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	<title>Comentários em: Uma aula sobre Bertolt Brecht</title>
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		<title>Por: Balaio Variado</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-115960</link>
		<dc:creator>Balaio Variado</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2010 15:46:36 +0000</pubDate>
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		<description>Postei em meu blog, o vídeo do trabalho, feito com base no texto &quot;Maria Farrar&quot; de Brecht. Conta a história real, da menina condenada á morte. 
É só uma sugestão, para quem não conhece o texto...

http://balaiovariado.blogspot.com/

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Postei em meu blog, o vídeo do trabalho, feito com base no texto &#8220;Maria Farrar&#8221; de Brecht. Conta a história real, da menina condenada á morte.<br />
É só uma sugestão, para quem não conhece o texto&#8230;</p>
<p><a href="http://balaiovariado.blogspot.com/" rel="nofollow">http://balaiovariado.blogspot.com/</a></p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112737</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 19:00:35 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, eu não uso calças. Visto-as e lavo-as. Sou nudista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, eu não uso calças. Visto-as e lavo-as. Sou nudista.</p>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112731</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 18:31:07 +0000</pubDate>
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		<description>Renato, eu não uso o Brecht. Leio e discuto. Sou ateu.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Renato, eu não uso o Brecht. Leio e discuto. Sou ateu.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112725</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 18:04:43 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel... Ok. Estou esclarecido. Aliás... mais do que esclarecido. Particularmente sobre o uso que faz de Brecht, do reformismo, da violência e acima de tudo do insulto fácil.
Como não considera insulto... retribuo o elogio: Psicopata político.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel&#8230; Ok. Estou esclarecido. Aliás&#8230; mais do que esclarecido. Particularmente sobre o uso que faz de Brecht, do reformismo, da violência e acima de tudo do insulto fácil.<br />
Como não considera insulto&#8230; retribuo o elogio: Psicopata político.</p>
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		<title>Por: Manel</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112699</link>
		<dc:creator>Manel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:37:29 +0000</pubDate>
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		<description>E lá resvalou para a treta do insulto, o que é que é insultuoso ou não, dependendo da maneira como foi escrita... Renato, acabaste de ser eleito o Carlos Vidal 2 do 5 dias, pelo DO. O respeitinho é muito bonito... Medo...

Confesso que gostava de ver um rio a transbordar devagarinho, com calma e doçura... Ou melhor ainda, a ignorar as margens e simplesmente voar... Que aquilo lá na Terceira, em que as pessoas ficam sem casas e tudo é uma chatice. Aquelas ribeiras açoreanas são piores que os Massimos Tartaglias desta vida.  É mais ou menos como ser sequestrado, pá, não gosto pronto. É deveras incomodativo, pá!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E lá resvalou para a treta do insulto, o que é que é insultuoso ou não, dependendo da maneira como foi escrita&#8230; Renato, acabaste de ser eleito o Carlos Vidal 2 do 5 dias, pelo DO. O respeitinho é muito bonito&#8230; Medo&#8230;</p>
<p>Confesso que gostava de ver um rio a transbordar devagarinho, com calma e doçura&#8230; Ou melhor ainda, a ignorar as margens e simplesmente voar&#8230; Que aquilo lá na Terceira, em que as pessoas ficam sem casas e tudo é uma chatice. Aquelas ribeiras açoreanas são piores que os Massimos Tartaglias desta vida.  É mais ou menos como ser sequestrado, pá, não gosto pronto. É deveras incomodativo, pá!</p>
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		<title>Por: Manel</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112695</link>
		<dc:creator>Manel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 14:16:33 +0000</pubDate>
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		<description>E lá resvalou para a treta do insulto, o que é que é insultuoso ou não, dependendo da maneira como foi escrita... Renato, acabaste de ser eleito o Carlos Vidal 2 do 5 dias, pelo DO. O respeitinho é muito bonito... Medo...

