Portugal não utilizou 6.151,6 milhões € de fundos comunitários do QREN até 30/06/2009 que o podiam ser para dinamizar a economia e criar emprego, por Eugénio Rosa.
Portugal não utilizou 6.151,6 milhões € de fundos comunitários do QREN até 30/06/2009 que o podiam ser para dinamizar a economia e criar emprego, por Eugénio Rosa.
1-”Sol” de 21.NOV.09:” Presidente da República termina hoje a primeira jornada do novo Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras,com o qual pretende dar o seu contributo para a recuperação económica e social do País”.
2-Após uma visita a uma empresa Exemplar o Presidente, num rasgo de entrevista, diz já ter feito o seu trabalho,no que só se pode entender ter demonstrado que em Portugal é possivel Reorganizá-las,Organiza-las porque existem já empresas de “ponta”.(noutra situação gravado na TV)
3-Se o ridículo espantasse o Sr.Presidente ficaria com aquela sua boca muito aberta em oito(está na TV gravado,quando a abriu como ninguém).
4-Aquela verba daria para lançar razoáveis estruturas de alavancagem da Modernização e Actualização do nosso Mundo empresarial,tanto mais justificadas quanto as Associações Empresariais não demonstram essa capacidade,tanto mais necessária quanto somos o País mais atrazado da Europa a 15(e não só).
5-Só com Estratégia(s),Inovação e Modernização será possível criar emprego qualificado,com BOA e ADEQUADA formação profissional,mais bem pago,dinamizando a economia com uma forte componente de exportação e de não importação.
6-Os Economistas andam há anos a dizer que os diagnósticos estão todos feitos.Não concordo.Quando ouço isto cheira-me logo a neoliberalismo.
Os Economistas Portugueses são,na sua grande maioria,maus profissionais e estou a falar naqueles ligados ás Empresas.Se estes não têm qualquer sentido “do fazer”como é que é que eles podem “teorizar”,no caso vertente, diagnosticar que tem de estar prenhe de caminho, de fazer.É a dialéctica quer queiram quer não.
7-E se eles não sabem que formem equipe(s) e que peçam informação que a gente,devagarinho,vai-lha dando.
Para alguma coisa me serviu os duzentos e muitos contactos a nivel empresarial(Pres./ADMs),responsáveis de Associações Empresariais,Bancos,responsáveis de autarquias,etc,etc.
E se falo em ridículo é porque tenho a medida das necessidades e o entendimento do “pretende dar o seu contributo” ou,muito mais engraçado,”já fiz o meu trabalho” e não venha cá com os sentidos figurados precisamente porque é possível PREFIGURAR primeiro num simples discurso–como o dele– até á concretização de PROJECTOS DE TRABALHO,seja qual for a relação que se tenha com os executores–já que ,precisamente,a afirmada(sendo real) é uma que vale de muito pouco,e sei dizer porquê–.
8-Quando falo de economistas–daqueles–nada tem a ver com o Eugénio Rosa que,prováveis divergências á parte,é uma pessoa por quem tenho RESPEITO E APREÇO.
9-6151 milhões de Euros punha muita gente a trabalhar,também com firmas de consultoria portuguesas–muitissimo poucas muito boas,mas existem–num trabalho que SÓ ELE REPRESENTAVA centros de formação disseminados,num trabalho que se consolidaria automáticamente.
A Haver outros Projectos duvido que investissem muito em PEQUENOS Projectos deste tipo–ere preciso estar escrito na testa–Mas tanta massa, se havia de ir para os porcos…
Diga-se,de passagem,salvaguardando,que foi no tempo de Cavaco Silva 1º que se espalhou a onda que era preciso era não perder o dinheiro da europa.
Inúmeros casos de polícia sem qualquer tipo de consequências.Inúmeros Projectos só no papel e pagos.Inúmeros casos de formação que,na melhor das hipóteses, correspondia ao trabalhador a desenvolver o seu trabalho normal.Formação a sério que nada tinha a ver com a empresa,etc,etc,etc,etc,etc.Foi uma mancha enorme de rebalbaria que não sei se ainda hoje parcialmente se continua e,como eles não dão nada a ninguém,a prazo são os assalariados que irão pagar toda esta fartazana e aqui deixo a ilustração do mecanismo de como é que vamos pagar com língua de palmo para o Fernando Rosas.A começar nas causas:enormes incapacidades e desonestidades.
1-Peço imensa desculpa de vir novamente a “terreiro”mas,PARA MIM,é bastante importante.
1.1-Quando no meu comentário digo deixar a ilustração do mecanismo de como é que vamos pagar com língua de palmo para o Fernando Rosas,queria,evidentemente ,dizer,Eugénio Rosa o que é óbvio, dado ser uma temática central a um economista.
