
Num momento em que se assiste a um progressivo processo de banalização da figura de Salazar e da sua ditadura (ler post do Vasco Barreto), acompanhado pelo reescrever da história do fascismo em Portugal (tornando-o mais doce e identificando-o com o simpático título de Estado Novo) e desvalorização/ocultação do papel de resistência da mais importante força política da oposição, o PCP, comemora-se hoje os 50 anos da fantástica fuga de Peniche dos comunistas Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Jaime Serra, Carlos Costa, Francisco Miguel, Pedro Soares, Rogério de Carvalho, Guilherme Carvalho, José Carlos, Francisco Martins Rodrigues.
Há três anos a Organização Regional de Lisboa do PCP disponibilizou online um conjunto de interessantes documentos e testemunhos da fuga e hoje decorrerá uma visita guiada ao Forte, organizada pelo PCP.
P.S. – Não posso deixar de manifestar a minha tristeza ao passar pelo blogue da Associação «Não Apaguem a Memória!» e não ver qualquer referência aos 50 anos do momento histórico que o insuspeito Alegre descreveu como sendo o dia em que o Medo sofreu uma derrota (cito de memória). Pelo que pude procurar neste blogue apenas existe um post de 2009, editado por Joana Lopes, que remete para um excerto da descrição da Fuga, classificada como a mais detalhada e fidedigna, constante no Vol. III da Biografia de Álvaro Cunhal escrita por Pacheco Pereira. Triste, mas revelador.




dentro de pouco tempo salazar será eleito maior português de sempre num concurso televisivo.
revelador, sem dúvida.
olha, acrescentaram o francisco martins rodrigues!
Sobre o esquecimento de alguns,talvez sejam,lapsos de “memória”
O desenho da fuga está correto.Lembro-me de, o meu pai vir do mar, e falar baixo para a minha mãe, dizendo-lhe que tinham fugido presos do forte.Lembro-me de, naquele local,a policia andar a tirar impressões aos pneus dos carros ,colocando gesso nas marcas dos rodados dos carros ,que eram bem visíveis no chão, precisamente naquele local.Penso que, as hortas, não eram no piso 2, como diz na revista Sábado, mas ,mais abaixo.Disso,não estou bem certo.Algumas vezes fui ao Forte, e também muitas vezes,joguei à bola, junto àquelas muralhas.Havia um preso que nos dava moedas, e um tio meu, disse-me ,passados alguns anos que era o Henrique Galvão, que um dia assaltou o paquete Santa Maria.
Não será mesmo intencional a banalização de uma figura tão invulgar, com a intenção de tornar invulgares figuras banais…fazendo comparações “incomparáveis”?
É que gigantes e anões!…embora os homens não se medem aos palmos!
Caro Tiago M. Saraiva,
Porque o meu nome é referido neste post, gostaria de lhe dizer o seguinte:
Lamento que considere «triste e revelador» que eu tenha qualificado a descrição que Pacheco Pereira faz da Fuga como «a mais detalhada e mais fidedigna» de que tenho conhecimento, mas mantenho o que disse. Estou no entanto disposta a rever a minha posição se me indicar uma outra, exaustiva, ao mesmo nível. (Estou nos antípodas das posições políticas de JPP, mas isso não me cega.)
Se há acontecimento histórico de que tenha conhecimento mais do que pormenorizado é este, pelo facto de ser viúva da pessoa que guiou um dos carros que participou na fuga – Orlando Lindim Ramos que morreu em 2002, militante do PCP. (Era clandestino no momento da fuga, foi detido sete meses depois e esteve preso 6 anos, grande parte dos quais precisamente em Peniche).
Cumprimentos
P.S. – O blogue que linka não é da responsabilidade do movimento NAM, mas sim dos membros da redacção.
Cara Joana Lopes, a exclamação a que faz referência não tem nada a ver com o seu post ou com a referência a Pacheco Pereira, mas sim com o facto de, na comemoração dos 50 anos da fuga, não existir qualquer referência ao acontecimento nesse blogue. Em minha opinião, triste e revelador da forma como a Associação tem tratado tudo o que diga respeito à história do PCP, mas isso é outra discussão.