Confesso que gostava de ver um rio a transbordar devagarinho, com calma e doçura... Ou melhor ainda, a ignorar as margens e simplesmente voar... Que aquilo lá na Terceira, em que as pessoas ficam sem casas e tudo é uma chatice. Aquelas ribeiras açoreanas são piores que os Massimos Tartaglias desta vida.  É mais ou menos como ser sequestrado, pá, não gosto pronto. É deveras incomodativo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E lá resvalou para a treta do insulto, o que é que é insultuoso ou não, dependendo da maneira como foi escrita&#8230; Renato, acabaste de ser eleito o Carlos Vidal 2 do 5 dias, pelo DO. O respeitinho é muito bonito&#8230; Medo&#8230;</p>
<p>Confesso que gostava de ver um rio a transbordar devagarinho, com calma e doçura&#8230; Ou melhor ainda, a ignorar as margens e simplesmente voar&#8230; Que aquilo lá na Terceira, em que as pessoas ficam sem casas e tudo é uma chatice. Aquelas ribeiras açoreanas são piores que os Massimos Tartaglias desta vida.  É mais ou menos como ser sequestrado, pá, não gosto pronto. É deveras incomodativo.</p>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112688</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 12:13:39 +0000</pubDate>
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		<description>escrevi &quot;daca&quot;. Aproveite.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>escrevi &#8220;daca&#8221;. Aproveite.</p>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112687</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 12:13:10 +0000</pubDate>
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		<description>Renato: agora releia o comentário que fiz. Não disse que me chamou débil mental. Se tivesse chamado nem me daca ao trabalho de lhe responder. Quanto a assinalar gralhas, isso sim, é sinal de insegurança. Não me irritou. Posso reconhecer-lhe inteligência (na realidade não o conheço suficientemente bem para reconhecer ou não seja o que for) mas acho que este seu post e a leitura que fez do meu é pobre. A expressão &quot;psicopata cultural&quot; não chega a ser insultuosa, se a ler no contexto em que é dita. De resto, acredite mesmo que não me irritou nada. Fico, aceito, impaciente quando acho que o que escrevi é claro e o outro lado faz por não entender. Sobre o conteúdo do comentário, nada diz. E podia: ok, estou esclarecido. Por exemplo. Mas isso custa mais, não é. Mais vale andar à cata da gralha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Renato: agora releia o comentário que fiz. Não disse que me chamou débil mental. Se tivesse chamado nem me daca ao trabalho de lhe responder. Quanto a assinalar gralhas, isso sim, é sinal de insegurança. Não me irritou. Posso reconhecer-lhe inteligência (na realidade não o conheço suficientemente bem para reconhecer ou não seja o que for) mas acho que este seu post e a leitura que fez do meu é pobre. A expressão &#8220;psicopata cultural&#8221; não chega a ser insultuosa, se a ler no contexto em que é dita. De resto, acredite mesmo que não me irritou nada. Fico, aceito, impaciente quando acho que o que escrevi é claro e o outro lado faz por não entender. Sobre o conteúdo do comentário, nada diz. E podia: ok, estou esclarecido. Por exemplo. Mas isso custa mais, não é. Mais vale andar à cata da gralha.</p>
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		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112678</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 11:32:14 +0000</pubDate>
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		<description>Tem uma imaginação prodigiosa e um ego que esconde uma tremenda falta de confiança.
Sei que levou mais porrada ideológica em dois dias de blogosfera do quem numa década de Bloco de Esquerda. Mas é assim. Quando dói, embrulha-se.
Não lhe chamei nomes. Fiz caracterizações políticas, polemizei sobre um facto da realidade e retoquei-lhe a análise de um poema que por mais cambalhotas que dê é notório que exorbitou. Acusei-o de várias coisas mas não o chamei de débil mental. Para saber que tem dois dedos de testa não preciso de informes de ninguém e por mais que me tente psiquiatriazar (psicopata cultural é de muito mau gosto), sei que me reconhece inteligência.
Permita-me nova correcção. “Borrinho” escreve-se com u. Já sei que vai dizer que é da proximidade das teclas... que as pôs a dialogar uma com a outra para chegar ainda mais longe. Posso corrigir ou prefere que deixe como está?
Há pouco mais a dizer sobre a sua análise, que afinal era brilhante e só eu achei esdrúxula. Acha que o rio transborda com calminha, quase que acariciando as margens. O que é que se há-de fazer. 
Ao usar &quot;???&quot; várias vezes seguidas &quot;???&quot; apenas confirma &quot;???&quot; o que já desconfiava… Consegui irritar sua excelência. Um feito, para um primário como eu.
Sei que lhe custa a acreditar mas os panfletários também vibram com poemas. Não é exclusivo nem seu, nem de ninguém. Cansei pouco, descanse sua excelência mais.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Tem uma imaginação prodigiosa e um ego que esconde uma tremenda falta de confiança.<br />
Sei que levou mais porrada ideológica em dois dias de blogosfera do quem numa década de Bloco de Esquerda. Mas é assim. Quando dói, embrulha-se.<br />
Não lhe chamei nomes. Fiz caracterizações políticas, polemizei sobre um facto da realidade e retoquei-lhe a análise de um poema que por mais cambalhotas que dê é notório que exorbitou. Acusei-o de várias coisas mas não o chamei de débil mental. Para saber que tem dois dedos de testa não preciso de informes de ninguém e por mais que me tente psiquiatriazar (psicopata cultural é de muito mau gosto), sei que me reconhece inteligência.<br />
Permita-me nova correcção. “Borrinho” escreve-se com u. Já sei que vai dizer que é da proximidade das teclas&#8230; que as pôs a dialogar uma com a outra para chegar ainda mais longe. Posso corrigir ou prefere que deixe como está?<br />
Há pouco mais a dizer sobre a sua análise, que afinal era brilhante e só eu achei esdrúxula. Acha que o rio transborda com calminha, quase que acariciando as margens. O que é que se há-de fazer.<br />
Ao usar &#8220;???&#8221; várias vezes seguidas &#8220;???&#8221; apenas confirma &#8220;???&#8221; o que já desconfiava… Consegui irritar sua excelência. Um feito, para um primário como eu.<br />
Sei que lhe custa a acreditar mas os panfletários também vibram com poemas. Não é exclusivo nem seu, nem de ninguém. Cansei pouco, descanse sua excelência mais.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112658</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 05:06:00 +0000</pubDate>
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		<description>Vou por partes a ver desta vez corre melhor. 

