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	<title>Comentários em: O MILK derramado ou o casamento de segunda do PS</title>
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		<title>Por: Pedro Soares</title>
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		<dc:creator>Pedro Soares</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 21:23:32 +0000</pubDate>
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		<description>Este post trouxe-me à consciência uma imagem que não tinha equacionado ainda, tal era, confesso, a vontade de ver o casamento entre pessoas do mesmo sexo aprovado. E é assustador.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este post trouxe-me à consciência uma imagem que não tinha equacionado ainda, tal era, confesso, a vontade de ver o casamento entre pessoas do mesmo sexo aprovado. E é assustador.</p>
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		<title>Por: Paulo Araujo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112808</link>
		<dc:creator>Paulo Araujo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Dec 2009 18:53:59 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei muito do comentario que disse que as questoes do foro humanitario n devem ser faladas em praça publica. Para mim como homossexual, parece-m humilhante que a nossa vida privada esteja a ser discutida desta forma... desta forma muito heterossexual de pensar... o que é que esta gente toda tem a ver com o que eu faço no interior do meu corpo, no interior da minha mente, no interior do meu coraçao e no interior da minha casa?? Nada... e nem querem ter.. (que nojo dizem eles!)...  Um dos problemas base a meu ver, é o facto de a comunidade homossexual, nao ser de facto comunidade nenhuma... todos os dias assisto a preconceito entre gays... aquele é bixa, aquele é um oferecido, aquele parece uma aquela... tudo isto me deixa confuso e enojado. Sendo esta &quot;comunidade&quot; evidentemente fracturada, parece.m muito dificil existir algum tipo de luta, que era o que eu gostava de ver, luta na rua, uma atitude in your face como os nossos companheiros espanhois tao bem fizeram! este é so mais um sinal da sociedade acritica e mediocre em que vivemos, e ca para mim tenho a sensaçao que ninguem se vai casar anyway por vergonha, por medo, por ainda recusar o que se é! Outra questao é a falta de visibilidade de gays e lesbicas na nossa sociedade, os putos vao admirar e rever-s em quem?? No Goucha? Na zanati? no enconado do herman? nao é o que eu quero para as crianças do amanha! O que eu quero é um pais livre, e para mim um pais livre é o que permite que toda a gente, mas todaaaa a gente tenha a possibilidade de ser completo e feliz!
Obrigado por me inspirar!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei muito do comentario que disse que as questoes do foro humanitario n devem ser faladas em praça publica. Para mim como homossexual, parece-m humilhante que a nossa vida privada esteja a ser discutida desta forma&#8230; desta forma muito heterossexual de pensar&#8230; o que é que esta gente toda tem a ver com o que eu faço no interior do meu corpo, no interior da minha mente, no interior do meu coraçao e no interior da minha casa?? Nada&#8230; e nem querem ter.. (que nojo dizem eles!)&#8230;  Um dos problemas base a meu ver, é o facto de a comunidade homossexual, nao ser de facto comunidade nenhuma&#8230; todos os dias assisto a preconceito entre gays&#8230; aquele é bixa, aquele é um oferecido, aquele parece uma aquela&#8230; tudo isto me deixa confuso e enojado. Sendo esta &#8220;comunidade&#8221; evidentemente fracturada, parece.m muito dificil existir algum tipo de luta, que era o que eu gostava de ver, luta na rua, uma atitude in your face como os nossos companheiros espanhois tao bem fizeram! este é so mais um sinal da sociedade acritica e mediocre em que vivemos, e ca para mim tenho a sensaçao que ninguem se vai casar anyway por vergonha, por medo, por ainda recusar o que se é! Outra questao é a falta de visibilidade de gays e lesbicas na nossa sociedade, os putos vao admirar e rever-s em quem?? No Goucha? Na zanati? no enconado do herman? nao é o que eu quero para as crianças do amanha! O que eu quero é um pais livre, e para mim um pais livre é o que permite que toda a gente, mas todaaaa a gente tenha a possibilidade de ser completo e feliz!<br />
Obrigado por me inspirar!</p>
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	<item>
		<title>Por: Sérgio Vitorino</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112754</link>
		<dc:creator>Sérgio Vitorino</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 23:03:47 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Fernando, subscrevo, subscrevo e subscrevo, mas acho que o pássaro vem envenenado, e vou mais longe. O que se faz apagando a adopção é negar em primeiro lugar a existência de filhos biológicos destas pessoas, incluindo aqueles/as que foram concebidos no contexto de um projecto de família gay ou lésbica. São os direitos dessas crianças - para não falar das que já são adultas - que são colocados em causa em função da orientação sexual dos pais, desde logo o direito a ver reconhecido como pai ou mãe a pessoa do casal que não é o/a progenitor/a biológico/a. A adopção é, neste caso, a ponta do icebergue da homoparentalidade em geral.

