo-me nesta segunda tendencia e passo a explicar as minhas razoes:

    Em primeiro lugar, as eleiçoes ainda estao relativamente distantes e afigura-se como batalha mais importante, no presente momento, a discussao do Orçamento de Estado. Mas nao é só pela importância de outras lutas que os nomes possiveis para as Presidenciais me parecem prematuros. O que me parece é que existem um numero de pessoas, de forma consciente ou inconsciente, que a partir das suas opinioes pessoais pretendem condicionar o discurso da Esquerda em Portugal. Naturalmente, Alegre fá-lo por interesse próprio, para marcar a agenda dentro e fora do PS. Mas, sem querer meter a foice em seara alheia, pergunto-me porque é que alguém com a responsabilidade de Louça vem apoiá-lo desta forma? Nao existe um colectivo partidário que este dirige e onde está inserido? Este colectivo foi consultado? Eu sei que Alegre que há muito que vem namorando o Bloco, mas suponha que a democracia interna que o Bloco tanto apregoa (em contraste com o “social fascismo” do PCP) nao permitiria que um dirigente “de topo” condicionasse a discussao dentro do seu “Partido-Movimento” de forma tao radical…pelos vistos estava enganado, o processo mediático parece ser mais importante que o processo democrático.

    Depois, existe algo que ainda tenho encravado na goela. Nao passa. Nao consigo digerir o facto de que Alegre, com todo o aparato mediático do “bom revolucionário”, ainda é militante do Partido Socialista. E nao só é militante como apelou ao voto em Sócrates. Justiça lhe seja feita, nos encontros que teve com o Bloco de Esquerda (e que ousou, de forma bastante sectária chamar-lhe encontro das Esquerdas – como se nao existissem outras esquerdas menos bem comportadas… ), Alegre foi capaz de passar a imagem de que ele próprio seria o pater familiae capaz de agregar toda a Esquerda, uma Frente Popular feita de comunista, socialistas, revisionistas, social-democratas, liberais de esquerda (nao sei muito bem o que sao esses…) e outros que tais. Mas que lider providencialista é este que apoia Sócrates? Que mente à própria Esquerda e ao Povo, votando contra o Código do Trabalho, depois de assegurar que o seu voto nao implicaria a sua reprovaçao? Se fosse Presidente teríamos discursos inflamados em prol das massas trabalhadoras e do Povo Português e “concertaçoes estratégicas” com um Sócrates das 60 horas de trabalho semanal? E sob o auspicio de que programa votaríamos em Alegre? Com que objectivos? Para fazer o quê? Só para derrotar Cavaco? Nao chega. A Esquerda, se quer ser esquerda verdadeira, empenhada, colectivista e de massas tem de ser ambiciosa nos seus objectivos, tem que ter uma agenda própria que nao passe pelo mero facto de colocarmos uma “bandeirinha” no Palácio de Belém.

    Por ultimo, nao posso deixar de dedicar a minha atençao ao perigo que pode representar o compromisso, desde um momento inicial, das várias esquerdas com um personagem como Alegre. Um compromisso desde o primeiro momento com uma candidatura de Alegre (e especialmente por ser uma candidatura à Presidencia da Republica) criará a ilusao de uma unidade de esquerda à volta deste personagem, das suas decisoes futuras, dos seus compromissos. Este sentir-se-à imbuido do espirito de porta-voz da esquerda -que nao tem- e a refundaçao da Esquerda em Portugal que muitos preconizam, pode muito bem ser o colapso da Esquerda.

  10. Augusto diz:

    Tal como em 1986 , se a candidatura de Alegre avançar, a opção de todos os cidadãos de esquerda é só uma.

    Ou votam Alegre , ou dão a vitória a Cavaco, o resto são balelas.

    Em 1986 a opção era ou Soares ou Freitas do Amaral, e apesar dos sapos vivos que muita gente engoliu, a esquerda marcou presença.

    Veremos como vai ser agora

  11. Niet diz:

    A cena está ” envenenada ” por cálculos eleitoralistas e de baixa política politiqueira. Claro, Alegre só pode ser candidato com o apoio de Sócrates e do aparelho do PS. Dê lá por onde der:ressuscitem o slogan Rocard; ou tragam a dupla Rahm/Axelroud ou o Seguela para esconder o ” inginheiro ” de fatos Armani. Diversos sinais põem em movimento aquilo que Maquiavel e Bakounine apelidam de ” crime “: “O bonapartismo não representa propriamente nenhum princípio, nenhum partido, nem acima de tudo um interesse histórico e orgânico quaisquer no desenvolvimento económico e político de um país(…),não representa outra coisa senão três grandes vícios ou infelicidades( neste caso referia-se a Napoleão III)- a falta de escrúpulos elevada ao rubro para as classes dominantes, a desorganização cínica das classes em luta e o fomento e reforço da burocracia civil e militar…”M. Bakounine,Notas sobre a Revolução Social em França(1870-71), Éditions Tops/H.Trinquier. Paris.2003/9- Niet

  12. «A opção de todos os cidadãos da esquerda é só uma».

    Qual «esquerda»?

    O que é que os trabalhadores e o povo de esquerda ganhou em votar Mário Soares?

    Expliquem-me como eu fosse muito burro e loiro…

  13. Niet diz:

    Errata:Na linha 7 deve ler-se: ” A falta de escrúpulos elevada ao rubro no favorecimento da classe(s) dominante”. E não o que lá está; que,
    convenhamos desarma, é o termo, o sentido político da análise de M.B.”.Outra coisa curiosa que se detecta na troca de comentários: As pessoas envolvidas socorrem-se do que têem à mão, em vez de irem às Bibliotecas ou à Blogosfera aprofundar os temas em análise.Ou solicitarem por scanner páginas ou textos que lhes faltam. É tudo um problema de confiança,claro. E de boas e activas intenções.Niet

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