1.2-Não há da minha parte um “lapsus linguae”.Não conheço pessoalmente o Fernando Rosas.NUNCA fui do Bloco de Esquerda e´só costumo ir a algumas realizações,quando as mesmas me dizem alguma coisa;independentemente de lá ter velhos amigos,alguns dos quais prezo bastante.
1.3-Sinceramente ser-me-ia agradável ler o Eugénio Rosa discorrer sobre a questão anteriormente por mim referida.
2-Peço imensa desculpa pelo lapso.Estou a ser profundamente sincero até ao Palavra-de-Honra.
É preciso apoiar as PME’s, porque são elas que criam empregos;
É preciso investimento público para dinamizar a economia;
É preciso dar formação académica e profissional aos trabalhadores;
É precisa uma nova política virada para a criação de emprego.
Todos parece estarem de acordo nestas 4 precisões para baixar o nível do desemprego. Mas ponho as seguntes questões:
– As PME’s honestas (admito que haverá algumas, embora eu não tenha conhecido nenhuma), despediram ou estão para despedir trabalhadores por falta de procura dos seus produtos. Apoiá-las como? Os subsídios ou redução de impostos vão criar postos de trabalho? Para produzir o quê e para quê, se não houver compradores?
– Para as outras, aquelas que passam anos e anos seguidos a declarar prejuizos, a não cumprir o Código do Trabalho, seja ele qual for, a explorar a mão d’obra imigrante, seja ela legal ou ilegal, para essas dizia eu, alguém acredita que alguma parte das ajudas irá beneficiar a empresa? Que vai conservar os postos de trabalho? Criar novos? Não, não acredito! Quanto muito e antes de mais, os apoios servirão para resolver os problemas financeiros e económicos das famílias dos donos. A empresa ficará para o fim.
Vou calar-me por aqui. Alguém saberá, melhor do que eu, desenvolver este assunto.
Pode sempre piorar…
Bernardo Sardinha.
1-Vim aqui uma vêz mais por mera “descarga de consciência”;poderia alguém levantar alguma questão em relação áquelas outras que eu próprio tinha levantado.
2-Ao ler o seu comentário,porque estou um bocado isolado,dei por mim a lê-lo n vêzes e a levantarem-se-me inúmeras questões,para além do facto de,como deve calcular,os questionamentos serem,só por si,muito,mas muito, abrangentes.
3-Ocorreu-me no seu “Alguém saberá,melhor do que eu,desenvolver o assunto” a dialéctica, experiência minha, que,partindo-se duma base de modéstia,tudo se abre porque parece que se reaprende tudo outra vêz.
4-Lembrei-me que uma sociedade nova tem de proporcionar aos trabalhadores um “controlo EFECTIVO”, REAL,que passa por uma compreensão EFECTIVA a nivel INDIVIDUAL mas ,sobretudo,colectiva e que todo o desenvolvimento ciêntifico e das novas tecnologias aponta nessa efectiva possibilidade,nesse sentido,por tudo aquilo que vi em muitos países europeus.Tenho inúmeros exºs práticos que demonstram estes axiomas á exaustão.São muitos e inegáveis.
5-Lembrei-me que se a NET não servir para nos dar informação que os jornais não nos dão,não nos aportar conhecimento que de outro modo não teremos,não fizer análise histórica retrospectiva mas não arrisvar raciocínios novos,novos posicionamentos, se não fôr ALGO(0 que fôr) útil EM TERMOS DE FUTURO não passará de elucubrações intelectuais, tão apreciadas por certa esquerda como pela direita.
6-Lembrei-me que a NET vai representar um esforço pessoal e colectivo de compreensão e entreajuda,mas que valerá a pena.Ajudemo-nos a aprender o peso certo destas coisas todas, que começam logo no tamanho dos têxtos.
Os intelectuais escrevem muito pouco, mas não aprende-se também pouco.
7-Virei aqui logo que possa estabelecer diálogo com os seus questionamento.Tenha paciência e venha cá até os lançar.
Uma razão que faz,muitas vêzes,torcermos muito os nossos raciocínios é o facto de nos esquecermos dos números:As nossas Pequenas e Médias Empresas–PMEs–representam NOVENTA POR CENTO DAS NOSSAS EMPRESAS E OITENTA POR CENTO DO EMPREGO NACIONAL.
Mas as suas questões têm toda a razão de ser e vou tentar abordá-las.Pena é que,ultrapassado que foi ,e vai ser mais,o Post este diálogo e este trabalho seja só a dois.Passe por aqui outra vêz.
Caríssimos, não vos preocupais de ficar sós. Eu também estou aqui, só que ainda não tive tempo de regressar ao tema. Até já.