Caro Nuno: se me permite um aparte, as liberdades fundamentais são &quot;política&quot; tal como eu a entendo, porque não existem se não lutamos por elas e pela sua manutenção.

A Lei de Uniões de Facto de 2001 teve uma importância simbólica grande e também resolveu algumas questões práticas da vida de algumas pessoas. Atribuiu inclusivamente benefícios, como faz o casamento, que na minha opinião são injustos, uma espécie de discriminação das pessoas que não estão numa relação - exemplo disso é a possibilidade de declaração conjunta de impostos. Mas: a mesma Lei esteve 8 anos à espera de uma regulamentação mínima. É aplicada de forma aleatória conforme os serviços e pessoas, em algumas áreas. Não resolve questões como a transmissão de propriedade, essa é uma Lei própria e só se pode mexer nisso por via do casamento - uma pessoa casada é a herdeira imediata dos bens do cônjugue, tal como os filhos. É uma Lei limitada, que funciona mal e não resolve a maioria das situações.
Sobretudo não resolve a principal: a da igual dignidade no reconhecimento das várias formas de família.
Mas não creio que a Lei seja inconstitucional por não incluir a adopção - o tribunal constitucional já antes decidiu que não é inconstitucional o Estado negar o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. E se o casamento sem adopção for inconstitucional, então a União de Facto sem possibilidade de adopção também o é, e em primeiro lugar tendo em conta os direitos das crianças ao reconhecimento legal dos seus pais (eu sei, falam-me em adopção e eu respondo sempre com filhos biológicos - é porque um debate desarma o outro, este debate não é teórico, é sobre crianças que foram pensadas, desejadas, geradas, ou criadas por casais de gays e de lésbicas - estão entre nós). Para resolver este assunto, a união de facto já o teria resolvido. Pelas questões práticas e pelas simbólicas, a única coisa aceitável em termos legais, como disse, é o tratamento de todos os cidadãos por igual sem o critério da orientação sexual - ou qualquer outra característica inerente à pessoa - como crivo de direitos e... de legitimidade social. A igualdade de direitos a 100%, se quiser, porque tudo o resto é apenas simulacro de igualdade. Pessoalmente, garanto-lhe: não quero casar. E para muitas pessoas LGBT - a maioria? - não é essa a questão. A questão é: sermos nós a escolher.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Fernando, subscrevo, subscrevo e subscrevo, mas acho que o pássaro vem envenenado, e vou mais longe. O que se faz apagando a adopção é negar em primeiro lugar a existência de filhos biológicos destas pessoas, incluindo aqueles/as que foram concebidos no contexto de um projecto de família gay ou lésbica. São os direitos dessas crianças &#8211; para não falar das que já são adultas &#8211; que são colocados em causa em função da orientação sexual dos pais, desde logo o direito a ver reconhecido como pai ou mãe a pessoa do casal que não é o/a progenitor/a biológico/a. A adopção é, neste caso, a ponta do icebergue da homoparentalidade em geral.</p>
<p>Caro Nuno: se me permite um aparte, as liberdades fundamentais são &#8220;política&#8221; tal como eu a entendo, porque não existem se não lutamos por elas e pela sua manutenção.</p>
<p>A Lei de Uniões de Facto de 2001 teve uma importância simbólica grande e também resolveu algumas questões práticas da vida de algumas pessoas. Atribuiu inclusivamente benefícios, como faz o casamento, que na minha opinião são injustos, uma espécie de discriminação das pessoas que não estão numa relação &#8211; exemplo disso é a possibilidade de declaração conjunta de impostos. Mas: a mesma Lei esteve 8 anos à espera de uma regulamentação mínima. É aplicada de forma aleatória conforme os serviços e pessoas, em algumas áreas. Não resolve questões como a transmissão de propriedade, essa é uma Lei própria e só se pode mexer nisso por via do casamento &#8211; uma pessoa casada é a herdeira imediata dos bens do cônjugue, tal como os filhos. É uma Lei limitada, que funciona mal e não resolve a maioria das situações.<br />