Com a nota biográfica/pessoal que acrescenta, também não posso deixar de lamentar que não tenha escrito o seu contributo/testemunho no post de 2009. E não o faço por sectarismo, por entender que a análise histórica de PP é desqualificada e que deve ser rejeitada, mas sim, porque me parece que existem testemunhos, de pessoas que ainda estão vivas, muito mais importantes do que a análise do historiador – veja os links do site que referencio. O seu “fidedigno” parece-me que desqualifica os seus testemunhos.
Sobre a “responsabilidade” do blogue retirei-a do texto. Blogue da Associação, na sequência do seu esclarecimento, parece-me mais correcto.
Cumprimentos
Obrigada pela sua resposta, Tiago, ela esclarece alguns pontos.
Acrescento: pensei escrever hoje um novo post, assinalando a efeméride e, precisamente, com o relato de uma parcela da história da fuga, que o PCP adulterou durante muito tempo e que me toca pessoalmente. Não o fiz porque achei de mau gosto «estragar a festa» – acredite ou não.
Quanto ao resto do que diz, os testemunhos têm obviamente o seu valor (e, sim, segui os links que incluiu no seu post), mas não faz qualquer sentido dizer que «são muito mais importantes do que a análise do historiador». Cada macaco no seu galho (sem ofensa para ninguém, claro).
Joana Lopes,o irmão do Dr. Orlando Lindim Ramos,(que foi meu médico) ainda é vivo e é o pai da Marina Ramos,jornalista da RTP e com um qq programa de economia ou,um patuá de economês,daqueles sobe-e-desce e acongratular-se com a pujança da Bolsa ,da-se!34% este ano.Penso que poderá entrar em contacto com ela e falar com o pai:Dr.Giberto Lindim Ramos.
Desculpe-me,os apartes mas,eu não estou à venda….
«são muito mais importantes do que a análise do historiador»
Relendo, escreveria interessantes, pois conduzem a uma interpretação livre.
Não tem nada que agradecer a resposta e desafio-a (no sentido não provocador do termo) a escrever sobre o assunto. Passei muitas tardes no Forte, vendo e revendo os percursos e olhando para a altura do mar e a violência das ondas a bater naquelas rochas e acho que cada testemunho acrescenta sempre qualquer coisa.
Não se falar é que é preocupante.
O PCP terá certamente os seus engulhos e mistificações históricas, que são um grão de areia em comparação com o que do partido foi sendo dito ao longo da história.
Idí na hui,
Está a dizer-me que o Gilberto Lindim Ramos é meu cunhado e que a Marina é minha sobrinha? Só pode estar a brincar…
Desculpe,DªJoana Lopes se calhar é uma daquelas coincidências de nomes,mas o que é um facto é q este médico Orlando Lindim Ramos tinha duas filhas(Alexandra e uma mais nova ,da minha idade),foi médico em Sacavém,foi amigo da Drª Isabel do Carmo e irmão do Gilberto Lindim Ramos,ou seja,tio da Marina Ramos!!!!
‘Portantos’,não estou a brincar-além disso,a 1ª mulher chamava-se,creio eu,Alice.Além disso,um homem (neste caso)pode ter tido n-mulheres….entende?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Drª Joana Lopes,onde está a sua noção de probabilidade?Estes irmãos são do Bombarral! O seu Orlando Lindim Ramos é de onde,já agora?para ter a certeza de que estou a brincar…Grato!
De facto, também me parece que não se falar é que é preocupante. Por isso, foi preocupante o PCP ter tentado reescrever essa história passando a omitir, durante anos, Francisco Martins Rodrigues como um dos participantes na fuga. Assim como foi e é preocupante a omissão do participante mais importante para que a fuga se pudesse ter concretizado, o GNR José Alves, que ao contrário dos outros, que ganharam a liberdade, perdeu a sua.
Isto de provocadores a tentarem reescrever a história, glorificando o que pouco de glorificante, tem muito que se lhe diga. Vistas bem as coisas, são em maior número os comunistas que têm essa pretensão e se têm dado a tal trabalho do que os reaccionários. É que ainda está por comprovar que o PCP tenha dado algum contributo significativo para a queda do fascismo salazarista ou, sequer, para as lutas dos trabalhadores. Confundir martirológio por pertencerem a uma seita dita revolucionária é um pouco diferente de terem contribuído para o que quer que seja.
