ANTONI MUNTADAS. La Construction de la Peur. 2009
Hesito sempre comentar um escrito de Mário Soares, por variadas razões. Mas ontem li isto no DN e, por assim dizer, gostei:
Gostei particularmente da última frase, “para o bem e para o mal”, inibindo-nos de qualquer intervenção, e, fiada na “mão invisível” do mercado e na (sua) “aceleração” congénita, boa por natureza, ilibando-nos; ou melhor, ilibando-se a personagem de toda e qualquer acção, sua e dos seus (sobretudo sua e dos seus).
Ou seja, “para o bem”, chegaremos quiçá ao “socialismo” versão “democrática” (uma “coisa” que já anda por aí há muito) sem dúvida em menos de duas ou três décadas, porque assim o ditam as aceleradas mudanças de um mundo imparável em mudança acelerada (ufa! muito cansado fico nos meandros desta dromologia mercantil social qualquer coisa).
Se calhar “para o mal”, abrevia-se esta merda também certamente em menos de duas ou três décadas, e ninguém dará por nada. Porque, para além do capital-parlamentarismo, obviamente, nada pode existir (a esquerda “oliveiresca”-”bloquesca”-”socialesca” confirma-o, e o “totalitarismo” comunista-estalinista foi derrotado pela “natureza humana”, oh, oh!).
Portanto, a frase do amigo de Rocard e Frank Carlucci está sempre certa. Sempre. Como sempre: pode ler-se da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.
Ah, e o autor não gosta mesmo nada nada nada nada de neoliberalismo!! A sua acção histórica no-lo diz. No-lo confirma (e) sem qualquer dúvida. Tudo, tudo claro. Claro.




três tópicos como lembretes da acção histórica do PS em três etapas diferentes:
* começou por ser apoiado pela Fundação Friedrich Ebert (por onde fluiram os primeiros financiamentos da CIA) a que se seguiu a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) que sob o alto patrocinio de Soares/PS nomeou uma entidade parda do PSD para a gestão (até hoje) dos interesses do Bloco Central
* continuou com a Fundação para a Prevenção e Segurança (que acabou no escândalo que envolveu Armando Vara em 2001). Uma data simbolicamente coincidente com a ascenção da Era Bush, e que já vai liminarmente sendo esquecida.
* e acaba sob a batuta do titere Sócrates com o escândalo do financiamento pela Fundação das Comunicações Móveis da Fundação Magalhães!
Há aqui uma palavra chave que funciona como denominador comum nesta associação maçónica: a palavra “Fundação” – e Fundação significa, como todos mais ou menos sabemos, doações patrimoniais obtidas a titulo gratuito (p/e a Fundação Soares), isenção de tributação em sede de IRC, não pagamento de outros impostos fiscais sobre transferências de capitais, etc. – quer dizer, significa que o Estado sob os governos neoliberais, se converteu numa capa para trabalhar milhões na economia paralela transnacional. Facto deduzido: o PS (junto com o parceiro PSD) é a principal fonte da Corrupção que a ingenuidade de certos eleitores (demasiados) pensam que está na agenda institucional para ser combatida.
É um bom mote para o debate da violência subjectiva quotidiana do Estado sobre os cidadãos (que pagam tudo, são espoliados e não arrotam) e a cura receitada pelos “votos oliveirescos”
Marocas,o ridiculo:amigo do Henry Kissinger,Carlucci e chamou de dinossauro a Fidel Castro.Que se saiba Fidel não fez da guerre contra o racismo negócio-o sr. fê-lo ao vender material ao savimbi,fantoche das forças fascistas da Africa do Sul
‘APAGÕES: DESINFORMAÇÃO POR OMISSÃO
O ocultamento das realidades nos media que se dizem “referência” faz-se também por omissões e eufemismos. É exemplar este título do Público: Investimento feito pela EDP em nova rede e na conservação da existente tem vindo a abrandar . Fosse esse um jornal honesto e desejoso de esclarecer os seus leitores deveria titular: “Após a privatização a EDP cortou drasticamente os custos de manutenção e conservação da rede”. E poderia acrescentar que assim é para aumentar a cotação das acções da EDP na bolsa e para permitir que a mesma faça investimentos de milhares de milhões de euros em centrais eólicas nos… Estados Unidos. E finalmente poderia chegar à conclusão de ordem geral de que as privatizações dos serviços públicos conduziram e conduzem a uma pioria da qualidade de serviço e a um agravamento dos custos para os seus clientes. Será esperar demais uma notícia assim? ‘
In resistir.info
pois: Ídolos, retratos, vultos e bustos.
Subversion des Subjekts und Dialektik des Begehrens im Freudschen Unbewussten (1960), em: Schriften II, Berlim/Weinheim 1991.
Li a entrevista de Michel Rocard,agora, no Nouvel.Obs. Ele não é pessimista de raíz: Diz, preto no branco,que a esfera financeira através do Globo, se reconstitui como antes da crise de 2008-grau de explosão igual-”tudo se perfila para que ,portanto, outra crise se produza”. O que ele ainda aponta é o seguinte: ” Tudo se conjugou para que se torne impossível sair da crise pelo regresso aos niveis anteriores de crescimento “. Rocard é mesmo um bom economista de centro-esquerda, anti-liberal ferrenho:elogia a renovação positiva e entusiasmante do modelo social Escandinavo. Tudo servido com imensos pormenores e uma poderosa visão mundial dos problemas. O dr. Soares devia era estar a cortar as ervas daninhas do seu jardim de Nafarros.Niet
Caro Niet, aqui, o que é muito importante, em relação a este personagem que temos por cá, portugal (Mário Soares), estamos do mesmo lado da barricada, sempre. Não altero uma única vírgula ao que V. disse. Com efeito, Rocard sabe o que diz, no seu “campo”. Soares – concordamos – não tem “campo”.
Carlos Vidal: Este tipo de comentários a textos e entrevistas que circulam no espaço mundial da Internete,eu li a edição de papel do Nouvel.Obs., é que devia ser o modelo para ser adoptado pelo Blogue. E há coisas fabulosas a descobrir. Eu bem tento, mas as forças não são já muitas. Por exemplo, o NY Times referiu-se a uns blogues políticos que operaram muito na Campanha do Obama. Eu perdi-lhes o rasto. Você sabe disso, isto é, onde param? A única coisa radical que descobri, há anos, foi o Multitudes, na rede, onde postula(va) o Négri & Cia. Sobre o Soares, que eu conheci um pouco bem, acho que ele- como o Willy Brandt, o Palme, o Kreisky- mas para muito mais rasca – cumpriu o que os americanos queriam dele(s)…O sr. atreveu-se aos 80 e picos anos a querer voltar para Belém: que despautério! Niet
mesmo a la peur e o que vem de frança para moi, “je sais bien, mais quand même”.