Comentário de lingrinhas
Data: 10 de Dezembro de 2009, 1:38
Se houve tanque ou não não sei mas que eram capazes disso não duvido pois usaram a policia militar para malhar nos metalurgicos.
Comentário de António Figueira
Data: 10 de Dezembro de 2009, 10:16
O lingrinhas é um monomaníaco da história do “malhar nos metalúrgicos”, que repete sempre que pode; a senhora da tinturaria onde eu mando limpar a minha roupa também tem uma história de estimação passada no PREC, que elege como alvo o improvável Manuel Lopes, da Inter, que já morreu, vá-se lá saber porquê (ela sabe). A cada um a sua tara: mas o lingrinhas, no seu afã, tem aqui uma tirada muito boa: não sei se houve tanque, mas pode ter havido (diz o lobo ao cordeiro, no fundo este comentário é a revisitação de uma história infantil). Continua, lingrinhas, nunca engordes.
Comentário de joão viegas
Data: 10 de Dezembro de 2009, 11:11
Ja tinha lido. Estes postes do Vitor Dias são muito bons, do melhor que se pode ver na blogosfera. Vale mesmo a pena reler o discurso de Alvaro Cunhal. A blogosfera devia ser principalmente isto, e não o contrario, ou seja baboseiras “à la” Zita Seabra ou VPV.
Pelo menos é o que eu espero dos blogues que consulto.
Gostava de poder dizer que este blogue segue sempre o exemplo…
Comentário de lingrinhas
Data: 10 de Dezembro de 2009, 13:54
Pois é af é o que faz ter sentido na pele essas e muito mais peripecias da vossa «democracia»imaginemos se algum dia tivessem poder
Comentário de Carlos Vidal
Data: 10 de Dezembro de 2009, 14:16
Bravo, lingrinhas, e onde é que isso foi, tanto sofrimento?
Comentário de Ana Costa
Data: 10 de Dezembro de 2009, 14:47
Um conselho que lhe dou,continue a ler o Vitor Dias porque tem muito a aprender com ele
Comentário de i.tavares
Data: 10 de Dezembro de 2009, 15:15
Porquê apoquentar mais o” pobre” do Soares,todos sabemos,que o percurso da vida política desse Sr. tem sido um embuste.Quanto ao outro mais magrinho,precisa de um bom par de óculos.
Comentário de Carlos Vidal
Data: 10 de Dezembro de 2009, 15:45
i. tavares, não sei a quem se refere “quanto ao outro mais magrinho”.
Mas o facto é que o sr. Mário Soares está habituado a dizer tudo o que quer desde sempre e de qualquer maneira. Não são meras gaffes, é uma sensação de que nada é importante, e a ele se dá toda a liberdade e de qq maneira e em qualquer momento. Mas há sempre alguém com olhar cirúrgico que repõe a veracidade dos eventos (e das ideologias também, pois aí do sr. Mário Soares também se espera tudo: disse mesmo, com duvidoso “sentido de humor” que ler Marx lhe dá sono; pois, eu nunca soube qual era a ideologia do sr., nem isso seria possível).
Comentário de Protestante
Data: 10 de Dezembro de 2009, 18:32
Mais uma vez, nada de dicotomias. Penso que Mário Soares é simultaneamente mentiroso e fantasioso, para além de ser um “Serial Killer” da forma inconsciente e “inimputável como fez a descolonização… (O sangue que correu não lhe pesa na consciência???)
Comentário de Carlos Vidal
Data: 10 de Dezembro de 2009, 19:18
Aqui intervenho, apesar de já ter dito o que pensava.
Abomino politicamente Mário Soares (pessoalmente, de nada sei da pessoa), mas da descolonização não o acuso. Não o acuso de nada quanto a este tema. Toda a responsabilidade é do regime fascista, e da sua demência medíocre-imperial.
Tudo o resto abomino: o “socialismo na gaveta” (o que é absurdo, porque de socialista a personagem nada teve nunca, nem sei se sabe o que isso é); as amizades americanas, carluccis e cia., o termidorianismo…
Mas, ñ misturemos aqui a descolonização. Os responsáveis são outros.
Comentário de Protestante
Data: 10 de Dezembro de 2009, 19:54
Aqui discordamos.
Lá porque uns fazem pior, lava-se daí as mãos???
