Friendly fire

Gosto sempre quando vejo as instituições mais tenebrosas do imperialismo a dar tiros nos pés. Desta vez foi mesmo à queima-roupa. Um agente duplo da secreta norte-americana fez-se explodir dentro da caserna (Base Chapman, Afeganistão) levando consigo oito pides. Nada como entrar na CIA para atacar a própria CIA. Notável. Uma espécie de entrismo sui-generis que não pode deixar ninguém indiferente. Hollywood já deve estar a pensar numa adaptação da coisa: do kramer contra kramer para o CIA contra CIA.

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38 respostas a Friendly fire

  1. clara diz:

    presumo que por serem “pides” deixaram de ser pessoas que morreram brutalmente num atentado. tristeza. é isto que ensinam nos gulags?

  2. Ora da-se! diz:

    Nada mal, não senhor, esta apologia do terrorismo…

  3. luis t. diz:

    Só deixavam de ser gente se fossem muçulmanos…

  4. Renato Teixeira diz:

    Ora da-se… apologia do terrorismo? Sim, se considerar que o atentado foi da CIA contra a CIA posso dizer que me agrada que terroristas atentem somente contra terroristas e não contra as polulações, arabes ou ocidentais, inocentes. Quanto muito tratou-se de um repúdio à CIA, que sim, considero terrorista.
    Clara, pessoas certamente, mas também militares a fazer uma guerra injusta e colonialista. Por cada soldado americano morrem muitas dezenas de afegãos e iraquianos. No caso, foram uns quantos desses que se salvaram.
    Essa é que é essa Luis T. Todos os dias morrem às dezenas e nem uma breve de jornal ocidental têm direito. Nada. Desprezo e a continuação da guerra. E ainda dão a medalha da paz ao comandante chefe.

  5. PT diz:

    Já foram comprar os foguetes para comemorar essa grande vitória do proletariado afegão e da democracia islamista? Ups… desculpem lá ter posto “democracia” e “islamista” na mesma frase…
    Mas os “pides” são os outros, não é? Quando eram os soldados do camarada Babrak Karmal e o glorioso Exército Vermelho a adubarem os campos de papoilas afegãos com o seu sangue, a música era outra…
    Mas afinal, o grande problema neste mundo é o Grande Satã Americano e não o expansionismo islamita, que no dia em que cumprir os seus objectivos se dedicará alegremente a degolar os otários que cegamente o apoia só porque “o inimigo do meu inimigo meu amigo é”. E adivinhem que estará na primeira fila dos degolados? Exactamente aqueles que agora pulam de alegria ao saber da morte de mais uns “pides”.

  6. Renato Teixeira diz:

    PT… cada afegão morto aos pés de qualquer ocupante é de lamentar. Lamenta?

  7. Bruno Peixe diz:

    Renato,

    Grande e corajoso post, o teu. Subscrevo-o inteiramente.
    Um abraço fraternal,
    Bruno Peixe

  8. carlos diz:

    Portanto morrem 8 pessoas e este abre a garrafa de champagne… Parabens caro Renato, com justificacoes dessas do “as mortes de americanos salvam vidas de iraquianos” tou a ver que havias de te dar bem com a direita americana. Nao foi o Bush que inventou essa do “preemptive strike”? Qualquer dia devias ir ver quem sao esses soldados que festejas as mortes, quem sao as familias deles… Vergonhoso…

  9. Renato Teixeira diz:

    Carlos, quando cita, cite bem. Não invente. A frase “as mortes de americanos salvam vidas de iraquianos” não é minha. É sua. Se substituir a palavra “americanos” por exército ocupante, já estarei de acordo, ainda que anteveja que você não. No caso, nem de soldados se tratavam (esses sim têm as familias humildes de que fala), mas de altos quadros da CIA. Vergonhoso é a quantidade de assassinatos e guerras que a secreta americana e os seus sucessivos governos acumulam. Esses imagino que não lamente tão veementemente. A direita americana também não. Acredite que não se dão bem comigo. Acredite mesmo.

  10. Dazulpintado diz:

    E a menina da foto é sua filha? A mensagem que emite alinha bem com o teor do seu post, mas não havia um adulto para pegar no guarda chuva?

  11. Renato Teixeira diz:

    Obrigado Bruno Peixe.
    Dazulpintado, não é minha filha e não está identificada. Não entendo a sua objecção.