Sobretudo não resolve a principal: a da igual dignidade no reconhecimento das várias formas de família.<br />
Mas não creio que a Lei seja inconstitucional por não incluir a adopção &#8211; o tribunal constitucional já antes decidiu que não é inconstitucional o Estado negar o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. E se o casamento sem adopção for inconstitucional, então a União de Facto sem possibilidade de adopção também o é, e em primeiro lugar tendo em conta os direitos das crianças ao reconhecimento legal dos seus pais (eu sei, falam-me em adopção e eu respondo sempre com filhos biológicos &#8211; é porque um debate desarma o outro, este debate não é teórico, é sobre crianças que foram pensadas, desejadas, geradas, ou criadas por casais de gays e de lésbicas &#8211; estão entre nós). Para resolver este assunto, a união de facto já o teria resolvido. Pelas questões práticas e pelas simbólicas, a única coisa aceitável em termos legais, como disse, é o tratamento de todos os cidadãos por igual sem o critério da orientação sexual &#8211; ou qualquer outra característica inerente à pessoa &#8211; como crivo de direitos e&#8230; de legitimidade social. A igualdade de direitos a 100%, se quiser, porque tudo o resto é apenas simulacro de igualdade. Pessoalmente, garanto-lhe: não quero casar. E para muitas pessoas LGBT &#8211; a maioria? &#8211; não é essa a questão. A questão é: sermos nós a escolher.</p>
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	<item>
		<title>Por: fernando rosa</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112749</link>
		<dc:creator>fernando rosa</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 22:11:18 +0000</pubDate>
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		<description>Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar. Mas concordo Sérgio que este pássaro vai sair caro, e o avanço no combate á descriminação é mínimo. 
Se o PS acha que a questão da adopção é uma questão a ser tratada à parte (o que concordo), então correcto seria não mexer no artigo do código cívil que consagra a adopção, e tratá-la tendo em vista o superior interesse da criança, tendo em conta todos os factores que a isso estão inerentes, e que de modo algum devem ser a orientação sexual, conforme consagra a nossa constituição. 
Deste modo, parece-me que o PS está ja a tratar da adopção sim, ao contrário do que afirma, excluindo a criança  de ser adoptada por aqueles que tem uma orientação não heterossexual, ou melhor que a legitimam perante a lei atravéz do casamento, que será (possivelmente) aprovado.
Excelente artigo, parabéns!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mais vale um pássaro na mão, do que dois a voar. Mas concordo Sérgio que este pássaro vai sair caro, e o avanço no combate á descriminação é mínimo.<br />
Se o PS acha que a questão da adopção é uma questão a ser tratada à parte (o que concordo), então correcto seria não mexer no artigo do código cívil que consagra a adopção, e tratá-la tendo em vista o superior interesse da criança, tendo em conta todos os factores que a isso estão inerentes, e que de modo algum devem ser a orientação sexual, conforme consagra a nossa constituição.<br />
Deste modo, parece-me que o PS está ja a tratar da adopção sim, ao contrário do que afirma, excluindo a criança  de ser adoptada por aqueles que tem uma orientação não heterossexual, ou melhor que a legitimam perante a lei atravéz do casamento, que será (possivelmente) aprovado.<br />
Excelente artigo, parabéns!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112743</link>
		<dc:creator>Nuno</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 20:08:12 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Sérgio

É difícil para mim abordar este tema de uma forma mais científica visto não ter formação jurídica, mas vou tentar, se escrever alguma gralha sinta-se livre de a corrigir que não o levarei a mal.

