Muro de Berlim: tarde caíste

Perante a efeméride da queda do Muro, alguma esquerda não resiste lembrar que, não obstante a liberdade chegada aos países de Leste, 1989 significou também o triunfo do neoliberalismo e, com ele, a universalização da desregulação económica, a retracção do Estado Social e um continuado cavar das desigualdades entre os países ricos e os países pobres.

Isso até será verdade, mas a grande falácia é pensarmos que a intocada hegemonia do neoliberalismo se deveu à queda do Muro de Berlim.

Bem ao contrário: é o facto de o Muro ter sido construído em nome de um mundo radicalmente mais justo que hoje rouba possibilidades a quem queira imaginar um mundo radicalmente mais justo. O Muro de Berlim e o regime que o ergueu continuam a dar mau nome a qualquer esperança que se atreva a tentar superar o capitalismo predatório. Tarde caiu, pior ter existido.
(publicado originalmente aqui)

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64 Respostas a Muro de Berlim: tarde caíste

  1. Luis diz:

    “até o Salazar fixou as 8 horas de trabalho diário (48/semana) em 36, antes do Estaline” ????

    Está muito enganado. Os trabalhadores da indústria e do comércio conquistaram o horário de trabalho de 8 horas em Maio de 1919, na I República, e os trabalhadores do campo só em 1962, depois de grandes lutas do proletariado alentejano e ribatejano duramente reprimidas.

    Foi só no mês de Maio de 1962 que mais de cem mil trabalhadores rurais do Alentejo e do Ribatejo, depois de terem recorrido à greve, puseram fim ao horário de trabalho medieval de «sol a sol» que vigorava nos campos.

    E nessas lutas, em Aljustrel foram mortos os operários António Adangio e Francisco Madeira e feridos outros. E no dia 1.º de Maio de 1962, em Lisboa, na maior manifestação (essencialmente operária) que se fez na capital portuguesa durante o fascismo, as forças policiais assassinaram o operário tipógrafo Agostinho Fineza.

  2. Luis diz:

    “No campo do trabalho, com as necessidades de acumulação rápida em países atrasados e, depois da guerra, devastados, foi onde o comunismo mais se afastou da utopia” ???

    Mentira total pois a URSS foi o primeiro país do mundo a pôr em prática um vasto conjunto de direitos humanos, como o direito ao trabalho, o horário de trabalho das oito horas, as férias pagas, a igualdade de homens e mulheres, o direito à saúde, à segurança social, ao ensino, à cultura, o direito à infância, o direito à velhice, enfim os direitos a que todo o ser humano, pelo simples facto de existir, tem direito – direitos esses que se estenderam progressivamente a milhões de trabalhadores de outros países que os conquistaram através da luta, estimulada, ela própria, pelo exemplo da Revolução de Outubro; direitos esses que hoje, após a derrota do socialismo, estão na mira do capitalismo internacional e, em Portugal, são os grandes visados pelo Código do Trabalho que o PS/Sócrates e os restantes partidos da política de direita aprovaram.

  3. Luis diz:

    “já se aperceberam da liberdade de que gozam aqui, nesta merda de democracia burguesa? E já pensaram que os regimes comunistas nunca, até hoje, deram aos trabalhadores nem um milésimo desta liberdade?” ???

    Refere-se à liberdade de que gozam os Abramovitchs e pulhas afins, que rapidamente assaltaram os aparelhos produtivos e os mercados destes países?

    Foram de facto uns 20 anos de liberdade para despedir, liberdade para pilhar os recursos naturais, liberdade para fechar serviços públicos, liberdade para corromper, liberdade para mentir e intoxicar, liberdade para acumular gigantescas fortunas, liberdade para agredir militarmente.

    Para os povos, reservaram a outra face da liberdade: a explosão do desemprego, a catástrofe da guerra, o crescimento brutal da toxicodependência e da criminalidade, a exploração desenfreada, a morte pela fome e por doenças curáveis, a diminuição abrupta da esperança de vida e da qualidade de vida, a emigração, a repressão.

