Improvavelmente alegre

Ao contrário dos meus amigos Renato, Carlos e Tiago, eu não tenho uma opinião definida em relação à provável candidatura de Manuel Alegre. O mundo e o PS andaram tanto para a direita que o poeta tornou-se, comparativamente, num homem bastante à esquerda. Se não duvido de certas qualidades de Alegre, tenho poucas certezas em relação à sua utilidade. Uma candidatura de Alegre apoiada pelo PS de Sócrates, à primeira volta, nunca contará com o meu voto. A eleição de um candidato manietado pela actual direcção do PS, é um voto na política de direita, nas negociatas e na promiscuidade entre o governo e os interesses privados. Não pretendo legitimar a sua existência apoiando um seu candidato. Mais, acho até perigoso – numa conjuntura que o governo pretende “Berlusconizar” a justiça, dominar a comunicação social e conseguir um poder absoluto – ter um presidente e um governo na dependência directa de Sócrates.
A candidatura de Manuel Alegre é interessante no caso de ser feita sem o apoio do partido socratista. Nesse contexto, pode dar voz às centenas de milhar de eleitores socialista que não se reconhecem neste PS. Ajudando a construir um espaço de uma esquerda a sério que possa ambicionar ganhar e governar à esquerda. Nesse espaço cabe Manuel Alegre, por direito próprio, e poderá ser, se o quiser, um protagonista deste necessário realinhamento da esquerda.
Para além de resistir, a esquerda deve ter ambição de poder mudar este pais. Apenas com a participação de sectores de esquerda do PS, do PCP, do Bloco e de muitas e muitos independentes isso será possível. Só nessas circunstâncias, e com esse objectivo, votarei Alegre.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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29 respostas a Improvavelmente alegre

  1. Se o PC vier a apoiar in extremis o poeta Manuel Alegre é o fim da macacada e o fim deste partido.
    Se o impostor Sócrates continua a fazer a vida ruim aos trabalhadores muito o deve ao poeta Manuel Alegre que berra muito e pouco faz para mudar esta choldra!!!!

  2. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Abílio Rosa,
    Já tantos fizeram essa previsão. A maioria foi-se primeiro. Eu não sou do PCP, mas parece-me que é improvável a realização do seu desejo.

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    Nuno, estamos de acordo numa coisa: uma candidatura de Alegre com ou sem Sócrates não é a mesma coisa.

  4. antónimo diz:

    Acho que, pragmático, o PCP acabará por apoiar Alegre. Não terá outro remédio. Não vejo que daí venha grande mal ao mundo. Ao contrário de NRA, vejo no candidato a candidato mais utilidade do que qualidades (alia à frequente inconsueqência, presunção, vaidade e irracionalidade) por poder afastar Cavaco, o maior embuste da Democracia portuguesa – sem estatura intelectual ou cívica para o cargo – como bem evidenciado ficou no caso das escutas. Mais do que os ódios que alguns (como os Soares suscitam), Cavaco goza do desprezo da esquerda.

    Quanto ao PCP, o poeta (fraquinho) tem de mudar de rumo, aceitando-os como interlocutores e fugindo ao desejo tentado e continuado de os acantonar e reduzir a uma força residual parlamentar – como tem sucedido desde que inchou com o milhão de votos. Dada a proximidade de Alegre ao Bloco durante este período, era conveniente que também BE evitasse continuar essa estratégia – bem representada no pensamento da actual direcção, da opinião publicada (veja-se o Arrastão ou Ladrões de Bicicleta como André Freire) e do Parlamento Europeu. Nesta convergência, não será de deprezar o habitual autismo do PCP, associado a ressentimentos.