Antes de começar entenda que não considero este tema como de domínio político mas sim do domínio de uma liberdade fundamental que não só aceito como exijo.

O que esteve no cerne desta discussão foram sempre direitos inalienáveis que sempre foram recusados aos homossexuais, em primeiro lugar o direito de transmissão de património numa união de facto homossexual que não está prevista na lei (penso eu) e depois direitos fundamentais como o de visitar o companheiro/a no hospital ou prisão, etc.

A tal &quot;união de facto entre homossexuais&quot; penso que visa corrigir estes aspectos, o que me deixa renitente é o que você diz, e bem que é sempre uma espécie de &quot;união de segunda&quot; e isso não aceito.

Quanto à questão legal em si, dizem os juristas que o código civil explicita casamento como uma união entre pessoas de sexo oposto. Até aí tudo bem, altera-se a palavra e pronto, o problema é  no que respeita ao assunto encapotado que este debate encerra que é a adopção. Dizem os juristas que para não ser inconstitucional, o casamento entre dois homossexuais deve prever o direito à adopção, direito esse que está intrinsecamente ligado ao direito da criança e aí começa a confusão.

Defendem muitos juristas que as implicações na lei teriam de ser modificadas até à constituição, por isso me parece que esta união de facto não é mais que um atalho para resolver um problema imediato e para adiar o verdadeiro problema !

É por isso que sou completamente contra um referendo nesta matéria, primeiro porque iria ser combustível para um debate de baixo nível carregado de argumentos imbecis e fundamentalistas tanto à direita como à esquerda, e em segundo porque o tema pelos vistos é mais técnico do que parece e para esse efeito serve uma assembleia da república. Lembra-se da despenalização do aborto? Existe uma corrente  que defende a inconstitucionalidade da lei pois alega que entra em choque com o direito fundamental à vida previsto na constituição...

Repare que estou a tentar pôr os meus afectos de lado, acima de tudo a lei deverá tratar todos os cidadãos como iguais, o que também não acontece agora e o que já agora, também é inconstitucional !

