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O dia em que eu acordei mais novo, gay e morto a tiro

11 de Dezembro de 2009 por António Figueira

Eu já tinha morrido uma vez, quando um francês salafrário me partiu os dentes à coronhada, deu-me um tiro pelas costas, à queima, e enfiou-me esvaído em sangue debaixo da cama dele, para morrer de morte lenta. Depois, à custa de muito exercício espiritual, melhorei e voltei à vida; esqueci o perigoso mundo dos supermercados e dediquei-me aos blogs, e logo a coisa torna a acontecer: em Outubro, foi um brasileiro tresloucado que acabou comigo em Caparicuíba, estava eu na flor da idade e gostava de meninos, à noite, no parque da cidade. Vocês brincam, mas eu levo isto muito a sério: vão ver que, um dia, ainda morro de vez.

Comentários

Comentário de yussuf
Data: 11 de Dezembro de 2009, 21:24

Não é fácil ser-se António Figueira… se passares a usar o segundo nome próprio e o penúltimo apelido, mudarás alguma coisa no tenebroso (e trágico) destino que o teu nome, evidentemente, acarreta?

Comentário de JMG
Data: 11 de Dezembro de 2009, 23:37

E o seu advogado francês tem também problemas, embora não tão graves.

Comentário de João Santos
Data: 12 de Dezembro de 2009, 15:06

é preciso cheirar muita branca para se construir uma posta destas…

Comentário de António Figueira
Data: 12 de Dezembro de 2009, 21:27

Yussuf,
Perigoso, perigoso, é o primeiro nome próprio e o penúltimo apelido…

Comentário de kruzeskanhoto
Data: 13 de Dezembro de 2009, 16:13

Gayy?s mortos a tiro?! Isso vai ser numa nova fase da violência doméstica.

Pingback de cinco dias » Ainda a notícia da minha morte
Data: 19 de Dezembro de 2009, 0:12

[...] estratificada e socialmente imóvel como era a sociedade antiga. Tendo lido há pouco tempo a notícia da minha morte, num blogue brasileiro impagável chamado Mundo mau, veio-me ao espírito que um [...]

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