Uma questão de transportes, 4.1.1.1

“Tu sabes quantas vezes eu já ouvi essas tuas profecias da desgraça, desastres horríveis (de mota ou coisa parecida), corpos mutilados, colecções de cabeças à beira da estrada, ou então vidas estragadas, pesadelos sem saída, Alcoitões a vida inteira? Eu oiço-te isso desde pequena, tu dás-te conta? Só encontro uma virtude na tua conversa, meu tarado querido: é que, como tudo o que tu prevês, por definição, nunca se realiza, o que tu és, realmente, é um profeta da felicidade” (e cada um desses Russian endings vale na verdade por um final feliz).

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SEXTA | António Figueira
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3 Responses to Uma questão de transportes, 4.1.1.1

  1. “Luego reflexionó que la realidad no suele coincidir con las previsiones; con lógica perversa infirió que prever un detalle circunstancial es impedir que éste suceda. Fiel a esa débil magia, inventaba, para que no sucedieran, rasgos atroces; naturalmente, acabó por temer que esos rasgos fueran proféticos.”

  2. a.m. says:

    Caro amigo, podia fazer um poste a explicar a importância (o interesse, se quiser) dos seus postes sobre a questão dos transportes?
    Não é por nada, é que não estamos a ver…
    Abc

  3. António Figueira says:

    Amigo Albino, sempre na brecha!

    Não se preocupe, que no fim eu explico tudo; conto acabar em finais de Novembro de 2039.

    Até mais tarde, AF

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