PS: Já agora, em relação à primeira parte do que diz, isso refere-se à orientação sexual do indivíduo ou ao género do casal; é que ser homossexual e viver com alguém não é o mesmo que viver com alguém do mesmo sexo, penso que me fiz entender !</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Sérgio</p>
<p>É difícil para mim abordar este tema de uma forma mais científica visto não ter formação jurídica, mas vou tentar, se escrever alguma gralha sinta-se livre de a corrigir que não o levarei a mal.</p>
<p>Antes de começar entenda que não considero este tema como de domínio político mas sim do domínio de uma liberdade fundamental que não só aceito como exijo.</p>
<p>O que esteve no cerne desta discussão foram sempre direitos inalienáveis que sempre foram recusados aos homossexuais, em primeiro lugar o direito de transmissão de património numa união de facto homossexual que não está prevista na lei (penso eu) e depois direitos fundamentais como o de visitar o companheiro/a no hospital ou prisão, etc.</p>
<p>A tal &#8220;união de facto entre homossexuais&#8221; penso que visa corrigir estes aspectos, o que me deixa renitente é o que você diz, e bem que é sempre uma espécie de &#8220;união de segunda&#8221; e isso não aceito.</p>
<p>Quanto à questão legal em si, dizem os juristas que o código civil explicita casamento como uma união entre pessoas de sexo oposto. Até aí tudo bem, altera-se a palavra e pronto, o problema é  no que respeita ao assunto encapotado que este debate encerra que é a adopção. Dizem os juristas que para não ser inconstitucional, o casamento entre dois homossexuais deve prever o direito à adopção, direito esse que está intrinsecamente ligado ao direito da criança e aí começa a confusão.</p>
<p>Defendem muitos juristas que as implicações na lei teriam de ser modificadas até à constituição, por isso me parece que esta união de facto não é mais que um atalho para resolver um problema imediato e para adiar o verdadeiro problema !</p>
<p>É por isso que sou completamente contra um referendo nesta matéria, primeiro porque iria ser combustível para um debate de baixo nível carregado de argumentos imbecis e fundamentalistas tanto à direita como à esquerda, e em segundo porque o tema pelos vistos é mais técnico do que parece e para esse efeito serve uma assembleia da república. Lembra-se da despenalização do aborto? Existe uma corrente  que defende a inconstitucionalidade da lei pois alega que entra em choque com o direito fundamental à vida previsto na constituição&#8230;</p>
<p>Repare que estou a tentar pôr os meus afectos de lado, acima de tudo a lei deverá tratar todos os cidadãos como iguais, o que também não acontece agora e o que já agora, também é inconstitucional !</p>
<p>PS: Já agora, em relação à primeira parte do que diz, isso refere-se à orientação sexual do indivíduo ou ao género do casal; é que ser homossexual e viver com alguém não é o mesmo que viver com alguém do mesmo sexo, penso que me fiz entender !</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio Vitorino</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112736</link>
		<dc:creator>Sérgio Vitorino</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 19:00:33 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Nuno. Isso já existe desde 2001. Já existe uma Lei de Uniões de Facto que não discrimina em função da orientação sexual. As propostas do PSD de união civil, e de &quot;algo parecido com o PACS-Pacte Civil de Solidarité&quot; francês, que o CDS vai apresentar, não são mais do que subterfúgios para não que o reconhecimento formal das relações entre pessoas do mesmo sexo não exista com a mesma dignidade que se dá às relações heterossexuais. São propostas que vêm dez anos atrasadas (e estes partidos votaram contra na altura). Não entendo em que baseia o argumento da inconstitucionalidade da Lei...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno. Isso já existe desde 2001. Já existe uma Lei de Uniões de Facto que não discrimina em função da orientação sexual. As propostas do PSD de união civil, e de &#8220;algo parecido com o PACS-Pacte Civil de Solidarité&#8221; francês, que o CDS vai apresentar, não são mais do que subterfúgios para não que o reconhecimento formal das relações entre pessoas do mesmo sexo não exista com a mesma dignidade que se dá às relações heterossexuais. São propostas que vêm dez anos atrasadas (e estes partidos votaram contra na altura). Não entendo em que baseia o argumento da inconstitucionalidade da Lei&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Manuel Faria</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112727</link>
		<dc:creator>José Manuel Faria</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 18:13:19 +0000</pubDate>
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		<description>Uma pedrada e forte no politicamente correcto à esquerda. Quem tem preconceitos anti/casamento homossexual, também os tem sobre a adopção e o contrário. Quer dizer que após esta luta, os activistas LGBT,   terão de encetar uma nova e mais dolorosa com um fim muito, mas muito longe. Parabéns ao Sérgio Vitorino pela coragem. Não é qualquer um que neste momento assume esta ruptura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pedrada e forte no politicamente correcto à esquerda. Quem tem preconceitos anti/casamento homossexual, também os tem sobre a adopção e o contrário. Quer dizer que após esta luta, os activistas LGBT,   terão de encetar uma nova e mais dolorosa com um fim muito, mas muito longe. Parabéns ao Sérgio Vitorino pela coragem. Não é qualquer um que neste momento assume esta ruptura.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112719</link>
		<dc:creator>Nuno</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 17:36:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28433#comment-112719</guid>
		<description>Sem querer ser fracturante, pois estou plenamente de acordo que os homossexuais tenham o direito de casar e adoptar, assim como têm o dever de cumprir a lei e pagar impostos, como os seus demais; pelo pouco do que conheço da proposta do PSD parece-me mais um subterfúgio para evitar inconstitucionalidades na lei !

No fundo o que está verdadeiramente em debate aqui como referiu o autor do texto é a adopção, o casamento é peanuts; o que tem sido defendido por alguns comentadores é a dificuldade de integrar no código civil o tema, prevendo já o que virá a seguir...

Eu não sou jurista e por isso não vou tocar rabecão mas sou da opinião que uma lei não pode ter sentimentos nem privilegiar minorias, uma lei tem de ser justa e isenta, tem de tratar todos por igual e para isso tem de ser desprovida de afectos e &quot;questões fracturantes&quot;.

