Vence ou cala-te!

Joaquim Agostinho

Daniel Oliveira sobre as críticas que alguns de nós, no 5dias, temos veiculado a uma candidatura alegre:

Outros há que não me lembro de alguma vez terem concordado com qualquer candidatura. E a minha pergunta é simples: são as eleições para as instituições o seu campeonato? E se não são, que diferença lhes faz? E não me recordo de alguma vez terem visto com bons olhos qualquer cultura de unidade. E a minha pergunta volta a ser simples: onde acham que pode acabar o seu solitário caminho que vive da exclusão permanente e do desenho cada vez mais apertado das suas fronteiras? Querem conquistar alguma coisa ou contentam-se com a sua razão?”

É a cultura democrática no seu máximo esplendor:

Ou integras o grupo dos vencedores ou sais de cena. Nem tens direito a ser um vencido. Só podes ser um convencido (como eu que estou convencido)! Ou seja, se pensas, perdes!

(Porque não podes lutar, mas apenas votar.)

Por isso, entre a “vitória” da esquerda (PS-BE) e a “vitória” da direita (seja ela qual for), eu prefiro Agostinho. O das vitórias reais.

As do corpo. Corpo a corpo.

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4 respostas a Vence ou cala-te!

  1. xatoo diz:

    a bancada vai abaixo mas o bom artista nunca se desmancha: “não me recordo de alguma vez terem visto com bons olhos qualquer cultura de unidade”
    a unidade D.O trade mark seria um ajuntamento de apoio incondicional a um directório onde a participação se resumisse ao “vota, desaparece, tem fé e volta daqui a quatro anos”

  2. Carlos Vidal diz:

    É caso para dizer, xatoo, que é preferível desaparecer antes de votar.
    (Pelo menos, desse modo, nunca Daniel Oliveira saberá o que “estamos” a fazer e não escreverá sobre “nós” no seu Expresso; livres da democracia, a algo de mais interessante chegaremos.)

  3. methodo de não citar fedelhos esperançosos, nem maduros, derivados de verdura à podridão. Nem me presto a lançar prostituições
    nem a pôr em foco intrigantes mercenários, burricaes. Tome nota A Palavra — de quem eu conservo muitas saudades : a observação não lhe diz respeito,
    está bem de ver. Agora sim : — Amen !

  4. Pingback: cinco dias » Sócrates Alegre

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