  4. Justiniano diz:

    Luis!
    Vcmcê não percebeu nada do meu comentário anterior!!!! Vamos lá então:
    – O Luis poeticamente declara que do que ocorreu não poderemos qualificar como experiencia “comunista”, ou seja elabora um repúdio absoluto à experiencia ou, pelo menos, refere-se a ela como estranha ou desconcertante face à teoria marxista.
    – O que lhe referi foi, simplesmente, que as Constituições da URSS e RDA correpondem ao modelo teórico marxista – Densificam o marxismo – Ou seja por muito que não goste não pode desconsiderar o Estado histórico socialista (URSS, RDA…) como uma não coisa apenas porque não (Faça como o Vidal, honestere vivere, aceite a trampa toda, todinha).
    – Repito. Se ler, vai lá encontrar a tal democracia política de que fala, mas, certamente, que não encontrará lá a coisa tão pouco ou nada marxista que chama de liberdade (sinceramente desconheço a teoria marxista acerca da liberdade como direito individual.

  5. Mexilhão diz:

    É pá, Luís, não te atoles.

    A 1.ª República deu tanta coisa aos trabalhadores como nada e coisa nenhuma, e as 8 horas de trabalho foi coisa que se ficou, fora de Lisboa, pelo papel. Tanto mais que o Salazar teve de vir impor o cumprimento, assim como fixar as regras do descanso semanal. Quanto às 8 horas no campo, as lutas de 1962 visaram o seu cumprimento e foram contra os abusos que continuavam a ser cometidos, não foram pela conquista de coisa nenhuma. Depois, vê tu bem aonde te leva o teu fanatismo: nessa altura, com tanta malta na guerra, 100 000 assalariados rurais não havia em todo o país, quanto mais para participarem nas lutas no Alentejo e no Ribatejo. Tens de deixar de desinformar-te pelo Avante! e passares a pensar um pouco pela tua cabeça.

    Sim, o fascismo salazarista matou algumas dezenas de trabalhadores e encarcerou uns poucos milhares. Ninguém te diz o contrário. Isto aqui não era nenhuma democracia. Mas, vê tu bem, não sendo um regime democrático era muito menos repressivo e totalitário do que qualquer dos regimes comunistas. O que te disse é que os regimes comunistas, de que tanto gostas, qualquer deles, mataram e encarceraram muitos mais, mas mesmo muitos mais. É que nem é possível fazer comparações acerca da repressão entre o fascismo salazarista, a tal ditadura terrorista dos monopólios, e os regimes comunistas, as tais ditaduras terroristas do monopólio estatal.

    Não me chames mentiroso, porque não ando aqui em missão de propaganda, ao contrário de ti e da Brigada Brejnev da Blogosfera. A URSS não foi o primeiro país a pôr em prática as 8 horas de trabalho diário, mas sim a gratuitidade de todo o ensino, a cultura a preços baixos, a assistência médica gratuita e a igualdade de direitos entre homens e mulheres perante a lei (e lembra-te que o direito ao aborto, esse, sim, pioneiro, foi reconhecido e, mais tarde, temendo a não recuperação da taxa de natalidade para repor as baixas da guerra, foi retirado; tudo era à medida das conveniências). As férias pagas foram uma conquista dos trabalhadores europeus ocidentais; e o direito ao trabalho de que tanto falas, começou por ser o trabalho compulsivo, perante as necessidades do comunismo de guerra e, depois, da grande guerra patriótica. A generalidade dos países comunistas, até aos meados dos anos 70, pertencia ao grupo que ratificara menos convenções da OIT. E liberdade sindical, negociação colectiva e direito à greve, népia.