Esquece-se o sangue que correu?? (Que sorte a sua não ter sido dos órfãos da descolonização… estava do lado de cá). Não ter havido um plano que poupasse vidas??? Fiz voluntariado. Tomei conta de 21 crianças negras e mulatas dos 2 anos aos treze anos e o que aqueles miúdos me contaram (alguns assistiram à morte dos pais), nunca esquecerei… Foi um crime!!! Não branqueio!!!
Comentário de Protestante
Data: 10 de Dezembro de 2009, 21:57
Nunca ouviu falar dos aviões a abarrotar de crianças órfãs, que viram as cabeças dos pais espetadas em paus e exibidas nas ruas??? Eu ouvi, contado na 1ª voz! Ou seja, nas primeiras vozes, revoltadas e roucas de dor… mas, sem lágrimas!
Na altura, eu era bastante nova, teria os meus 17 anos, mas passei dois meses, de manhã à noite, a cuidar delas, voluntariamente. (Ironicamente fui através dum pedido da Igreja, que me foi transmitido… A ironia é que eu que aos doze anos comecei a fazer gazeta à missa… ia ao princípio e ao final, marcar o ponto, e aos 13, assumi que não ia, recusei-me a pôr os pés na igreja, fosse qual fosse o castigo) O que aqueles miúdos me contaram foram histórias de HORROR, que não me deixavam dormir…
Mais, havia apenas uma senhora para fazer as refeições e outra para lavar a roupa. Ninguém para lhes dar atenção passeá-las, fazer jogos, conversar… Nadinha!!! Tudo ao molho e fé em Deus!!!
Acresce ainda que batiam em crianças de 4 anos que faziam chi-chi na cama e uma delas de tão traumatizada já tinha perdido a fala… Era essa miúda, precisamente, a que mais levava por molhar a cama todos os dias.Tudo legal, bater em crianças traumatizadas não era crime, à época, era ensinar a ser gente!
(Onde andava Mário Soares e os cúmplices??? Eu respondo de acordo com aquilo que ouvi: Andava a gabar de “uma descolonização exemplar”… Versão que mais tarde alterou para “a descolonização possível…”). Ora, contem-me histórias…
As crianças estavam entregues aos “bichos”, as condições eram infra-humanas, abjectas mesmo, e longe do olhar público, do olhar das TVs, muito longe do olhar dos políticos… Isso não lhes iria dar votos!!!
Sabe uma coisa? Quem devia ter ido tomar das crianças órfãs, deveria ter sido Mário Soares, Rosa Coutinho e Almeida Santos, para escutarem o que eu escutei, para se confrontarem com o sofrimento com que eu me confrontei. Para verem o TERROR espelhado em caras infantis quando, ao mínimo barulho fora do vulgar, se atiravam ao chão em posição fetal, enfiando-se debaixo de mesas ou de um qualquer abrigo… Nos dois meses em que estive a acarinhar e entreter as crianças nunca por lá apareceu um padre…um jornalista… ou um político (de esquerda ou de direita). Lavaram as mãos!!!
Eu voltava para casa noite escura e ia fazer bolos para os miúdos até à 1h da manhã. Da primeira vez, ingénua, entreguei-os às duas “senhoras” “responsáveis” pelos cozinhados e roupas. No dia seguinte, as crianças contaram-me que aquelas” senhoras” tinham ficado os bolinhos todos, não tinham cheirado ou comido nem um… Ora, aprendi logo… passei a ficar com os bolinhos e a distribuí-los ao lanche. Era uma festa!!!
Só para que conste, foi esta:”a descolonização possível”!!!
Comentário de Protestante
Data: 10 de Dezembro de 2009, 22:08
Peço desculpa, mas esta está-me entalada!
Vai uma aposta em como Mário Soares em Caxias e no exílio dourado não passou nem por décimo daquilo que as crianças – de que falo – sofreram? O que será feito delas?? Nalguma Cova da Moura ou nalgum Bairro da Bela Vista??
Mário Soares está por aí cheio de saúde e orgulhoso das suas decisões políticas e do seu PS.
Comentário de António Cunha
Data: 10 de Dezembro de 2009, 22:23
Grandes Polacos que proibiram tanto simbolos fascistas como simbolos comunistas.