    No PS e entre os apoiantes de Sócrates – veja-se as acusações de traição com que mimoseiam Alegre em blogues como Aspirina B – a candidatura também corre o risco de ser apoiada. E ao contrário do que NRA e TMS dizem não parece que seja assim tão diferente que Alegre corra sozinho ou apoiado pelo PS – corre-se sim o risco de que a opinião publicada diga que sim, contaminando o resto. Até pela personalidade inconsequente, não me cheira que Alegre se deixe acorrentar como sucedeu com Soares. No final, as tendências republicanas, socialistas e maçónicas do PS até terão algum gosto em votar em Alegre, mesmo que isso incomode os cristãos-novos e um ou outro soarista – que Mário Soares nunca teve problema em ir contra a corrente maioritária.

    É cinismo, mas seria tacticamente inteligente que Alegre conseguisse de Sócrates um apoio mais tardio para se implantar entre o eleitorado de esquerda. Vinco, mais uma vez, que Sócrates não consegue meter Alegre no bolso, mas ganha mais em ter um bom candidato em termos eleitorais, mostrando bonomia em relação a um crítico, do que em estatalar-se mais uma vez ao comprido.

  5. Ora da-se! diz:

    Pois… Mas ele já disse (Expresso, hoje) que só lhe interessa concorrer se tiver o apoio do PSócrates.
    Portanto, lixo com ele!

  6. Renato Teixeira diz:

    Eu podia engolir um sapo que não fosse a cara e a coroa do Partido Socialista. Podia. Mas a vida não era a mesma coisa.
    Uma unidade à esquerda não é a mesma coisa de uma unidade com a social-democracia. Mas se a demarcação de Alegre for a entrega simbolica do cartão de militante, conforme entregou Soares, então estamos de novo no campo da encenação política.
    Romper com o PS não é uma questão formal, é uma questão política que se traduz num programa concreto. Alegre só ganha com PS (sem PS há outros bem melhores) e com PS nunca se enfrentará ao prato que lhe deu de comer. Mas como tenho dito… tenho que passar mais uns dias a ironizar para me dedicar ao assunto por inteiro.

  7. Carlos Vidal diz:

    Nuno, eu nunca votarei Alegre.
    Acho que é altura da “esquerda” ser derrotada. Uma vez mais.
    A derrota da “esquerda” não é uma derrota da esquerda.
    São dois assuntos muito diferentes e separados.
    Devíamos começar por aqui.

  8. Caso Alegre concorra, o único modo da esquerda voltar a Belém, é a existência de 2 candidatos de esquerda: Alegre com apoio do PS – só assim avança – e do BE e um candidato forte da área do PCP (10%). Alegre passa à 2ª volta com 42% e vence Cavaco, sem sapo ou com sapo. Se Alegre não concorrer, tem de avançar Carvalho da Silva, e outras contas a fazer. Simples!

  9. Carlos,
    Nas eleições o único ganho estrutural, embora improvável, era a clarificação/divisão do PS entre aqueles que apoiam a política de direita do bloco central e aqueles que gostavam de ter um governo de esquerda. Se o Alegre servir para isso, tem o meu voto. O voto é um instrumento não é um princípio religioso. O PC sabe muito bem isso, quando convocou um congresso extraordinário para votar Soares à segunda volta.

    Renato,
    Não percebo que unidade de esquerda tu falas, para ser claro, a corrente política em que tu te inseres é contrária a qualquer unidade que não seja com eles mesmos. O sistema partidário português tem um partido que faz política de direita e se diz de esquerda (o PS) se fosse possível um processo à alemã, com a ala esquerda da social democracia a juntar-se aos partidos de esquerda, isso esclarecia essa realidade e criava um novo polo, com possibilidades eleitorais de lutar por uma política de esquerda, com possibilidades mudar as coisas a médio prazo.

    Antónimo,
    Eu temo mais o poder absoluto deste PS que os disparates de Cavaco. Votarei sempre contra Cavaco, mas não apoiarei um candidato de Sócrates.

  10. antónimo diz:

    NRA, Um candidato de esquerda só vence se tiver o apoio do PS (e até ver o PS é o de Sócrates). Como fazer? Como distinguir o Alegre, apoiado pelo PS, e candidato de Sócrates, do Alegre Apoiado pelo PS, mas não candidato de Sócrates?

