Uma questão de transportes, 4.1.1.1
26 de Novembro de 2009 por António Figueira“Tu sabes quantas vezes eu já ouvi essas tuas profecias da desgraça, desastres horríveis (de mota ou coisa parecida), corpos mutilados, colecções de cabeças à beira da estrada, ou então vidas estragadas, pesadelos sem saída, Alcoitões a vida inteira? Eu oiço-te isso desde pequena, tu dás-te conta? Só encontro uma virtude na tua conversa, meu tarado querido: é que, como tudo o que tu prevês, por definição, nunca se realiza, o que tu és, realmente, é um profeta da felicidade” (e cada um desses Russian endings vale na verdade por um final feliz).

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