Convido-vos a viajar por uma avenida que percorro diariamente. É um claro exemplo da falta de governo, de Estado, de projecto… o que se quiser chamar. Uma avenida no centro da cidade de Lisboa sem uma política pública, sem desenho urbano, onde qualquer entidade do Estado (ou privada) pode cravar a sua marca sem pensar nos seus impactos. Um mar de pináculos (no Porto chamam-lhes pimenteiros), publicidade (alguma da CML e com muitos anos), automóveis esquecidos, semáforos, lixos (alguns nas imediações de escolas), postes, semáforos, sinais de transito e canteirozinhos que vão fazendo as delícias dos diferentes presidentes de junta…
Uma das avenidas da cidade de Lisboa de maior extensão e de excelente escala urbana – proporção entre o edificado e a rua, ao mesmo tempo, um dos melhores exemplos de urbicídio no centro da cidade.




E gente a injectar-se em público.
AJ, tenho para mim que essa não é uma causa mas uma consequência.
Trabalhe alguns anos da rua maria. tudo aquilo é triste e decadente, até reina por alí um certo ar de decadencia. Falta referir os sem abrigo, embrulhados nos jornais e caixotes, porta sim porta não. Mas não é só a Av. Almirante Reis. é toda a fregusia de arroios, subretudo da praça do chile, a Graça que podia ser um local tão apetecível mas que está decadente, suja, os edifícios parecem dentes cariados…
Apesar das vistas sublimes de Nossa Senhora do monte ou da esplanada ao pé do quartel. Quando é que se começa a investir a sério na reabilitação da cidade?
Apesar de tudo, acho que um dos melhores presidentes de câmara que Lisboa teve, foi o Dr. Jorge sampaio. Porque a primeira coisa que fez, foi ouvir muitos interlocutores e especialistas, fazer um diagnóstico.
Depois lançou o planeamento estratégico, que visava responder aos problemas mais urgentes a nivel local. E tinha uma ideia de cidade.
Enfim
José Raul Caires desta vez estou de acordo.
Relembro apenas é que Sampaio não fez tudo sozinho.
precisamente…. – quiz ouvir as pessoas…
quis, disse eu. Não há meio de atinar com o teclado.