Quadrilogia musical para o Ferreira Fernandes

 

Ele há tipos tão simples, tão simples, tão simples, que não são precisas palavras para lhes responder. Seriam demasiado complexas para serem entendidas principalmente para quem é tão pobre na arte de as escrever.

O raciocínio de FF está mais ao menos ao nível do de Marcelo Rebelo de Sousa na defesa do “Aborto, assim Não!“. Vejamos: “Fulano vermelho pode trabalhar para beltrano amarelo? Não. Fulano vermelho pode passar a beltrano amarelo? Sim. O primeiro fulano pode ser acusado de falta de coerência? Pode. O segundo pode ser questionado pela mudança de ideias? Não pode. O primeiro fulano pode ser alvo de ataque na praça pública sem direito a contraditório? Deve. O segundo fulano pode ser adepto hooliganesco de Bush trinta anos depois de ter combatido o imperialismo americano? Se deve.”

Não se pode levar a sério alguém que pendura ao peito um passado que nem se envergonha nem se orgulha, nem o esconde nem o grita. Talvez por isso seja tão tangas como capitalista do que fora como revolucionário.

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11 respostas a Quadrilogia musical para o Ferreira Fernandes

  1. Canibal diz:

    Renato,
    a escolha da música do JM Branco é tão boa para esse tipo que até comove.
    “Vão poluindo o percurso com as sobras do discurso que lhes serviu para abrir caminho”.
    É só uma das muitas frases dead on na chipala desse bibelot do regime.
    Eu não fui dos suv, não sou filiado (nem fui) em nenhum partido. Identifico-me como entre anarquista e comunista, talvez autonomista (benfiquista não tenho dúvidas).
    Já trabalhei numa empresa em que tinha a conta duma multinacional (de origem inglesa)de telemóveis (guess).
    Será que tenho direito a viver? Ou só podia trabalhar para multinacionais de origem norte-coreanas?

    Esse gajo é um desperdício de papel higiénico. Bom 2010

  2. A coluna de FF, hoje, no DN, é define-o bem como jornalista e como “ex-revolucionário”.
    FF e o DN estão em decadência acelerada e já muito poucos lhes prestarão atenção
    Valerá a pena dar-lhe troco?

  3. João Mendes diz:

    FF revolucionário? Mas sabem o que isso é?! FF foi apenas um menino traquina que no dia em que meia dúzia de militares se aprestaram para lhe rebentar os queixos deu às de vila diogo. Revolucionário, não. Fujão, sim.
    Resta ainda dizer que sendo um notório agitador no exército do Porto contribuiu objectivamente para a vergonha que foi não termos sido capazes de, ao menos, assegurar uma transição minimamente organizada em África de que todos, mas todos, somos responsáveis: uns por acção (como FF) outros por omissão durante demasiado tempo (como eu).

  4. carmo da rosa diz:

    I’ve got to save the world, liberate
    Eat the food that’s on my plate
    Recycling is really great
    Whatever I can do
    To get in bed with you

    I’ll be a Marxist, a Communist
    A pacifict, an anarchist, a Democrat
    Red, white, green or blue
    Whatever I can do
    To get in bed with you

    http://www.youtube.com/watch?v=edloQNR6-TQ

    Ó Renato, com franqueza pá,

    quão superior é esta canção dos The Bastard Fairies das eternas pieguices marxizantes do José Mário Branco… e quejandos!

  5. Renato Teixeira diz:

    Canibal, se o FF sabe disso escreve uma coluna no DN a falar sobre a sua incoerência… Ponha-se a pau. Também não tenho dúvidas. Sou da Académica (desculpe lá qualquer coisinha). Bom ano.

    Manuel Gaio, vale sempre a pena dar o troco quando a gorjeta é ultrajante. Mas é verdade. A coluna teve capacidade de sintese para resumir o figurão.

    João Mendes… Vai daí essa história ou fica só pelo resumo?

  6. Renato Teixeira diz:

    Carmo da Rosa, não é melhor e também é piegas.

  7. a.m. diz:

    Peço desculpa, podia rever e corrigir o último parágrafo?
    Gostava de o ler.
    Em português, i mean (shit, lá estou eu a pensar no A.Figueira…)
    Abc. não leve a mal.

  8. Renato Teixeira diz:

    a.m, Pode mandar a sugestão… Rectifico de imediato. Mas se ler o último parágrafo do texto do FF estou certo que perceberá a ideia…

  9. Nuno Pissarra diz:

    Seja na escrita, seja nas ideias, seja nas convicções, seja no percurso de vida, seja na lucidez,tomara você, escriba do 5 dias, lá chegar em tempo útil.

  10. Renato Teixeira diz:

    Nuno Pissarra… não seja tão negativista.

  11. helena teixeira diz:

    A expressão “revolucionários da tanga”, na coluna de F.F. no D.N. de 31 de Dez. e o conteudo no texto, fez-me rir! O senhor “revolucionário de fraque”, pretende defender os seus idos méritos de “lutador” (de que não se orgulha), mas põe ao peito !!! Curioso, como quer que não andem de “tanga” os “revolucionários” do 5 dias, se ele gastou toda a matéria prima?

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