Lopes da Mota está a ser bode expiatório (citando o seu advogado); certo, tem de haver mais gente nisto

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social, ERC, continua com o processo de averiguações para apurar a veracidade das declarações do director do “Sol”, José António Saraiva, em declarações ao “Correio da Manhã”, onde referia pressões de alguém próximo do primeiro-ministro sobre decisões editoriais do semanário.

(…)

As declarações de José António Saraiva ao “Correio da Manhã” remontam a 22 de Novembro. Numa entrevista, Saraiva afirmava que alguém do círculo próximo de José Sócrates tinha tentado travar a publicação de notícias sobre o Freeport: “Recebemos dois telefonemas, por parte de pessoas próximas do primeiro-ministro, dizendo que se não publicássemos notícias sobre o Freeport os nossos problemas se resolviam.”

(Ora, isto é mais do que muito importante, mas não vai ter consequências, pois não? Tudo obstaculiza este excelso governo, caramba!)

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

9 Responses to Lopes da Mota está a ser bode expiatório (citando o seu advogado); certo, tem de haver mais gente nisto

  1. carlos graça says:

    Como dizem os franceses : “il faut chercher la Bête Noir”

  2. Trust NO ONE! says:

    Quanto ao Fripór vale a pena rever os 6 primeiros minutos da entrevista de Mário Crespo a Pedro Silva Pereira de 26 de Janeiro(onde este diz que lhe parece que o PM [ao saber de uma possível extorsão de dinheiros] agiu muito mais para prevenir a corrupção do que o seu contrário… e os 6 últimos minutos, onde o ministro perde a compostura se exalta – com olhar faiscante e voz intimidatória -acusando Mário Crespo de fazer perguntas Insultuosas… Entretanto, o senhor ministro esclareceu: Zero vírgula Zero.
    Uma entrevista memorável!

    http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/mariocrespoentrevista/2009/1/ministrodapresidenciasobrecasofreeport.htm

    A estátua da Justiça de Bansky, em Clerkenwell Green (Little Italy), aplica-se que “nem luvas” à Alta Justiça Portuguesa…

    http://www.artofthestate.co.uk/Banksy/Banksy_justice_statue.htm

    Junto à escultura está uma placa de alerta: “TRUST NO ONE”
    http://www.artofthestate.co.uk/Banksy/Banksy_trust_no_one.htm

    Quem confia na Justiça Portuguesa ou é do Centrão Parlamentar ou nada em dinheiro.
    Apenas na TV, vejo uns senhores, rodeados de advogados, dizendo que acreditam plenamente na Justiça Portuguesa. (Ora, não de confiar???)
    Fora da TV, nunca ouvi a UMA ÚNICA pessoa dizer que confia em tal “Coisa”.

    (Eu cá, confio em mim e já não é nada mau…)

    PS (salvo seja): Um bode expiatório, que leva um mesito suspensão(de férias) por pressionar magistrados?? Não está nada mal visto, não senhor!!
    Venha já, sem demoras, o (im)pressionista que se segue…

  3. almajecta02 says:

    de um qualquer ponto de vista e mesmo de aérea perspéctica este é com certeza um braço malandro.

  4. Trust NO ONE! says:

    Ainda no que respeita às pressões do Motard da Eurojust para alterar o curso (já muito adulterado…) da Justiça Portuguesa, que diz CV da atitude de Ilda Figueiredo no Parlamento Europeu?
    Leu as “Couves de Bruxelas”?
    http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo

    Começo por dizer que tenho uma fortíssima antipatia para com o CDS-PP, contudo, ao longo dos meses, observando a postura de Nuno Melo nas comissões parlamentares, levantando questões inteligentes e sem tréguas aos interrogados, aprendi a respeitar a verticalidade deste senhor (e, naquele partido de meia-tigela, só sinto respeito por este senhor). Foi Nuno Melo que sobressaiu nos inquéritos frontais, não vergando a espinha, nunca, “não largando o osso” no que era essencial…

    Subscrevo na íntegra as perguntinhas finais na crónica de Mário Crespo (substituindo apenas o presente do verbo vir pelo do verbo ver, ou seja “vêem” – são gralhas, senhores, que acontecem aos melhores!!): “Para usar a terminologia de Correia de Campos: que “entendimento parolo” das suas funções e dos seus deveres na Europa terão adquirido estes veteranos da acomodação política? Será que a vegetativa existência de que desfrutam há tantos anos lhes destruiu o bom senso? Será que não vêm que ter um jurista suspeito (e agora culpado) de pressões ilegais à frente de um órgão judiciário internacional exige interpelações parlamentares sempre que possível? Será que não vêm que foi melhor e mais digno serem portugueses a fazê-las do que outros que as fariam de certeza, mais cedo ou mais tarde?”

    Teria interesse em saber, porque estranhei muito…, CV, como interpreta o comportamento de Ilda Figueiredo?? Politicamente correcta?? Asséptica?? ‘Bora lá fazer-de-conta que nada de vergonhoso se passa/passou??
    É por estas e por outras que, para mim, partidos políticos (?): Não obrigada!
    (Na hora da verdade, em minha opinião, todos se unem para fazer-de-conta…).

    Post Scriptum: Ah, e se me puder responder sem me insultar, eu agradeço… (mas isso fica ao seu critério, claro!)

  5. almajecta02 says:

    começa a ser por demais evidente a cumplicidade dos interesses e favores do direito via coimbra e tal, para não nomear a minha querida rapozona manhosa e salta pocinhas de alto grau,
    _ galinheiro por onde passe, é razia pela certa,
    _ se é feroz a magana.

  6. Trust NO ONE! says:

    CV,

    Limitei-me a pedir-lhe o seu ponto de vista?
    Estranhei muito a atitude da Eurodeputada.
    Custa-lhe muito pronunciar-se?

  7. Pingback: cinco dias » “Sempre a Mesma Merda” (SMM*): por duas vezes, recentemente, a PGR anula (agora, para destruir) escutas a Armando Vara

  8. Carlos Vidal says:

    Trust NO ONE!,
    Estou em casa há 2 horas, não sei lá muito bem do que fala.

    Já vi por alto qualquer coisa, e parece-me que houve uma reacção nacionalista de alguns partidos contra uma averiguação ou pedido de esclarecimentos em relação ao sr. Lopes da Mota, à sua conduta ou coisa do género.
    Não sou nem nunca fui nacionalista (nem patriota), portanto, não aprovo nada que esteja imbuído de nacionalismo.

  9. Trust NO ONE! says:

    Ok, CV, leia com atenção “As Couves de Bruxelas”. Acho Mário Crespo muito justo! (Vergonha, vergonha, para mim, é fazer-de-conta que nada de gravíssimo aconteceu, por termos o motard representado a Justiça Portuguesa, estabelendo relações privilegiadas com Inglaterra no caso Freeport).

    Calma que a resposta não tem pressa. Eu acho não nacionalismo/patriotismo, foi talvez mais uma daquelas reacções acobardadas (acho eu…), mas enfim…

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Pode usar estas tags HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>