A questão da &quot;união de facto homossexual&quot; no fundo parece-me ser uma forma de dar a volta ao texto, embora, ao distinguir casamentos entre cidadãos, me pareça uma inconstitucionalidade, mas nisso meus caros sou um apdeuta, diga-se em abono da verdade !</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sem querer ser fracturante, pois estou plenamente de acordo que os homossexuais tenham o direito de casar e adoptar, assim como têm o dever de cumprir a lei e pagar impostos, como os seus demais; pelo pouco do que conheço da proposta do PSD parece-me mais um subterfúgio para evitar inconstitucionalidades na lei !</p>
<p>No fundo o que está verdadeiramente em debate aqui como referiu o autor do texto é a adopção, o casamento é peanuts; o que tem sido defendido por alguns comentadores é a dificuldade de integrar no código civil o tema, prevendo já o que virá a seguir&#8230;</p>
<p>Eu não sou jurista e por isso não vou tocar rabecão mas sou da opinião que uma lei não pode ter sentimentos nem privilegiar minorias, uma lei tem de ser justa e isenta, tem de tratar todos por igual e para isso tem de ser desprovida de afectos e &#8220;questões fracturantes&#8221;.</p>
<p>A questão da &#8220;união de facto homossexual&#8221; no fundo parece-me ser uma forma de dar a volta ao texto, embora, ao distinguir casamentos entre cidadãos, me pareça uma inconstitucionalidade, mas nisso meus caros sou um apdeuta, diga-se em abono da verdade !</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Blondewithaphd</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112714</link>
		<dc:creator>Blondewithaphd</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 16:31:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28433#comment-112714</guid>
		<description>Enoja-me todo o debate em volta do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Enoja-me, ainda mais, os obstáculos à adopção, lá está, por parte de pessoas do mesmo sexo. Enoja-me que este país tenha o enfastiamento das vistas curtas. Enoja-me que assuntos de natureza humanitária, mais até do que cívica, precisem ser debatidos na praça pública. Mas, afinal, o que é que um casal do mesmo sexo tem de diferente de um casal, digamos, &quot;tradicional&quot;?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Enoja-me todo o debate em volta do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Enoja-me, ainda mais, os obstáculos à adopção, lá está, por parte de pessoas do mesmo sexo. Enoja-me que este país tenha o enfastiamento das vistas curtas. Enoja-me que assuntos de natureza humanitária, mais até do que cívica, precisem ser debatidos na praça pública. Mas, afinal, o que é que um casal do mesmo sexo tem de diferente de um casal, digamos, &#8220;tradicional&#8221;?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sérgio Vitorino</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112713</link>
		<dc:creator>Sérgio Vitorino</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 16:15:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28433#comment-112713</guid>
		<description>Desculpa parafrasear-te, &quot;/me&quot;, mas aqui o caso não era de quem tudo quer, tudo perde: é de quem pediu o mínimo, obteve menos ainda. Nunca se pede o mínimo, para mais com a vergonha que os partidos ainda têm no enfrentar disto. Mais, nunca se pede, exige-se. A sociedade heterosexista não irá abrir mão dos seus privilégios, eles têm de ser tomados de assalto, com as nossas vidas e com a criação de uma consciência social contra a discriminação que não passa por medidas meramente simbólicas, mas por alterações, legais ou não, que, de facto, alterem a vida das pessoas. É verdade, está feito. Está feito, e temos pela frente uma década em que ficamos com uma Lei discriminatória e não se mexe mais no assunto. Amanhã teremos o casamento. Uau. E depois de amanhã, o que é que isso conta? Em que é que mudou a maioria das vidas de gays e de lésbicas? O problema é este, prioridades erradas de quem prefere falar de &quot;integração&quot; e &quot;normalização&quot; da comunidade homossexual e luta em primeiro lugar pelo acesso aos modelos heterossexuais, em vez de priorizar a luta contra a discriminação e a visibilidade daquilo em que as nossas vidas e as nossas relações são, de facto, diferentes - como haver tantos casais de gays e de lésbicas com filhos biológicos, em que um dos pais não é reconhecido legalmente como tal (já agora, uma discriminação contra estas crianças em função da orientação sexual dos seus pais, mais do contra os pais em função da sua orientação sexual).