Ocupações Selvagens

Trabalhadores assumem controlo da produção, entram em autogestão ilegal. Contra a lei, utilizam as máquinas roubadas aos legítimos proprietários para gerir a empresa alheia em seu benefício. Bloqueiam à força as tentativas dos donos da fábrica de recuperarem o que é seu.

O Henrique Burnay do 31 da Armada aplaude –  “as deslocalizações não se proíbem, evitam-se”, diz ele – e pede medalhas para os ladrões sublevados. Se o capitalismo que o Henrique Burnay “loves” é o controlo operário dos meios de produção, contra a vontade dos patrões, contra as leis burguesas dos previlégios injustos da propriedade, então, se calhar, a sua definição não é a mesma que  eu conhecia.

Mais, no Vento Sueste.

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5 respostas a Ocupações Selvagens

  1. Luís Gonçalves diz:

    Uma operária de uma empresa em dificuldades comprou-a por um euro e, com uma gestão inteligente, pô-la a dar lucro.
    Onde está o controlo operário?

  2. Luís, sabe bem que não foi assim como descreve.

    Onde está o controlo operário? , pergunta o Luís …

    Está em muitas coisas, por exemplo no “roubo” das máquinas aos seus legítimos proprietários, o facto da “gestão” ser feita por trabalhadoras da fábrica, e desta gestão ter sido feito ilegalmente contra as leis da propriedade, e contra a vontade dos donos do negócio – os patrões – com piquetes de trabalhadoras a bloquearem à força a tentativa dos legítimos donos recuperarem o recheio e fazerem da sua legítima propriedade o que bem entendiam (que era enviá-la para a República Checa).

    Trabalhadoras unidas em autogestão contra patrões e leis, revezando-se em vigílias 24 horas por dia para impedirem os proprietários dos meios de produção de os usarem a seu bel-prazer. Isto durou um ano, em absoluta ilegalidade. Se isto não é controlo operário dos meios de produção, então o que é?

    Precisa de mais? Deixe de ser preguiçoso e siga os links que deixo no post.

    Repare que a gestão operária fala sempre no plural “nós” e que esta “compra por 1 euro” foi um pro forma que as trabalhadoras arranjaram para legalizar a sua autogestão (que matinham ilegalmente desde há já 1 ano).

    Leia as notícias dos links que deixo antes de vir espalhar a confusão.

  3. Luís Gonçalves diz:

    Desconhecia a situação.
    Com a compra cessou a situação ilegal. Desejo que a nova dona – que vi na televisão e me pareceu inteligente e sensata – tenha muito sucesso.
    Não se pode passar por um blog de esquerda sem que nos apontem um defeito – no caso a preguiça. Sempre o mesmo moralismo bacoco e hipócrita.

  4. João Branco diz:

    Não se sinta ofendido, o “deixe de ser preguiçoso e siga os links” foi apenas brincadeira para o espicaçar a seguir as ligações. Cumprimentos.

  5. José Seabra diz:

    A culpa não é do Luis, mas sim dos Órgãos de Comunicação Social, dominados e propriedade da das direitas liberais e radicais e dos seus pseudo-jornalistas que passam estas mentiras como se fossem verdades absolutas.
    Eu também vi na tv a noticia da trabalhadora que comprou a empresa falida por 1€ e não vi ninguem a esclarecer a verdade dos factos e acontecimentos.
    É esta noticia falsa e deturpada(como muitas outras) que faz que tenhamos comentários como o do Luis e dos milhões de luises que viram a desinformação na noticia.

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