
Era mesmo dela que precisavam. Arquitecta e com experiência. Ofereciam contrato, um salário de ouro (mais de mil e menos de mil e quinhentos) e contrato. Só lhe pediam a vida, horário das 9.00h às 22.00h, sete dias por semana.

Era mesmo dela que precisavam. Arquitecta e com experiência. Ofereciam contrato, um salário de ouro (mais de mil e menos de mil e quinhentos) e contrato. Só lhe pediam a vida, horário das 9.00h às 22.00h, sete dias por semana.
Caro Tiago,
maré alta para este teu post!
Abç
miguel
Estou farto de colocar anúncios a pedir uma criada, uma cozinheira e um motorista, estando eu disposto a pagar o salário típico chinês: 30 cêntimos à hora. Pois não aparece ninguém interessado. E ainda falam em desemprego!
“…o trabalhinho é muito lindo, o TEU trabalhinho é muito lindo, né filho? (…)”, J Mário Branco, FMI
olhe , tenho uma amiga arquitecta. foi pra macau. as coisas cá não lhe corriam bem. 3 anos à maneira, massagens a domicilio. babei!.
este ano? aceitou , ela e os colegas , cortes ( bigs) salariais para manter o emprego e os dos colegas. Porcos capitalistas , os chinocas!!!que obrigam a malta a refrear os desejos para que toda a gente possa ter o minímo.
E , quando casas já são o dobro de famílias , que futuro vislumbram para arquitectos?
os únicos que têm futuro assegurado vitam eterna são agricultores , parteiras e enterradores , pás.
E ela aceitou??? Deve ser mesmo muito incompetente.
jcd, quer saber se a operária aceitou o trabalho escravo? Não interessa. O problema não está nela, mas em quem “oferece”.
Sim, Tiago, respondes bem. Mas, tentando ir um pouco mais longe, o problema está no poder que possibilita, estipula e promove a “oferta”.
Toda a área do trabalho e da actividade económica exprime relações políticas de poder (ainda que não apresentadas como tal), é lugar de exercício de um poder político, lugar que um certo tipo de poder institui, regula, e do qual se alimenta.
É por isso que acabar com a situação que o teu post evoca e condensa com uma força poética e política difícil de igualar, passa pela transformação radical das relações de poder que a articulam, pela revolução que seja capaz de as democratizar radicalmente. O que, em linguagem simples, significa que o poder de governar o trabalho, as suas condições, a sua remuneração deve pertencer a tod@s e por tod@s ser exercido em iguais condições de participação.
Esta perspectiva parece-me ser condição necessária de qualquer luta política que valha a pena. Sem dúvida, não se trata de não fazermos nada enquanto não tivermos feito tudo. Quem quer o mais quer o menos, e os direitos e garantias limitados e de carácter defensivo por meio dos quais possamos limitar o poder actual não são insignificantes nem indiferentes. O que sustento é que a todo o momento devemos enunciar e moldar a nossa acção pela perspectiva acima indicada. Que esta deve ser o critério distintivo da nossa intervenção política quando debatemos, por exemplo, se e de que modo, na afirmativa, devemos envolver-nos nas próximas eleições presidenciais…
Conversa a continuar, espero eu.
Abç
msp
Sem colocar o nome da empresa , escritório , o que seja que promove esta escravatura , o post é ridiculo e de mau gosto.
Bem vindos ao capitalismo selvagem… – tenho cá para mim que isto há-de estourar por algum lado.
Helder, explique-se lá melhor. Por que é que é ridículo e de mau gosto?
mmmm…não, não vou dizer nada
Tiago,
Pq ao não concretizares , não estás a contribuir em nada para alterar este miserável estado de coisas .
Os nomes pah , os nomes, estes bois devem ser tratados pelos nomes.
P.s. desculpa a demora na resposta