Fazia falta em Portugal algo do género. Razão tem o AJJ
25 de Novembro sempre, comunismo nunca mais
Comentário de Carlos Vidal
Data: 10 de Dezembro de 2009, 23:21
Caro Protestante, nada tenho a dizer sobre os seus comentários, a não ser isto:
as guerras civis nas colónias foram muito anteriores ao 25 de Abril de 1974.
Quanto ao exílio de Soares ter sido dourado, suponho que sim. Mas eu preferiria compará-lo com Cunhal. Este foi sujeito a tratamentos que Soares não pode (nem eu, muito menos eu naturalmente) imaginar (nem experimentou).
Comentário de Protestante
Data: 11 de Dezembro de 2009, 0:26
Caro CV,
OK. Então, faz-se-conta que houve planos estruturados para poupar vidas humanas… Faz-de-conta que se fez o melhor possível… que houve sequer esforço… Faz-de-conta que Salazar e o conflituoso povo africano foram os únicos que tiveram culpa, quem fez a descolonização – sem ponderar nas consequências – esses são inimputáveis…(o que eu senti na altura foi o esconder, em terreólas, estas crianças a monte, em condições de higiene abjectas… em condições psicológicas ainda mais abjectas… (eram crianças… e ainda por cima de cor… então, não importa… já foi uma grande caridade fretá-las para Portugal… e terem duas malucas, a cozinheira que lhes batia… (denunciei-a, mas nada aconteceu) e outra que lavava lençóis no tanque e cantava… desde que os miúdos não se aproximassem…)
O que testemunhei foi um tremendo crime! Acredito que poderia ter sido evitado, pelo menos à escala do que aconteceu ! Crianças órfãs e mal-tratadas, em Portugal, entregues às “bruxas”, abandonadas com todas as letras… Não Esqueço! Não branqueio e não perdoo!
Acredito que alguns deles (senão todos…) estarão hoje nos guetos periféricos, lambendo ainda as feridas… Covas da Moura… Belas Vistas… e por aí fora…
Comentário de LAM
Data: 11 de Dezembro de 2009, 1:21
Protestante, ninguém negará os casos que relata porque isso foi vivido por muita gente, lá e cá. O que eu lhe digo é que os culpados por essas situações não foi Mário Soares nem quem fez a descolonização. Isso foi o resultado de décadas e séculos do colonialismo. Aconteceu com as colónias portuguesas como aconteceu com outras colónias de outros países que não souberam retirar-se a tempo de evitar essas catástrofes. Para além de que, estando a autoridade portuguesa nas colónias suportada nas forças militares idas de Portugal, nenhum pai de soldado arriscava a vida do seu filho permitindo que o mandassem para uma guerra que…tinha acabado, sujeito a levar um tiro perdido. E isto aconteceu também, é também um facto dessa época, ficando os responsáveis pela descolonização de certa forma impotentes para criar alternativas mais organizadas dos que queriam vir para Portugal. Ao olhar para esse período (para todos os períodos), tem de se atender a todo o contexto que o envolveu.
Comentário de Ricardo Ferreira
Data: 11 de Dezembro de 2009, 1:38
Começo a ficar preocupado. A sério…
Comentário de Protestante
Data: 11 de Dezembro de 2009, 3:04
Caro LAM,
Lamento muito não sou politóloga. Não me encaixo em partidos políticos… Os ideais são todos muito belos, até chegarem às mãos dos que têm sede de poder. Aí, acabaram-se os ideais…
Não tenho simpatia por políticos (embora ache que uns são bem piores do que os outros)
Acredito sinceramente que deveria ter havido um plano para descolonizar África, e um plano para Timor, visando poupar ao máximo vidas humanas. Acredito!
Sei o que testemunhei e o que Mário Soares se gabava da “descolonização exemplar”!!!
O que fizeram por aquelas crianças? Puseram-nas numa aldeia longe da vista.
Condições de Canil Municipal… E querem que eu acredite que deram o seu melhor???
Sabe LAM, as crianças eram todas negras retintas ou mulatas para o escuro… Não vinham dum país, vinham duma ex-colónia… As únicas heranças que traziam, era uma dor mais funda do que as lágrimas…Fossem elas loirinhas e de olhos azuis e viessem dum país à séria, a história teria sido diferente… Mas, os Colégios Modernos não feitos para crianças órfãs, negras, sem “cacau”, e abandonadas…
Gostaria de saber o que lhes aconteceu, porque pouco tempo depois eu “saltei a fronteira”, saí daqui para fora… “Acompanhei” o PREC pela BBC (imagens que se calhar foram censuras cá… pancada da grossa em homens nus…sem defesa possível, estendidos no chão), mas quase que aposto que abandonadas ficaram e que hoje morarão em guetos portugueses.