A frase é extraordinária. Certo??? Certo. É acertada? Certo??? Certo. Justificou arbitrariedades??? Sim, de onde já se depreende, se estiver com alguma atenção, que eu já estou a dizer que ela é acertada mas perigosa. E depois digo eu, não diz Brecht nem digo eu que ele diz, que radical seria mesmo o rio transbordar. 

Então se o Renato já sabia, numa leitura simples mas boa para a nossa conversa, que o rio é o povo e as margens são o sistema (suponho que está entusiasmado por ter descoberto isso, o que é sempre de motivar) eu estou a dizer que...? radical e revolucionário será...? fazer diferente das condições que o sistema nos impõe. Ou seja: fora das suas margens, transbordando. Está a acompanhar? Ou seja, ao não deixar que o sistema nos imponha a sua lógica, recusando a violência do sistema (das margens, certo?) não arrastamos tudo o que encontramos pela frente. Boa? 

Reparou que &quot;transbordar as margens&quot; era o título do post. Ou seja, o título do post já dizia o contrário da frase de Brecht: em vez das margens que o comprimem (ao rio), como está no frase, o rio recusava as margens violentas, que o levavam à violência. Como?  Transbordando, como está na minha frase e no título do post. Ou seja: negando o sistema em vez de ser guiado por ele. 

Apanhou? Percebe agora, com esforço ou sem ele, mas com alguma honestidade, que: 
1- Para eu não ter percebido a frase de Brecht era absolutamente necessário que eu fosse um débil mental. Pode informar-se junto de algumas pessoas que me conheçam que estou convencido que elas lhe dirão que até poderei ser um bocadinho borrinho, mas débil mental talvez não.
2 - Caso eu lhe desse a interpretação que o senhor julga que eu dei (que seria um texto pacifista e não um texto que justifica a violência) toda a ideia de a usar como usei seria absurda. No entanto, podemos mesmo considerar uma frase extraordinária e acertada e ir para lá dela, depois dela, para chegar a um lugar diferente. A isso damos o pomposo nome de pensar. E é para isso, e não apenas para citar a namoradas ou em debates políticos, que as coisas que lemos servem. Fiquei cansado. Boa noite.

