
(Oh, tocar num AD REINHARDT, Oh… Oh…)
Não sei se a “cultura” é trabalho ou “paixão”.
Sei apenas que, para mim, a arte é trabalho. E sei que a arte é o oposto da “cultura”.
Deste modo, não se pode arrasar e fazer desaparecer a “cultura”?? É que há coisas insuportáveis. Deveras.




é a mão de quem? é a mão de quem?
The ecstasy of communication, porreiro pá e vai ser na cinemateca o ponto de encontro de todas as minorias, incluindo aqueles soldados do mozambico.
CV,
Lembrei-me de um dos mais belos poemas de Dylan Thomas. Ilustra bem como a arte é trabalho árduo, envolvendo dor.
O uso adequadíssimo da palavra “labour” pelo poeta revela bem que a criação artística, não envolve apenas trabalho ou domínio de técnicas, é “labour”: é um dar à luz, conotado com um doloroso parto.
In my craft or sullen art
Exercised in the still night
When only the moon rages
And the lovers lie abed
With all their griefs in their arms,
I labour by singing light
Not for ambition or bread
Or the strut and trade of charms
On the ivory stages
But for the common wages
Of their most secret heart.
Not for the proud man apart
From the raging moon I write
On these spindrift pages
Nor for the towering dead
With their nightingales and psalms
But for the lovers, their arms
Round the griefs of the ages,
Who pay no praise or wages
Nor heed my craft or art.
No sentido antropológico, a arte é cultura assim como tudo o resto do que é criatura humana.
Num sentido antropológico, provavelmente.
Num debate estético ou crítico, a arte é a produção da excepção e a cultura a manutenção da regra. Portanto, que M. J. Seixas “ame” a cultura acho natural. Não esperaria outra coisa.
como está tudo na biblioteca do congresso, e na cinemateca do pudim francez, she pulled this entire nation out into the light, no caso de ter aprendido e esquecido tudo com o marcello e a santa da areosa.
Estas dúvidas qualificam-na claramente para o cargo que vai desempenhar.
a cultura é uma indústria e o cinema também, quanto mais em remake. Será que o dito já não é académico? E o depósito e o centro documental? Mesmo com resmas de operadores estéticos, conheço uns autores excepcionais para confirmar a regra, tá?