O que se passa no Benfica? Reforma ou Revolução?

Léo é melhor que Schaffer ou César Peixoto – mesmo jogando contra os dois ao mesmo tempo, Katsouranis é um pouco melhor que Javi Garcia embora Saviola seja melhor que Suazo, Ramires e Reyes, embora sejam jogadores com características diferentes, equivalem-se.

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9 Responses to O que se passa no Benfica? Reforma ou Revolução?

  1. Zé benfica says:

    O Léo era uma merda da mesma igualha. Daqui a pouco o Petit também era um pouco melhor do que o Javi Garcia.

  2. chico da tasca says:

    Pois, e qualquer um desses é melhor que toda a equipa do Sporting…

  3. Ricardo Noronha says:

    Tiago, o katsouranis até podia ser mais refinado e inteligente a jogar, mas não media 1,90 e sobretudo, depois da primeira época, não corria o que corre o Javi Garcia. O que, numa equipa como a do benfica, toda balançada para o ataque, constitui uma diferença substancial. O espanhol ontem estava em todo o lado. Até ganhar a linha para cruzar o vimos.
    Por outro lado o Reyes jogou muito bem no benfica o ano passado, mas a ser comparado com alguém teria de ser com o Di Maria, que foi quase sempre seu suplente. O angelito é um bocado estranho. Faz as coisas mais imbecis que um jogador pode fazer (tentar sair a driblar quando a equipa está desequilibrada, rematar sem posição, desmarcar-se na direcção errada), mas a verdade é que está a ganhar uma consistência que o Reyes não teve, nem sequer nos seus melhores jogos.
    A diferença fundamental na minha opinião, está no posicionamento dos jogadores. Sempre bem juntinhos e com muitas linhas de passe, mas suficientemente rápidos para ocuparem o campo todo e obrigarem as defesas adversárias a extender as linhas e abrir espaços. I
    sso e o Aimar, que é quem permite à equipa ter a bola quando pressionada e jogar ora com largura, ora com profundidade.
    Ter o filho do senhor no banco também tem ajudado.

  4. Jose Manuel Vieira says:

    EQUIPA DO sporting ?

  5. capitão fernandes says:

    Katsouranis melhor que o Javi Garcia? Só se for a central…

  6. Fábio Dionísio says:

    O Javi Garcia é sem dúvida alguma o melhor arranca pinheiros que alguma vez vestiu o manto vermelho: é uma síntese de Bynia, Fernando Aguiar (Robocop) e Petit (Pitbull) mas com miolos;é um bulldozer, não um homem. O Karagounis ao pé dele era um corta-relva topo-de-gama com jeito para jogar à bola, mas sem a capacidade de praticar o Terror centrocampista necessário à Revolução encarnada. O Reyes é um futebolista aristocrático, incapaz de correr e trabalhar metade daquilo que o Ramirez corre. Resumindo, este plantel é Revolucionário porque tem lá verdadeiros proletários da bola, a equipa do ano passado era Reformista, aburguesadíssima. O resto do trabalho, já se sabe, é feito pelo pelotão de fuzilamento do eixo argentino-paraguaio.

  7. Ricardo, creio que foi Rui Costa e não Jorge Jesus que construiu a equipa com duas operações cirúrgicas uma purga – a venda de Katso por um valor muito abaixo do “mercado”, acabando com um foco de conflito interno, e uma anexação – a compra de Saviola, que joga de olhos fechados com Aimar. Rapidamente o Benfica ganhou sentido colectivo a partir dos que já lá estavam.
    A partir daí, a aquisição de Ramires, reequilibrou a equipa à direita e Javi deu corpo ao colectivo.
    A tese que defendo é que, ao nível das individualidades, o Benfica de Jesus não é superior ao Benfica de Quique.
    Jesus teve a inteligência de perceber que o mágico havia revolucionado a equipa, e entendeu defender que seria menos cansativo para a equipa esmagar os adversários do que marcar um golo e defender até ao final do jogo.

  8. Fábio Dionísio says:

    Errata: Quando escrevi Karagounis (também ele um gajo porreiro) evidentemente queria dizer Katsouranis. Já agora, aproveito para acrescentar, que também tem sido útil ter no banco um gajo que, não sendo um intelectual puro, domina os clássicos da teoria revolucionária da bola. Mas insisto, sem aqueles dois chaimites (Ramires e Javi) os artistas argentinos mais o torpedeiro paraguaio não davam conta do recado.

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