    Convence-te de que tudo o que enumeras, e o próprio comunismo, foi um produto da guerra. Quando a guerra acabou, a coexistência pacífica só poderia conduzir à derrocada generalizada do comunismo. É que sem liberdade, sem concorrência, com produtividade tão baixa e com tão avultados recursos aplicados em despesas militares (e, nos países do “campo socialista”, desviados para reparações de guerra à URSS) não havia modo de economias atrasadas e fechadas competirem com o capitalismo concorrencial em desenvolvimento. A fixação administrativa dos preços não tinha como resistir, porque o lençol do capital disponível, que só provinha da exploração dos trabalhadores locais, não crescia, e quando era puxado para a cabeça, destapava os pés. Por muitas notas e cédulas de banco que imprimissem, por muitos certificados de aforro que emitissem, de nada valia.

    A própria reconstrução soviética, feita à custa de muita “emulação socialista” (ultrapassando os períodos de trabalho legais e impondo ritmos de trabalho muitas vezes desumanos), mas principalmente de reparações de guerra (mesmo nos países que passaram a constituir o “campo socialista”, vê tu bem) constituídas em grande parte por equipamentos industriais velhos e obsoletos, também não poderia competir com a reconstrução dos próprios países europeus ocidentais, apoiada pelos vultuosos créditos disponibilizados pelo Plano Marshall para a compra de meios de produção americanos modernos. E sabes, com certeza, o que gerou a imposição soviética aos países do “campo socialista” para não aderirem ao Plano Marshall.

    Quando me refiro à liberdade, refiro-me à que vocês, os da Brigada Brejnev da Blogosfera e todos os fanáticos do comunismo, gozam aqui, em Portugal, nesta merda de democracia burguesa. Vocês que tanto enchem a boca com a liberdade, e que tanto enaltecem a luta pela liberdade que os vossos camaradas mais velhos andaram a travar aqui nos tempos do fascismo, deveriam reflectir um pouco sobre a ausência de liberdade que caracterizou todos os regimes comunistas. Mas vocês não dão valor à liberdade. O que vos interessa é a vossa liberdade, não a liberdade dos outros. O que é preocupante é alguns dos que para aqui andam serem gente nova com ideias tão velhas e perigosas. Arrepia pensar o que seria vocês terem chegado a conquistar o poder.

    Quereriam vocês que nos países de regime comunista ao descalabro do comunismo se seguisse a imediata prosperidade capitalista? Então o malvado capitalismo teria a obrigação de acudir a tamanhas desgraças? Os capitalistas, afinal, são uma confraria de caridade ou quê? E o calibre dos capitalistas nascidos da burocracia comunista? Aquilo é que eram os homens novos, hem! Tão novos, e tão bons, que passaram a praticar um capitalismo ainda mais selvagem do que era o comunismo. Isso também os devia fazer pensar. Com tanto saudosismo do comunismo, como vocês não se fartam de propalar, admira que os povos dos antigos países de regime comunista não tenham ainda posto no poder os partidos comunistas, para restaurarem o comunismo. Será que se fartaram da miséria do comunismo e preferem a miséria do capitalismo? Admira-te!

    O comunismo é o futuro, dizem vocês. Só se for o comunismo primitivo, depois do Armagedão que também não se cansam de propalar que aí vem. Quando é que percebem que o comunismo marxista não é mais do que capitalismo de Estado monopolista, e que este só teve hipóteses de ser implantado em sociedades atrasadas, onde o capitalismo estava bloqueado e as burguesias nacionais se mostraram incapazes de o desenvolverem? Ou, no caso de muitos países da Europa de Leste, onde o exército vermelho aparecera como libertador e, depois, ocupante, e, no caso de Cuba, onde a corrupta burguesia nacional vendera o país à exploração colonial? Acham que transformar as pessoas em funcionários públicos lhes confere a liberdade, e que o monopólio estatal permite aumentar a produtividade e atingir a prosperidade?