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Desculpa parafrasear-te, &#8220;/me&#8221;, mas aqui o caso não era de quem tudo quer, tudo perde: é de quem pediu o mínimo, obteve menos ainda. Nunca se pede o mínimo, para mais com a vergonha que os partidos ainda têm no enfrentar disto. Mais, nunca se pede, exige-se. A sociedade heterosexista não irá abrir mão dos seus privilégios, eles têm de ser tomados de assalto, com as nossas vidas e com a criação de uma consciência social contra a discriminação que não passa por medidas meramente simbólicas, mas por alterações, legais ou não, que, de facto, alterem a vida das pessoas. É verdade, está feito. Está feito, e temos pela frente uma década em que ficamos com uma Lei discriminatória e não se mexe mais no assunto. Amanhã teremos o casamento. Uau. E depois de amanhã, o que é que isso conta? Em que é que mudou a maioria das vidas de gays e de lésbicas? O problema é este, prioridades erradas de quem prefere falar de &#8220;integração&#8221; e &#8220;normalização&#8221; da comunidade homossexual e luta em primeiro lugar pelo acesso aos modelos heterossexuais, em vez de priorizar a luta contra a discriminação e a visibilidade daquilo em que as nossas vidas e as nossas relações são, de facto, diferentes &#8211; como haver tantos casais de gays e de lésbicas com filhos biológicos, em que um dos pais não é reconhecido legalmente como tal (já agora, uma discriminação contra estas crianças em função da orientação sexual dos seus pais, mais do contra os pais em função da sua orientação sexual).</p>
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	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112708</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 15:17:30 +0000</pubDate>
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		<description>obviamente, a igualdade não existe. E querem fazer de uma questão juridica um pseudo assunto politico, fracturante, que tem como função oculta a intenção de criar um fosso de opinião entre os dois lados do mesmo bloco central. Invoca-se com essa finalidade a natureza antropológica, a religião, a &quot;normalidade&quot; social. Sócrates será fixe porque trouxe liberdade à causa; e mesmo que não traga, pelo menos tentou; o que em caso negativo concorre para que os 52% do país beato expresse o seu ódio pela esquerda (a normal, de Sócrates) e abra os portões da governança aos da oposição católiquinha psd/cds
Nestas circunstâncias é vergonhoso que Miguel Vale de Almeida, consciente do seu consentimento, tenha sido arregimentado pelo PS apenas pelo facto de ser gay.
A partir de agora já sabemos qual o caminho &quot;normal&quot; nas lutas sociais: se os trabalhadores quiserem lutar por melhores salários, mandam um dissidente do BE como enviado a deputado no PS, se um juiz achar que deve apanhar corruptos inscreve-se no PS, se um gestor pretender uma melhor redistribuição de lucros das empresas tem de militar no PS, se o POrtas quiser lutar pelo socialismo fará uma coligação com o PS... se... a lista é infinita. Sirvam-se
.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>obviamente, a igualdade não existe. E querem fazer de uma questão juridica um pseudo assunto politico, fracturante, que tem como função oculta a intenção de criar um fosso de opinião entre os dois lados do mesmo bloco central. Invoca-se com essa finalidade a natureza antropológica, a religião, a &#8220;normalidade&#8221; social. Sócrates será fixe porque trouxe liberdade à causa; e mesmo que não traga, pelo menos tentou; o que em caso negativo concorre para que os 52% do país beato expresse o seu ódio pela esquerda (a normal, de Sócrates) e abra os portões da governança aos da oposição católiquinha psd/cds<br />
Nestas circunstâncias é vergonhoso que Miguel Vale de Almeida, consciente do seu consentimento, tenha sido arregimentado pelo PS apenas pelo facto de ser gay.<br />
A partir de agora já sabemos qual o caminho &#8220;normal&#8221; nas lutas sociais: se os trabalhadores quiserem lutar por melhores salários, mandam um dissidente do BE como enviado a deputado no PS, se um juiz achar que deve apanhar corruptos inscreve-se no PS, se um gestor pretender uma melhor redistribuição de lucros das empresas tem de militar no PS, se o POrtas quiser lutar pelo socialismo fará uma coligação com o PS&#8230; se&#8230; a lista é infinita. Sirvam-se<br />
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	<item>
		<title>Por: /me</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112707</link>
		<dc:creator>/me</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 15:17:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28433#comment-112707</guid>
		<description>Não sei o que pensar. Estou grato ao MVA, a ti, Sérgio e a outros activistas pelo que conseguiram nestes últimos anos e pelo que estão prestes a conseguir. Mais grato fico por saber que continuarão a trabalhar.