PS: não, não aceito sugestões culturais nem à esquerda nem à direita. Aceito sugestões de quem goste de ler ou mesmo de quem leia pouco mas se apaixone por o que lê. Quem vibra com o que lê. Seja de esquerda ou de direita, é-me absolutamente indiferente. E eu gosto muito e vibro muito. Há muito tempo. E sempre, sempre, tive uma enorme falta de paciência para quem transforma a poesia em comunicados. Para que não tenha de explicar tudo, não estou a dizer que a literatura não tem ou não pode ter conteúdo ou até objectivos políticos. Estou apenas a dizer que quem a usa de forma tão pobre é um psicopata cultural.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vou por partes a ver desta vez corre melhor. </p>
<p>A frase é extraordinária. Certo??? Certo. É acertada? Certo??? Certo. Justificou arbitrariedades??? Sim, de onde já se depreende, se estiver com alguma atenção, que eu já estou a dizer que ela é acertada mas perigosa. E depois digo eu, não diz Brecht nem digo eu que ele diz, que radical seria mesmo o rio transbordar. </p>
<p>Então se o Renato já sabia, numa leitura simples mas boa para a nossa conversa, que o rio é o povo e as margens são o sistema (suponho que está entusiasmado por ter descoberto isso, o que é sempre de motivar) eu estou a dizer que&#8230;? radical e revolucionário será&#8230;? fazer diferente das condições que o sistema nos impõe. Ou seja: fora das suas margens, transbordando. Está a acompanhar? Ou seja, ao não deixar que o sistema nos imponha a sua lógica, recusando a violência do sistema (das margens, certo?) não arrastamos tudo o que encontramos pela frente. Boa? </p>
<p>Reparou que &#8220;transbordar as margens&#8221; era o título do post. Ou seja, o título do post já dizia o contrário da frase de Brecht: em vez das margens que o comprimem (ao rio), como está no frase, o rio recusava as margens violentas, que o levavam à violência. Como?  Transbordando, como está na minha frase e no título do post. Ou seja: negando o sistema em vez de ser guiado por ele. </p>
<p>Apanhou? Percebe agora, com esforço ou sem ele, mas com alguma honestidade, que:<br />
1- Para eu não ter percebido a frase de Brecht era absolutamente necessário que eu fosse um débil mental. Pode informar-se junto de algumas pessoas que me conheçam que estou convencido que elas lhe dirão que até poderei ser um bocadinho borrinho, mas débil mental talvez não.<br />
2 &#8211; Caso eu lhe desse a interpretação que o senhor julga que eu dei (que seria um texto pacifista e não um texto que justifica a violência) toda a ideia de a usar como usei seria absurda. No entanto, podemos mesmo considerar uma frase extraordinária e acertada e ir para lá dela, depois dela, para chegar a um lugar diferente. A isso damos o pomposo nome de pensar. E é para isso, e não apenas para citar a namoradas ou em debates políticos, que as coisas que lemos servem. Fiquei cansado. Boa noite.</p>
<p>PS: não, não aceito sugestões culturais nem à esquerda nem à direita. Aceito sugestões de quem goste de ler ou mesmo de quem leia pouco mas se apaixone por o que lê. Quem vibra com o que lê. Seja de esquerda ou de direita, é-me absolutamente indiferente. E eu gosto muito e vibro muito. Há muito tempo. E sempre, sempre, tive uma enorme falta de paciência para quem transforma a poesia em comunicados. Para que não tenha de explicar tudo, não estou a dizer que a literatura não tem ou não pode ter conteúdo ou até objectivos políticos. Estou apenas a dizer que quem a usa de forma tão pobre é um psicopata cultural.</p>
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		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112632</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 22:18:15 +0000</pubDate>
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		<description>Xatoo... tem toda a razão. Mas é pavloviano. Não resisto a morder o reformismo. É um estímulo e tanto ainda que pouco eficiente pelo menos neste meio.
Pedro Beirão... Hollywood era mesmo o que o Brecht queria. Isso e paz entre as classes. Nem mais, nem menos.
LAM, de facto a maioria das pessoas em debate continuam a falar de tabaco sem esclarecer se fumam ou não. Não podia estar mais de acordo.
A.R.A, mais nada. Essa é que é essa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Xatoo&#8230; tem toda a razão. Mas é pavloviano. Não resisto a morder o reformismo. É um estímulo e tanto ainda que pouco eficiente pelo menos neste meio.<br />
Pedro Beirão&#8230; Hollywood era mesmo o que o Brecht queria. Isso e paz entre as classes. Nem mais, nem menos.<br />
LAM, de facto a maioria das pessoas em debate continuam a falar de tabaco sem esclarecer se fumam ou não. Não podia estar mais de acordo.<br />
A.R.A, mais nada. Essa é que é essa.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112631</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 22:13:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28353#comment-112631</guid>
		<description>Está visto que o senhor Daniel Oliveira é avesso a aulas. Não gosta de as receber, muito menos de alguém de calções. A confusão das suas explicações reflecte apenas que, mesmo contra a sua vontade e superior competência, exorbitou o conteúdo do poema de Brecht. Obviamente os poemas são sujeitos a múltiplas interpretações… há de resto manobrismo para quase tudo em dialéctica. O que não se pode é negar que o escritor injecta na sua obra, literária ou poética, um cunho que não deve ser enxovalhado, ultrajado, violado.
No seu post acrescentou “Já o Renato resolveu seguir o seu novo mestre (quem já agora?) e dar-nos, veja-se bem (escândalo, ignomínia, ultraje!!), uma aula de literatura revolucionária ou uma aula revolucionária de literatura. Como me acusa de exorbitar o conteúdo de um poema. Talvez assim, com tudo mesmo muito bem explicadinho, consiga salvar a humanidade de mais aulas de literatura vindas do Renato. E juro nunca mais exorbitar. Não exorbitarei.” Fica-lhe bem a promessa do esforço ainda que imbuída de sarcasmo. O tom católico acredito nele.
Continua: “quando chego à literatura a revolução e o reformismo interessam-me pouco. Defeito meu, com toda a certeza”, ou não, mas garantidamente que perde algumas obras de interesse que me escuso a recomendar pois já percebi que gosta pouco se sugestões culturais à esquerda. Fique com as do Marcelo.