  12. PT diz:

    Renato:
    Claro que lamento, a perda de uma vida é sempre de lamentar, embora pelo que eu li aqui nos últimos dias, há quem seja forte apoiante da violência revolucionária. É por lamentar que acho o seu post, principalmente as três primeiras frases, infeliz. Já agora, se continar convencido que o suicida era uma espécie de “maquis” afegão que lutava pela liberdade do seu povo, posso dizer-lhe que na realidade era um jordano, curiosamente originário da mesma cidade de Abu Musab al-Zarqawi, esse grande combatente da liberdade, que antes de ser “martirizado” era o auto-proclamado líder da Al-Qaeda no Iraque.
    Já que estamos em maré de esclarecimentos, gostaria de saber qual foi a sua posição aquando da invasão do Afeganistão pela URSS e dos massacres que aí perpetraram, inclusivamente com a utilização de armas químicas? Foi um mal necessário para libertar o povo afegão? E exultou também de alegria quando os Mujahideen conseguiam eliminar alguns dos “pides” da altura, vulgo KGBs?

  13. Dazulpintado diz:

    Não está identificada mas é o corpo de uma criança.Deixaria uma criança sua usa-lo? Porque não põe o guarda-chuva nas mãos de um adulto?

  14. Renato Teixeira diz:

    PT, não defendo a Rússia estalinista em nenhuma das suas cruzadas. Do espaço ao Afeganistão. Fui claro? Não obstante defendo a violência revolucionária e as guerras de libertação. Conhece alguma sem baixas militares?
    Dazulpintado, devo dizer-lhe que ofereco prendas bem mais polémicas à minha criança. A foto é brutal precisamente porque os pés são de uma criança.

  15. Dazulpintado diz:

    Tem razão Renato Teixeira, a imagem torna-se mais obscena por ligar a criança ao gesto representado no guarda-chuva.

  16. Olaio diz:

    Não morreram 8 pessoas, morreram 8 agentes da CIA, 8 membros do exército ocupante do Afganistão, mortos por afgãos. Miserável e asqueroso são os milhares de civis mortos pelos criminosos americanos e das forças da NATO… Criminosos e terroristas.

  17. Renato Teixeira diz:

    Dazulpintado… ainda assim obsceno são seria o qualificativo que eu escolheria. Mas ainda bem que chegamos pelo menos a acordo semiotico.
    Olaio, “criminosos e terroristas”. Mas esses ninguém julga e todos acham democratas. “Miserável e asqueroso”, sem tirar nem pôr!

  18. Gavião Sadino diz:

    Concluindo! Colaboradores do (império) também os temos por cá.
    Se estão assim tão preocupados com a morte de 8 pessoas, já se interrogaram o que essas pessoas faziam naquelas paragens?
    Primeiro que tudo têm que começar por entender que pertencem à mesmíssima escola (agência) que financiou, treinou e protegeu um “senhor” de nome Ossama Bin Laden.
    Esses a quem hoje fazem guerra e chamam de terroristas, são filhos legítimos deles.
    Foram concebidos, paridos e amamentados por o imperialismo Americano. Nada mais!

  19. Nuno diz:

    Amigo Renato.

    É a América e não vale a pena fazer muitas dissertações sobre o tema !

    Quando havia a União Soviética eram duas nações que tinham tanto de parvo como de poderoso que brincavam à geopolítica. A URSS fragmentou-se num conjunto oligarca de máfias, a China veio para o seu lugar mais mercantilista e capitalista que os próprios capitalistas… Depois ainda há Cuba onde um velho senil continua a mandar mesmo com o seu irmão a fazer de conta que é presidente e fá-lo “democraticamente” desde que tirou do poder o outro ladrão do Baptista amais a máfia que explorava a ilha como parque de diversões.

    No fim desta história que tem milhentos episódios pelo meio e que mais parece o Dallas aqui há uns anos lembra-se ? No fim desta história como dizia eu ainda acredita em comunismos, fascismos, liberalismos, nazismos, jacobinismos, iluminismos, Marxismos, Maoismos e outros ismos que tais ?

    No fim desta história já reparou que os ataques postados nos comentários têm sempre o mesmo conteúdo; fulano matou mais que sicrano e sicrano era mais totalitarista que beltrano…

    Afinal quem tem razão ?

    Um abraço para si !

