Apadrinhar um casamento entre comentadores

Desde o momento em que coloquei este texto no 5dias, que o comentador Abílio Rosa e, hoje, Miguel Sampaio têm colocado vários comentários que tenho vindo a aprovar, sem rebater. A lenga-lenga é sempre a mesma. Que sempre votaram no PCP e no Álvaro Cunhal e que agora vão deixar de o fazer após constatarem o sentido de voto do PCP sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por mim tudo bem. A pensar assim, acho que não devem votar no PCP. Mas não vos desejo mal. Estimo que tenham um bom fim de semana, um ao colo do outro, para melhor utilizarem o computador que partilham. É que vai fazer frio…

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4 Responses to Apadrinhar um casamento entre comentadores

  1. Nuno Ramos de Almeida says:

    Muito bom, e tentem não esbugalhar os olhos, enquanto teclam

  2. O que é preciso é que os comentadores sejam do mesmo sexo, sou contra o casamento heterossexual.

  3. Abilio Rosa says:

    Aprecio a boa disposição e o fair-play do Sr.Tiago.
    Os comentários produzidos sob a minha epígrafe tiveram como objectivo rebater a falsa «jurisprudência» que anda à volta do famigerado «casamento gay» e bem assim denunciar a incongruência politica e ideológica que os actuais deputados e dirigentes do PCP têm sobre este assunto.
    Aliás o histórico do PCP, dos partidos irmãos e dos países onde vigorou as «democracias populares» é bastante eloquente quanto à matéria em causa.

    A posição que o grupo parlamentar do PCP tomou ao votar favoravelmente o projecto-lei do Sr.Sócrates, foi um autêntico frete ao impostor que se auto-intitula da esquerda democrática e «modernaça» (parafraseando o camarada Jerónimo) e uma autêntica capitulação às teses recreativas e pequeno-burgueses do Bloco de Esquerda.

    O tema em causa, para além de extemporâneo, nada tem de importante para a vida concreta dos portugueses, inclusivé para aqueles que poderão achar-se beneficiados com esta lei.

    Felizmente, em Portugal não há perseguição aos homossexuais e/ou lésbicas, e muitos destes cidadão até usufruem de elevado estatuto social e financeiro.

    Justificar o casamento gay com argumentos falaciosos muito abundantes num determinado círculo de analistas e astrólogos da politica ou até invocar os «direitos humanos» é de facto uma cretinice intelectual extraordinária.

    Hoje, com esta atitude, o PCP perdeu muito eleitorado, pois traiu todo um legado e toda uma praxis social que sempre caracterizou um partido do proletariado.

    Melhor teria sido que o grupo parlamentar do PCP lembrasse ao PM um rol imenso de injustiças sociais e económicas que perduram na sociedade, essas sim muito mais gritantes e chocantes do que essa do casamento gay, e que até será contraproducedente para os visados, dado o burlesco da situação.

    Um contrato civil ou união ou qualquer outra designação seria a via mais correcta, e com esta medida, não se afrontava a maioria da população portuguesa e toda uma tradição.

    Espero que os esforçados deputados do PCP tenham tempo livre para irem a Cuba, Coreia do Norte, Venezuela, Chipre, Bielorrúsia, países muçulmanos,etc. explicarem as virtudes do casamento gay e fazerem proselitismo a favor desta grande «causa» social.

    Quanto aos autores dos posts relativos a este assunto evidenciaram uma flagrante debilidade politica, ideológica e até jurídica.

    Sempre apreciei o CincoDias, mas por momentos pensei que estava no Arrastão ou no Causa Nossa, que como sabem, são blogues de «esquerda»…

    Boa noite, bons sonhos e que tenham juizinho, pois já têm idade para isso.

    O Camarada Abílio, algures neste país à beira cova plantado….

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