Acusa: “Ok, Renato, não sabe ler. Leia várias vezes e perceberá que nunca uso o poema como defesa do pacifismo (e foi essa a acusação que me fez) muito pelo contrário. Quando eu digo “a radicalidade está” estou a falar de política, estou a usar a imagem do poema para dizer diferente do que ele diz, não do poema. Estou a ter um diálogo com o poema, não estou a dar-lhe uma aula de literatura.” E o burro sou eu? O que quer dizer quando diz (mesmo que leia muitas vezes não consigo chegar lá): “A conhecida frase, que é extraordinária e acertada, já foi usada para justiçar todas as arbitrariedades?” Vamos lá: o que é que é conhecida? A frase do poema sobre a violência. O que é que ela é? Extraordinária e acertada. O que é que é então extraordinariamente acertado? A superior violência das margens sobre o curso dos rios. Quem é o rio? O povo. Quem são as margens? O sistema. Quer que continue ou está finalmente convencido do que Brecht deixa ainda mais claro no poema Queria se um sábio?
Para se desviar da análise morfológica e sintáctica (ui… agora quer dar-me aulas de Português), o Daniel refugia-se. Ah e tal estava a dialogar com o poema… Ah e tal estou a usar a imagem do poema para dizer diferente do que ele diz… Ah e tal… Ah e tal… Ah e tal. 
Não o levo a mal por procurar aulas de literatura com um “professor mais especializado”, conheço muitos melhor do que eu e estou certo que conhecerá também. Aconselho-o contudo a não procurar um relativista pós-moderno de fachada progressiva, que se permite interpretar tudo de qualquer interpretação, um que por força do seu ego faça letra morta do espírito e das ideias do escritor de turno. Para isso basta que tenha aulas consigo próprio. Ups… acho que consegui fazer uma sugestão que o agrada.
Por fim, Daniel Oliveira, é lamentável que pense que a “idade” bem como “tudo o resto” sejam critérios para escolher quem nos pode ensinar algo. Deixe-me que lhe diga que o meu filho, de ano e meio, já lhe ensinava qualquer coisa. A mim, imagino que não o surpreenda, já me ensinou uma bela meia dúzia delas.
Se tivesse poupado o meu gáudio e a guerra dos poemas de Brecht, ter-lhe-ia poupado a minha falta de modéstia. Deveria mostrar alguma gratidão pela aula de literatura revolucionária (nos tempos que correm quase me apetece cobrar-lhe uma propina). Da minha parte agradeço a aula de reformismo militante e a sua adesão à causa de salvar a humanidade nem que seja apenas das minhas aulas de literatura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Está visto que o senhor Daniel Oliveira é avesso a aulas. Não gosta de as receber, muito menos de alguém de calções. A confusão das suas explicações reflecte apenas que, mesmo contra a sua vontade e superior competência, exorbitou o conteúdo do poema de Brecht. Obviamente os poemas são sujeitos a múltiplas interpretações… há de resto manobrismo para quase tudo em dialéctica. O que não se pode é negar que o escritor injecta na sua obra, literária ou poética, um cunho que não deve ser enxovalhado, ultrajado, violado.<br />
No seu post acrescentou “Já o Renato resolveu seguir o seu novo mestre (quem já agora?) e dar-nos, veja-se bem (escândalo, ignomínia, ultraje!!), uma aula de literatura revolucionária ou uma aula revolucionária de literatura. Como me acusa de exorbitar o conteúdo de um poema. Talvez assim, com tudo mesmo muito bem explicadinho, consiga salvar a humanidade de mais aulas de literatura vindas do Renato. E juro nunca mais exorbitar. Não exorbitarei.” Fica-lhe bem a promessa do esforço ainda que imbuída de sarcasmo. O tom católico acredito nele.<br />
Continua: “quando chego à literatura a revolução e o reformismo interessam-me pouco. Defeito meu, com toda a certeza”, ou não, mas garantidamente que perde algumas obras de interesse que me escuso a recomendar pois já percebi que gosta pouco se sugestões culturais à esquerda. Fique com as do Marcelo.<br />
Acusa: “Ok, Renato, não sabe ler. Leia várias vezes e perceberá que nunca uso o poema como defesa do pacifismo (e foi essa a acusação que me fez) muito pelo contrário. Quando eu digo “a radicalidade está” estou a falar de política, estou a usar a imagem do poema para dizer diferente do que ele diz, não do poema. Estou a ter um diálogo com o poema, não estou a dar-lhe uma aula de literatura.” E o burro sou eu? O que quer dizer quando diz (mesmo que leia muitas vezes não consigo chegar lá): “A conhecida frase, que é extraordinária e acertada, já foi usada para justiçar todas as arbitrariedades?” Vamos lá: o que é que é conhecida? A frase do poema sobre a violência. O que é que ela é? Extraordinária e acertada. O que é que é então extraordinariamente acertado? A superior violência das margens sobre o curso dos rios. Quem é o rio? O povo. Quem são as margens? O sistema. Quer que continue ou está finalmente convencido do que Brecht deixa ainda mais claro no poema Queria se um sábio?<br />
Para se desviar da análise morfológica e sintáctica (ui… agora quer dar-me aulas de Português), o Daniel refugia-se. Ah e tal estava a dialogar com o poema… Ah e tal estou a usar a imagem do poema para dizer diferente do que ele diz… Ah e tal… Ah e tal… Ah e tal.<br />
Não o levo a mal por procurar aulas de literatura com um “professor mais especializado”, conheço muitos melhor do que eu e estou certo que conhecerá também. Aconselho-o contudo a não procurar um relativista pós-moderno de fachada progressiva, que se permite interpretar tudo de qualquer interpretação, um que por força do seu ego faça letra morta do espírito e das ideias do escritor de turno. Para isso basta que tenha aulas consigo próprio. Ups… acho que consegui fazer uma sugestão que o agrada.<br />
Por fim, Daniel Oliveira, é lamentável que pense que a “idade” bem como “tudo o resto” sejam critérios para escolher quem nos pode ensinar algo. Deixe-me que lhe diga que o meu filho, de ano e meio, já lhe ensinava qualquer coisa. A mim, imagino que não o surpreenda, já me ensinou uma bela meia dúzia delas.<br />
Se tivesse poupado o meu gáudio e a guerra dos poemas de Brecht, ter-lhe-ia poupado a minha falta de modéstia. Deveria mostrar alguma gratidão pela aula de literatura revolucionária (nos tempos que correm quase me apetece cobrar-lhe uma propina). Da minha parte agradeço a aula de reformismo militante e a sua adesão à causa de salvar a humanidade nem que seja apenas das minhas aulas de literatura.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: A.R.A</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112615</link>
		<dc:creator>A.R.A</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 19:05:44 +0000</pubDate>
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		<description>Meus caros Renato &amp; Daniel Oliveira