    Um último apontamento sobre o Muro de Berlim, que tanto tem sido falado aqui neste blog. É confrangedor, ilustrativo do vosso fanatismo cego, como passados tantos anos ainda têm a desfaçatez de justificar a construção do muro e de equipará-lo a uma fronteira. Mas então as fronteiras muradas são erguidas para impedir que os nacionais saiam ou para impedir que os estrangeiros entrem? E que raio de comunismo era aquele que nem tinha capacidade para mostrar a meia cidade a sua superioridade em relação ao decadente capitalismo? Nisto, como no resto, vem ao de cima o vosso cinismo, as comparações desajustadas e o vosso conhecido relativismo ético e moral.

    Gostava que os comunistas deste blog nos explicassem, a nós, tolos anti-comunistas, onde raio está indiciado que o comunismo é o futuro da humanidade e o regime capaz de lhe proporcionar a prosperidade e não um estádio passado ilustrativo da penúria que caracterizava as sociedades recolectoras. Parece-me que tal não passa de ideia residente em cabeças tolas de fanáticos, que pouco se distinguem dos fanáticos de qualquer religião sagrada ungidos pela fé no harém de virgens que os esperará no paraíso, e que não sabem raciocinar se não por dicotomias simples, como se anti-comunista fosse sinónimo de pró capitalista, e assim por diante. Quando verão que a tabela periódica dos regimes sociais não contempla a necessidade do comunismo? Acham mesmo que o pós capitalismo se pode adivinhar? Então, digam à gente qual o Nostradamus que adivinhou o capitalismo.

  6. Luis diz:

    Mas onde é que alguma vez ocorreu uma “experiência comunista”? Eu já perguntei por datas e locais, já afirmei que nunca houve qualquer “experiência comunista” no século passado e o Justiniano insiste nessa tolice! Mais uma vez lhe digo que é um disparate estar a discutir o que não aconteceu!

    Depois faz outra afirmação extraordinária: “não encontrará lá ( nas Constituições da URSS e RDA) a coisa tão pouco ou nada marxista que chama de liberdade” ???

    Está esquecido que quando das manifestações no Outono de 1989 em Alexanderplatz, Berlim Leste, ou em Leipzing, os manifestantes sob a palavra de ordem “Nós somos o Povo”, exigiam o respeito pelos direitos dos cidadãos garantidos na sua Constituição? E que essas manifestações (antes da abertura da fronteira) foram convocadas invocando os artigos 27 e 28 da Constituição da RDA que proclamavam a liberdade de opinião, de imprensa e de reunião?

  7. Luis diz:

    “ainda têm a desfaçatez de justificar a construção do muro e de equipará-lo a uma fronteira. Mas então as fronteiras muradas são erguidas para impedir que os nacionais saiam ou para impedir que os estrangeiros entrem?” ???

    Qualquer fronteira serve para controlar quem sai e quem entra. Mas os piores “muros” acabam por ser os legais, os que por exemplo desde há quase 50 anos não autorizam cidadãos norte-americanos sequer a passar um fim-de-semana em Havana. Pois é. Afinal os norte-americanos nem sequer têm liberdade de visitar Cuba! Extraordinário, não é?

  8. MS diz:

    Mexilhão: “(…) 1962 (…) nessa altura, com tanta malta na guerra, 100 000 assalariados rurais não havia em todo o país (…).”

    De acordo com o artigo de João Ferrão (Recomposição social e estruturas regionais de classes (1970-81) in Análise Social, Vol. XXI (3.º-4.º-5.º), 1985 (n.º 87-88-89), pp. 565-604), a evolução do proletariado agrícola entre 1960 e 1981 em Portugal foi a seguinte:
    1960: 938.685
    1970: 459.785
    1981: 262.850

