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Que fazer? Travar a expansão salarial!

12 de Novembro de 2009 por Renato Teixeira

expansão salarial

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Os ministros Vieira da Silva e Teixeira dos Santos no seu melhor: “O melhor é começar pela despesa pública, designadamente por travar a expansão dos 20 mil milhões de euros que anualmente são gastos com os salários dos 700 mil funcionários do Estado.”

Comentários

Comentário de chico da tasca
Data: 12 de Novembro de 2009, 12:23

Já deviam era de ter feito essa travagem.

Os salários dos Funcionários Públicos deveriam de ser congelados, e as poupanças assim obtidas canalizadas para o abaixamento dos impostos às empresas. Com isto poder-se-ia aumentar o salário minimo para 500 ou mais euros, ou mesmo subir as reformas mais baixas.

Os Funcionários Públicos são portugueses privilegiados, a começar pela garantia de emprego para toda a vida, prestem ou não prestem, e por diversos “direitos adquiridos”, pagos pelos restantes portugueses, que deles não usufruem.

Portanto, é mais do que justo que haja esse congelamento salarias, assim como seria justo que os FPs incompetentes, e que são muitos, e os calões, que também são muitos, sejam oura e simplesmente despedidos, como acontece no privado.

Seria também uma questão de justiça que a ADSE deixasse pura e simplesmente de ser financiada pelo Orçamento de Estado. Os Portugueses que não podem usufruir das mordomias e das vantagens da ADSE, não podem ser obrigados a contribuir para ela. Se querem um sistema de saude à parte, os FPS que a paguem, na íntegra !

Justiça entre todos os portugueses é urgente.

Comentário de lingrinhas
Data: 12 de Novembro de 2009, 13:28

700000? mas o que é que fazem a maior parte deles ou não fazem maltratam-nos e ainda por cima querem mais dinheiro .a cerca de 6 meses eram 6 (seis)funcionarios camararios para colocar um sinal de transito de sentido proibido.

Comentário de JMJ
Data: 12 de Novembro de 2009, 13:31

outra possibilidade seria não dar 24 mil milhões de euros (24.000.000.000,00 €) a empresas (bancos) que apresentam lucros no seu exercicio e que pagam menos de IRC que a Tasca do Chico…

Comentário de lingrinhas
Data: 12 de Novembro de 2009, 16:48

JMJ cá no meu bairro a mim é que me chamam mentiroso é melhor actualizares os numeros porque ainda faltam aí uns trocos.

Comentário de JMJ
Data: 12 de Novembro de 2009, 16:50

Sim, os funcionários públicos são tudo isso.

São mal-educados como os empregados de qualquer café; incompetentes como qualquer funcionário num banco; prepotentes como qualquer automobilista português; corruptos como qualquer patrão de uma empresa tipo, sei lá, o BCP ou da REN.

So têm uma pequena diferença. São mais mal pagos no Estado que no privado.

Comentário de JMJ
Data: 12 de Novembro de 2009, 17:11

lingrinhas,

tomara eu estar a mentir. Se estou é porque me mentiram a mim, aqui:

http://resistir.info/e_rosa/banca_paga_13pc_sobre_lucros.html

Comentário de renegade
Data: 12 de Novembro de 2009, 17:17

Já estou preparado psicologicamente para ter o salário congelado durante os próximos 4 anos. Mas para além de todas as fugas ao fisco mais ou menos institucionalizadas, dos bancos aos profissionais liberais, também gostava que alguém me explicasse por que é que os salários na função pública são sempre negociados à percentagem pelos sindicatos-governo, e por que é que essa percentagem é sempre igual para todos o funcionários
.
Eu ganho 1000 euros. Por que razão eu e o servente que ganha 450 euros temos a mesma percentagem de aumento que um dirigente que ganha 3000 e tem uma série de mordomias? Este ano, com aumentos a 3%, eu teria tido uma aumento de 30 euros, o servente de 13,5 euros e o dirigente um aumento de 90 euros. Há aqui alguma coisa muito mal explicada por todos os intervenientes no sistema, a começar pelos sindicatos.

Comentário de Tiago Mota Saraiva
Data: 12 de Novembro de 2009, 17:22

Renato podes dizer-me em que página do programa do PS é que pudemos encontrar essa iniciativa política, sufragada pelos portugueses?

Comentário de Renato Teixeira
Data: 12 de Novembro de 2009, 18:06

Chico da Tasca e Lingrinhas as vossas posições estão mais próximas da inveja do que da crítica e devo dizer-vos que nenhum dos sentimentos me parece justificável. Por que razão invejar um sector mal tratado, mal pago e normalmente mal fodido? Ou criticá-lo por ter privilégios que os outros supostamente não têm. Não seria melhor defender o alargamento dos privilégios a todos ao invés de atacar quem os tem? (Eu não quero um parque infantil ou um jardim público no bairro onde moro… quero é que o meu cunhado não tenha nem uma coisa nem a outra, no bairro dele. Poderia ironizar…)
Não vêem os senhores que é sobre o aumento dos salários da função pública que os privados definem os seus?
Por isso mesmo os representantes da patronal se apressaram a aplaudir a medida conforme se pode ler das declarações de José António Barros, presidente da AEP (Associação Empresarial de Portugal): “Seria um gravíssimo disparate colocar o referencial em 1,5%. O ministro tem toda a razão” ou de João Vieira Lopes, vice-presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CPP): “numa situação económica instável e com baixas perspectivas de crescimento em 2010, a contenção salarial é previsível”.
Prefiro a possibilidade do JMJ bem como a sua leitura dos factos.
Renegade tem toda a razão. Não há nenhum argumento para que não exista um aumento mais significativo para os salários mais baixos e, acrescento eu, absolvição do pagamento de impostos a salários inferiores a 1000 euros líquidos. Neste tipo de Estado, e neste tipo de sistema, é assim. Quem mais ganha mais poupa com o Estado e mais usufrui dele. C’ést le marché.
Tiago Mota Saraiva, esta medida deve estar numa das páginas ocultas do programa do PS, que mais devia chamar-se Código Da Vinci. De resto, o PS sempre honrou o compromisso de ter umas quantas páginas escondidas na sua caderneta de encargos. Do aborto à privatização, à privatização da educação e da saúde, foram quase sempre eles a concretizar os pilares do neo-liberalismo e não há memória que o tenham dito em nenhuma das referidas eleições. É uma espécie de bónus track bem ao jeito do “socialismo” democrático.

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