Façam a interpretação que quizerem de Brecht, mas para o caso, o que ficou bem explicito pela acção foi que:

«o rio de tão reprimido pelas margens entrou cara a dentro do seu repressor.»

Essa é que é essa!

A.R.A</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meus caros Renato &amp; Daniel Oliveira</p>
<p>Façam a interpretação que quizerem de Brecht, mas para o caso, o que ficou bem explicito pela acção foi que:</p>
<p>«o rio de tão reprimido pelas margens entrou cara a dentro do seu repressor.»</p>
<p>Essa é que é essa!</p>
<p>A.R.A</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: LAM</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112575</link>
		<dc:creator>LAM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 12:56:28 +0000</pubDate>
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		<description>mero leitor, suspeito que anda tudo a pedir lume,e ninguém fuma...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>mero leitor, suspeito que anda tudo a pedir lume,e ninguém fuma&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Arrastão: Transbordar as margens</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112565</link>
		<dc:creator>Arrastão: Transbordar as margens</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 11:52:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28353#comment-112565</guid>
		<description>[...] cinco dias &#187; Uma aula sobre Bertolt Brecht Pingback on 15 Dez 2009 às 1:59     &#171; Quando o próprio confirma a sua teoria  A propósito [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] cinco dias &raquo; Uma aula sobre Bertolt Brecht Pingback on 15 Dez 2009 às 1:59     &laquo; Quando o próprio confirma a sua teoria  A propósito [...]</p>
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	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112564</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 11:46:10 +0000</pubDate>
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		<description>anon, não são apenas pérolas. Este Daniel é dos tais que também errou na &quot;licenciatura&quot; - devia ter ido para piloto de ralys de gramática, ou engatilhador de frases feitas, especialista em prosa de efeito antagónico, sei lá; o homem exaspera qualquer transeunte que seja apanhado desprevenido em qualquer texto.Olhe para estas amostras avulso recolhidas apenas aqui:
&quot;a basófia é contagiosa (...) leia com atenção e não na diagonal (...) versão de esquerda do Abrupto (...) talvez seja bom reler (...) eu citei para negar a frase que citei (...) tornou-se regra sem excepção (...) não tem idade nem tudo o resto&quot;
É obra! Uma pura especialização em falar sobre tudo para não dizer nada</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>anon, não são apenas pérolas. Este Daniel é dos tais que também errou na &#8220;licenciatura&#8221; &#8211; devia ter ido para piloto de ralys de gramática, ou engatilhador de frases feitas, especialista em prosa de efeito antagónico, sei lá; o homem exaspera qualquer transeunte que seja apanhado desprevenido em qualquer texto.Olhe para estas amostras avulso recolhidas apenas aqui:<br />
&#8220;a basófia é contagiosa (&#8230;) leia com atenção e não na diagonal (&#8230;) versão de esquerda do Abrupto (&#8230;) talvez seja bom reler (&#8230;) eu citei para negar a frase que citei (&#8230;) tornou-se regra sem excepção (&#8230;) não tem idade nem tudo o resto&#8221;<br />
É obra! Uma pura especialização em falar sobre tudo para não dizer nada</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112559</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 11:27:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28353#comment-112559</guid>
		<description>estão a dar demasiada visibilidade a Daniel Oliveira, um mero opinante em programas lúdicos de televisão e comentador pago à linha no pravda do regime, para além de uns biscates no jornal de bola. Um actor simplório de cenas comerciais, o que preverte à partida qualquer ideia de debate intelectual sobre assuntos que envolvam interesses comerciais relacionados com o controlo do senso comum estupidificante 
Ontem glosei D.O. a pitoresca figura que se converteu na imagem visivel da falência do Bloco de Esquerda (ganharam os votos, missão cumprida, fundilhos assentes nas cadeirinhas de São Bento) numa alegoria no Arrastão apelidando-o de qualquer coisa como &quot;temeroso Dragão que expele votos pelos olhos, pelas narinas e pelos buracos das orelhas&quot; num comentário sobre o governo de extrema direita de Berlusconi sobre o facto de DO considerar normal a tentativa de instauração de um regime totalitário em Itália (e por arrastamento à Europa) que não deixa margem a qualquer manifestação de oposição senão a do recurso a actos violentos. Daí a anormalidade do Dragão, nestas circunstâncias, continuar a insistir na democracia-que-vota-de-quatro-em-quatro-anos-e-acabou-ganhaste-ou-perdeste.
 Obviamente DO não gostou de ser chamado de &quot;anormal&quot; e não publicou o comentário; o que vindo de onde vem (já não é a primeira vez que o faz por motivos politicos) é normal, claro.
Fica aqui &quot;a queixinha&quot; com a recomendação ao 5Dias para voltar de novo aos trilhos das bem-aventuranças de modo a que o Daniel os perdoe e aprove no futuro. Àmãe</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>estão a dar demasiada visibilidade a Daniel Oliveira, um mero opinante em programas lúdicos de televisão e comentador pago à linha no pravda do regime, para além de uns biscates no jornal de bola. Um actor simplório de cenas comerciais, o que preverte à partida qualquer ideia de debate intelectual sobre assuntos que envolvam interesses comerciais relacionados com o controlo do senso comum estupidificante<br />