    Em que circunstâncias é que Alegre reforçará o poder absoluto ao PS e em quais não o fará?

  11. antónimo diz:

    NRA, O meu pedido de clarificação acima prende-se essencialmente com o resultado das últimas presidenciais. Por isso acho que as respostas dadas ao Carlos Vidal e ao Renato Teixeira não são esclarecedoras. Dará para orientar uma eventual resposta relacionando com o facto de ter havido um candidato do PS de Sócrates (Soares) e um candidato do PS de esquerda (Alegre), e não ter havido vitória nem hipóteses de convergência de esquerda.

  12. Délio diz:

    “Votarei sempre contra Cavaco, mas não apoiarei [nem votarei, acrescento eu] um candidato de Sócrates”

    Temos acordo Nuno 🙂

  13. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Antónimo,
    Muito simples: se o Alegre se candidatar sem o apoio do Sócrates à primeira volta, é uma candidatura que terá como consequência, a separação das águas no interior do PS e da esquerda, mesmo que perca à primeira volta. Como candidato sem apoio do Sócrates ele aparece como expressão de uma esquerda que não apoia a política do Sócrates, mesmo que este se veja obrigado a declarar-lhe o apoio à segunda volta.
    Se candidatar-se com o apoio do Sócrates à primeira volta, os votos deles confundir-se-ão com a legitimação do governo do partido socrático. Como vê, o mesmo candidato, torna-se diferente, conforme os apoios que tem.

  14. Lembram-se da história do vigarista que garantiu ao rei ser capaz de por um burro a falar em dois anos a troco de bela maquia paga antecipadamente?
    Tu és louco, disse o amigo, arriscas o pescoço dessa maneira?
    Deixa lá, respondeu o velho vigarista, tanto o rei, como o burro como eu, somos velhos e em dois anos ou morre o burro, ou morre o rei ou morro eu.
    Moral da história: ainda a procissão não chegou ao adro e Manuel Alegre já parece contar com o ovo no cu da galinha.

  15. Pingback: cinco dias » A esquerda possível não me traz alegria

  16. Renato Teixeira diz:

    Nuno, a corrente política que me inscreve defende uma unidade classista e programática na esquerda. Apoiou Lula da Silva na segunda volta do primeiro mandato. Se Alegre estivesse na disposição de representar a ruptura política que Lula representou nessa altura, estaria disposto a engolir o sapo.
    No caso concreto português verias meu empenho, e estou certo da corrente política em que me insiro, caso apareça um candidato que sem PS unificasse PCP, BE e afins independentes e correntes de opinião da esquerda necessária.
    Valeu a pena engolir Soares quando estavas no PCP? Que hecatombe preveniu? O tenebroso Freitas do Amaral que acabou ministro do PS?
    Uma coisa é apoiar as correntes social-democratas quanto em alternativa há um Reich em marcha. É isso que se passou no caso do Soares? E no Alegre?
    É mais valido aproveitar a oportunidade para criar unidade na esquerda que correndo por fora corre cada uma para seu lado ou criar unidade entre a esquerda que só sabe correr por dentro?
    Não estará farta de estar unida a esquerda possível? Não era tempo da esquerda necessária começar a trilhar um caminho comum? É essa a unidade de que falo.

  17. antónimo diz:

    Renato Teixeira, Não me parece de todo que teria sido igual a vitória de Mário Soares ou de Freitas do Amaral, naquela altura. Muito possivelmente, Freitas teria permitido a Cavaco que governasse muito mais à Sá Carneiro, Pinto Balsemão e já sem o Conselho da Revolução.

    Estamos a entrar no domínio da história contrafactual (“se a minha avó tivesse rodas era uma bicicleta”, um meio historiográfico muito caro aos feitos da História como Rui Ramos) mas…

    …Fala-se de governos (AD e a sua herança de fome e do minoritário de Cavaco) que distavam escassos dois anos uns dos outros, metade do que já nos separa do consulado de Santana Lopes.

