O dia em que eu acordei mais novo, gay e morto a tiro
11 de Dezembro de 2009 por António FigueiraEu já tinha morrido uma vez, quando um francês salafrário me partiu os dentes à coronhada, deu-me um tiro pelas costas, à queima, e enfiou-me esvaído em sangue debaixo da cama dele, para morrer de morte lenta. Depois, à custa de muito exercício espiritual, melhorei e voltei à vida; esqueci o perigoso mundo dos supermercados e dediquei-me aos blogs, e logo a coisa torna a acontecer: em Outubro, foi um brasileiro tresloucado que acabou comigo em Caparicuíba, estava eu na flor da idade e gostava de meninos, à noite, no parque da cidade. Vocês brincam, mas eu levo isto muito a sério: vão ver que, um dia, ainda morro de vez.

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