Ontem glosei D.O. a pitoresca figura que se converteu na imagem visivel da falência do Bloco de Esquerda (ganharam os votos, missão cumprida, fundilhos assentes nas cadeirinhas de São Bento) numa alegoria no Arrastão apelidando-o de qualquer coisa como &#8220;temeroso Dragão que expele votos pelos olhos, pelas narinas e pelos buracos das orelhas&#8221; num comentário sobre o governo de extrema direita de Berlusconi sobre o facto de DO considerar normal a tentativa de instauração de um regime totalitário em Itália (e por arrastamento à Europa) que não deixa margem a qualquer manifestação de oposição senão a do recurso a actos violentos. Daí a anormalidade do Dragão, nestas circunstâncias, continuar a insistir na democracia-que-vota-de-quatro-em-quatro-anos-e-acabou-ganhaste-ou-perdeste.<br />
 Obviamente DO não gostou de ser chamado de &#8220;anormal&#8221; e não publicou o comentário; o que vindo de onde vem (já não é a primeira vez que o faz por motivos politicos) é normal, claro.<br />
Fica aqui &#8220;a queixinha&#8221; com a recomendação ao 5Dias para voltar de novo aos trilhos das bem-aventuranças de modo a que o Daniel os perdoe e aprove no futuro. Àmãe</p>
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	<item>
		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112557</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 11:12:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28353#comment-112557</guid>
		<description>por fim, Renato: não tem idade nem tudo o resto para me chamar impertinente ou passar-lhe pela cabeça que eu podia ser seu professor.  Já li o seu post a que chamou de aula. Nada a dizer. A não ser que, afinal, a modéstia não era assim tão má conselheira. E não me vai levar a mal. Só digo isto assim - costumo ser mais doce - porque parece ser mal que não ataca. E devia.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>por fim, Renato: não tem idade nem tudo o resto para me chamar impertinente ou passar-lhe pela cabeça que eu podia ser seu professor.  Já li o seu post a que chamou de aula. Nada a dizer. A não ser que, afinal, a modéstia não era assim tão má conselheira. E não me vai levar a mal. Só digo isto assim &#8211; costumo ser mais doce &#8211; porque parece ser mal que não ataca. E devia.</p>
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		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112551</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 10:48:56 +0000</pubDate>
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		<description>Ok, Renato, não sabe ler. Leia várias vezes e perceberá que nunca uso o poema como defesa do pacifismo (e foi essa a acusação que me fez) muito pelo contrário.  Quando eu digo &quot;a radicalidade está&quot; estou a falar de política, estou a usar a imagem do poema para dizer diferente do que ele diz, não do poema. Estou a ter um diálogo com o poema, não estou a dar-lhe uma aula de literatura. Três minutos depois porque só li a introdução sobre o meu post. Não me leve a mal, mas para aulas de literatura escolheria professor mais especializado. Um que não me acusasses de exorbitar o conteúdo de um poema, o que é uma coisa extraordinária em alguém que nos quer dizer qualquer coisa sobre literatura.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, Renato, não sabe ler. Leia várias vezes e perceberá que nunca uso o poema como defesa do pacifismo (e foi essa a acusação que me fez) muito pelo contrário.  Quando eu digo &#8220;a radicalidade está&#8221; estou a falar de política, estou a usar a imagem do poema para dizer diferente do que ele diz, não do poema. Estou a ter um diálogo com o poema, não estou a dar-lhe uma aula de literatura. Três minutos depois porque só li a introdução sobre o meu post. Não me leve a mal, mas para aulas de literatura escolheria professor mais especializado. Um que não me acusasses de exorbitar o conteúdo de um poema, o que é uma coisa extraordinária em alguém que nos quer dizer qualquer coisa sobre literatura.</p>
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	<item>
		<title>Por: anon</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112546</link>
		<dc:creator>anon</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 10:39:36 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;ha limites&quot;... este daniel é com cada perola</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;ha limites&#8221;&#8230; este daniel é com cada perola</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fogo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112544</link>
		<dc:creator>Fogo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 10:11:31 +0000</pubDate>
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		<description>Este licor beirão é de uma profundidade atroz.É daqueles que tem capital cultural (uma licenciatura)......ao serviço dos miseráveis que tornam o mundo impossível.Puah!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este licor beirão é de uma profundidade atroz.É daqueles que tem capital cultural (uma licenciatura)&#8230;&#8230;ao serviço dos miseráveis que tornam o mundo impossível.Puah!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Pedro Beirão</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112535</link>
		<dc:creator>Pedro Beirão</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 06:32:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28353#comment-112535</guid>
		<description>“… O objectivo do teatro deveria ser    alterar a sociedade. Os locais de diversão devem tornar-se órgãos de comunicação de massas…”