    Freitas ainda não tinha passado pelo jejum que o centrou e seria bastante diferente. Recentemente até admitiu que agora não teria dificuldade em dar posse a ministros vindos do PCP, coisa que recusou na campanha de 1985 (era à Defesa e tinhamos o Pacto de Varsóvia, mas mesmo assim…).

    Alegre parece-me o próximo passo a dar no campo da esquerda necessária, ignorar isso é continuar a actual desunião adiando para um qualquer amanhã a esquerda necessária. É continuar a – nem chegará – a lado a lado nenhum. Pode parecer a profissão de fé dos outros, mas não há outro candidato à esquerda – seja na possível (a que também se chama centro-direita/PS) ou da necessária – para além de Alegre

  18. Renanto,
    O fofinho do Freitas do Amaral, que tu defendes que devia ter sido ajudado nas eleições presidenciais, representava na altura as forças mais revanchistas da direita e o poder absoluto da AD. A sua posterior evolução não altera o que ele era. Presumo que também defendas que se devia ter deixado ganhar o Soares Carneiro, não apoiando o Eanes? O quanto pior melhor é um caminho desastroso. Leva sempre ao pior, mas nunca chega o melhor.
    A recomposição da esquerda para ser socialmente maioritária, tem que ter sectores que sejam de esquerda do PS, PC e Bloco. Não acredito que exista alternativa a isso. Só será possível uma outra política, com uma outra maioria de esquerda. O resto é poesia, rima, mas não fez nada até agora.

  19. Renato Teixeira diz:

    Nuno, o Freitas do Amaral não é mais nem menos fofinho do que o Soares, e eu não defendo nem um nem o outro. Igual com Eanes e com o Soares Carneiro.
    A política mede-se os actos, não em intenções. Soares tem mais responsabilidades do que Freitas do Amaral nos últimos 35 anos. Freitas poderia ter sido pior? É como diz o Antónimo… “se a minha avó tivesse rodas seria uma bicicleta”.
    O que me parece que leva sempre tudo para pior é aquilo que tu bem descreveste no post “Do arco da degustação ao arco da governação”.
    Alegre será sempre o candidato do PS e dos outros. Essa realidade, acoplada ao facto de ser o PS o partido do governo, faz com que quem o apoie esteja a apoiar o governo. Não é isso que te leva a dizer que não votarás nele se no cabaz vier incluido o seu partido de sempre?

  20. Carlos Vidal diz:

    Nuno, cinco pontos:

    – Há muito que eu me censuro (é uma questão minha, tenho esse direito) por ter votado Soares em 1986, o que não significa que Freitas era mais ou menos fofo (e, por acaso, até tenho a Agustina como coisa superlativa).

    – O teu raciocínio pode desembocar, a médio prazo (mas eu espero que nem a longo), num voto PS, se caires na ratoeira de o comparar ao PSD (eventualmente aliado ao PP). Ou seja, se caires na ratoeira de que Eanes (um tipo honesto, mas politicamente distante de tudo o que defendo) era preferível (foi preferível) a Soares Carneiro pela via do mal menor.

    – Não há a mínima hipótese de Alegre ajudar a definir um campo de esquerda do/no PS. Nem a mínima: toda a sua entrevista ao Expresso mostra um desinteresse absoluto por essa questão – o mote é o da crítica a Cavaco, apenas esse é o sentido das suas afirmações.

    – Cavaco não tem dimensão cultural. Certo. A dimensão cultural de Alegre nada me interessa (a pesporrência de que sabe “interpretar o país”, o próprio uso do termo “país”, o “quinto império”, etc.).

    – Diz Alegre que o presidente tem de transmitir “optimismo”.
    Não, não tem.

    Venha o mais reaccionário dos candidatos da chamada “direita” defrontar Alegre, que eu não saio de casa para votar (olha, vale muito mais escrever um pequeno post!)

