La plus belle punhette(*)

Uma equipa do King’s College publicou no “Journal of Sexual Medicine” um estudo que demonstra a inexistência do célebre ponto G ao qual até a insuspeita BBC deu cobertura mediática. Destoando do resto do blog não sei como este estudo se enquadra numa abordagem filosófica de Badiou, Deleuze ou Castoriadis. Provavelmente na época áurea de Estaline teríamos tido direito a uma posição oficial sobre a conformidade deste estudo com o Marxismo-Leninismo…

Deixo-vos uma simples constatação cientifica que este artigo me inspira: a metodologia descrita pelos autores mostra bem que tudo o que este prova é que a existência de um ponto G não tem origem unicamente genética, em caso algum prova a sua não existência “tout-court”. Este exemplo ilustra bem uma tara actualmente muito comum que consiste em encontrar causas simples de preferência determinísticas para diversas realidades que são a maior parte das vezes complexas. A busca de genes responsáveis tem um eco quase imediato na imprensa generalista: genes da inteligência, do autismo, da homossexualidade, etc. Compreendo que para um jornalista seja mais simples abordar um tema com uma explicação simples e uma causa única que explicar uma realidade complexa.

(*) palavra portuguesa que passou recentemente para o Francês por via de um programa rádiofónico

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5 respostas a La plus belle punhette(*)

  1. António Figueira diz:

    Punhette ou pugnette? (o gê éne é mais pugnacious, honi soit qui mal y pense)

  2. Ricardo Noronha diz:

    Claro que existe. Basta procurar com atenção. Acho que fica algures na cona.

  3. ezequiel diz:

    LOL LOL 🙂
    a malta tá inspirada.

  4. Pedro Ferreira diz:

    Meu caro António tu és mais versado que eu em ortografia, mesmo não tendo o crioulo luso-francês um Lindley Cintra tenho a certeza que serás um bom candidato a académicien…

    Caro Ricardo Noronha, mesmo que não exista só a procura vale a pena.

    Caro Ezequiel estes temas inspiram sempre os latinos…

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