Caro Tiago,
permita-me que lhe pergunte uma coisa: acha também que a omissão e/ou o silenciamento a que, numa medida ou noutra, os órgãos competentes do PCP votam os restantes antifascistas, ou seleccionam os episódios da história da resistência à ditadura que entendem comemorar, são uma prática “triste e reveladora”? E por que razão será que não se cria na área do PCP, mas aberto efectivamente a outras correntes, um blogue da memória mais abrangente ou inclusivo, celebrando, por exemplo, os feitos de Palma Inácio, a bravura de Manuel Serra e tutti quanti?
Desculpe, e tome como uma prova de consideração o que aqui lhe digo: poucas vezes terei visto uma iniciativa continuada de evocação da memória dos resistentes dos anos de Salazar e Caetano e do período imediatamente seguinte tão sem peias como o blogue que a minha amiga Joana Lopes, com outras pessoas, anima. E nem o facto de o anarco-sindicalismo e correntes afins terem uma presença discreta nos textos publicados me leva a concluir estar perante algum sectarismo remanescente. Concluo, sim, que há pouca gente interessada em pôr a circular o material em causa, pois sei que a Joana e os outros colaboradores responsáveis pelo blogue o acolheriam sem reservas. E suponho que o mesmo não se passaria se esse material anarco-sindicalista fosse proposto a uma publicação dedicada à memória histórica da área do PCP. Claro que ficaria encantado se visse uma separata histórica do Avante! celebrar o M. J. de Sousa, o Germinal, o Castelhano, o Santana, etc., etc.; ou a evocar – entre outros exemplos possíveis – a luta da LUAR, a figura de Piteira Santos, as acções das Brigadas Revolucionárias e do PRP, e assim por diante…
Abç
msp
No seguimento do que o Miguel Serras Pereira acaba de dizer: ele sabe bem que textos seus seriam bem acolhidos nos «Caminhos» porque já lhos pedi várias vezes – e estou à espera…
Quanto às relações com o PCP: em Junho de 2008, quando a equipe redactorial do blogue estava a ser definida, convidei um historiador do PCP para dela fazer parte – do núcleo duro que acabou por ser formado por sete pessoas. Recebi uma recusa porque… do grupo iam fazer parte dois «dissidentes» do PCP. Estamos entendidos?
caro tiago,
não estou por dentro das vicissitudes das relações entre o nam e a área do pcp. mas não confundiria o blogue com o movimento.
abç
bem lembrado. agora citar o Alegre quando um dos teus passatempos preferidos é salientar as suas contradições é que não entendo.
Fantástico, Mexilhão,
O PCP omitiu que na fuga de Peniche tinha participado, o seu na altura militante, Francisco Martins Rodrigues. O que é errado. Solução: escamoter 50 anos depois que essa fuga foi obra de comunistas. E de preferência escamotear a luta dos comunistas num manto de calúnias. Misturar isto tudo, com historiadores e malta com memória muito selectiva, mentir, aldrabar e omitir, e ficar com a conclusão que os grandes defensores da liberdade e combatentes contra o fascismo, foram os gajos que mandam agora.
A história é feita pelos vencedores. Mas os vencedores de hoje, podem não ser os de amanhã. E combater pela verdade histórica é bater-se contra as pessoas que querem legitimar o seu poder actual, com acções que não praticaram.
Caro Miguel,
O argumento que não se deve comemorar as acções de resistência dos comunistas, para não minimizar as dos outros, parece-me profundamente errado. O que se trata neste post é de dizer que não está devidamente relembrada a fuga de Peniche. E só isso. O Não Apaguem a memória não surgiu como um grupo partidário. Não apareceu como um grupo de pessoas que pretendiam sublinhar a presença de todos os resistentes, menos os do PCP. O grupo surgiu para contestar a transformação da sede da PIDE num empreendimento de luxo que pretendia apagar aquilo que aconteceu na história recente de Portugal.
A história oficial e politicamente correcta está actualmente a cargo da corporação dos aventais (atenção, não tem nada a ver com chefs de cozinha). Pretendem formatar a história de acordo com a sua conveniência e de forma a justificar a ascensão das novas élites. Os comunistas não têm lugar nesta história. O mesmo está a acontecer com a preparação do centenário da República, que não irá ser mais do que o refazer do discurso mistificador da “corporação dos aventais” sobre a I República, escamoteando o carácter reaccionário e anti-popular e anti-social das políticas seguidas neste período, nomeadamente a perseguição desencadeada contra os sindicatos e contra a classe operária.
