Há um facto que me impressiona no livro de Rui Mateus (entre muitos outros), que já andava há algum tempo pela Net, julgo, mas espero que a partir de hoje ninguém dele se esqueça, que não passe mais despercebido.
Esse facto é a quantidade de ANEXOS, que credibiliza o livro e o seu autor: o “exilado” da democracia Rui Mateus. Veja-se:
Impressivo e impressionante!!
Não deverá ser possível escrever nenhuma história sem este livro.




Acrescento : ELUCIDATIVO !
E no fim os «sucialistas», os «socretinos» e os «alegristas», gozando com a boa-fé do pagode, vão pedir os votos dos trabalhadores e descamisados desta nação, para ajudarem a elegerem um candidato da «esquerda» para fazer frente ao «perigoso candidato da direita»…
PQPS!!!!!
A investigação não pode ser condicionada apenas ao caso Emaudio em virtude de se terem zangado as comadres e o Rui Mateus resolver o acto de vingança. Há, para lá disso muita poeira escondida no zeitgeist do partido dito “socialista”
Na lista, no que se refere ao Verão Quente ainda faltam os principais apoios, que chegaram a Mário Soares via CIA através da alemã Fundação Friedrich Ebert
Para se compreender como a Maçonaria nacional (e depois com a Opus Dei na “alternância”) venderam o pais aos interesses da maçonaria internacional, a legenda da foto de capa do livro também é elucidativa:
“Discussão informal à margem de uma reunião da Internacional Socialista em Amsterdão, entre Mário Soares, Rui Mateus e Helmut Schmidt em 16 de Abril de 1977, nas vésperas da partida de Mário Soares para os Estados Unidos, sobre se o Grande Empréstimo a Portugal deveria ou não ser feito através do F.M.I.”
Aquilo que eu penso é que para se compreender a linha de actuação não se pode deixar de ler o livro de John Perkins ““Confissões de um Assassino Económico”:
“os negociadores do endividamento dos paises actuam manipulando recursos financeiros do Banco Mundial, da Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), além de outras organizações norte americanas e internacionais, como o FMI. Através de empréstimos, eles canalizam verbas de países para grandes corporações e famílias abastadas que controlam grandes fontes de recursos naturais”
Penso que o livro também nunca foi editado em Portugal. Há apenas uma versão brasileira, mas acho que não foi sequer importada
Há teses e ensaios, com menos bibliografia…
Sr. Carlos.
É nada mais nada menos que o país que temos, eu pela parte que me toca, saí há vários anos de um PSD cacique e desenraizado da sua origem Sá Carneirista, o seu colega de blogue Renato Teixeira costuma chamar-me “de direita” o que quer que isso signifique; O PS nasceu, cresceu e foi mantido até à sua actualidade fiel às suas origens ou seja uma aldrabice muito à imagem do seu mentor, como aliás conta o livro que acima descreve que não é mais do que o elo perdido que ajuda a compreender como se formaram os partidos em Portugal, o PS em particular pois dispunha da “mama” da Internacional Socialista e da CIA para encher os bolsos; o PCP era um membro de um corpo, de um bloco, com interesses que de longe ultrapassavam a ideia de pátria, para eles a lógica era a de um mundo Soviético vergado ao regime reinante, enfim tudo bons rapazes…
Para quem como eu e como muitos de vocês (cada qual no seu pólo ) têm uma visão filosófica e romântica da política, a dura realidade das coisas é sempre um choque lamentável; investigar este tipo de actos é o mesmo que pedir que se investigue Camarate, no fundo nada mudou e a prova são os Freeports, Casas Pias, BPN etc. etc. e isto é o que saiu cá para fora…
E para não falar do que se move pelo oculto do anonimato como a Maçonaria e a Opus Dei e outros grupos de interesse que manipulam os círculos políticos desde sempre e protegem os protagonistas destas palhaçadas presentes no livro que refere acima e noutros também !
Restam alguns blogues como o vosso e tantos outros da esquerda à direita que vão tendo a cívica missão de desmascarar a tristeza que é a política em Portugal.
A operaçao, eficaz e muitíssimo bem sucedida, de silenciamento, a par do lançamento concomitante de outros temas e cortinas de fumo para distrair atençóes que a imprensa fez acerca deste livro, mostrou que a censura nao existia apenas na ditadura salazarista, mas que existia, e existe, quiçá hoje ainda mais eficaz e manhosa ainda do que há 15 anos, nesta dit… de m., ia a escrever, nesta pseudodemocracia das bananas em pré bancarrota em que que vivemos…
é com estranheza que constato a ausência sempre presente dos nossos bons amigos e assistentes da nova, iscte e ics. Instituição e Carreirismo ao Poder, Sempre ou Morte.