Comentário de almajecta02
Data: 11 de Dezembro de 2009, 22:32
já estou como a maluca da perseguição, responder sempre com rigor ao assunto do post sem nos afastarmos dele, no teu caso amiude mui fácil visto a substancia conteudesca estar quase sempre presente no título. Neste por exemplo não é a descolonização que interessa, mas as trapalhadas, mentiras e fantasias no processo da mesma do já grande e bonómico pai da pátria, e o livro do Mateus quando é que sai?
Comentário de Protestante
Data: 12 de Dezembro de 2009, 14:55
OK!!! Ora, “Descolonização Exemplar” que passou a “Descolinazão Possível…” (Quando os crimes – o lavar as mãos – e as carecadas passaram a ficar demasiado a descoberto… já não havia cabelo que as tapasse…) NADA, NADA, NADA tem a ver com o tema: “Mentir Sempre ou Fantasiar Sempre” do Post. Sim, senhor, vou tentar ver consigo engolir esta lição de rigor e ética… dada por alguém que conhece a minha vida ao pormenor…, como se das palminhas das suas mãos se tratasse…
Adoro ler estas lições de rigor e ética, e ainda por cima vindas de quem vêm… (vejam-me só o alpha!!! Que fenómeno tão lindo…) acho que nem a PIDE se esmerava tanto…
Lately, I’ve thinking about this:
http://cordelaranja.files.wordpress.com/2009/06/fair-copy.jpg
And what about you???
Comentário de almajecta02
Data: 12 de Dezembro de 2009, 16:24
Da minha linda Ilha de S.Miguel com muito carinho, trago a receita da minha massa sovada feita na máquina de pão, foi uma experiência e tanto, quando dei conta a massa já estava colada em cima no visor, tive que retirar e por numa forma a cozer no forno. Aconselho vivamente que façam somente a parte de amassar na mp e depois deixar levedar fora da máquina e levá-la a cozer em forma redonda alta no forno.Para fazer na mfp terá que reduzir as quantidades.
Ingredientes
3,5 dl de leite
2 colheres de sopa de aguardente
raspa de limão
1 colher de café de sal
25 grs de manteiga
25 grs de banha de porco
1 ovo + 1 ovo para pincelar
130 grs de açúcar
550 grs de farinha
11 grs de fermento de padeiro seco ou uma tablete de fermento fresco de padeiro
Amornei o leite e pus pela ordem indicada na máquina de fazer pão. Após amassar, retirar e deixar levedar, o ideal como é feito na ilha era deixar levedar durante a noite bem embrulhada em mantas, e só no dia seguinte é que se forma o bolo ou bolos depende do tamanho da forma, dá-se um corte com tesoura de 1 cm de profundidade em cruz, põe-se na forma, pincela-se com o outro ovo batido. Levar ao forno quente 150º por 1 hora.
Quem não quiser por a levedar durante a noite, deixe levedar em local aquecido até dobrar de volume, ou então faça metade da receita ma mp e programe 3 horas.
Comentário de Protestante
Data: 12 de Dezembro de 2009, 19:42
Entretanto, deixo aqui a imagem que me ficou das verdades de Mário Soares e da “Descolonização Exemplar” versus “Descolonização possível”…
É esta a imagem que retenho.
http://3.bp.blogspot.com/_XAarNCsBSJ0/SG-yK1_-1yI/AAAAAAAACV4/4DwuL-te3dc/s400/feeling5.jpg
Comentário de almajecta02
Data: 12 de Dezembro de 2009, 20:47
mentir, mentir não é bem.
É mais desmentir, contraditar e argumentar a modos da diálise.
Parece-me mais o fantasiar transcendendo o ínfimo, empírico e pobre real, contradição entre a linguagem da imaginação e a dos meios de comunicação de massas e assim.
Não esquecer o pequeno Lassalle.
Comentário de almajecta02
Data: 14 de Dezembro de 2009, 19:21
e quanto à descolonização exemplar, já que está a dar e a sair na loja, e para fazer justiça, penso ter sido obra da grande raposa manhosa velha e Beirã, o nosso pequeno Eichmann do alto grau.
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