Joana, muito bem. Suponho que puseste, como devias, tudo em pratos limpos. E desculpa a minha não-colaboração nos Caminhos: nunca me deu para evocar ou reconstituir coisas que testemunhei – e talvez devesse fazê-lo. Se me decidir, poderás contar comigo. Bom ano e abraço grande
Caro Nuno,
creio que a Joana te esclarece sobre quem cultiva o ajuste de contas a despropósito.
Eu nunca disse que as acções de resistência dos comunistas devem ser caladas em benefício da não-minimização de outras. É o PCP que, de um modo geral, não só minimiza como silencia, deturpa ou nega as acções de resistência daqueles com quem, no momento, não se entende, ou daqueles que lhe contestaram os direitos de chefia e direcção. Não entrou no blogue porque estavam lá dissidentes seus – é um direito que lhe assiste. Mas quer que o blogue adopte os seus critérios ou critérios subordinados aos seus – pois de contrário está a ser discriminado ou perseguido. É um peditório para que não dou.
Abç
msp
Quer queiram quer não, não é possível fazer a história da resistência à ditadura fascista sem o PCP. A omissão do nome de Francisco Martins Rodrigues num determinado período foi e continua a ser hoje muito criticado por dirigentes históricos. E também é um facto que deixou de ser omitido.
Nuno Ramos de Almeida.
Você, apesar de se dizer não militante do PCP, mas apenas comunista, por razões sentimentais, ou outras, também se presta a tentativas de reescrever a história. Neste aspecto, pouco se diferencia dos comunistas militantes do PCP.
Não é errado, é certo que o PCP, a partir da saída do Francisco Martins Rodrigues do partido, durante algum tempo, enquanto os seus dirigentes perderam a vergonha, passou a omitir o seu nome de entre os dos evadidos de Peniche. O facto histórico é que o FMR participou naquela fuga, na qualidade de comunista e de quadro do PCP. Este facto não é transformável noutro, numa fuga em que não tenha participado o FMR, mesmo que o FMR tenha deixado a condição de quadro do PCP.
É falácia grosseira da sua parte afirmar que no meu comentário escamoteei que essa fuga tenha sido obra de comunistas. Apontei que “foi e é preocupante a omissão do participante mais importante para que a fuga se pudesse ter concretizado, o GNR José Alves”. Sem a participação voluntária deste não comunista não teria havido fuga para ninguém, como não houve enquanto não conseguiram comprar a sua lealdade ao regime. Já é calúnia da sua parte atribuir-me que tenha escamoteado “a luta dos comunistas num manto de calúnias”. Tenha um pouco mais de tento na língua, se faz favor.
É minha convicção que a luta dos comunistas contra o fascismo salazarista em nada contribuiu para o derrube do regime nem tão pouco para as lutas dos trabalhadores. Você poderá ter outra opinião, mas não qualifique a minha de calúnia. Os comunistas sofreram o seu martírio por pertencerem a uma seita dita revolucionária, não porque fossem os organizadores ou sequer os instigadores da esmagadora maioria das lutas dos trabalhadores por melhores condições de vida. Só uma minoria dos militantes do PCP, ao longo da sua história, eram trabalhadores (o mesmo não se poderá dizer dos simpatizantes, mas entre uns e outros vai um abismo). Aliás, se não tivesse sido o apoio monetário e logístico de membros e de filhos da burguesia, para além do que passou a vir do PCUS, o PCP não teria tido qualquer possibilidade de existir durante tanto tempo. E basta olhar para os seus dirigentes máximos durante os maiores períodos, o Fogaça e o Cunhal, para se ter uma ideia da classe social que dirigia o PCP e dos interesses que ele representava.
Mentiroso e aldrabão, para além de ignorante, será você.
Nuno Ramos de Almeida.
Você, apesar de se dizer não militante do PCP, mas apenas comunista, por razões sentimentais, ou outras, também se presta a tentativas de reescrever a história. Neste aspecto, pouco se diferencia dos comunistas militantes do PCP.