  20. Renato Teixeira diz:

    Gavião Sadino… nada como avivar a memória dos comentistas mais desatentos. A grande lição do terrorismo de hoje, e todos lamentamos as suas vitimas inocentes, é que ele acaba por atacar quem o pariu. Muito bem lembrado mesmo. Era o que faltava lamentar a morte de oito militares, ainda para mais altos quadros, que foram para o Afeganistão transformar aquilo num inferno. É o velho, cá se fazem, cá se pagam. Ou melhor, cá se fizeram, aí se farão.
    Nuno, eu não sou um homem de fé. Por isso não acredito nas coisas. Tenho convicções que quando encontram outras mais fortes são destornadas. Entre o ladrão do Baptista e o senil do Castro nem sequer hesito. Serei castrista? Nem por sombras. Mas a verdade é que na política quem não escolhe um lado é alvejado dos dois lados da barricada. Mas como disse… não vale a pena grandes dissertações. Saudações.

  21. Dazulpintado: o gesto é dirigido a pedófilos.
    Renato: convém explicar aos espíritos mais sensíveis que quem vai à guerra dá e leva.

  22. Corvo Verde diz:

    Curiosas as reacções ao texto do Renato.
    Enfim, são recorrentes e até dasconcertantes.
    A CIA não necessita de especial apresentação com o historial limpo que tem: Indonésia (golpe militar preparado pela Companhia – 500.000 mortos), Pérsia (derrube do governo e imposição da ditadura do Xá Reza Paleve) Chile (derrube do governo e os anos de chumbo de Pinochet), Arentina, Brasil, Guatemal… ah, Portugal (apoio aos ‘democratas’ incluindo os ‘pacifistas’ do ELP, MDLP, CODEC).
    Claro que no Afeganistão os homens estavam a montar uma empresa de exportação (em louvor ao mercado livre) de flores. Seria papoila?
    Enfim, 8 vidas… esperem os civis afegão morrem como tordos às mãos dos ocupantes.
    Ná, isso não conta, até-nos vão mandar as fotografias das famílias dos 8. Bem, estão na Net fotos não 1 mas de vários casamentos afegão terminados à bomba pelos ocupantes. Ná, isso não conta, estavam nos territórios dos terroristas. Dos que estavam ou dos que chegavam?

  23. A benemérita corporação continua com tantos amigos em Portugal como o KGB já os teve. Estes comentadores sabem o que é uma guerra? Sabem. É os seus matarem os outros. Dando-se a inversa já é um acto terrorista, curiosa palavra que aprenderam com Salazar. E então se for jordano, oh meu deus, um jordano no Afeganistão, deve ser um terrorista a ocupar um país livre e democrático.

  24. Renato Teixeira diz:

    Miguel Dias a ideia era precisamente essa. Explicar que quem vai de malas e bagagens ocupar um país vai a caminho da morte. E se tal não acontecer rapidamente é porque muitos outros mais irão morrer primeiro.
    Corvo Verde, faz bem em lembrar os números. Talvez assim os comentaristas mais imcomodados com este post entendam quem é o verdadeiro terrorista.
    Jõao J. Cardoso, é a velha história. Um dos outros mortos é um passo em direcção à democracia, um dos nossos um morto em direcção à ditadura. Como no caso da ocupação da Palestina no tratamento discricionário entre os mortos israelitas e os palestinianos. Ou ainda, de forma gritante, o caso do Irão. Nunca vi um conjunto de reportagens com tanto sangue à vista. Será Teerão mais reperssiva que qualquer outro Estado em armas? Duvidoso. Muito duvidoso.

  25. Nuno diz:

    Acima de tudo acho que não se deve falar de uma guerra específica sem referir o que a ela levou. Se há abuso na ocupação Americana do Afeganistão, aconteceu porque uma organização terrorista o tinha ocupado antes para treinar e financiar com o tráfico de droga o seu movimento libertador que por conseguinte serviu para atacar a América no seu coração, e se os talibãs lá chegaram foi porque apanharam um país arruinado e desprotegido face aos anos de guerra com os Russos que por sinal entraram no país interferindo numa guerra de poder entre Xás, Xás esses que governaram em ditadura o país desde que de lá saíram os Ingleses os quais colonizaram o país que já tinha sido colonizado pelos Macedónios de Alexandre, Persas e Gregos.

    Mais uma vez pergunto quem foi o mau da fita ?

