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Biografias políticas, 1

6 de Janeiro de 2010 por António Figueira

“Francisco Domingos (que também se apresenta como Francisco Duarte, ou Francisco Luiz, ou José Francisco, a imprecisão quanto à identificação dos indivíduos presos é uma constante) é preso no início de Agosto de 1895, acusado de furtar a quantia de 13.850 réis da gaveta de um estabelecimento na rua dos Douradores. Tem 16 anos, é solteiro, natural de Santarém e morador em Lisboa, na rua das Farinhas. Apresenta-se como tendo a profissão de sota. Depois do furto pôs-se em fuga e foi apanhado na rua Augusta pelo próprio dono do estabelecimento onde praticara o furto. Confessa logo o crime e devolve de imediato ao seu dono a quantia furtada. No processo-crime que a partir de então se desenvolve apresenta-se o seu cadastro. Fora preso pela primeira vez em 1891, com 11 anos de idade, acusado de furto. Desde então e até Agosto de 1895 fora preso mais dezoito vezes, dez vezes por furto ou tentativa de furto, uma por assuada, duas por vadiagem, duas vezes por ser considerado “vadio e gatuno” (certamente ao abrigo da legislação que permitia a prisão para averiguações e que na prática possibilitava à Polícia Civil de Lisboa prender indivíduos sem nenhuma suspeita ou acusação concreta mas apenas para averiguações) e mais três vezes por furto e vadiagem. Está inicialmente preso na Casa de Detenção e Correcção de Lisboa, mas devido à demora do despacho de pronúncia é solto. Finalmente o despacho de pronúncia é feito, quatro meses depois, em Dezembro de 1895, emitindo-se um mandato de captura e apurando-se que o réu se encontrava de novo preso, em Vila Fernando, agora acusado do crime de vadiagem.” (continua)

Comentários

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Data: 10 de Janeiro de 2010, 13:04

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