Não é errado, é certo que o PCP, a partir da saída do Francisco Martins Rodrigues do partido, durante algum tempo, enquanto os seus dirigentes perderam a vergonha, passou a omitir o seu nome de entre os dos evadidos de Peniche. O facto histórico é que o FMR participou naquela fuga, na qualidade de comunista e de quadro do PCP. Este facto não é transformável noutro, numa fuga em que não tenha participado o FMR, mesmo que o FMR tenha deixado a condição de quadro do PCP.
É falácia grosseira da sua parte afirmar que no meu comentário escamoteei que essa fuga tenha sido obra de comunistas. Apontei que “foi e é preocupante a omissão do participante mais importante para que a fuga se pudesse ter concretizado, o GNR José Alves”. Sem a participação voluntária deste não comunista não teria havido fuga para ninguém, como não houve enquanto não conseguiram comprar a sua lealdade ao regime. Já é calúnia da sua parte atribuir-me que tenha escamoteado “a luta dos comunistas num manto de calúnias”. Tenha um pouco mais de tento na língua, se faz favor.
É minha convicção que a luta dos comunistas contra o fascismo salazarista em nada contribuiu para o derrube do regime nem tão pouco para as lutas dos trabalhadores. Você poderá ter outra opinião, mas não qualifique a minha de calúnia. Os comunistas sofreram o seu martírio por pertencerem a uma seita dita revolucionária, não porque fossem os organizadores ou sequer os instigadores da esmagadora maioria das lutas dos trabalhadores por melhores condições de vida. E isto sem falar nas lutas eleitorais ou nas tentativas de golpes revolucionários contra o regime. Dos militantes do PCP, ao longo da sua história naquele período, só uma minoria eram trabalhadores (o mesmo não se poderá dizer dos simpatizantes, mas entre uns e outros vai um abismo de envolvimento na luta política). Aliás, se não tivesse sido o apoio monetário e logístico de membros e de filhos da burguesia, para além do que passou a vir do PCUS, o PCP não teria tido qualquer possibilidade de existir durante tanto tempo. E basta olhar para a sua linha política e para os seus dirigentes máximos durante os maiores períodos, o Fogaça e o Cunhal, para se ter uma ideia da classe social que dirigia o PCP e dos interesses que ele representava.
Mentiroso e aldrabão, para além de ignorante, será você.
Sra Joana Lopes:o médico Orlando Lindim Ramos exerceu em Sacavém e para lá foi o seu irmão Giberto Lindim Ramos que estava ainda a estudar em Lisboa e,que acabou por formar família em Sacavém com mulher e 2 filhos:Marina Ramos e Sérgio Ramos!Se não sabe,fica a saber!Ainda lhe posso contar mais: foi casado com uma sra ,creio eu Alice de quem teve 2 filhas ,Alexandra(médica no HSM?)e uma outra q não me lembro o nome,de quem se separou e q deu grande celeuma na terra.Depois,o melhor é perguntar à Isabel do Carmo…Poderá haver a probabilidade de haver 2 pessoas com o mesmo nome,mas o Lindim não é corrente,por isso aposto que são irmãos se o seu for do Bombarral e,se quiser até lhe dou a idade.Ontem,vi a romagem ao Forte de Peniche e um dos fugitivos falou dum médico ao volante do carro da fuga.Já morreram algumas pessoas que estavam ao corrente como o meu pai,o Francisco Pinto,o Óscar figueiredo Reis,etc…por isso,deixe-me dizer que não gostei do ‘só pode estar a brincar’.Ou está a reescrever a história com o Rui Bebiano….?
Reparei que o interveniente da fuga não falou do Orlando Lindim Ramos,donde deduzo que as relações acabaram azedas….mais,o Gilberto Lindim Ramos fez parte dos quadros do MDP.
Só não entendo a sua reacção do ‘só pode estar a brincar’ e,choca-me a reescrita tanto do lado do PCP como do vosso lado(sei muito bem quem é a Diana Andringa e o Rui Bebiano(deste,Revisionista, não gosto mesmo nada!)!.Bom dia,minha senhora
Car@s tod@s, falei sobre a fuga de Peniche, um acontecimento claramente relacionado e organizado pelo PCP (embora aparentemente o comentador Mexilhão não o reconheça), para demonstrar a tese que constato em todas as áreas do saber (falarei em breve do papel do PCP no 1º Congresso dos Arquitectos em 48) que existe uma historiografia emergente que procura apagar o papel do PCP na resistência e luta contra o Fascismo.