    Aquela gente não sabe o que é viver em liberdade à milhares de anos !!!!

    Falaram aqui de Israel, Israel como agora é rico e poderoso é um alvo fácil para as críticas imediatas e o que o povo hebreu passou para ter a sua liberdade ? Quantas dezenas de milhões morreram escravizados, perseguidos, assassinados, sem honra, sem pátria a viver na clandestinidade em guetos desde o tempo dos Egípcios até aos Romanos, Idade Média, guerras mundiais; haverá povo mais torturado na história que os judeus ? Todos os dias líderes do médio oriente, repito líderes, afirmam que o povo de Israel NÃO TEM O DIREITO DE EXISTIR, todos os dias incitam à guerra santa, à intifada. Se há guerra e terror, claro, então haveria de haver o quê ? Se há gente inocente que morre às paletes, claro, então não é assim com todas as guerras ? Se eu gosto, claro que não mas haverá quem goste da guerra tirando quem fabrica e quem vende armas ?

    No fundo violência gera mais violência e não acho correcto tentar culpar uma facção pelos males do mundo, é como disse acima são ismos a mais a servir de desculpa para destruir o mundo

  26. pedro diz:

    renato
    o seu post e os seus comentários lembram-me a tirada do custer “um bom indio é um indio morto”
    não nutro nenhuma simpatia pelo dito impliarismo americano, mas nutro ainda menos pelo terrorismo islamico.
    8 pides? que cretinice
    filme kramer contra kramer
    vá contar essa s familias dos mortos que vão adorar
    é que para mim a vida de um americano é igual à de um afegão ou até à sua
    quando for grande e o anti-americnismo primário lhe passar vai ver as barbaridades que este post tem
    deus nos livre de possoas como o renato no poder…era tudo passado a fio de espada

    ps o castro tambem se fartou de matar inocentes, ah mas colaboravamcom os eua e por isso ainda bem

  27. Renato Teixeira diz:

    Nuno, os Talibans são um produto da CIA. Acho que isso responde ao quem é quem nos maus da fita.
    Israel ocupou a Palestina. Não foram os Palestinianos os responsáveis pelo holocausto judeu, porque raio têm que ser eles a pagar? A Palestina no geral, e Jerusalem em particular foram das cidades de culto misto que mais anos resistiram à tentação da violência. Isso até à fundação do Estado de Israel. Este Estado é o único (salvo erro) Estado racista do mundo. Formalmente racista. Os árabes não podem ser proprietários e têm quotas de participação para garantir a maioria israelita. Isso para além da humilhação e do massacre quotidiano que os guetos a que a Palestina foi sujeita implicam. Veja a matéria que fiz lá. Acho que lhe vai ser útil para dizer mais do assunto do que meros lugares comuns. http://5dias.net/2009/12/28/lembrar-e-acabar-com-o-gueto-de-gaza/
    Pedro, quando diz não nutre “nenhuma simpatia pelo dito impliarismo americano” que nutre “ainda menos pelo terrorismo islamico” não estará em contradição quando depois afirma que “a vida de um americano é igual à de um afegão”? E as famílias dos afegãos? Não lhes quer dizer sua excelência nada? Será o meu anti-americanismo mais primário do que a sua islamofobia?
    PS: Não sou castrista.

  28. pedro diz:

    nada mais me chca que a morte de inocentes, independentemente do credo cor religião e nacionalidade
    e não sou islamofobico
    agora condeno os fanatismos religiosos
    ou o renato concorda que se atirem aviões contra peédios?

  29. Renato Teixeira diz:

    Pedro, depende de quem vai no avião e depende do prédio. Acha o catolicismo fanatico?

  30. Nuno diz:

    Ok, tudo bem, são efectivamente lugares comuns que citei mas fiz-lo apenas para não fazer um comentário gigante e maçudo, infelizmente nos blogues, comentários maçudos e extensos são efémeros pois ninguém os lê, daí os tais lugares comuns, o que não quer dizer que quem os faz não conheça o assunto… (e já agora não vale a pena fazer a observação que não teve a intenção de me chamar ignorante pois também não fiquei com essa ideia).

    Basicamente referi que todos os conflitos e regimes provêm de algo que fatalmente os originou, eu vejo a história como um encadeamento de situações que levam à seguinte, e as guerras não fogem à regra.