  9. Mexilhão diz:

    Pàzinho, Luís: confundes fronteiras com passagens de fronteiras. Além do mais, fronteiras delimitam países; fronteiras muradas têm também algumas outras funções; não consta que tenham tido a função de impedir os nacionais de abandonarem os seus países, a não ser nos países comunistas.
    Não tenho qualquer interesse em discutir o fado da desgraçadinha das malvadezes cometidas pelo capitalismo americano, nem do capitalismo em geral. Não preciso que me digas que o capitalismo é mau. Como já disse, ainda não houve menos mau.
    A vossa táctica relativista é uma completa falácia: se nós somos maus os outros são ainda piores. A comparação não é entre nós e os outros, entre o comunismo e o capitalismo, mas entre o que vocês dizem que o comunismo foi e o que ele foi de facto. E nisto, como na comparação entre comunismo e capitalismo, a realidade aí está para comprová-lo.
    Pá, MS: para não te iludires, terás de inquirir junto desse João Ferrão como fez ele essas extrapolações de trabalhadores rurais ou trabalhadores agrícolas para proletariado agrícola, categoria que não entra nos censos. Antigamente, muita gente era jornaleiro uma parte do tempo, aproveitando a procura de mão-de-obra para alqueives, mondas, ceifas e colheitas sazonais para trabalhar por conta de outrem, e outra parte do tempo era pequeno agricultor, fosse pequeno proprietário, rendeiro, seareiro ou parceiro. O mesmo acontecia com uma parte do chamado proletariado industrial, que simultaneamente cultivava uma jeira, com cujos proventos colmatava os magros salários; principalmente no norte e centro do país. Com a entrada para a EFTA e o desenvolvimento industrial proporcionado pelo investimento estrangeiro, a partir da década de 60, tudo isso mudou.
    Quando te guiares pelo Avante!, em relação ao número de trabalhadores envolvidos em lutas, tens de ter o máximo cuidado. Aquilo era só propaganda. Pior do que a que vocês fazem aqui em relação ao comunismo, porque então não havia modo como saber a verdade.

  10. MS diz:

    Mexilhão: “Pá, MS: para não te iludires, terás de inquirir junto desse João Ferrão como fez ele essas extrapolações de trabalhadores rurais ou trabalhadores agrícolas para proletariado agrícola, categoria que não entra nos censos.”

    Tem razão, esqueci-me de colocar o link para o artigo. Aqui fica: Recomposição social e estruturas regionais de classes (1970-81).

    Relembro-lhe que na sua afirmação anterior sustentava que na década de 60 “100 000 assalariados rurais não havia em todo o país”. Não percebo porque razão teve de ir buscar a EFTA, os jornaleiros, as ceifas e as colheitas sazonais, o Avante! e o comunismo em vez de ‘conceder o engano’ como fez noutro tópico. Enganou-se. Está corrigido. Siga para a frente, não fique a escarafunchar na bosta.

  11. quanto aos argumentos pró URSS só uma coisa – impedem que se leve a sério o PCP ou outra qualquer tentativa de refundação à esquerda que inclua o PCP – eu não consigo viver com estes esqueletos no armário, quanto mais com as pilhas de cadáveres…

    não percebem que todo esse paraíso estava assente não em pés de barro mas em montanhas de milhões de cadáveres cujo único crime tinha sido ousar pensar livremente, ousar contrariar o comité central, ousar ser um raio de um SER HUMANO

    muitas vezes o crime nem era pensar, era ser. ser ucraniano ou de outro povo pelos russos considerado inferior

    o grande trunfo do capital é esta esquerda bafienta que continua a ter bustos do pai de todos os povos no hall de entrada e que apresenta como alternativa a esta democracia viável a podridão soviética

    NEM CAPITALISMO NEM COMUNISMO SOVIÉTICO!

    o mundo não se pode resumir a essa dicotomia entre bons e maus,
    deixem isso para bush e acólitos. outro mundo é possível, mas que não seja nunca, mas mesmo nunca, o mundo proposto pela URSS!

  12. Natália Santos diz:

    Muito obrigada pelo seu comentário sintético e ao mesmo tempo claro!

    Atirou para o cesto das nulidades alguns comentários presunçosos que por aqui andavam!

    Palavras definitivas as suas , diria eu. Daquelas que nos fazem sacudir os ombros e andar para a frente !

  13. Natália Santos diz:

    Referia-me ao sr.Daniel Nicola, 15 11, 13h 21, claro!

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