O gravador, que esteve sempre ligado, só foi descoberto após um jornalista da TVI se dirigir à mesa para reposicionar o microfone, momento em que encontrou o aparelho ligado e a gravar. E foi nessa altura que todos os jornalistas presentes se aperceberam da gravidade do caso. Apagar os nove minutos de conversas gravadas foi a primeira decisão que tomaram em conjunto. Restava esperar por um responsável do Ministério para pedir justificações.
Mas, foi nesse momento, que o mesmo funcionário entrou outra vez na sala de imprensa e voltou a ligar o gravador, saindo sem se identificar. Alguns dos jornalistas foram atrás dele para perguntar quem era e porque estava a gravar as conversas informais dos jornalistas. O funcionário voltou as costas e seguiu caminho sem dar resposta. Foi preciso alguma insistência para finalmente se identificar como António Correia, membro do gabinete da ministra da Educação. À pergunta sobre qual era a intenção de gravar conversas de jornalistas, o funcionário respondeu desta forma: “Temos as mesmas armas.”




Então os senhores jornalistas não se indignam?
Este não seria tema de abertura de Telejornais?
Se o governo fosse PSD daria pelo menos uma Comissão Parlamentar de inquérito e na AR já tinham peido a cabeça do Ministro.
Até quando vamos nós aguentar isto?
as armas serão as mesmas, mas não é preciso um juiz para lhes dar o ok?
A ME mudou-se para Judiciária?
A Ministra da Educação é quem tem autoridade para mandar fazer escutas?
Bem, ao que isto chegou…
Ministra da Educação para STJ ou no mínimo dos mínimos para PGR, já!
Estranho, estranho é o silêncio da Comunicação Social…
Assumem e deixam o “lapis azul” funcionar, mesmo em democracia…
ih ih ih