M.SOARES e La Construction de la Peur
30 de Dezembro de 2009 por Carlos VidalANTONI MUNTADAS. La Construction de la Peur. 2009
Hesito sempre comentar um escrito de Mário Soares, por variadas razões. Mas ontem li isto no DN e, por assim dizer, gostei:
Gostei particularmente da última frase, “para o bem e para o mal”, inibindo-nos de qualquer intervenção, e, fiada na “mão invisível” do mercado e na (sua) “aceleração” congénita, boa por natureza, ilibando-nos; ou melhor, ilibando-se a personagem de toda e qualquer acção, sua e dos seus (sobretudo sua e dos seus).
Ou seja, “para o bem”, chegaremos quiçá ao “socialismo” versão “democrática” (uma “coisa” que já anda por aí há muito) sem dúvida em menos de duas ou três décadas, porque assim o ditam as aceleradas mudanças de um mundo imparável em mudança acelerada (ufa! muito cansado fico nos meandros desta dromologia mercantil social qualquer coisa).
Se calhar “para o mal”, abrevia-se esta merda também certamente em menos de duas ou três décadas, e ninguém dará por nada. Porque, para além do capital-parlamentarismo, obviamente, nada pode existir (a esquerda “oliveiresca”-”bloquesca”-”socialesca” confirma-o, e o “totalitarismo” comunista-estalinista foi derrotado pela “natureza humana”, oh, oh!).
Portanto, a frase do amigo de Rocard e Frank Carlucci está sempre certa. Sempre. Como sempre: pode ler-se da esquerda para a direita e da direita para a esquerda.
Ah, e o autor não gosta mesmo nada nada nada nada de neoliberalismo!! A sua acção histórica no-lo diz. No-lo confirma (e) sem qualquer dúvida. Tudo, tudo claro. Claro.

Escreva um comentário