Uma questão de transportes, -1

Foi no último dia das férias da Páscoa de 1976: éramos quatro, em casa dos avós do F.Q. (ausentes), bebemos uma garrafa de White Horse (que eu não me lembro a que é que me soube), espadeirámos com as espadas do avô (um bravo de La Lys, acho eu), deitámos fogo a um maple (por acidente) e por fim saímos – eu e o D.C., na Yamaha 50 dele: segundo diversos testemunhos concordantes, fizemos várias tangentes de belo efeito e alto risco na intersecção da Sant’Ana à Lapa com a Infante Santo, de que nos safámos por muito pouco (íamos sem capacete); depois, andei bêbado quinze dias (“esquisito”, achou a minha mãe). Hoje não posso contar nada disto à F., evidentemente, mas peço-vos que acreditem que quando falo no perigo das motas sei do que estou a falar.

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SEXTA | António Figueira
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Uma resposta a Uma questão de transportes, -1

  1. JMG diz:

    Como?! Apanha uma enfrascadela, anda de moto sem acidentes e desaconselha por via disso a moto? A desaconselhar alguma coisa, the booze seria talvez uma escolha mais criteriosa.

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