
(1848)
A propósito de um muito relativo (mas simplificador) “elogio” que Pacheco Pereira esboçou em relação ao 5dias, escrevi um post dizendo concordar com um dos seus parágrafos. O Daniel Oliveira, indirectamente atacado (julga ele) nesse texto de Pacheco com o “Jugular”, por pertencerem a um espaço de “moderação responsável” à espera de um chamamento governativo (o que se aplica de todo ao “Jugular” e menos ao “arrastão”), teceu alguns comentários que me merecem dois ou três reparos:
1. Não busco qualquer legitimação em Pacheco Pereira, nenhum de nós a busca. De qualquer modo, num vasto espaço (não exclusivamente nacional) que poderemos apelidar do pensamento e reflexão, é óbvio que julgo mais interessante ler e estudar e pensar com autores que historicamente se situam à direita ou quiçá numa zona de radical conservadorismo (Ernst Jünger, Carl Schmitt, Peter Sloterdijk, de certo modo Heidegger, eventualmente Céline ou T. S. Eliot, etc., etc.), é muito mais interessante estar por aqui atento do que “concentrado” nos teóricos do chamado “socialismo democrático” (coisa esquisita, que ainda não sei muito bem o que é, porque estou mesmo certo de não ser nada!).
3. Por último, reparo que o Daniel Oliveira volta a criticar este espaço de discussões chamado 5dias sem esclarecer algo que questionei (e gostava de ver respondido ou pelo menos comentado): como é que ele julga ser operativa a sua “política de princípios” rígidos em face da mobilidade irruptiva da sociedade, ou de constituintes da sociedade que aspiram à emancipação?
É só.




Mas o problema da posição do DO não é ser fundada em “princípios”, mas o facto destes nascerem de equívocos conceptuais cuja natureza é ideológica. A “violência” do DO é, ideologicamente, liberal e conservadora.
Ps- o Peter Sloterdijk conservador? Como assim?
5dias & PP, uma aliança não tão pouco provável assim!
Caro nf,
Alguém aqui protestou pelo facto de um comunista estar a citar Sloterdijk. Este não é, nem pensar um conservador, mas também não é um socialista-marxista. Defende mesmo a propriedade privada e a produção capitalista contra o que chama (e chamamos) a especulação (refiro-me a uma sua proposta de uma internacional de patrões contra os especuladores).
De verdade, Sloterdijk é inclassificável; costumo defini-lo ou definir a sua filosofia (muito do meu interesse) como um esplêndido “veneno poético”. Imprescindível.
Ele fascina-se com “patrões” e também com Ernst Bloch, o mundo como experiência, o advento do novo….
Caro CV,
Tudo bem. Estranho que se empertiguem com referências ou leituras que saem da putativa ortodoxia bibliográfica comunista ou marxista. O comunismo terá de ser, também, um comunismo do pensamento. Por outro lado, as caixinhas de chocolate da teoria são, acima de tudo, boas tipologias para a mercantilização do pensamento.
é só?
Não acredito, é que estas trocas de galhardetes dão audiências.
Um pequenino de Portugal escreveu uma das maiores idiotices que há memória sobre o ordenado mínimo e aqui a questão é o Daniel Oliveira? Um imbecil escreve que “O Estado impõe que determinadas actividades têm de valer mais que aquilo que efectivamente valem…” referindo-se a 450 euros que por exemplo a esmagadora maioria das costureiras deste país recebem mesmo com 30 anos de experiência e a discussão ainda é a polémica com o “arrastão”… Estamos bem entregues não haja duvida. Num canto estão os imbecis, noutro estão os ladrões e nos restantes dois estão as duas “esquerdas” a disputar o melhor cantinho. É este o fado deste rectângulo
Espero não ser esta a fase farsola da polémica.
“Quando um perigo terrível nos ameaça, porque é que devemos de deixar de ler Holderlin, ou não observar mais a evolução de um insecto de lama?”
“Os ideais de humanidade resistiram mais e levaram mais longe que os ideais heróicos. Mas isso não deriva de serem mais jovens, mais modernos, mais progressistas, antes advém do facto de serem mais antigos e de provirem de uma realidade mais profunda.”
“Caminhei com a morte demasiado tempo para que ela me possa assustar (…) Nem me preocupo com o fim do mundo. Quando eu morrer, o mundo acabará, de qualquer maneira, para mim”
Ernst Junger
Sloterdijk é inclassificavelmente…reaccionário!
Louco…, talvez… mas nunca reaccionário.
Reaccionário e dos verdadeiros. Armado ao excêntrico. Sem querer repetir o comentário que fiz no seu outro “post”: Quem não quer perder a perspectiva, compreender as manobras do adversário e não deixar o raciocínio turvar-se tem uma grande aliada na Teoria Crítica. Não espanta que seja odiada e dada como morta por coveiros como Sloterdijk.
que polémica arrasadora, sr prof.
tou de rastos.
Ainda bem que foi do teu agrado ezequiel.
(Tb pensas que o grande Sloterdijk é um reaccionário fascistóide, ou vocês lá pelos cantos “anglo” não lêem coisas destas?, bárbaros germânicos como este?)
não penso e nunca disse que ele é um reaccionário fascista ou um bárbaro germânico, meu caro.
eu apenas disse que o Sloterdijk, que se inspira em heidegger e que critica Kant até à medula, pode ser entendido como um pós-moderno. só isso.
nós não lemos coisas destas no canto anglo. só BD e livros de receitas.
a critica do Zize parece-me relevante.
” Slavoj Zizek (Süddeutsche Zeitung, 23 September) characteristically finds the questions raised in the debate prefigured in a movie, Gattaca, which introduces the problem of a social reality structured by gene technology. Zizek argues that what Sloterdijk proposes will simply reproduce on another, stricter level, already existing forms of constructed inequality based on the manipulation of power and culture. Regardless of whether this is done in the name of a more reliable form of egalitarianism, it would only reproduce present social constrictions as the conditions of a new slavery. The key, for Zizek, to Sloterdijk’s misunderstanding of the problem lies in his faith in technology, as such, to produce a better life. Zizek thinks this would lead to different and more dangerous forms of objectification than exist already.”
http://www.radicalphilosophy.com/print.asp?editorial_id=10101
Critical theory is, on this Second of September, dead. She was long since bedridden, the sullen old woman, now she has passed away completely. We will gather at the grave of an epoch, to take stock, but also to think of the end of an hypocrisy. Thinking means thanking, said Heidegger. I say, rather, thinking means to heave a sigh of relief. (Die Zeit, 9 September)
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acha que ele pretende dar “corporealidade” á TK??????
uma vaga emergente de suprefície vota ps e com o putativo presidente-conde então, devirá o delírio social total apesar dos prisioneiros do empurrão, a cognitive relationship based on the multisensorial exploration of the idea of…