    Eu não meto os Israelitas num pedestal, apenas tomei as dores por eles pois como não sou o único a cair em lugares comuns, e como tomar partido pela Palestina se tornou uma espécie de lugar comum para a esquerda senti que equilibrar a balança poderia enriquecer o diálogo mas se me ler atentamente, verá que não simpatizo com a guerra e o terror e a vingança dos Israelitas no povo da Palestina é um acto que considero ignóbil e terrorista.

    Já agora há que ter cuidado com a inocência da Palestina nesta história, Arafat foi, como sabe, líder do Setembro Negro, Israel foi atacado maciçamente na guerra dos 6 dias pelo “imperialismo” de Nasser, os montes Golan assim como o pequeno Líbano sempre foram a base preferida dos terroristas para lançar rockets, nomeadamente os Sírios, sobre os civis de Israel, e foi aí que começou a história dos colonatos e da destruição de Beirute !

    Arafat sempre foi um activista do terrorismo anti semita, e os serviços secretos Israelitas acusavam-no de utilizar o espaço aéreo da Palestina para permitir o tráfico de armas que sustentava a guerra no Médio Oriente ajudando a eterniza-la.

    Não esquecer também do “movimento político” Hamas e as incursões que durante dezenas de anos fez e faz contra o POVO de Israel, pois os seus ataques são concentrados em civis, aos quais nem lhes reconhece o direito de existir.

    Não há inocentes nesta guerra, nem tão pouco lhe encontro uma solução; não pode haver paz para quem não a quer e isso meu caro é o cerne da questão.

  31. Nuno diz:

    Há e já agora meu caro, não só os Talibãns mas praticamente tudo o que de terrorista apareceu no mundo é ou foi produto da CIA e do KGB e das suas guerras sujas !

  32. pedro diz:

    porra renato

    isso é que é não dar o braço a torcer
    acho algum catolicismo fanatico.
    e o islão nem sempre foi fanático
    agora se no prédio estiver alguem que conheca isso ainda justifica que se atire o avião?
    ja entendi que o renato é como os chineses a vida tem um valor muito relativo

  33. Renato Teixeira diz:

    Nuno, lugar-comum para a esquerda a defesa da Palestina? Meu caro, está a falar da mais significativa resistência anti-imperialista das últimas décadas. E a esquerda está-se a borrifar para o assunto. Desce à rua quando as bombas são demasiadas e as mortes atingem números obscenos, para descarga de consciência.
    Arafat? Falemos antes da Fatah. Não será o melhor amigo das concessões aos israelitas? Dinheiro por acordos de paz que só trazem a guerra. Dinheiro e mais dinheiro. E depois claro, corrupção. Como o povo não é estúpido correu com eles. Quem era a alternativa, o Hamas. Independentemente do seu programa político, com o qual não concordo, nunca capitulou à defesa dos interesses dos palestinianos. Talvez também por isso uma legião de dissidentes da Fatah se aproximou do movimento islâmico. enfim… encontrou algum lugar-comum?
    Quanto ao segundo comentário estamos de acordo.
    Pedro, como disse, depende do prédio e do avião. Não é para mim que a vida é relativa. Não tenho nenhum cadáver a sujar-me as mãos. Já quanto aos facínoras do império… Não gosto de atentados contra inocentes. Quaisquer que eles sejam. Mas gosto que quem ataca, quem ataca há demasiados anos, sofra derrotas na sua cruzada colonialista.

  34. João diz:

    “E ainda dão a medalha da paz ao comandante chefe.”

    A medalha não foi para o comandante chefe… foi contra o bush!

  35. Renato Teixeira diz:

    Pois caro João… o problema é que o santo Obama ainda não acabou (antes reforçou) nenhuma das cruzadas de Bush. Obama, pelo andar da carruagem, está perto de garantir o título do preto mais branco do mundo. Uma espécie de Vinicius de Moraes ao contrário.

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  37. Nuno diz:

    Caro Renato completamente de acordo.

    E você comigo penso eu, nesta história, toda a gente em determinada altura foi bom, mau ou vilão !

    A guerra é mesmo assim !

  38. Sérgio diz:

    Sempre detestei quando se apontam erros ortográficos ou gralhas em posts (tanto em blogs como foruns) ao invés de se debater a ideia.

    No entanto não queria aqui deixar de salientar que “impliarismo americano” é mesmo muito, muito bom. 🙂

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