Por um lado, entendo a estratégia de lutar pelo casamento, querer uma vitória parcial, mesmo perdendo alguma coisa. Mais tarde, sempre se pode lutar pelo que falta. Quem tudo quer, tudo perde?

Por outro lado, é verdade que aceitar uma meia vitória afasta a urgência de ganhar a outra metade. 

Compreendo as duas posições. E acima de tudo, estou grato a quem luta, tanto os subscritores de uma como da outra posição.

De qualquer maneira, agora já está feito. Teremos casamento, sem adopção. Hay que seguir luchando.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei o que pensar. Estou grato ao MVA, a ti, Sérgio e a outros activistas pelo que conseguiram nestes últimos anos e pelo que estão prestes a conseguir. Mais grato fico por saber que continuarão a trabalhar.</p>
<p>Por um lado, entendo a estratégia de lutar pelo casamento, querer uma vitória parcial, mesmo perdendo alguma coisa. Mais tarde, sempre se pode lutar pelo que falta. Quem tudo quer, tudo perde?</p>
<p>Por outro lado, é verdade que aceitar uma meia vitória afasta a urgência de ganhar a outra metade. </p>
<p>Compreendo as duas posições. E acima de tudo, estou grato a quem luta, tanto os subscritores de uma como da outra posição.</p>
<p>De qualquer maneira, agora já está feito. Teremos casamento, sem adopção. Hay que seguir luchando.</p>
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	<item>
		<title>Por: Sérgio Vitorino</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112705</link>
		<dc:creator>Sérgio Vitorino</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 15:03:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28433#comment-112705</guid>
		<description>Obrigado Tiago. Por este texto ter saído hoje também no Público, passei a manhã a receber mensagens a dizer que tenho a cabeça a prémio, umas de amigos e outras de anónimos. Anda bonito o pensamento único, e pelos vistos perigoso quebrar o verniz dos consensos. O primeiro-ministro diz que o governo não foi mandatado para aprovar a adopção por casais do mesmo sexo. Gostaria de ter oportunidade de lhe perguntar pessoalmente quem é que o mandatou para a proibir.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado Tiago. Por este texto ter saído hoje também no Público, passei a manhã a receber mensagens a dizer que tenho a cabeça a prémio, umas de amigos e outras de anónimos. Anda bonito o pensamento único, e pelos vistos perigoso quebrar o verniz dos consensos. O primeiro-ministro diz que o governo não foi mandatado para aprovar a adopção por casais do mesmo sexo. Gostaria de ter oportunidade de lhe perguntar pessoalmente quem é que o mandatou para a proibir.</p>
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	<item>
		<title>Por: Tiago Mota Saraiva</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/16/o-milk-derramado-ou-o-casamento-de-segunda-do-ps/comment-page-1/#comment-112698</link>
		<dc:creator>Tiago Mota Saraiva</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:37:08 +0000</pubDate>
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		<description>Maré alta, aqui na &quot;tasca&quot;. Excelente texto Sérgio, 100% de acordo.
A igualdade não se faz de avanços aqui e silêncios ali. 
Ou existe ou não existe.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Maré alta, aqui na &#8220;tasca&#8221;. Excelente texto Sérgio, 100% de acordo.<br />
A igualdade não se faz de avanços aqui e silêncios ali.<br />
Ou existe ou não existe.</p>
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