O que mata? Terramotos ou edifícios? A acção da Natureza ou a acção do Homem?

Earthquakes are the result of natural, tectonic changes in the solid crust of the earth and, as such, are not inherently catastrophic. Their bad reputation comes from the destruction to human settlements that accompanies them, when buildings collapse under the stress of forces produced by earthquakes. This destruction is not the ‘fault’ of earthquakes, but rather of the buildings, which, even in regions regularly visited by earthquakes, are not designed to work harmoniously with the violent forces periodically released. So buildings collapse, usually with considerable loss of life and injuries. The earthquakes are blamed, as though the purpose of these sublimely unself-conscious phenomena was to damage and destroy the human. “Earthquake Kills Thousands!” “Killer Quake Strikes!” “Earthquake Levels Town!” are typical aftermath headlines. What they should say is “Falling Buildings Kill Thousands!” “Killer Buildings Strike!” “Inadequately Designed Town Leveled!”

Ler este interessante texto de Lebbeus Woods

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11 respostas a O que mata? Terramotos ou edifícios? A acção da Natureza ou a acção do Homem?

  1. Acho que essa confusão semântica é semelhante à de dizermos que morrem 3 pessoas por acidentes nas estradas.

  2. pedro diz:

    como as cheias, tsunamis etc
    por outras palavras se não existir ocupação humana não há tragedias

    vai dizer isso aos 100 000 que morrertam no haiti

  3. Depois de leitura atenta verifico que não menciona Deus, isentando-o da responsabilidade. O que é suspeito.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Pedro, a questão não é haver ou não “ocupação humana”, mas a sua forma de ocupação.

  5. pedro diz:

    tiago
    os nossos pensamentos e acções devm estar com os sobreviventes…..
    é obvio que se o sismo fosse no japão não deveria haver tantos mortos

  6. V Branco diz:

    Deixo esta pérola do bochechas para verem como às vezes se confundem as coisas… o homem consegue ver relação entre o CO2 e os sismos e consequentes maremotos… já para não falar dessa entidade mitológica, o vento ciclópico:
    “Os excessos climáticos, chuvas torrenciais, ventos ciclópicos, tsunamis, furacões, tremores de terra e, por outro lado, secas, calor excessivo, desertificação, decréscimo das florestas, sensível diminuição da biodiversidade, vão tornar-se frequentes. Não é uma perspectiva agradável para ninguém, sobretudo para as jovens gerações.”
    in http://dn.sapo.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1457643&seccao=M%E1rio%20Soares&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

  7. pedro diz:

    http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p8p354&l=1

    aqui vai o link da ãmi para quem quiser contribuir

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    pedro, tentarei sistematizar o que penso sobre o assunto num post futuro.

  9. Tiago Mota Saraiva diz:

    pedro, os nossos pensamentos não devem estar apenas com os sobreviventes. A minha preocupação é que a nossa técnica ajude a que acontecimentos como os do Haiti, possam ser menos destrutivos.

  10. pedro diz:

    de acordo

  11. xatoo diz:

    “a nossa” técnica ao serviço de catástrofes “menos destrutivas”:
    Horas antes do terramoto a vida prosseguia normal, sob a égide da ONU. As forças para-militares fascistas não paravam. Ao sair da Universidade foi assassinado com duas balas o escritor e professor de sociologia conotado com a esquerda Anil Louis-Juste.

    (cumprimentos ao António Figueira e ao Renato Teixeira. Já agora apaguem também este comentário. Passavam a ser quatro os censurados)

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