Não conheço a actividade da Ass. Não Apaguem a Memória, para além da luta pela não transformação da sede da PIDE em condomínio de luxo e do seu blogue “Caminhos da Memória”.
Mexilhão,
Você não é apenas um mentiroso e um ignorante é um tipo com uma agenda. Pretende negar a luta do PCP durante o fascismo. Infelizmente, para si. A fuga de Peniche, momento histórico da luta contra o fascismo, foi protagonizada por comunistas. O facto de terem convencido um GNR não altera isso. Infelizmente, para si, o PCP foi durante toda a ditadura o partido que mais combateu o fascismo e que mais gente perseguida teve.
O resto que você diz é só conversa sem nenhuma responsabilidade. Tem o mesmo grau de responsabilidade que assinar com pseudónimo. Experimente Inspector Gouveia, está mais próximo da sua conversa.
NRA, acho que não se deve desvalorizar o discurso do Mexilhão porque é apenas a veia grotesca de uma tese que começa a ser cada vez mais recorrente na historiografia do “Estado Novo”.
http://caminhosdamemoria.wordpress.com/2009/12/30/a-placa-da-pide-nao-esta-la/
O mexilhão sabe do que fala: aquando da fuga ele próprio era verdugo. Mas num esforço digno de realce conseguiu adaptar-se aos novos tempos. Só a cobardia persiste: daí o insulto.
Contudo, por mais disparates que solte, a verdade inequívoca é uma: Não há ninguém que tenha dado um contributo tão determinante para o fim do fascismo ( a que a associação que pretende preservar a memória também chama Estado Novo) como o PCP.
Curioso via http://tempodascerejas.blogspot.com/2010/01/quem-interessar.html
descobri que afinal o PCP sempre fala da participação do Martins Rodrigues na fuga
http://www.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=34895&Itemid=195
Recordo hoje ainda, com profunda emoção a celebração da Fuga de Peniche, conheço o Forte já em liberdade das milhares de visitas que ali fiz, pelo simples facto da minha terra acolher a sinistra prisão política!
Ao contrário dos que desvalorizam a fuga, ela foi um marco de grande importância na luta contra O Fascismo Português!
Teve implicações em grande medida na História do nosso país e numa escala mais pequena na vida dos penicheiros.
A demissão do Director da PIDE foi uma dessas implicações que a fuga teve, outra a proibição de atravessar a rua em Peniche para o lado do Forte, estava lá sempre um guarda. Outra que pesou foi a criação da Delegação da PIDE em Peniche depois dessa data! Não esqueço também os quatro presos do Bloco C, como o actual historiador Borges Coelho que em vez de ser libertado 4 meses depois, foi mantido na prisão.
Mais ainda quanto ao guarda da GNR, José Alves suicidou-se na Roménia, salvo erro! Tenho pena que ele tivesse problemas de alcoolismo já diagnosticados por presos políticos que conheci e pela família. Ele primeiro e a sua família foram levados para fora do país!
Uma coisa que foi dita ontem no discurso pelo S.G. do PCP, Jerónimo de Sousa “o sexto factor do êxito foram os sentimentos antifascistas do povo português por via ou da colaboração ou do silêncio solidário de muitos”.
Peniche nesse dia silenciou-se para aqueles combatentes da Liberdade poderem alcançar a liberdade, a maioria deles para voltarem ao combate para alcançar a liberdade para todo o nosso povo.
Para quem nasceu já em liberdade muito obrigado aos 11 e aos outros que tornam possível ainda hoje (cada vez menos) a liberdade de todos nós!
Pingback: cinco dias » A Fuga de Peniche
Caro ‘Idi na Hui’
Como deve ter reparado pelo nome, sou o filho de Gilberto Lindim Ramos e sobrinho de Orlando Lindim Ramos. Reparo que sabe bastante sobre a nossa familia, mas reparo que a partir de uma certa altura, perdeu o contacto….. Senão vejamos. É verdade que o Gilberto tem 2 filhos, eu e a minha irmã. É verdade que o meu tio Orlando teve várias mulheres… A Alice, da qual tem 2 filhas…. O problema é que a partir daí teve outras, e a última foi a Joana Lopes , da qual tem um filho…. Ou seja, tudo o que a minha tia Joana lhe está a dizer corresponde inteiramente à verdade…. Tenha calma e acredite nos outros……