A jovem F.C. tinha iniciado há pouco mais de cinco minutos, de moto, o trajecto entre um local de diversão nocturna na zona do Guincho e a casa onde residia. Ainda não tinha percorrido dois quilómetros na Auto-Estrada A5, na zona da Ribeira das Vinhas, quando foi violentamente abalroada por trás. Teve morte imediata. O desastre deu-se pelas 02h15. A vítima mortal, de 20 anos, solteira e residente em Lisboa, seguia a uma velocidade moderada na traseira de um camião de grandes dimensões, atrás de uma amiga e colega de faculdade que também se fazia transportar de mota e só por sorte não foi apanhada no acidente. O condutor que provocou o desastre, A.R., de 41 anos, residente em Paço de Arcos, funcionário da administração fiscal, estava alcoolizado: acusou uma taxa de álcool de 1,77 gramas – quase quatro vezes superior à permitida por lei. A jovem foi projectada violentamente contra o solo e a moto, que tinha sido previamente atestada de combustível, explodiu e ficou a 150 metros do local do embate. “A jovem seguia a velocidade moderada, num troço de auto-estrada bem iluminado, as luzes da moto funcionavam correctamente e o capacete tinha os reflectores obrigatórios. Não existem explicações para o sucedido, pois não era difícil vê-la”, afirmou o graduado da BT que tomou conta da ocorrência. O condutor foi ontem presente ao Tribunal de Cascais. Saiu em liberdade, obrigado a apresentar-se semanalmente na esquadra da PSP da mesma localidade. “A F. era uma amiga impecável. Tinha mota há vários anos e nunca tinha acidentes, era super cuidadosa quando guiava”, disse ao nosso jornal C.T., a amiga que testemunhou o acidente, lavada em lágrimas.




Se eu fosse o pai da menina sabe o que eu fazia?
Sabe o que eu fazia ao sr. A.R.?
Pois era isso mesmo, e uma coisa lhe garanto, o sr. A.R. não matava mais ninguém.
Podia ser que o mesmo juíz me aplicasse então uma pena do género, ir todas as semanas à esquadra.