Hollywood tornou isto realidade. A massificação do entretenimento é uma das grandes conquistas do capitalismo. Foi isto que Brecht queria. Do que se queixam?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“… O objectivo do teatro deveria ser    alterar a sociedade. Os locais de diversão devem tornar-se órgãos de comunicação de massas…”</p>
<p>Hollywood tornou isto realidade. A massificação do entretenimento é uma das grandes conquistas do capitalismo. Foi isto que Brecht queria. Do que se queixam?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112523</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 02:50:34 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;A conhecida frase, que é extraordinária e acertada, já foi usada para justiçar todas as arbitrariedades. A radicalidade está em transbordar as margens para não arrastar tudo o que se encontra pela frente. Está em negar às margens o poder de determinar a nossa própria violência.&quot;
Disse sua excelência aqui:
http://arrastao.org/sem-categoria/transbordar-as-margens/
Se isto não é exorbitar o conteúdo de um poema então não sei o que é ler e você não sabe o que é escrever.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A conhecida frase, que é extraordinária e acertada, já foi usada para justiçar todas as arbitrariedades. A radicalidade está em transbordar as margens para não arrastar tudo o que se encontra pela frente. Está em negar às margens o poder de determinar a nossa própria violência.&#8221;<br />
Disse sua excelência aqui:<br />
<a href="http://arrastao.org/sem-categoria/transbordar-as-margens/" rel="nofollow">http://arrastao.org/sem-categoria/transbordar-as-margens/</a><br />
Se isto não é exorbitar o conteúdo de um poema então não sei o que é ler e você não sabe o que é escrever.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Renato Teixeira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112521</link>
		<dc:creator>Renato Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 02:32:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28353#comment-112521</guid>
		<description>Mau leitor por mau leitor que o resto dos leitores saibam que o comentário do Daniel Oliveira chegou 3 minutos depois da publicação da aula. Uma interpelação tão impertinente só é justa se feita pelos bons alunos. Amanhã, (ou mais tarde se a insónia pegar) respondo-lhe ao conteúdo do seu comentário que ainda estou entretido a ler os comentários dos muitos debates que a nossa conversa quase particular gerou. Para dois que se acusam mutuamente de ignorantes não está mal e compreenderá que quero responder aos outros depois de os ler bem e depois de domar a vontade de exorbitar o que eles dizem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mau leitor por mau leitor que o resto dos leitores saibam que o comentário do Daniel Oliveira chegou 3 minutos depois da publicação da aula. Uma interpelação tão impertinente só é justa se feita pelos bons alunos. Amanhã, (ou mais tarde se a insónia pegar) respondo-lhe ao conteúdo do seu comentário que ainda estou entretido a ler os comentários dos muitos debates que a nossa conversa quase particular gerou. Para dois que se acusam mutuamente de ignorantes não está mal e compreenderá que quero responder aos outros depois de os ler bem e depois de domar a vontade de exorbitar o que eles dizem.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112520</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 02:18:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28353#comment-112520</guid>
		<description>E sobretudo antes de chamar ignorante aos outros. Bem sei que a basófia é contagiosa, e neste blogue (que se transformou numa espécie de versão de esquerda do Abrupto, com a necessidade de exibição um pouco cabotina - até do Renato - de autoridade) ela tornou-se regra sem excepção, mas há limites. Mas quando dá aulas leia com atenção e não na diagonal o que critica.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E sobretudo antes de chamar ignorante aos outros. Bem sei que a basófia é contagiosa, e neste blogue (que se transformou numa espécie de versão de esquerda do Abrupto, com a necessidade de exibição um pouco cabotina &#8211; até do Renato &#8211; de autoridade) ela tornou-se regra sem excepção, mas há limites. Mas quando dá aulas leia com atenção e não na diagonal o que critica.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Daniel Oliveira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/12/15/uma-aula-sobre-bertolt-brecht/comment-page-1/#comment-112519</link>
		<dc:creator>Daniel Oliveira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 02:13:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=28353#comment-112519</guid>
		<description>&quot;de modo a que o autor do insulto e outros leitores interessados vejam que não devem citar este homem em nome de nenhum pacifismo&quot;

Não interessa se lê muito ou pouco, desde que leia com atenção. Eu citei para negar a frase que citei, não para a usar em defesa da minha posição: &quot;A radicalidade está em transbordar as margens para não arrastar tudo o que se encontra pela frente. Está em negar às margens o poder de determinar a nossa própria violência.&quot; Por isso, antes de nos dar a sua aula, talvez seja bom reler o que escrevi.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;de modo a que o autor do insulto e outros leitores interessados vejam que não devem citar este homem em nome de nenhum pacifismo&#8221;</p>
<p>Não interessa se lê muito ou pouco, desde que leia com atenção. Eu citei para negar a frase que citei, não para a usar em defesa da minha posição: &#8220;A radicalidade está em transbordar as margens para não arrastar tudo o que se encontra pela frente. Está em negar às margens o poder de determinar a nossa própria violência.&#8221; Por isso, antes de nos dar a sua aula, talvez seja bom reler o que escrevi.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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