Novelas como esta já não surpreendem ninguém. Porque será?
Haverá uma ou duas pessoas em Portugal que genuinamente duvidam da uma eventual “propensão” de José Sócrates para controlar os meios de comunicação social. Reparamos, no entanto, que essa afamada propensão não tem sido cabalmente punida na opinião pública, suspeito que devido a um dado pouco apreciado: a visibilidade do aparato censório será sempre proporcional ao medo que provoca. Portanto, aos que acham que as tentativas de José Sócrates resultam apesar de alguns rabos de fora, cabe mostrar que estão errados. Essas tentativas resultam tão melhor quanto mais forem os rabos de fora: a publicitação diária de represálias acaba por cumprir, per se, um fortíssimo efeito dissuasor.




A razão principal da falta de punição eleitoral a Sócrates é a inexistência de uma alternativa política em que os cidadãos acreditem.
A razão principal da falta de punição eleitoral a Sócrates é a inexistência de cidadãos.
Minha cara Helena por esse andar daqui a pouco está como a outra da suspensão da democracia,e que tal tirar o direito de voto ao povo e entregar o poder de decisão a um qualquer revolucionário da sua simpatia.O defunto Salazar também dizia que o povo não estava preparado para a Democracia.
Cara Ana, receio que nunca existiu Democracia em Portugal.
Cumprimentos
“A razão principal da falta de punição eleitoral a Sócrates é a inexistência de uma alternativa política em que os cidadãos acreditem.”
Também, mas a questão que se coloca a seguir é pertinente. Será que essa tentação controleira é devidamente castigada pelas nossos conceitos de cidadania. Sim, é possível que problema de subserviência acrítica seja análogo ao que alude o dito – com as devidas distâncias, claro está – “rouba mas faz”.