  21. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Renato, tu não devias ser nascido nas eleições a que concorreu o Soares Carneiro. Mas se tu achas que o General que geriu o Campo de Concentração de São Nicolau era a mesma coisa que o Eanes, então isso resume a tua perspectiva política. Desculpa dizer-te, usando um exemplo histórico que devias conhecer até pelos textos do Trotski, não é o facto de a social-democracia ser uma merda que a torna igual aos fachos. Não percebendo isso, percebe-se pouco. É pena. A necessidade de não nos confudirmos com a social-democracia não nos pode impedir de a todo o momento, lutar para impedir o pior.
    No entanto, a questão fundamental que os teus sapos não respodem, é como conseguir dividir o PS, entre aqueles que estão com o Sócrates e muitos eleitores e militantes que querem um governo de esquerda. Uma candidatura do Alegre contra a direcção socrática podia ser uma boa ajuda. É apenas isso que eu digo.

  22. Antónimo diz:

    NRA, Volto a perguntar. Há hipótese de haver uma candidatura de Alegre contra a direcção socrática sem que se assista a uma repetição das últimas presidenciais? Certo, desta vez Alegre terá os votos do BE mas com isso faz-se o quê? Será suficiente para que vá à segunda volta?

  23. Pingback: Arrastão: Viciados na derrota?

  24. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Caro Antónimo,
    Alegre foi segundo, contra o candidato do Sócrates, sem os votos do Bloco e os do PCP. É muito possível que, caso haja segunda volta, seja com ele, mesmo sem o apoio do PS.

  25. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Vidal,
    Leste mal. O meu raciocínio não desemboca nem a curto , nem a médio, nem a longo prazo, no voto PS. Eu subordino a minha posição nas presidênciais ao combate à política de direita do PS Sócrates e a tentar separar o trigo do joio nesse partido. Só isso.

  26. Renato Teixeira diz:

    Nuno, “uma candidatura do Alegre contra a direcção socrática podia ser uma boa ajuda”. É aqui que reside o problema e é nisto que eu não tenho elementos para achar que vá acontecer.
    Como te disse o neu último comentário não tenho nenhuma objecção em fazer unidade com a social-democracia para evitar este ou aquele Reich. Sei por isso distinguir o trigo do joio. O problema é que nem Cavaco representa o fascismo, nem Alegre uma ruptura com o Partido Socialista e a social-democracia. Neste quadro parece-me que a esquerda podia aproveitar o momento para deixar o PS orfão com o seu candidato “independente” e forjar uma unidade bem mais interessante. Tacticamente era muito fácil. Alegre está morto por avançar e o PS não tem melhor que ele. No dia em que eles anunciassem a sua candidatura “independente” a outra esquerda avançava com um candidato classista. Perderia para Alegre? Talvez. Mas garantiria uma segunda volta onde quem quisesse engolir o sapo teria mais margem para esquerdizar o discurso de Alegre. Quem não quissesse fazia uns posts como o Carlos Vidal sugere ou aproveitava a ocasião para denunciar porque é que Alegre estará sempre na mesma barricada de Soares, Sócrates e companhia limitada. É pouco? Provavelmente. Mas Alegre não é mais que isso.

  27. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Vidal,
    Repara que tu e o Daniel têm a mesma opinião sobre o meu texto: não concordam.

  28. Pedro Martins diz:

    Por acaso vim ao 5dias.net. e entre algumas coisas que me despertaram a atenção, reparei nesta inusitada apreciação sobre a personagem “Manuel Alegre” ou o “Poeta Alegre”, e as suas competêcias para ter a fotografia exposta em todas as repartições públicas deste País. Caros camaradas (belissima palavra utilizada por militares e paisanos), não terei eu a veleidade de me afirmar tão politicamente competente como vós, mas alguém questione o homem sobre o destino da choruda pensão que se dispôs a receber “CONTRA TUDO E CONTRA TODOS”. … Manuel Alegre, nunca foi e nunca será grande poeta…. Entre tanto e pouco que aqui já me chegou, que não se discuta sobre um homem menor… que nunca se agigantou…quando poderia sofrer…

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